Tag: Guest Post

    Freepick

    Os olhares racistas causam constrangimentos

    “Você tá dirigindo um carro O mundo todo tá de olho em você, morou? Sabe por quê? Pela sua origem, morou irmão?” Racionais MC´s Por Ricardo Corrêa para o Portal Geledés Freepick "Entramos em uma loja de roupas para comprar umas peças, e num descuido de minha parte o meu filho de 10 anos abriu a mochila para pegar o pacote de bolacha pra comer. Fiquei desesperada, arranquei da mão dele e rapidinho fechei a mochila”. Esse é o relato da minha amiga, Fernanda (nome fictício), sobre a situação que a deixou bastante nervosa numa loja no centro de São Paulo. E continuou "Imagine se alguém visse a gente com a mochila aberta, poderiam pensar que estávamos roubando alguma coisa. Quem é negro precisa estar sempre atento.” Lamentei muito o ocorrido e sabia perfeitamente quais os sentimentos que a acometeram naquele momento. Nós, negros, vivemos aprisionados em ...

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    Montagem

    A correria das mulheres negras ou quem vai dominar o mundo

    As mulheres pretas estão sempre na correria por Caroline Alice para o Portal Geledés Montagem Seja em casa, na comunidade, no trabalho, na universidade, na militância. Sempre na correria, produzindo, criando, vendendo, divulgando, estudando, pesquisando e ainda tem todo trabalho de planejamento, do processo para uma ideia tomar forma, que sequer é reconhecido como trabalho – porque pensar sobre o que se precisa fazer também exige energia, é cansativo, das tarefas mais simples às mais complexas. É uma realidade que diz para nós a todo momento que se não estamos correndo, vamos ficar para trás e só dá para descansar depois da exaustão, depois de ter corrido anos. Corremos e nos tornamos tão preparadas e incríveis no que fazemos, nos superamos sempre, mas descobrimos que não podemos desacelerar para sermos reconhecidas pelo que fazemos de melhor com tanto suor e alma. Aí continuamos correndo, numa exigência ...

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    Divulgação

    A agulha do tempo novo: Um Exu em Nova York

    “Um Exu em Nova York” é um pequeno tesouro na literatura brasileira. O livro traz 19 pequenos contos que ativam um peculiar panorama do racismo e seus efeitos enquanto revelam os sonhos, a tristeza, a dor, a falta, a alegria, a alma de personagens que se aproximam da gente. Por Milena Britto, enviado para o Portal Geledés  Capa do livro 'Um Exu em Nova York' Cidinha da Silva tem um olhar profundo e uma mão precisa: os contos não desperdiçam matéria nem tempo; não enrolam, não distraem o leitor. Há um rio correndo e costurando as memórias que nos saltam, às vezes como o respingo d’água que cai gelado e afiado como agulha a nos picar, como é o caso do conto “O velho e a moça”.  Li esse conto tocada pelo emaranhado poético de vida e mistério que é a própria escrita. Se já significa ...

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    freepik

    Feminismo negro e educação

    Após anos de leitura e de terapia, reconheço que todos os meus diplomas, idiomas e experiência, aqui no Brasil, nunca estarão tão em destaque em meu currículo, quanto a minha negritude. por Érica Coutrim para o Portal Geledés Foto: Freepik Durante muito tempo, apontei o dedo durante em direção a pessoas negras bem sucedidas que não faziam uso de sua imagem ou condição financeira para lutar pela causa negra, pelos que estão e pelos que virão. Eu achava que a responsabilidade era “deles” e “eles”, no geral, eram artistas, esportistas, grandes empresários. Tive de chegar aos 39 anos de idade, de uma vida subjugada, para descobrir que enquanto apontava o indicador para “eles”, tinha o polegar apontado na minha própria direção. Aos 39 anos, mãe solteira, doutora em educação, profissional gabaritada, descobri que representatividade na educação importa, que minha representatividade importa. Mas antes quero falar um ...

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    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    Devemos perdoar os bolsominions arrependidos?

