Tag: #GeledésnoDebate

    Retratos de uma Pandemia - Amanda

    Uma negra na contramão das estatísticas

    A reportagem abaixo inicia a série Geledés- Retratos da Pandemia, que traz histórias de como os moradores das periferias estão enfrentando a batalha contra a covid-19. São relatos que capturam a humanização do cuidado, a solidariedade e a organização nas comunidades em prol dos mais afetados pela doença infecciosa.  *************   A história de Micheli Alexandra Nogueira, de 37 anos, ou Micheli do MTV como é conhecida entre amigos e companheiros de militância antirracista, mostra que é possível se reinventar seja por amor ou por necessidade. A reportagem de Geledés visitou Michile em seu apartamento, no bairro de Morro Grande, localizado no município de Caieiras, a 35 km da capital paulista e com 102 775 habitantes. Na capital paulista, a moradia seria conhecida como CDHU, um projeto habitacional e de desenvolvimento urbano que beneficiou muitas pessoas nas periferias da metrópole. O bairro está em desenvolvimento e conta com muitos loteamentos, ...

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    Gel Santana

    “Nos acostumamos por demais à violência do Estado” diz Bernard Attal

    Em 2 de agosto de 2014, no bairro da Calçada, em Salvador, Geovane Mascarenhas de Santana estava em sua moto, quando foi abordado por alguns policiais. Após essa abordagem, registrada por uma câmera local, Geovane foi colocado no porta-malas de uma viatura da Rondesp, por volta das 17h. Depois disso, nunca mais foi visto. Sua moto também foi levada pelos policiais e nunca mais encontrada. Se não fosse a persistência de seu pai, o comerciante Jurandy Silva de Santana, seu corpo jamais teria sido encontrado.  Após treze dias de intensa busca, o corpo de Geovane foi achado no IML carbonizado, decapitado e sem suas tatuagens.  O documentário “Sem Descanso”, do cineasta francês Bernard Attal, já traduz em seu título a saga desse pai em busca da verdade sobre o que aconteceu com Geovane. Mais do que isso, debate o sistemático uso da violência nas abordagens policiais em que invariavelmente culminam ...

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    Formação de agentes populares de saúde: uma ação eficaz contra a pandemia

    Desde os primeiros casos registrados de coronavírus no país, já era possível prognosticar que a pandemia iria impactar 97% dos 13,6 milhões de moradores de comunidades no Brasil, como demonstrou dados da pesquisa Data Favela/Instituto Locomotiva, divulgada no dia 24 de março. A pesquisa realizada em 262 comunidades brasileiras traçou um panorama de como o vírus poderia atingir as casas onde é comum abrigar de quatro ou mais moradores em espaços de apenas 20 metros quadrados. Dentro desse panorama de prováveis impactos socioeconômicos, a fome e o desemprego eram duas obviedades a combalir essas comunidades populares, em que 47% dos habitantes são profissionais liberais ou trabalham por conta própria. Somou-se a isso o sentimento de pânico, de angústia, diante da evidência de morte eminente, movido por processos de desinformação e desgoverno por parte das autoridades brasileiras, levando o Brasil, inclusive, a se tornar o epicentro da pandemia na América Latina ...

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    “Há uma lógica racista do Estado brasileiro com as comunidades quilombolas” diz Danilo Serejo

    Uma terrível ameaça de despejo acontece contra 800 famílias de 30 comunidades quilombolas do município de Alcântara, no Maranhão, com a determinação do governo federal em remover essa população em plena pandemia do novo coronavírus. No dia 26 de março, a Resolução 11/2020, publicada no Diário Oficial da União (DOU), determinou a expulsão e o reassentamento dessas famílias a serem executados pela Aeronáutica e Incra, respectivamente. A resolução veio após acordo firmado entre os governos brasileiro e americano, no ano passado, para a cessão da base de lançamento de foguetes e satélites de Alcântara aos Estados Unidos. Em resposta, mais de 160 organizações assinaram carta de repúdio, entre elas o Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (Mabe), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Município de Alcântara (SINTRAF), a Associação do Território Quilombola de Alcântara (ATEQUILA), e o Geledés – Instituto da Mulher Negra. Após a publicação ...

