Tag: Branquitude

    Reprodução/Twitter

    Sorriso amarelo e a luta antirracista OU os tamagotchis da branquitude

    No dia 25 de maio de 2020, Derek Chauvin assassinou George Floyd após asfixiá-lo com o seu joelho. O primeiro estava armado, o segundo, desarmado. O primeiro era um policial com um contingente de 3 policiais para apoiá-lo, enquanto o segundo, um cidadão comum que estava sozinho. O primeiro é um homem branco, o segundo, um homem negro. Ambos, estadunidenses. Durante os 8:46 minutos, havia um policial que os observava calado. Floyd agonizando sob o joelho de Chauvin. Calado porque era o seu trabalho. Calado porque não tinha nada a ver com ele. Calado porque era mais um dado para a estatística. Este policial é Tou Thao, da etnia Hmong, imigrante oriundo do Laos, no Sudeste Asiático.  Um imigrante que trabalhou duro em busca de uma vida melhor, sem reclamar. Esta história não te parece familiar?  Tou Thao é um de nós. Não porque ele tenha as mesmas feições, mas ...

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    Ministério da Cultura

    Teorias críticas e estudos pós e decoloniais à brasileira: Quando a branquitude acadêmica silencia raça e gênero

    Coluna Empório Descolonial / Coordenador Marcio Berclaz Este é um texto escrito, sentido, partilhado, vivido por duas mulheres negras, cujas trajetórias de vida, embora diferentes, aproximam-se e rearticulam-se em torno de algo em comum: trata-se de uma composição que une em ‘dororidade’ (PIEDADE, 2017) as experiências pessoais e acadêmicas de duas professoras universitárias negras. E neste campo acadêmico, predominantemente masculino e branco, nos deslocamos de lugar e irrompemos o imaginário social forjado no racismo e no sexismo. Aprendemos com a irreverência da escrita e criticidade de Lélia Gonzalez, também uma intelectual negra, que este lugar (a academia) nos pertence e aqui vamos ficar. Nestes muros não nos moldamos à estética da brancura e lutamos contra o branqueamento que insistem, às vezes, nos impor. E, assim, seguimos insubmissas e aqui tomamos a liberdade de promover algumas desobediências sobre a branquitude acadêmica e o esvaziamento do potencial emancipatório das teorias críticas e ...

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    Crédito: @_umramon/Instagram

    #VIDASNEGRASIMPORTAM: e a branquitude depois da hashtag?

    Em tempos em que antirracismo vira hashtag, observamos a necessidade de contribuir nas discussões sobre #VidasNegrasImportam a partir do desafio de desarticular a ligação direta entre racismo e negro, como se a vida negra se resumisse ao genocídio. O objetivo deste texto não é julgar os valores das estratégias e políticas negras nesse momento de pandemia, como algumas análises têm se debruçado. Nossa intenção é chamar a branquitude à responsabilidade no que tange ao racismo e à tecnologia, com destaque para a Internet. A colaboração entre pesquisadores do LAPIN (Laboratório de Políticas Públicas e Internet) e integrantes da Plataforma Conexão Malunga faz o exercício de deslocar a branquitude do centro de visibilidade para o centro da crítica por meio da análise do ativismo através de hashtags. Não é sobre culpa, mas sobre demandar o posicionamento crítico e ação contundente dos beneficiários do racismo antes da morte sistemática de pessoas ...

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    Manifestante exibe cartaz durante manifestação no largo do Batata, em São Paulo Imagem: ETTORE CHIEREGUINI/ESTADÃO CONTEÚDO

    Branquitude acrítica: sem tempo, irmão

    Não é de hoje a quantidade de mensagens, perguntas, convites questionáveis e pedidos de ajuda relacionados à temática racial. Mas desde que vocês se descobriram antirracistas, na semana passada, o número aumentou exponencialmente. Muitas pessoas negras têm escrito nas redes sobre quão violento é receber ainda mais demandas de quem está acostumado à posição de ser servido por pessoas negras. Parem. Esse alerta não vale, evidentemente, para as pessoas e entidades com quem se constrói de forma respeitosa, no tempo. Sigo em interlocução com não-negros que têm compromisso com a luta antirracista — interlocução que é de mão dupla, nunca de mão única — e que se aprofunda devagar. Não me lembro de ter mandado mensagens para pessoas com quem nunca falei na vida pedindo para que revisassem um texto meu. Ou de oferecer a maravilhosa oportunidade de fazer uma live comigo alguém a quem nunca dirigi uma palavra, um ...

