quarta-feira, julho 8, 2020

    Sueli Carneiro

    Foto: Marcus Steinmayer

    A filósofa Sueli Carneiro comenta a vitória de Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil

    Preconceito e discriminação "Combatente contra a ditadura militar, três anos presa, barbaramente torturada. Sobrevivente, ocupa várias posições como servidora pública. Escolhida como sucessora do governo mais bem avaliado da história da República do Brasil, enfrenta e vence um câncer linfático. Depois, uma campanha ignóbil, marcada por moralismos toscos e oportunistas em que toda sorte de preconceitos e discriminações de gênero foram utilizados. Ainda assim vence. De onde vem a força dessa mulher? Talvez da própria condição de ser mulher, brasileira!" Fonte: Patricia Galvão

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    Pela permanência das cotas raciais nas universidades brasileiras

    Apresentação de Sueli Carneiro na Audiência Pública convocada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski sobre a constitucionalidade das cotas para negros no ensino superior em 05 de março de 2010. Exmo. ministro Ricardo Lewandowski, exmo. ministro Joaquim Barbosa Como todos que me antecederam ressalto inicialmente a importância de sua iniciativa de convocação dessa audiência publica que está permitindo que a pluralidade de vozes que se posicionam sobre as cotas para negros no ensino superior possam ser ouvidas por essa Corte e pelo conjunto da sociedade. Sabemos perfeitamente que essa multiplicidade de atores não estão democraticamente presentes no debate publico sobre o tema, o que torna a sua iniciativa ainda mais relevante. Quero começar lembrando o Seminário Internacional “Multiculturalismo e Racismo: O papel da ação afirmativa nos Estados democráticos contemporâneos”, realizado pelo Ministério da Justiça em julho de 1996. Naquela oportunidade, o então vice-presidente Marco Maciel postulou que a realização daquele...

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    Sueli Carneiro : Doutora em Filosofia pela USP defende cotas para negros e lembra julgamento em que STF discutiu conceito de raça

    Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e representante do Geledés Instituto da Mulher Negra de São Paulo, Sueli Carneiro participou como expositora, na manhã desta sexta-feira (5), da audiência pública sobre políticas de acesso ao ensino superior, promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela elogiou a iniciativa e a pluralidade de vozes em favor das cotas para o ingresso no ensino superior que podem ser ouvidas pela Corte e o conjunto da sociedade. A professora lembrou que há tempo o estado brasileiro vem se manifestando em favor da busca de igualdade entre os cidadãos, ao citar o Seminário Internacional Multiculturalismo e Racismo - o Papel da Ação Afirmativa nos Estados Democráticos Contemporâneos, realizado em 1996 pelo Ministério da Justiça. Ela rebateu argumentos usados contra as cotas, de que elas "teriam o poder de ameaçar os fundamentos políticos e jurídicos que sustentam a nação, ferir o princípio do...

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    Sueli Carneiro participa, no Mês da Mulher, do II Encontro Etnicidades Nordeste

    Sueli Carneiro é uma das ativistas mais importantes do movimento negro brasileiro. Filha de uma ex-costureira e de um ferroviário é dona de uma negritude ativista e empreendedora. Feminista e intelectual, Doutora em Educação pela Universidade de São, fundou o Geledés - Instituto da Mulher Negra, primeira organização negra e feminista independente de São Paulo e atualmente faz parte da Coordenação Executiva da instituição. *Sua militância política faz parte do cenário espacial, político e geográfico do movimento social negro contemporâneo Sueli Carneiro é pioneira. Criou o único programa brasileiro de orientação na área de saúde específico para mulheres negras. Semanalmente mais de trinta mulheres são atendidas por psicólogos e assistentes sociais e participam de palestras sobre sexualidade, contracepção, saúde física e mental na sede do Geledés. Sueli Carneiro é Literatura. Foi uma das biografadas na Coleção Retratos do Brasil Negro,da Editora Selo Negro: Biografias, Diários, Memórias e Correspondências, tendo Rosane...