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    “Toda e qualquer violação policial será alvo de nossa inquietude” diz Jesus dos Santos

    Jesus dos Santos é co-deputado da Mandata da Bancada Ativista e membro das organizações Periferia é o Centro, Movimento Cultural das Periferias, Frente Favela Brasil e da Nova Frente Negra Brasileira. Santos encabeça a iniciativa “Abordagens Policiais - Perpetuação do Racismo Estrutural” que reúne 20 organizações para tratar dessa temática. Na última quinta-feira,12, ativistas de direitos humanos e parlamentares realizaram o 3°encontro da organização na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) para discutir o assunto. Como explica o ativista, nessa entrevista à coluna Geledés no debate, entre as intenções da organização está a potencialização das rede de denúncias sobre a violência policial; outra proposta é lançar uma campanha no Estado de São Paulo de combate a violência e de valorização à vida. Foto: Ingrid Felix Geledés - Qual a relevância de se debater as abordagens policiais neste momento junto aos parlamentares? Esse é o real papel ...

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    “O Brasil é um modo de violência racista” diz Luiz Eduardo Soares

    Luiz Eduardo Soares é escritor, dramaturgo, antropólogo, cientista político e pós-doutor em Filosofia Política. Foi Secretário Nacional de Segurança Pública, Sub-Secretário de Segurança Pública e Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro, além de Secretário Municipal de Prevenção da Violência em Porto Alegre e Nova Iguaçu. É professor visitante da UFRJ, professor aposentado da UERJ e ex-professor do IUPERJ e da UNICAMP. Foto: Gabriel Sayad Luiz Eduardo é um dos maiores pesquisadores da violência policial no Brasil e uma das primeiras autoridades da Segurança Pública a fazer o corte racial nessa temática, destacando o impacto do racismo estrutural nas formações das polícias e em suas instituições, temática que aborda em dois de seus livros, Desmilitarizar; segurança pública e direitos humanos (Boitempo, 2019) e O Brasil e seu Duplo (Todavia, 2019). Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, durante a campanha “Memória ...

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    “As negras na América Latina têm sido extremamente excluídas dos debates contemporâneos” diz Christen A. Smith

    Christen A. Smith é antropóloga, feminista negra, diretora do Centro de Estudos para Mulheres e Gênero e professora associada de antropologia e estudos da diáspora africana na Universidade do Texas, em Austin. Seu trabalho enfoca as dimensões de gênero da violência e resistência negra nas Américas. Christen é organizadora da conferência “Contribuições intelectuais das mulheres negras para as Américas: perspectivas do sul global” que aconteceu no final de fevereiro, em Austin, no Texas, e da qual o Geledés e outras instituições da América Latina participaram. Como revela nesta entrevista à coluna Geledés no debate, Christen usa a lente da performance para abordar os impactos da violência policial nas comunidades negras - particularmente nas mulheres negras. Seu livro Afro-Paradise: Blackness, Violence and Performance in Brazil  (Afro-Paradise: Negritute, Violência e Perfomance no Brasil, em livre tradução) publicado pela University of Illinois Press, em 2016, narra as experiências dos negros brasileiros diante da violência ...

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    “Se nós somamos 54% da população, então somos o poder”

    Não há como não se impressionar com o magnetismo da atuação do ator Antônio Pitanga, em pleno vigor aos 80 anos, na peça “Embarque Imediato”, em cartaz até o dia 8 de março no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, em São Paulo. O ator ícone do Cinema Novo, cinco décadas após uma longa viagem pela África, retoma um tema que lhe é muito precioso porque está vinculado à sua própria história de vida: a diáspora africana. foto: Caio Lírio O texto do dramaturgo Aldri Anunciação não poderia ser mais apropriado para reunir a família Pitanga no tablado: Antônio contracena com o filho Rocco e a filha e atriz Camila Pitanga participa com um vídeo. Antônio faz um velho africano que por falta de documentação é confinado em uma sala de aeroporto onde também se encontra um petulante estudante de doutorado que pretende embarcar para a Alemanha, ...