    Brasília, 19h. ouçamos a voz do Brasil. Por  Lelê Teles para o Portal Geledés  Lelê Teles (Reprodução/ Twitter) comia uma kafta picante (kafka, segundo o coveiro da educação), no Beirute da Asa Norte, na companhia da amiga Lívia quando um sujeito adentrou o bar, andrajoso como um mendigo, e cumprimentou a moçada com o megafone. “boa noite a todos… e Lula Livre”, saudou o pedinte de araque. o pessoal respondeu com um uníssono Lula Livreeee, como se estivéssemos numa igreja. percebi que havia, também, no staff do falso sem teto, dois camaradas empunhando, cada um, uma dessas câmeras digitais que gravam em 4K. “me parece uma perfomance”, observou Livinha, levando uma caipirinha de mangaba à boca batomizada. o pseudo mendigo seguiu com uma voz jocosa e megafônica: “pelo amor do que vocês acreditam, deem uma migalha do seu conhecimento para essa alma infeliz. como se sabe, ...

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    Foto: Prescila de Fátima Vieira Venâncio

    Representatividade como construção da identidade

    Porque atualmente se fala tanto em representatividade? Qual a importância que essa palavra tem na vida do indivíduo? por Prescila de Fátima Vieira Venâncio enviado para o Portal Geledés Quando falamos em representatividade negra percebermos o quanto atualmente se vem falando sobre o tema, más muitas pessoas desconhecem o real significado e o efeito que trás na construção da identidade negra. Infelizmente a história da escravatura é abordada de forma a minimizar o impacto que a escravidão causou no negro “escravo”, no negro “escravo liberto” e o impacto que causa no negro “descendente de escravos”. Por muito tempo o referencial de beleza, o referencial de padrão de indivíduo perfeito sempre foi o de um ideal branco. O que culminou em uma tentativa de branqueamento da população negra para se encaixar nesse modelo de “ideal”. Nessa tentativa podemos citar as mudanças realizadas nos cabelos (alisamentos) cirurgias para afinar o nariz como ...

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    Nas encruzilhadas do teatro é onde se encontram anjos e divas

    Sabe aquela história fantástica que faz a gente vibrar na mesa de bar, cercada de gente linda, elegante e sincera? Aquela que as amizades dizem: Merecia um filme, uma peça, um conto?  Por Viviane Pistache enviado para o Portal Geledés  Entrevista com Phedra (Foto: Annelize Tozetto)   Miguel Arcanjo levou o conselho a sério, nos agraciando com o espetáculo "Entrevista com Phedra", cujo argumento e texto se baseiam no encontro do jovem jornalista belorizontino na terra da garoa, que também acolheu Phedra D. Córdoba, a diva cubana da Praça Roosevelt.  O novo dramaturgo tem raízes encantadoras: negro das Gerais, é neto de uma liderança histórica do candomblé mineiro e filho de dona Nina, cuja simpatia pode ser conferida também nos temperos que carinhosamente alimenta uma multidão no restaurante popular de Beagá todo santo dia.  De corpo e alma bem alimentados, Miguel traz sustança para o jornalismo ...

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    Empregadas Domésticas e o destino Histórico

    Lembro-me da minha querida mãe, que se chamava Maria, trabalhou toda vida em casa de família, quando completou em abril de 1997, 60 anos, estava radiante pelos seus filhos estarem se encaminhando, particularmente, pelos três primeiros filhos que já estavam trabalhando e estudando. Ocorreu, contudo, que ela veio a falecer em agosto do mesmo ano, inacreditavelmente por uma pneumonia. Foi difícil para todos acreditar que aquela mulher determinada, forte e negra, agora tinha sido traída por uma gripe. Enfim, faz parte da vida e a nossa querida mãe está bem em um plano superior. Por LUCIO ANTONIO MACHADO ALMEIDA, para o Portal Geledés  Ano de 1978. Cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul (Arquivo Pessoal) Entretanto, com o tempo eu fiquei me perguntando: O que aconteceu com Maria neste período no qual esteve como empregada doméstica? Não foram poucas, às vezes, em que ela nos ...