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    Meu irmão, meu limoeiro, por Sueli Carneiro

    Ele era o príncipe encantado das jovens negras de minha geração. Belo, charmoso, irreverente e altivo. Nenhuma manifestação da subserviência que sempre se espera de um negro. Parecia que sua trajetória de sucesso seria infinita como seu talento e sua capacidade de mobilizar e encantar multidões com suas canções. A interpretação antológica de Meu limão, meu limoeiro, sacudindo todo Maracanãzinho ao reger uma orquestra de vozes de 50 mil pessoas com todo o swing, que Deus e os Orixás lhe deram, é inesquecível. O negro Simonal era demais! Mas então aconteceu o impensável. O príncipe era um sapo, um dedo-duro a serviço da ditadura militar, responsável pelo martírio de companheiros de profissão nas mãos da repressão. A destruição moral que se seguiu levou o astro ao isolamento, à perda de contratos, ao tratamento de portador de doença contagiosa e, finalmente, à morte. Segundo Ziraldo, ''ele era tolo, se achava o...

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    A miscigenação racial no Brasil

    A miscigenação racial presente em nossa sociedade vem se prestando a diferentes usos políticos e ideológicos. Não é assunto que se possa esgotar em um artigo, dada a sua complexidade, mas, em tempos de novo recenseamento, vale a pena levantar alguns de seus aspectos.  Em primeiro lugar, a miscigenação vem dando suporte ao mito da democracia racial na medida em que o intercurso sexual entre brancos, indígenas e negros seria o principal indicativo de nossa tolerância racial, argumento que omite o estupro colonial praticado pelo colonizador sobre mulheres negras e indígenas, cuja extensão está sendo revelada pelas novas pesquisas genéticas que nos informam que 61% dos que se supõem brancos em nossa sociedade têm a marca de uma ascendente negra ou índia inscrita no DNA, na proporção de 28% e 33%, respectivamente. Em segundo lugar, a miscigenação tem se constituído num instrumento eficaz de embranquecimento do país por meio da...

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    Raça, Cultura e Classe no Brasil – Sueli Carneiro

    "Não sou, nem nunca fui favorável a algo que pudesse provocar, de qualquer forma, a igualdade social e política entre as raças branca e a negra; não sou, nem nunca fui favorável à transformação de negros em eleitores ou jurados, ou à sua aceitação para cargos públicos... A isso acrescentarei que existe uma diferença física entre a raça negra e a branca que, segundo creio, para sempre impedirá que as duas raças vivam em condições de igualdade social e política. E, na medida em que isso não pode ocorrer, enquanto permanecerem juntas, deve haver uma posição de superior e inferior e tanto quanto qualquer homem, prefiro que a posição superior seja atribuída à raça branca" (Abraham Lincoln, presidente dos EUA, 1894)1" Diferentemente de Abraham Lincoln, o sociólogo Gilberto Freire, inventor do mito da democracia racial brasileira, estabeleceu os parâmetros segundo os quais a sociedade brasileira deveria regular as suas relações...

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    Sueli Carneiro – Coordenação Executiva – Portal Geledés – app JUNTAS

    Sueli Carneiro - Coordenação Executiva [email protected] Filósofa, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo; coordenadora executiva de Geledés Instituto da mulher Negra; coordenadora da área de Direitos Humanos de Geledés; editora do Portal Geledés e coordenadora do Projeto PLP 2.0 aplicativo de combate a violência contra a mulher vencedor do Desafio de Impacto Social Google .  É também diretora vice-presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos. É ativista do Movimento Feminista e do Movimento Negro do Brasil; autora de artigos sobre gênero, raça e direitos humanos em diversas publicações nacionais e internacionais. É também membro do Grupo de Pesquisa “Discriminação, Preconceito e Estigma” da Faculdade de Educação da USP, membro do Conselho Consultivo do projeto Saúde das Mulheres Negras do Conectas em parceria com o Geledés, do Conselho Consultivo da Ouvidoria da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, do Conselho Consultivo do Projeto Mil Mulheres, e membro da Articulação...

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    At Last

    O imaginário racista que povoa as representações sobre o negro comumente propõem imagens estigmatizadoras das famílias negras. Em geral essas representações reiteram a visão de anomia das famílias negras. Ou, como no caso do Brasil soma-se a essa representação, a valorização, quase como uma forma de imposição, da imagem de casais que se prestam a referendar a ideologia da miscigenação como paradigma privilegiado das relações raciais exaustivamente utilizados por nosso mito de democracia racial. Esses clichês não deixam espaço para a visibilidade desses modelos de famílias negras que a era Obama traz à luz. Especialistas norte-americanos das áreas de propaganda e marketing comentam sobre a mudança de paradigma que foi estabelecida com a ascensão de uma família negra à condição de first family e o impacto dessa novidade sobre os parâmetros consagrados de representação familiar; essa inflexão impõe mudanças nos critérios estabelecidos segundo os quais, o modelo de família seria...