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    “Muitos jovens negros da luta não sabem que suas pautas são as mesmas de Abdias há 40 anos”, diz André Rodrigues

    A escolha de um dos maiores ativistas negros da história do Brasil, Abdias do Nascimento, para ser tema do enredo da Mocidade Unida da Mooca (MuM) está ajudando a transformar o papel da escola de samba no Brasil. O samba-enredo A Ópera Negra de Abdias Nascimento faz ecoar a voz de um dos maiores ativistas dos direitos humanos no país, ressaltando seu importantíssimo legado como poeta, escritor, dramaturgo e defensor das populações afrodescendentes. Foto: Guilherme Otero A coluna Geledés no debate entrevistou o carnavalesco carioca André Rodrigues, criador do samba-enredo, que destacou a relevância de se falar sobre Abdias Nascimento no atual momento do país. Geledés - Como se tornou um carnavalesco e qual a sua relação com as causas do movimento negro? Sou filho de empregada doméstica e desde os 15 anos de idade trabalho com escolas de sambas do Rio, prestando assistência na Grande ...

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    imagem divulgação

    “A Mangueira está ajudando a redimir Jesus”, diz pastora Lusmarina Garcia

    A escola de samba carioca Estação Primeira Mangueira nem desfilou e seu enredo “A Verdade Vos Fará Livre” já está causando uma grande discussão nas mídias sociais. Motivo: o carnavalesco Leandro Vieira resolveu refazer uma releitura histórica da vida de Jesus Cristo, projetando a sua volta para os morros cariocas, em um mundo apartado pela intolerância. Antes dos carros alegóricos da verde e rosa adentrarem a avenida Sapucaí, no Rio, Leandro convidou um grupo de diversos líderes religiosos para que pudessem conhecer e opinar sobre a sua versão do homem mais consagrado no Cristianismo, o Nazareno. Coube ao babalaô Ivanir dos Santos reunir o maior número possível de representantes de distintas religiões, em sua maioria cristãos, para visitar os barracões da Estação Primeira. Estiveram lá a pastora Lusmarina Garcia (teóloga luterana), o reverendo Daniel Rangel (Paróquia Anglicana de Todos os Santos), frei Tata, a reverenda Inamar Corrêa de Souza (da ...

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    Foto Natalia de Sena

    Racismo recreativo: atualizando os estereótipos contra as mulheres negras

    No último sábado, 18 de janeiro, o programa Caldeirão do Huck da Rede Globo trouxe como “atração” no quadro Gonga La Gonga a apresentação de um artista regional com uma boneca caracterizada de “nega maluca” - um estereótipo que reforça o lugar da mulher negra ridicularizada.  Os episódios de desqualificação e de racismo em emissoras de TV se repetem o tempo todo, principalmente contra mulheres negras. Recentemente, no SBT, uma mulher negra foi discriminada no ar pelo apresentador Silvio Santos, o que lhe rendeu uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo, sob a acusação de racismo. Na edição do reality show A Fazenda, no dia 05/11/19, uma participante negra sofreu ofensas racistas, na forma de injúria, por parte de um produtor da TV Record. Emissoras de TV e de rádiodifusão são concessões públicas, têm disciplina constitucional prevista no art. 221, onde se verifica que essas deverão atender à ...

