quarta-feira, julho 8, 2020

    Tag: Guest Post

    Foto: AFP Gett Images

    Amílcar Cabral: ideólogo e pedagogo da revolução

    Se eu pudesse, fazia uma luta só com livros, sem armas.       - Amílcar Cabral   No dia 20 de janeiro de 1973 completará 47 anos do assassinato de um dos maiores líderes que surgiu no continente africano: Amílcar Cabral, revolucionário guineense que idealizou e pavimentou caminhos para a independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde.  Amílcar Cabral nasceu em 1924, Bafatá, Guiné-Bissau. Durante a infância, apresentou elevado desempenho escolar e conquistou uma bolsa de estudos para cursar Engenharia Agrônoma, no Instituto Superior de Agronomia - ISA. Aos 21 anos, mudou-se para Lisboa onde estava localizado o ISA, assim, deu início a graduação que terminaria em 1952. Concorrente ao curso participou de intensos debates políticos com outros estudantes que demonstravam preocupação acerca da colonização europeia. O centro da inquietude dos pensadores estava relacionado à degradação da cultura africana, com forte influência das escolas, conforme explica Cabral (1978): Toda a ...

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    Nathália revela, com toque de humor, que a primeira pessoa a inspirá-la a não gastar menos do que ganha foi Julius, personagem da série americana Todo Mundo Odeia o Chris. (Foto: Divulgação/Acervo Pessoal)

    Nath finanças e o escárnio dos privilegiados: Por que uma jovem mulher negra falando sobre finanças incomoda tanto?

    Crise internacional, Brasil em clima de ansiedade pelos passos do governo federal e lógico, o racismo não dando descanso para ninguém. Nath Rodrigues do Rio de Janeiro, está no sétimo período da Faculdade de Administração e utiliza suas redes sociais como espaço para compartilhar informações sobre finanças e meios de sobrevivência nessa sociedade capitalista para pessoas de baixa renda.  No seu canal no Youtube, Nath Finanças, ela compartilha informações sobre educação financeira, dicas sobre bancos e como não se endividar. Algo de grande importância dentro de um contexto que as crianças, adolescentes e jovens pobres, na sua grande maioria negros, não possuem nenhum acesso à educação financeira.  Por Ícaro Jorge, enviado para o Portal Geledés  (Foto: Divulgação/Acervo Pessoal) Em meio a tantos incômodos de uma política de Coachs, propagandas sobre “como ganhar o primeiro milhão” –  vale lembrar da “Betina” – algumas pessoas se incomodaram com o ...

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    Reprodução/ Palmares.gov

    FNB: O percurso da voz da resistência negra brasileira (1933 A 1938)

    RESUMO: O presente estudo pretende fazer uma retrospectiva histórica dos percursos da FNB de 1930 a 1937, a partir da cobertura feita pelo jornal  A Voz da Raça para compreender a contribuição da mesma na História da Organização Política dos Negros no Brasil. A Frente Negra Brasileira (FNB) foi um movimento social e um partido político. Fundado em 16 de setembro de 1931 na capital paulista, objetivava a ascensão social para a comunidade negra e desenvolveu um trabalho significativo socioeducativo, cultural, de cursos de formação política além de ter sido responsável pela publicação do periódico A voz da Raça (1933-1937). Para compreendermos a dinâmica social nesse movimento, a base teórica será História Política e História e Imprensa. PALAVRAS-CHAVE: Raça; Imprensa; Resistência; Movimento Negro; Era Vargas.   ABSTRACT: The present study intends to make a historical retrospective of the FNB's paths from 1930 to 1937, from the coverage made by the ...

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    Reprodução/Youtube

    “Solte meu cabelo!”

    Leio notícia com deliberação do Ministério Público Federal da Bahia, que impede que autoridades possam decidir sobre corte de cabelos, maquiagem e cor das unhas de estudantes. O alvo, segundo o noticiário, seriam as chamadas escolas cívico-militares. De Edson Cardoso, enviado para o Portal Geledés  No ano passado, uma professora do Recôncavo comentava comigo o caso de uma garota que tinha procurado sua professora, colega de minha informante, para pedir-lhe que intercedesse junto à mãe para que esta permitisse que ela fosse com os cabelos soltos para a escola. A garota dizia que já se cansara de pedir, sem êxito, à mãe: “Solte meu cabelo!”. A criança insistia que queria ficar igual a suas colegas e amiguinhas e era grande a resistência da mãe, por isso queria a ajuda da professora. A liberdade com que se expressam os cabelos de nossa juventude neste momento vai bater de frente com uma concepção ...