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    Racismo na educação infantil – por Sueli Carneiro

    Dia 27 de outubro, a professora Eliane Cavalleiro lançou o livro Do Silêncio do Lar ao Silêncio Escolar: racismo, discriminação e preconceito na educação infantil, Editora Contexto. Houve certa tensão entre a autora e algumas professoras presentes, mas também muito interesse dos jovens na apresentação do trabalho. O livro, originalmente apresentado como dissertação de mestrado na Faculdade de Educação da USP, é fruto da observação sistemática do cotidiano escolar de uma Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) da região central de São Paulo, durante um período de oito meses, em três salas de aula de crianças entre quatro e seis anos de idade. Observou-se a relação professor/aluno, aluno/professor e aluno/aluno, considerando as expressões verbais, as práticas não-verbais e as práticas pedagógicas do ambiente escolar. A tensão entre a exposição de Eliane, educadora negra que ousou escarafunchar o espaço sacrossanto da educação infantil, e várias outras educadoras certamente se deve ao...

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    O melhor das cotas – Por: Sueli Carneiro

    O debate sobre as cotas recrudesce e toma novamente espaço na mídia em novo patamar, como reação ao fato concreto de aplicação pela UERJ da lei que assegura reserva de vagas para alunos negros e pardos. Segundo Hélio Santos, quatro argumentos básicos sustentam a negação da aplicação das ações afirmativas: que ela fere o princípio da isonomia; compromete o princípio do mérito; obscurece a questão estrutural da desigualdade que seria a pobreza; e a miscigenação que inviabilizaria a sua aplicação pela impossibilidade de determinação de quem é negro no Brasil. Todos esses argumentos se revezam no debate atual revelando o melhor das cotas que é a sua capacidade de tirar as máscaras do racismo, da discriminação racial, e explicitar a verdadeira natureza dessas ideologias: a legitimação de privilégios raciais e sociais. Elas obrigam que os diferentes interesses envolvidos e beneficiários da exclusão se manifestem. E é por isso que elas...

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    Pesos e Medidas por Sueli Carneiro

    Não, não haverá racismo na demissão de uma gestora pública, em nível de ministra, sobre a qual paire suspeitas de uso indevido de dinheiro público ou erro administrativo - tratando-se ou não de uma pessoa negra. Há, no entanto, racismo e discriminação no tratamento que foi dispensado à ex-ministra Matilde Ribeiro dentro e fora do governo. A ministra não é chamada pelo presidente da República, de quem seria cargo de confiança, para se explicar. É sabatinada com direito a muitos "pitos" e aconselhamento para se demitir, por outros três ministros supostamente equivalentes a ela. Evidencia-se aí o que parece ser o caráter simbólico de seu título de ministra. Demitida é exposta numa patética coletiva de imprensa, jogada aos leões, sem a presença de nenhuma das figuras de expressão do governo ou de seu partido para emprestar-lhe "solidariedade" como houve em outros casos similares. Na mídia, proliferam charges que extrapolaram, em...

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    Eu tenho medo, por Sueli Carneiro

    Estou com Regina Duarte. Eu também tenho medo! Tenho medo de gente que tem medo de gente, como aquele ex-presidente da ditadura militar que tinha horror até do cheiro de povo. Tenho medo especialmente de quem tem medo de gente pobre, preta, de gente que veio de baixo e ousou sair do lugar que lhe estava destinado como um vaticínio. Tenho medo de quem confunde inteligência com título universitário, saber com conhecimento; esses que estigmatizam como incapazes, os que não saíram de seu próprio ventre. Eles abolem o princípio de igualdade e de indivisibilidade de todos os seres humanos. Portanto, eles acreditam em seres superiores, eleitos por obra divina e com esse tipo de convicção costumam simpatizar com diferentes modalidades de facismos, racismos etc... Tenho medo de quem tem medo de alternância de poder porque esse medo revela outro, mais assustador, que é o medo mais profundo que eles escondem...