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    Media24/Gallo Images/Getty Images

    Dia Internacional Nelson Mandela

    Arrisco-me a dizer que Nelson Mandela foi uma quimera que passou em nossas vidas deixando lições de resistência, perseverança e humanidade. Um homem que sacrificou a própria existência em busca de justiça onde a segregação racial vitimava milhões de sul-africanos negros. Em reconhecimento da sua contribuição, a Assembleia Geral da ONU, em 2009, declarou o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela. Portanto, somos convocados a rememorar a experiência desse herói, sem perdermos de vista que qualquer espaço é insuficiente para descrever sua extensa trajetória. Nelson Rolihlahla Mandela, apelidado Madiba, nasceu em 18 de julho de 1918, na aldeia de Mvezo no Transkei, África do Sul. Ainda muito jovem presenciou uma doença pulmonar que levou o pai à morte. Em seguida, a mãe o entregou a um tutor para que cuidasse da sua educação, conforme desejo expressado em outros tempos pelo falecido marido. No ano de 1939, Mandela ...

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    É só uma mulher negra

    Poema de Júlio Ribeiro Xavier, em co-produção com a acadêmica Maiara Sheila Freitas Santos, para homenagear a escritora Carolina Maria de Jesus, autora do livro "Quarto de Despejo". Enviado para o Portal Geledés  Carolina Maria de Jesus / Acervo IMS É só uma mulher negra Uma mulher negra da favela Onde já se viu uma mulher negra fazer novela? É só uma mulher negra Uma mulher negra sem eira nem beira Onde já se viu uma mulher negra  querendo fazer feira? É só uma mulher negra Uma mulher negra que mora perto do lixo Onde já se viu  uma mulher negra querer ter direito ao seu próprio luxo? É só uma mulher negra Uma mulher negra semialfabetizada Onde já se viu  uma mulher negra querer ser elitizada? É só uma mulher negra Uma mulher negra resiliente Onde já se viu uma mulher negra sapiente? É só ...

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    AdobeStock

    (In)dignas de amor

    “Todos nós – todos os que a conheceram – nos sentíamos tão higiênicos depois de nos limparmos nela. Éramos tão bonitos quando montávamos na sua feiúra. A simplicidade dela nos condecorava, sua culpa nos santificava, sua dor nos fazia reluzir de saúde...” Toni Morrison (2003) por Lígia Santos Costa enviado para o Geledés AdobeStock Quando ouço falar em preterimento da mulher preta, penso em como a ideia se racionaliza na cabeça de homens pretos, principalmente daquele que logo se defende com o discurso de que o amor não é uma questão de escolha, pois é despretensioso. Gosta-se de alguém e pronto, sem controle. Nisso, me pergunto: Será que ele acredita que outros, no caso outras, o imaginam diante de duas mulheres, uma branca e uma preta, brincando de “Uni-duni-tê”? Será? Caro homem preto, não é assim, porque, na maioria das vezes, a mulher preta não é ...

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    african american woman in pajamas staying up late at night eating pizza and watching tv

    Por uma representatividade que contemple a vida comum

    Ao receber o seu Emmy por Melhor Atriz em Série Dramática em 2015, Viola Davis ocupou o palco da premiação com uma postura e um discurso que trouxeram pontos muito pertinentes à discussão do peso da representatividade do povo negro dentro do entretenimento. Por  Letícia Castor Moura para o Portal Geledés Foto: Adobe Stock Além de ter sido a primeira mulher negra a receber a estatueta – e até o momento, a única -, Viola ressaltou a necessidade de papéis que consigam ir além dos nichos de debates raciais e que coloquem pessoas negras em situações mundanas, cotidianas como vemos qualquer ator branco facilmente ocupar. Como se não fosse suficiente abrir seu discurso com a citação da lendária ativista do movimento abolicionista dos Estados Unidos Harriet Tubman e suas missões de libertação de escravos pela Underground Railroad, com a frase “não tem como ganhar um Emmy ...