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    artsy-solomon-nappy-

    Nos deram uma outra memória, de porcelana, porém

    300 anos sendo comprados e vendidos, trazidos acorrentados para o Brasil, em Navios, selecionados e mortos na travessia, jogados ao mar. Mulheres estupradas, crianças vendidas, menos que animais. Os que sobreviveram para contar essa Histόria foram silenciados, desacreditados. Disseram-nos “esqueçam isso, bola pra frente. O futuro vos espera” e ainda “Não se façam de vítimas, sacode a poeira, foi só um machucadinho”. por Fabiane Cristina Albuquerque enviado para o Portal Geledés artsy-solomon-nappy- Aí juntamos o que restava de uma existência que nem era de gente, sem nenhum parâmetro do que era ser um humano, pois os primeiros que sabiam, haviam morrido há tempos. Não houve luto para chorar os filhos vendidos, os estupros, as chibatadas, os olhos furados, os dentes e mãos arrancadas, a morte física e existencial. Apresentaram-nos o mercado de trabalho e disseram que éramos livres. Tampouco sabíamos o que era ser livre. Eu ...

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    Geni Guimarães e Conceição Evaristo: um cuidado ao ler em público

    Certos livros não devem ser lidos em público, sob pena de passarmos por pessoas desequilibradas.  Sob pena de virem nos dar os pêsames pela vida que, terna, imita a  arte e nos machuca. por Maria Nilda de Carvalho Mota para o Portal Geledés Fotos: Geni Guimares - UFMG - Conceição Evaristo - Facebook (arquivo pessoal) Leite do peito, de Geni Guimarães, e Insubmissas lágrimas de mulheres,  de Conceição Evaristo, são exemplos plenos dessa capacidade da arte de mimetizar a vida e fazê-la doer com tanta força que desconcerta até as mais duras pedras psicopáticas. Eu acredito... Certa vez estávamos Mariana* e eu (duas Herdeiras de Nzinga) num trabalho frenético,  lendo histórias rudes, sem sal, sem mel, sem suspiros...  daí eu disse: tó, Mari... pra descansar da solidão.  E lhe entreguei Leite do peito. Ela começou a ler, sozinha no seu canto de trabalho. Cinco minutos. Levantou. ...

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    Elijah Nouvelage/Reuters

    Representatividade para quem?

    Comecei a questionar-me sobre representatividade negra nos espaços públicos, majoritariamente, por pessoas brancas, quando estava eufórica a comemorar a vitória da candidata negra, Zozibini Tunzi da África do Sul no Miss Universo 2019. Foi quando me deparei com algumas postagens no facebook que chamaram minha atenção. A primeira relativizava o prêmio de Miss Universo pela candidata negra, o que estava em questão não era o mérito da candidata em sua beleza e inteligência, mas sim se a premiação não teria sido forjada com outros objetivos, por exemplo, através da vitória de uma candidata negra o concurso ganhar maior visibilidade e simpatizantes da população negra, particularmente. Por Fabiana Almeida Sousa, enviado para o Portal Geledés  Sul-africana Zozibini Tunzi, Miss Universo de 2019 (Foto: Elijah Nouvelage/Reuters) O segundo choque de realidade que me fez começar a questionar a representatividade negra foi uma charge que abordava exatamente o que ...

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    Foto: Renata De Oliveira Armelin/Sesc

    Arte para não morrer sem sonhos

    A propósito dos 70 anos de Itamar Assumpção  Por  Maria Nilda de Carvalho Mota, enviado para o Portal Geledés  Maria Nilda de Carvalho Mota (Foto: Renata De Oliveira Armelin/Sesc) O músico Itamar Assumpção (1949-2003) teria completado 70 anos em 2019. O documentário "Daquele instante em diante" (direção Rogério Velloso, 2013) retrata de forma lírica e assertiva um tanto da sua trajetória de artista: a inquietação profunda com a vida, a genialidade mal contida nos rótulos de "gênio marginal", homem negro e pai de família. Itamar Assumpção era diamante não polido, como a poesia que não é flor que se cheire e, por isso, os jornais sistematicamente a evitam. No documentário, sua filha Anelis Assumpção, também cantora, relata que,em muitos momentos da vida o pai só queria um pouco de paz, traduzida em reconhecimento artístico e estabilidade financeira. Mas essa "paz" não lhe deu o ar da ...

