quarta-feira, janeiro 20, 2021

Tag: escritores negros

Clube Negrita no Sesc (Foto: Monomito Filmes)

Clube de leitura destaca obras de escritoras e escritores negros

Geni Guimarães é a autora do livro escolhido para a próxima edição, com participação de Suzane Jardim   Do Livre Opinião  Clube Negrita no Sesc (Foto: Monomito Filmes) Dia 6 de julho, na biblioteca do Sesc Avenida Paulista, acontece mais uma edição do Clube Negrita, dessa vez, com o livro Leite do peito, de Geni Guimarães, escritora brasileira, que venceu o Jabuti e outros prêmios. Os contos presentes na obra são autobiográficos e narram acontecimentos da vida de uma menina negra até o início da sua fase adulta. Para trocar impressões sobre o livro e falar a respeito do contexto histórico, a organizadora e mediadora do clube, Bruna Tamires, terá a companhia da historiadora Suzane Jardim. O Clube Negrita incentiva a leitura de escritoras e escritores negros e o letramento através da leitura em coletivo, proporcionando a troca de ideias e a vivência conjunta em torno da literatura negra. Durante as sessões, cada ...

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(Foto: Imagem retirada do site Época)

‘Memórias póstumas de Brás Cubas’: A obra que foi nosso cometa

Obra de Machado de Assis é o tema do terceiro texto da série que aborda os principais livros pedidos nos maiores vestibulares. Imagine uma noite em que você consiga ver um monte de estrelas. É um céu lindo. Agora imagine um cometa iluminando o céu lindo. É de perder o fôlego. O céu sem o cometa é a literatura brasileira até 1881: belas obras no firmamento. O cometa que tira o fôlego é o romance “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Nunca mais nossa cultura foi a mesma. Muitos países passaram pela experiência de ver a publicação de uma obra revolucionária. Pense na Espanha na época da publicação de “Dom Quixote”. Pense na Rússia na época da publicação de “Anna Kariênina”. Não é o caso de dizermos que esses romances revolucionários são melhores que os que vinham sendo publicados até então: gosto literário é subjetivo. Mas é ...

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James Baldwin (1924-1987), junto aos monumentos de Shakespeare e John Milton, no Albert Memorial, Kensington Gardens, em Londres: “Ele não era um ‘escritor negro’, era um escritor

Vida e obra de James Baldwin

Tocado pelo gênio da linguagem, romancista e intelectual negro americano passou a vida em lutas, internas e externas, contra o racismo e a homofobia; o discurso, atingindo a essência do problema, foi seu grande legado Por Gilberto G. Pereira no Jornal Opção James Baldwin (1924-1987), junto aos monumentos de Shakespeare e John Milton, no Albert Memorial, Kensington Gardens, em Londres: “Ele não era um ‘escritor negro’, era um escritor James Baldwin nasceu em um hospital do Harlem, em Nova York, em 2 de agosto de 1924. Veio ao mundo tão raquítico e pequeno, respirando mal, que o médico afirmou que não passaria dos cinco anos. Filho de pai que nunca conheceu, vivia em ambiente de miséria com oito irmãos. Alimentava-se apenas de carne enlatada a semana toda, comprada fiado na mercearia de um velho judeu (parte da história dos judeus e dos negros nos EUA é ...

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‘Voltei do Brasil decidido: me tornaria um escritor’, diz Colson Whitehead

Vencedor das mais recentes edições dos prêmios Pulitzer e National Book, como melhor livro de ficção, “The underground railroad — Os caminhos para a liberdade”, lançado agora no Brasil, não teve um parto fácil. A ideia de uma narrativa centrada nas terríveis relações étnicas nos EUA já estava na cabeça de Colson Whitehead antes mesmo de ele publicar seu primeiro livro, “A intuicionista”, em 1999. Mas o autor não se sentia preparado para a tarefa. no Extra Globo Recém-saído da Universidade de Harvard, Colson se empregou como crítico de TV no já decadente “Village Voice”. O ano era 1994, e os colegas do semanário o incentivaram a deixar o batente de lado, colocar uma mochila nas costas e visitar o outro país de dimensão continental das Américas cuja economia fora sustentada durante séculos por trabalho escravo. A visita ao Brasil e, especialmente, a releitura, anos depois, de “Cem anos de ...