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    Eu quero crer, por Sueli Carneiro

    Em matéria da Folha de São Paulo de 23/10 último, a secretária de Assistência Social do Ministério da Previdência, Wanda Engel explica os novos critérios que serão adotados pelo Projeto Alvorada (programa de combate a pobreza do governo federal): "O governo federal decidiu por nas mãos das mulheres o dinheiro dos programas de renda mínima e até os títulos de terra destinados a famílias indigentes." Essa focalização nas mulheres segundo a secretária, decorre do reconhecimento de que embora a chefia feminina nas famílias brasileiras seja da ordem de 25%, "entre as famílias de indigentes, que não tem renda suficiente para a alimentação básica, o percentual de mulheres chefes de família sobe para 43,9% (...) "A situação piora se a mulher não for branca. Elas ganham pouco mais da metade da mulher branca". Segundo a secretária, "Focar a ajuda na mulher é uma maneira de garantir que o benefício oferecido pelo...

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    Eta povinho danado! por Sueli Carneiro

    O que semelhante indignação parece também sugerir, pelo grau de ressentimento presente em algumas falas, é que o feitiço virou contra o feiticeiro, no momento em que um outsider ascende ao poder e se apropria e expande os métodos consagrados historicamente de permanência no poder. Disse o deputado Alberto Goldmann, em recente artigo sobre a possível reeleição do presidente Lula, que "a sua reeleição seria a confirmação de que mais vale um Bolsa Família do que a consciência das mudanças que a sociedade necessita". Kennedy Alencar, por sua vez afirma que, "no Brasil, os mais pobres sempre elegeram os governantes, pois são a maioria da população. Nesta eleição, porém, tendem a fazê-lo descolados dos mais ricos como nunca antes". A resposta daqueles que têm a obrigação de eleger sem ter o direito de participar das grandes decisões acerca do país, missão atribuída aos doutos, parece ser: mais vale um Bolsa...

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    Construindo cumplicidades, por Sueli Carneiro

    A crescente compreensão do impacto do binômio racismo/sexismo na produção de privilégios e exclusões vem produzindo maior solidariedade entre as mulheres. A cada novo 8 de março, Dia Internacional da Mulher, celebra-se o contínuo crescimento da presença feminina no mundo dos negócios, nas esferas de poder, em atividades secularmente privatizadas pelos homens, e, em geral, se omite o fato de as negras não estarem experimentando a mesma diversificação de funções sociais que a luta das mulheres produziu. De regra, considera-se satisfatório que, num conjunto de perto da metade da população feminina do país, apenas uma ou outra mulher negra ocupe posição de importância. E, ademais, esses casos solitários são emblemas utilizados para desqualificar as denúncias de exclusão racial a que se acha submetida. O 8 de março deste ano encontra as mulheres negras brasileiras imersas em intensas atividades preparatórias à sua participação na Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação...

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    Colorindo Egos, por Sueli Carneiro

    Nesta semana ocorreu em São Paulo o I Congresso Brasileiro Ciência & Profissão, promovido pelo Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira. Um megaevento com mais de 14 mil inscritos, voltado para a avaliação da produção científica, profissional e das perspectivas futuras dessa disciplina. Entre os temas em debate, psicologia, preconceito racial e humilhação social, uma decorrência da campanha "Preconceito racial humilha; humilhação social faz sofrer", desencadeada pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia envolvendo também os 15 conselhos regionais de psicologia. Há anos vimos dizendo que já temos acúmulo em diversas áreas do conhecimento sobre as conseqüências sociais do racismo e da discriminação social. Em particular, a antropologia e a sociologia vêm contribuindo significativamente para a desmistificação, no plano das idéias, do mito da democracia racial e para a explicitação das desigualdades raciais existentes notadamente entre negros e brancos no Brasil. Mais recentemente, economistas vêm...

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    CEU: esperança de cidadania

    Dentre as muitas humilhações que a pobreza gera, a maior é o paradigma que sobre ela se instituiu segundo o qual, em sendo para pobre, qualquer coisa serve. Argumentos aparentemente racionais prestam-se a justificar essa máxima e, dentre eles, a escassez de recursos, sobretudo no âmbito do poder público, para a implementação das políticas públicas de corte social. Tais argumentos eternizam a concepção de que os seres humanos empobrecidos devem se satisfazer com serviços e bens de péssima qualidade, como se fosse um atavismo inerente à pobreza. Talvez de todas as conquistas que esse povo humilhado pode alcançar, seja a mais importante delas o direito à qualidade no que lhe seja ofertado, em especial pelo poder público; o direito a ter mais e melhor do que apenas as cestas básicas da solidariedade. A cena mais emocionante da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sendo para mim a...

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