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    Reprodução/facebook

    Sérgio Camargo e a síndrome de Stephen

    As razões que levaram o governo Bolsonaro a nomear um negro racista para presidir a Fundação Cultural Palmares são muito evidentes e coerentes com o fato de elegerem a cultura como inimiga; assim como sua tentativa de reverter qualquer conquista dos descendentes daqueles que produziram a riqueza e construíram a civilização brasileira por mais de três séculos e meio. Nomeação essa que, de tão estapafúrdia, foi vetada pela Justiça e revogada pelo próprio governo. Todavia, para além da perplexidade que nos causam as declarações do jornalista Sérgio Camargo, há que se refletir acerca das razões e das condicionantes históricas, econômicas, políticas, sociológicas e psicológicas que levam ao surgimento de indivíduos com falas e comportamentos tão abomináveis.  Por Ramatis Jacino, enviado para o  Portal Geledés  Ramatis Jacino- Reprodução/facebook Foi a ficção e não a vida real que lançou luzes sobre um tipo de personagem que parece inverossímil, ...

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    É Coisa de Criança!

    Essa frase corriqueira que muitas de nós ouvimos durante a infância e segue sendo reproduzida na adolescência, na fase adulta e na velhice é a frase que utilizo para aproximar você leitora e convocá-las a refletir sobre sua infância ou complexizar as inúmeras vezes que já ouviu quando criança ou proferiu quando adulto a frase “É coisa de criança”. Por Cintia Cardoso, enviado para o Portal Geledés  Adobe Para compreender os motivos, que me faz abordar a violência contra a mulher que vão sendo estabelecidas desde a infância e partir dessa frase “É coisa de criança” é por considerar que nós mulheres somos atingidas por opressões já no início da vida. E como aponta a escritora Conceição Evaristo, a experiência é fundamental para a constituição dos sujeitos e ela se inscreve na vida e nos modos como ela se organiza das suas experiências e daquilo que ...

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    Monkey Business

    Das mãos que fizeram o mundo

    O ano era 1990 e tantos, e lá estava sentada, embaixo do pé de coração de negro aquela senhora tão negra quanto o nome que dera a fruta, com os cabelos grisalhos, mas não tão grisalhos. Eram meio acastanhados, reflexo das tintas que durante anos insistiu em usar para disfarçar o sinal de velhice, já que rugas em seu rosto não se viam. Por Ruhana Berg da Silva Araújo, enviado para o  Portal Geledés  Foto: Monkey Business Àquela altura, eu já era uma criança crescida, como os adultos costumavam a falar, e nas minhas mãos haviam um pente que eu ansiosa tentava passar pelos fios de cabelos crespos da minha amada avó. A mulher que em suas mãos carregava o mundo.   Entre um pentear e outro, eu lembrava as perguntas que não paravam de brotar da minha mente e as minhas prediletas era sobre a sua ...

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    @EZEKIXL/Nappy

    A mulher negra e o Jardim

    Quando a mulher negra andou pelo jardim, as flores perderam o seu sentido. Suas pétalas esparramaram-se pelo chão servindo de tapete. Seus botões sem pétalas, ficaram nus. O chão coberto para que a mulher passasse, coberto de pétalas coloridas como uma aquarela.  Por Luis Antonio Mendes, enviado para o Portal Geledés  @EZEKIXL/Nappy Uma mulher negra quando anda pelo jardim, os jardins se perdem como os jardins suspensos da Babilônia. Fazendo os beija-flores mudarem seus cursos. Fazendo com que eles se percam na Babilônia procurando uma rosa negra. Uma rosa para beijar, uma rosa negra.  A mulher negra!  O vento muda de direção somente para afagar o rosto da mulher. Os ventos de Yansan que vergam árvores, tornam-se brisa somente para afagar seu rosto.  Ao perceber a presença da mulher negra, o poeta sai de seu porre. E sóbrio o poeta perde a poesia.  A natureza encontrou na mulher negra, a poesia perdida do poeta. O poeta se cala! Prefere sentir a presença da mulher. A natureza personificou naquela mulher a poesia, tornando o poeta desnecessário, mesmo que sóbrio.  A mulher negra, que fez as flores perderem o sentido, trás nos olhos o brilho das estrelas de ...