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Ninguém me pediu, mas vai assim mesmo

Ao contrário da minha geração, muitos escritores e poetas negros mais jovens começam a sua formação tendo já como tradição um grande número de obras de artistas que se assumem negros de modo mais ou menos alusivo em seus textos. Isto é, esses jovens escritores trabalham a partir de uma literatura negra já constituída e ao mesmo tempo em processo. Essa conquista precisa ser festejada, trata-se mesmo de um lugar que devíamos alcançar e alcançamos. A partir desse ponto não há mais retorno. Por Ronald Augusto Do Sul21 No entanto, quando comecei, na década de 1980, havia pouca produção literária negra e o pouco que havia era tremendamente desconhecido e – por razões que o racismo naturalizado explica muito bem – negligenciado sem mais. Por outro lado, isso só se tornava um drama para quem tinha, como eu, algum interesse em buscar e discutir as condições de possibilidade de uma produção ...

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Marlon James escreve “a Guerra dos Tronos africana”

O vencedor do Man Booker Prize 2015 lança o primeiro volume de "The Dark Star Trilogy" em 2018 O seu primeiro livro, John Crow"s Devil, foi rejeitado por 78 editoras. Marlon James acabaria por vê-lo publicado em 2005 e, ao terceiro livro, A Brief History of Seven Killings (Breve História de Sete Assassinatos, publicado em português pela Relógio d'Água), vencia o Man Booker Prize 2015, tornando-se assim no primeiro jamaicano a receber aquele que é um dos mais importantes galardões literários. Fonte: DN Agora, o escritor que chegou ao Minnesota, Estados Unidos, com 200 dólares no bolso na altura em que escrevia o seu segundo romance, está mergulhado num projeto que começara antes ainda de receber o prémio: a trilogia de fantasia épica The Dark Star Trilogy, referida pela editora, a Riverhead Books, como "a Guerra dos Tronos africana". E, de facto, James é um fiel leitor da saga de George ...

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Narrativas de um lugar de fala

Cidinha da Silva lança livro a partir de um olhar afrocentrado e discute o valor da representatividade negra Por JOYCE ATHIÊ, do O Tempo  Curioso observar que, logo após o encerramento do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua (FIT-BH), em uma edição marcada pela ausência de trabalhos do teatro negro, deu-se início a Mostra Benjamin de Olivera, evento concebido como espaço de difusão e valoração do trabalho de atrizes e atores negros. Essa coincidência chama a atenção para a necessidade do despertar dos olhares para uma produção artística pautada pela representatividade. Na literatura, por exemplo, é o que busca Cidinha da Silva, escritora mineira que lança dentro da programação da mostra seu sexto livro de contos, “Sobre-viventes!”, hoje, no Tambor Mineiro, às 19h. “Esse é um tempo em que a gente vive na luta pela representação e isso está presente no meu universo narrativo, na crônica, que trata do cotidiano, ...

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UnB reúne escritores para debate sobre racismo e ‘democracia racial’

Evento conta com 11 autores da literatura negra brasileira Debate será no Campus Darcy Ribeiro; entrada é franca. no G1 Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) vão promover no dia 1º de junho, no auditório do campus Darcy Ribeiro, um evento para debater questões como democracia racial e racismo no Brasil. A 3ª Jornada Literária de Autoria Negra: Percursos Contemporâneos contará com a presença de alunos, professores da UnB e 11 autores brasileiros. O Grupo de Estudos em Literatura Contemporânea da universidade propõe no evento o diálogo sobre assuntos que envolvem perspectivas, linguagem, gênero, edição de autoria negra. A imagem do negro nos veículos de comunicação também será tema de discussão. Entre os escritores convidados para o evento estão o paulista Allan da Rosa – vencedor de um prêmio Funarte em Arte Negra, em 2014 – e a brasiliense Meimei Bastos, estudante da Artes Cênicas da Universidade de Brasiília e autora do ...