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    Violência tem cor

    Nesta semana o Instituto de Pesquisa Economia Aplicada (Ipea) juntamente com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou o Atlas da Violência 2019, no qual se verificou a espantosa divisão racial da violência no Brasil. A violência tem cor segundo o documento! De acordo com os dados fornecidos pelo importante documento mostra que 75,5% das vítimas de homicídio no País são negras. Por Lúcio Antônio Machado Almeida para o Guest Post Geledés A espantosa informação confirma a maior proporção da última década. Há uma clara política de extermínio da população negra no Brasil, tendo em conta o crescimento nos registros de assassinatos no Brasil atingir preponderantemente uma significativa parcela da população negra, na qual a taxa de mortes chega a 43,1 por 100 mil habitantes - para não negros, a taxa é de 16. O Brasil dá sinais de continuidade da política de genocídio da população ...

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    “O melhor que podíamos fazer”, um diálogo entre a literatura e o Direito

    Capa do livro "O melhor que podíamos fazer" (Divulgação) A leitura desse livro de pouco mais de 300 páginas chamou muito a minha atenção… e por vários motivos. Em primeiro lugar, pela forma como ele é escrito. “O melhor que podíamos fazer”, da escritora Thi Bui, chegou as minhas mãos, através do projeto Leia Mulheres Apodi. Apesar de ser um quadrinho, ao longo da narrativa, o leitor encontra fortes críticas ao regime vigente. A partir de suas memórias, Bui narra a experiência da infância e o processo de imigração de sua família após a queda do Vietnã do Sul, na década de 1970. Por MACIANA DE FREITAS E SOUZA para o Portal Geledés  Em segundo lugar, pela temática abordada. A leitura é muito relevante para o atual momento. A história tem como pano de fundo a Guerra do Vietnã e os desafios da família de Bui ...

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    A presunção de inocência e o “negro de alma branca”

    O famigerado princípio constitucional da presunção de inocência, previsto no inciso LVII do artigo 5º, tem perdido cada vez mais a sua força no judiciário brasileiro. A possibilidade de execução da pena de prisão quando ainda cabe recurso, e sem que sejam verificados os pressupostos da prisão cautelar, perfaz uma prova cabal dessa perda de efetividade do princípio. Por Aline Santana Alves, para o Portal Geledés  Foto: Adobe Stock Porém, há muito mais tempo, à população negra é negado esse direito fundamental, que é cerceado antes mesmo de sequer ser iniciada a ação penal. A regra, desde a abordagem policial, é a presunção de culpa, a qual vai se intensificando à medida que as mãos que pegam o processo vão ficando institucionalmente mais brancas. Ao longo da história do Brasil, os brancos viabilizaram formas de opressão aos negros cada vez mais entranhadas na população – sendo ...

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    Festas juninas acionam todos meus gatilhos de rejeição

    “A gente podia marcar uma junina, hein?”. Recebi essa mensagem ontem à noite no grupo de whatsapp das amigas com quem trabalhei há alguns anos. Apesar da ansiedade que convites para sair me causam, aceitei. De repente eu estava andando pela casa comendo tudo que continha glúten e me sentindo completamente vulnerável. Monique dos Anjos para o Portal Geledés imagem: Adobe Fotos Comecei a antecipar os acontecimentos me perguntando se alguém se interessaria por mim, se eu trocaria telefone com um menino bonito ou pelo menos receberia um correio elegante. Imaginei se eu teria a roupa certa, se minhas amigas não me deixariam sozinha depois de serem tiradas para dançar e se eu teria que voltar para casa desacompanhada. Mas o pior cenário foi me imaginar ficando com o boy mais chato do rolê num acordo silencioso entre duas pessoas que sobraram e decidiram descer ...