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    Ulistração/ Andrea Pippins

    Como seria se a história fosse contada por nós?

    Você já se perguntou qual o nome da "tia" do café, da limpeza ou da merenda da escola? Qual a trajetória de vida dessas mulheres? Como será que seria a história do Brasil se contada por essas vozes silenciadas?  Por Amanda Alves Dias Rodrigues, enviado para o Portal Geledés  Ulistração/ Andrea Pippins Carolina Maria de Jesus, de modo lindamente brutal, mas genuíno, conseguiu dentro da sua despretensiosa genialidade potencializar a voz da mulher periférica e negra. Não fosse sua partida, talvez teríamos um expoente de tantas outras vozes mais forte e, consequentemente, mais diverso.  Do mesmo modo temos Conceição Evaristo, que com sua ‘escrivivência’, nos brinda com esse olhar sobre as vivências das mulheres minorizadas. (Vale a pena ler ‘Olhos D’Água’). Marielle Franco, na mesma linha, iniciou um protagonismo visceral e necessário, iniciado lá atrás por Benedita da Silva, que foi a única governadora negra do estado ...

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    Racismo: o impeditivo da liberdade

    "A função do racismo é regular a distribuição da morte" Achille Mbembe Por  Ricardo Corrêa enviado para o Portal Geledés  Foto: Adobe Não há homem negro ou mulher negra compromissados com o combate ao racismo que não tenham sido tentados a desistirem de todos os enfrentamentos impostos por esse sistema que parece ser inabalável. Existem diversas razões acerca do convite a renúncia, mas destaco a maneira pelo qual o racismo está colocado na sociedade: estrutural e com permanente cooperação das instituições. Como os reflexos desse modelo têm afetado a liberdade dos negros, alguns apontamentos são necessários. O racismo provoca o aprisionamento de suas vítimas ao ofertar as piores oportunidades de sobrevivência e não permitir qualquer expectativa esperançosa à população negra, e mesmo diante desse sofrimento, a abdicação da luta antirracista não é simples. Isto acontece porque ao carregarmos medos advindos do preconceito, e discriminação racial, somos retirados ...

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    "Dear White People." Roadside Attractions

    Cara gente branca, eu te amo? Mulheres negras, militância e palmitagem

    O filme Cara Gente Branca (2015) – que tem como contexto o único dormitório negro de uma universidade americana de elite – é sobre os diferentes percursos pelos quais trilham os negros na busca de uma identidade racial ideal, que, por vezes se torna uma prisão. Afinal, o que é ser umx negrx consciente? De acordo com o filme, coerência é a exigência principal, e subverter o sistema que hipervaloriza a branquitude é a regra. O grande problema é que, se não tomarmos cuidado, acabamos reproduzindo uma lógica de julgar os nossos ao invés de nos acolher, entendendo como mais ou menos negro aquele que corrobora ou não com o que achamos que é certo – maniqueísmo herdado do pensamento cristão e Ocidental. Por  Naomi Cary, enviado para o Portal Geledés  "Dear White People." /Roadside Attractions A heroína de Cara Gente Branca é uma estudante de ...

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    Narrativa confessional: exercício de autoconhecimento como ato político

    Escrever uma narrativa confessional¹ é um exercício de autoconhecimento que potencializa a consciência de que esse é ato político cuja finalidade é compartilhar e promover valiosos encontros de histórias e experiências. Por Iara Aparecida Silva de Oliveira, enviado para o enviado para o Portal Geledés      É elemento chave dessa narrativa a representação dos livros na história de duas gerações de mulheres negras. Para uma, eles (os livros) representaram o sonho não realizado e para outra, a concretização da mudança de paradigma. Aqui os livros simbolizam o acesso negado e a chave que abre portas para o conhecimento. Os livros também representam comunicação e o acesso às gerações que ousam e ousaram questionar a história e a produção epistemológica dominante. Gerações que corajosamente alçaram e continuam alçando voos para a luta pela liberdade vislumbrando um novo horizonte em que negros e negras ocuparão massivamente todos os espaços que lhe proporcionem ...