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    “Nos manteremos vivos, lutando pela vida e pela arte”

    Começa nesta sexta-feira 15 e vai até a terça-feira 19, no Centro Cultural Olido e no CRD - Centro de Referência da Dança, ambos em São Paulo, o I Fórum de Performance Negra de São Paulo. O evento que tem como tema “Estéticas Negras e Políticas Públicas rumo ao futuro: como a memória da diáspora e as intersecções culturais podem alimentar as multipluralidades performáticas negras”, pretende reunir grupos e coletivos negros artísticos, para pensar, dialogar e fomentar os trabalhos e pesquisas da arte negra no Estado de São Paulo. Participam desta versão paulista do fórum - criado em 2005 pelo Bando de Teatro Olodum, da Bahia, e pela Cia. dos Comuns, do Rio de Janeiro -, 30 pensadores, entre eles Leda Maria Martins, Salloma Salomão, Júlio Moracen Naranjo, Gil Marçal, Samuel Alves dos Santos e Rute Rodrigues dos Reis. Para falar sobre a relevância do fórum e as discussões sobre a ...

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    “As violações sistemáticas e históricas se agravaram no Brasil e a população afrodescendente é uma das mais afetadas”

    A pergunta invocada no subtítulo do encontro “Violação de direitos humanos da população negra no Brasil – o que fazer?”, promovido pela Coalizão Negra Por Direitos, no último dia 24 de outubro, na ESA- Escola Superior da Advocacia, já dava uma ideia da complexidade da lista de demandas que seria entregue à relatora para o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, a chilena Antonia Urrejola. O que fazer diante do aumento do recrudescimento da violência contra negros e negras, em especial, jovens? O que fazer diante das dramáticas denúncias de familiares de encarcerados que agora passam fome dentro das celas por diminuição nas refeições nos presídios? O que fazer diante de um judiciário estruturalmente racista? O que fazer diante de um pacote anticrime lançado pelo atual governo federal e que deverá levar a um acirramento ainda maior da violência contra negros e negras? O que fazer num ...

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    “Eu faço roupa ativista” Isaac Silva

    Uma onda de axé tomou conta do primeiro desfile do estilista baiano Isaac Silva na sexta-feira 18, na São Paulo Fashion Week. No encerramento, a plateia aplaudiu em pé, entusiasta, as modelos negras que brilharam na passarela. “O desfile foi um grande ebó para tirar toda a energia negativa e abrir caminhos!”, disse Isaac à coluna Geledés no debate. O estilista distribuiu sal e raminhos de arruda durante a apresentação de sua coleção “Acredite no seu Axé”. A trajetória de Isaac, que nasceu em Barreiras, no interior da Bahia, é pura inspiração aos jovens negros e negras que querem fazer da moda seu lugar de ativismo e expressão. Há sete anos em São Paulo, ele participou de várias edições da Casa dos Criadores, que destaca jovens estilistas, e abriu sua primeira loja na Vila Buarque- região central da capital paulista, no início deste ano. Como ele relata aqui, ainda menino ...

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    Violação de direitos humanos da população negra: que fazer?

    Comissária Antonia Urrejola Comissão Interamericana de Direitos Humanos Adilson Moreira Doutor em Direito de Harvard e Professor Universidade Mackenzie Orlando Silva Deputado Federal - PCdoB Maria Silvia Geledes e OAB-SP Erica Malunguinho Deputada Estadual - Psol Elaine Mineiro Uneafro Brasil Beatriz Soares Ativista e estudante de direito do Mackenzie O processo de desumanização dos descendentes de africanos é elemento fundamente da própria nação brasileira. Esta população construiu, com seus corpos e suas vidas, a riqueza deste país, sem jamais usufruir dela, ao contrário, tem sido alvo histórico da negação de direitos, da violência e do genocídio. O governo Bolsonaro derruba a máscara da hipocrisia e borra a maquiagem que sempre fez a imagem do brasil como um pais diverso e pacífico. A narrativa do ódio finalmente alcança a coerência com a prática cotidiana de um país que assassina uma pessoa negra a cada 23 minutos, promove chacinas diárias, aprisiona milhares ...