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    Ouvindo a voz da filosofia africana

    Sempre que ouvimos sobre filosofia, remetemos normalmente a uma em específico: A filosofia europeia. Ao decorrer da vida acadêmica, temos um acesso de livros didáticos que unicamente mostram essa espécie de filosofia em particular. Ao nos debruçarmos sobre o livro “Fundamentos de Filosofia”, de Gilberto Cotrim e Mirna Fernandes, percebemos a carência de filósofos de diferentes culturas, nacionalidades e etnias. Por Bianca Alves Martins, Diélly Nara Teixeira Lima e Débora Vieira Costa, estudantes do Instituto Federal do Ceará- Campus Boa Viagem, cursantes do 1° ano do ensno médio. Orientado pelo professor, mestre, em Filosofia, Rafael Menezes para o Portal Geledés Cheikh Anta Diop - Imagem: Comic Republic Dentre estas filosofias silenciadas notamos a filosofia africana. O filósofo Cheikh Anta Diop nos traz diversos caminhos para chegar a uma conclusão efetiva sobre a existência da filosofia africana. Nesta discussão trabalharemos sobre alguns dos argumentos expressos em seu ...

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    Saúde e segurança do trabalhador

    por Maciana de Freitas e Souza para o Portal Geledés A Convenção 155 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, ratificada pelo Brasil em 1992 e publicada através do Decreto Legislativo nº 02/1994 , prevê como obrigação dos países signatários da qual o Brasil faz parte, formular uma política nacional de segurança e saúde dos trabalhadores, com o objetivo de prevenir os acidentes e os danos à saúde que forem consequência do trabalho, ou se apresentarem durante o trabalho. Números oficiais do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do MPT apontam a ocorrência de mais de 2.022 mortes acidentárias notificadas no Brasil em 2018. A implantação de segurança e saúde no trabalho e a respectiva conformidade com as exigências estabelecidas pela legislação é responsabilidade e dever do empregador. Entretanto, é importante salientar que as recentes declarações do presidente em seu twitter sugere a extinção de 90% das normas ...

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    Gerente da Área de Programas e Incidência – Oxfam Brasil

    Oxfam Brasil contrata Gerente da Área de Programas e Incidência – CADASTRAR CV ATÉ 03/06/2019 A Oxfam Brasil promove o combate à discriminação de raça e gênero e quer ampliar a presença de pessoas negras, mulheres e LGBTIQ+ na sua equipe. Oxfam, Enviado para o Portal Geledés    imagem: Oxfam Brasil   Sobre a Oxfam Brasil A Oxfam Brasil é uma organização da sociedade civil brasileira fundada em 2014 e tem como missão contribuir para a construção de um Brasil justo, sustentável e solidário que enfrente as causas da pobreza e das desigualdades. Trabalhamos com programas, pesquisa, incidência política e campanhas públicas.Sua atuação está baseada em evidências, na produção de dados confiáveis e na realidade da vida das pessoas mais afetadas pelas desigualdades e as situações de pobreza. Para manter e ampliar seu trabalho, a Oxfam Brasil utiliza seus programas, pesquisas e campanhas de maneira estratégica ...

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    Adobe Fotos

    Porque eu, mulher negra, não entro em relacionamento aberto

    Adobe Fotos por Fabiane Cristina Albuquerque para o Guest Post Há anos penso sobre isso depois de vários “convites” de homens casados ou em relações estáveis. O ultimo foi de um homem negro, cuja relação com uma mulher branca era “aberta” e segundo ele, era melhor colocar as coisas de forma clara desde o inicio. Apreciei a sinceridade, mas recuei. Depois fui “ruminar” meus sentimentos. Eu me senti ofendida, mais uma vez e decidi escrever sobre isso para dar nomes aos meus sentimentos e aos incômodos com relação a esse tipo de relação. Também revivi uma outra situação anos atrás onde um ex namorado, já casado, insistiu em “me levar pra cama”, nas suas palavras algo “leve”, sem compromisso.  Recusei a tal leveza  e o questionei se seria vivida também pela esposa. Ele não gostou. Me achou moralista. Não é uma questão moral. Quem me conhece sabe ...

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