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    Denunciar para quem? A invisibilização de mulheres faveladas no círculo de proteção da lei Maria da Penha

    Resumo: Pretende-se nesse artigo abordar a situação da mulher favelada, pautando-se pela intersecsionalidade proposta nos debates sobre raça, gênero e classe e buscando analisar a exclusão persistente as faveladas na garantia dos direitos da mulher. Através do entendimento sobre como se dá o conhecimento sobre a lei e a forma como ocorre o trato em situações de violência contra a mulher nas favelas propõe-se um diálogo sobre mulheres de forma ampla, que vá além do que o feminismo tradicional entende por gênero. Palavras-chave: Mulher, favela, raça, classe, violência, Maria da Penha. Por  Gisele Caroline dos Santos Monteiro  para o Portal Geledés 1 . Racializando a Favela Faz-se necessário, ainda mais em razão do tema que segue, a racialização dos termos favela e favelados em razão da necessidade evidente de posicionar essa análise acerca da aplicabilidade da Lei Maria da Penha nos contextos de raça, classe e gênero, de forma a ...

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    Photo by Magda Ehlers from Pexels

    História Roubada

    Quero de volta minha história, roubada ela foi de mim e ainda precisa ser encontrada. Por  Neymar Ricardo Santos da Silva, enviado para o enviado para o Portal Geledés  Photo by Magda Ehlers from Pexels Quero minha história de volta, não aquela de que me curvei passivamente. Quero a história verdadeira, da luta de minha gente e resistência desde sempre. Quero minhas heroínas e heróis, as indumentárias, honrarias e tudo mais. Quero minha língua, religião e sabedoria. Quero de volta o nome de meus ancestrais. Quero entender a lógica e a filosofia dos meus, a matemática e medicina que em nossa Terra Mãe nasceu. Não quero a ignorância e alienação que me vendeu. Não preciso que me dê, não preciso de sua benção ou emancipação. Como os que vieram antes de mim, lutarei e tomarei de volta com minhas próprias mãos. E se não conseguir a tempo, ...

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    Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal

    Mangueira: Homilia Social das Liberdades

    Por Profº. Drº. Babalawô Ivanir dos Santos (UFRJ/CEAP/CCIR), enviado para o portal Geledés Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal Se bem cantam que o samba é a dança da reza, o que podemos dizer e compreender como o samba enredo da Estação Primeira de Mangueira? Após as seletivas dos enredos para o carnaval de 2020, a qual tive a honra em poder acompanhar, um desejo incomum me fez buscar algumas poucas reflexões que aqui vou humildemente tentar traduzir em brevíssimas palavras. Primeiramente é preciso ser dito e pontuado que, as seletivas para a escolha do samba- enredo da Mangueira, como de costume, contou com propostas de enredos que mergulharam profundamente. Entretanto, cá do meu canto, percebo e reflito que o samba-enredo, eleito para o carnaval de 2020, é cantado nos becos e vielas da Mangueira através das vozes da gente comum brasileira das comunidades periféricas cariocas, ...

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    O privilegiado será um aliado?

    Você se diz meu aliado, Mas poucas foram as vezes que te senti ao meu lado Para além da superficialidade de estar na mesa do bar ou ser seu subalterno no ganho de meu ordenado, nunca se colocou ao meu lado. Por Jair da Costa Junior (Jah), Enviado para o Portal Geledés  ilustrações Amanda Favali (@favali_) Me aceita e até me convida para um samba, um baile funk ou congado Afinal, precisa parecer familiar ao ter um preto do seu lado. Mas nunca me convidou para os clubes, parques e tardes de jazz em outros gramados Lá onde estão as pessoas com quem cola, como se fossem mundos apartados. Segregação, essa é a palavra. Seja ela objetiva, subjetiva ou literal, é ela que te graça Que te tira a graça quando me avista sem avisar E te coloca a iminência de um simples saudar, mesmo que ...

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