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Lançamento – Livro infantil ilustrado ‘Trovinha das cores e amores’

Livraria Cultura do Conjunto Nacional recebe no próximo dia 21.03 (segunda-feira), das 18H30 às 21H30, o lançamento oficial do livro "Trovinhas das cores e amores", nova aposta da Metanoia Editora (RJ) que presenteia o leitor com uma produção que vai muito além das boas rimas.   Enviado para  Portal Geledés Escrita pela professora Regina Lúcia de Moura Nogueira Silva e com ilustrações de seu filho, o artista visual Diogo Nogue, a obra é composta por uma série de novos ditos populares que foram baseados na antiga prática de poesia falada, e tem como intuito principal fomentar o respeito às diferenças, a beleza do indivíduo e, principalmente, mostrar que o amor é a melhor resposta para todos os males da vida."Trovinhas das cores e amores" chega ao mercado para endossar o coro dos que são contrários ao preconceito, machismo, intolerância e qualquer forma de desrespeito entre pessoas, natureza ou animais. E ...

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UFMG realiza evento sobre I Congresso de Escritores e Artistas Negros

NA PROGRAMAÇÃO, SERÃO EXIBIDOS FILMES SOBRE O TEMA, SEGUIDOS DE DEBATES No UFMG O Primeiro Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado em setembro de 1956 na Sorbonne, em Paris, foi um espaço privilegiado em que pensadores das colônias e ex-colônias francesas na África e na América e uma delegação de intelectuais estadunidenses debateram o lugar da cultura negra após o fim da II Guerra Mundial. Foi um momento de construção e (re)formulação de discursos que giravam em torno do Négritude em uma nova ordem mundial. O evento foi organizado pela Revista Présence Africaine, coordenada por Alaine Diop, e contou com a participação de mais de 600 pessoas de diversas nacionalidade, entre eles Frantz Fanon e Mário de Andrade. Para refletir sobre esse momento histórico, o Departamento de História e o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) organizam, de 11 a 13 de novembro, o I Congresso ...

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(Foto: Divulgação/TJRJ)

Morre historiador Joel Rufino dos Santos

Detentor de três prêmios Jabuti e autor de mais de 50 livros, o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos era um nome de referência em cultura afro-brasileira. O pensador enveredou também pela dramaturgia ao longo de sua prolífica carreira. Levam sua assinatura três peças teatrais e duas minisséries para a TV. O Tribunal de Justiça de Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) comunicou, nesta sexta-feira, o falecimento de Rufino dos Santos, que era também diretor-geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento (DGCOM). O historiador morreu, aos 73 anos, em decorrência das complicações de uma cirurgia cardíaca realizada no dia 1º de setembro. O corpo de Joel Rufino será cremado ainda nesta sexta-feira em cerimônia reservada a parentes. Rufino dos Santos deixa a esposa Teresa Garbayo dos Santos, os filhos Nelson e Juliana e os netos Eduardo, Raphael, Isabel e Victoria. O presidente do TJRJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro ...

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Por que precisamos de escritoras e escritores negros?

Ou porque precisamos reconhecer institucionalmente mais escritoras e escritores negros. Por Regina Dalcastagnè*, no Blogue do Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea É comum ouvir dizer que ninguém mais lê ou que a literatura tem muito pouca penetração comparada a outras formas de expressão, como a televisão, o cinema, a música ou o jornalismo. No entanto, a literatura continua tendo uma legitimidade especial. É ela que está nos currículos escolares; é ela que é considerada o veículo por excelência da manifestação de nossa identidade como povo e nação. Se a literatura brasileira é lida por poucos (e, na verdade, talvez não sejam tão poucos assim), o prestígio social de que desfruta é sustentado mesmo por aqueles que não a leem. O escritor ainda não perdeu a posição que obteve no século XIX: em suas palavras se busca encontrar o espírito de um tempo e a voz de uma coletividade. Mas ...

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A vida é loka, por Sérgio Vaz

Esses dias tinha um moleque na quebrada  com uma arma de quase 400 páginas na mão. Uma minas cheirando prosa, uns acendendo poesia. Um cara sem nike no pé indo para o trampo com o zóio vermelho de tanto ler no ônibus. Uns tiozinho e umas tiazinha no sarau enchendo a cara de poemas. Depois saíram vomitando versos na calçada. O tráfico de informação não para, uns estão saindo algemado aos diplomas depois de experimentarem umas pílulas de sabedoria. As famílias, coniventes, estão em êxtase. Esses vidas mansas estão esvaziando as cadeias e desempregando os Datenas. A Vida não é mesmo loka? Sergio Vaz Leia também: Você não tem o estilo de quem lê’, diz policial a jornalista negro

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