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    “É papel do artista saber onde estamos e para onde vamos” diz Mirelle Martins

      A goiana Mirelle Martins, de 34 anos, ganhou o mundo e se tornou uma performer internacionalmente reconhecida quase que por um mero acaso. Aos 28 anos, quebrou o joelho e após uma pausa forçada, resolveu abandonar sua carreira estável de publicitária em São Paulo para mergulhar no mundo da dança. Partiu para Nova York onde foi ter aulas de gaga– movimento criado pelo israelense Ohad Naharin e realizado pela conexão entre o corpo e a mente- e conheceu o coreógrafo americano Shamel Pitts de quem se tornaria parceira de trabalho para uma série de espetáculos, entre eles Black Hole – Thrilogy and Thriatlon, a última performance de uma trilogia iniciada em 2015 a ser apresentada neste sábado 12, às 21h, e domingo 1, às 20h, na Sala Itaú Cultural, em São Paulo. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, Mirelle conta como uma menina negra rompeu barreiras, encontrando sua vocação ...

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    Negros no mundo corporativo

    A Gerente de Negócios Camila Ramos fala sobre sua experiencia trabalhando em grandes empresas e como a politica de diversidade não contempla todas as pessoas negras no corporativo Inscreva-se no canal e acesse nossas redes sociais: Facebook: @gelede Instagram: @portalgeledes Twitter: @geledes Site: www.geledes.org.br

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    Casa Amarela – cultura e resistência

    A Casa Amarela Quilombo Afroguarany é uma ocupação-sociocultural, voltada para cultura negra e indígena, localizada na rua da Consolação, em São Paulo. Conheça mais sobre a Casa Amarela Quilombo Afroguarany https://www.facebook.com/casamarelaqu... https://www.instagram.com/casaamarela... casaamarelaquilombo.com.br

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    “Ser a primeira trans paraibana a pisar no tapete vermelho de Cannes foi marcante” diz Danny Barbosa

    O filme Bacurau, premiado em maio pelo júri no Festival de Cannes (França), Festival de Cinema de Munique (Alemanha) e Festival de Lima (Peru), chegou finalmente às telas brasileiras e por muito pouco não entrou para a lista do Oscar como melhor longa estrangeiro. A película é dirigida pelos cineastas pernambucanos Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, este último também diretor de “Aquarius”, que se tornou conhecido internacionalmente após um protesto em Cannes contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Bacurau” se passa num pequeno vilarejo do sertão nordestino, em que após a perda da matriarca, os moradores se dão conta que a cidade desapareceu do mapa. Sônia Braga é mais uma vez a protagonista do filme de Mendonça Filho que essencialmente fala sobre resistência. Como parte do elenco, está a primeira atriz trans paraibana que pela primeira vez pisou em Cannes: Danny Barbosa. Em conversa com a coluna Geledés ...

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    “Nos EUA, houve um aumento nas taxas de detenção entre negros e latinos, o que me levou à uma nova pesquisa” diz Natalie Byfield

    Natalie Byfield, de 59 anos, socióloga e professora associada do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade St. John, em Nova York, deu uma palestra na quarta-feira 28 na FFLCH (USP), São Paulo, sobre um tema que vem há anos pesquisando: a abordagem policial na cidade nova-iorquina e suas consequências para a população negra. A socióloga debruça-se sobre questões como a hegemonia, especificamente a construção e reprodução das desigualdades no mundo ocidental moderno e a resposta da justiça social a elas. Seu trabalho centra a subjugação da negritude em seus exames de opressão e desigualdades sob o capitalismo. Natalie também explora a resistência que contesta essa subjugação. Como ela mesmo contou à coluna Geledés no debate, seus estudos começaram quando era repórter e realizou a cobertura jornalística do caso Central Park Five, que ficou internacionalmente conhecido por ser marcado pela ausência de evidências sobre a culpabilidade de cinco adolescentes negros ...

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