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    Afetos e relações raciais: quando o “suposto” afeto ofusca o racismo

    Querida Branca, Estou muito cansada hoje. Apesar disso, a necessidade de te escrever me veio. Escrever é um processo criativo que demanda esforço mental e lucidez para articular as ideias. Embora tudo isso esteja ofuscado agora, pode ser esse um modo de esvaziar-me do cansaço e dar sentido a tantos sentimentos misturados. Temos tido dias difíceis, com situações complexas, mas nada novo para nós, negras e negros. O novo, para mim, parece ser o des-cobrimento do racismo no Brasil. Aqui, falo como uma pessoa de pele preta, que bateu várias vezes na porta de vidro que existia entre mim e você, que sorria assim que me via. Lembro sempre de você e de todas as outras colegas em muitas situações. Mas algumas situações foram mais marcantes do que outras. Foram várias situações de racismo que passei, com você ao meu lado, me olhando, sorrindo, sempre delicada, educada e sutilmente me ...

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    Pessoas brancas aderem às manifestações sobre racismo (Foto: Loic VENANCE / AFP)

    Norte-americanos brancos se unem aos protestos contra o racismo

    Cada dia mais americanos brancos se unem aos protestos em favor do movimento "Black Lives Matter" após a morte de George Floyd, conscientes de que a discriminação contra os negros vai além da violência policial. "É a primeira vez que participo destas manifestações", disse à "AFP" Krista Knight, uma dramaturga de 36 anos, durante um protesto no fim de semana em Manhattan. "Não participar é como enviar a mensagem de que eu não me importo. O silêncio sugere cumplicidade. Senti que eu tinha que sair de casa hoje", disse. Ela escolheu a palavra "cumplicidade" para seu cartaz. Um termo muito utilizado por manifestantes brancos, que também denunciam o "silêncio branco". O debate sobre a atitude dos americanos brancos ante o racismo sistêmico e as injustiças sofridas pela minoria negra nos Estados Unidos ao longo da história, que ganhou força pela morte de George Floyd, é intenso. A designer gráfica Tatjana ...

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    “Eu não consigo respirar”: a retórica antirracista da branquitude no Brasil e o mito de ninguém solta a mão de ninguém.

    Estou transformando a minha tristeza em um breve texto que não dimensiona tudo, mas para falar que, por mais que ame pessoas brancas, não há condições de lidar com atitudes hipócritas enquanto os meus morrem a cada 23 minutos. Fazia parte de um grupo de WhatsApp formada por pessoas de esquerda, intelectuais, pesquisadores, economistas, artistas... sendo provavelmente uma das únicas negras do grupo, senão a única. Já tinham compartilhado no grupo uma transmissão de vídeo de mulheres negras se batendo como se fosse engraçado. Não parecia nem de longe um pensamento da maioria, mas o silêncio é tudo, menos antirracista.  Pontuei e pensei em sair - e deveria tê-lo feito - mas permaneci, sei lá o porquê. Talvez fazer parte de um grupo de pessoas interessantes mexa com a nossa vaidade, não é mesmo? Preciso elaborar melhor, pensar e sentir... Ontem à noite li um grande absurdo nesse grupo de ...

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    Getty Images/iStockphoto

    Entenda por que falamos que ‘vidas negras importam’ em vez de ‘todas as vidas importam’

    Direto aos fatos: Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, morreu após cair de uma altura de 35 metros, no Recife, ao sair para procurar a sua mãe, a faxineira Mirtes Renata Souza. Ela seguia trabalhando durante o isolamento social com a companhia de seu filho por não ter opção. Miguel sentiu falta da mãe, que naquele momento passeava com o cachorro de Sari Corte Real, e foi colocado pela patroa sozinho no elevador, saiu num andar sem proteção e não resistiu aos ferimentos da queda. O exemplo reflete o descaso que pessoas brancas têm pela vida de pessoas negras e reforça a pergunta: e se fosse o filho da patroa? Todas as vidas importam, claro, mas se o exemplo acima não te convence de que olhar para a vida da população negra é urgente e sempre foi, você está colaborando com a manutenção do projeto de exterminação da população ...

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    Photo by Lia Castro from Pexels

    Branquitude acadêmica, ações afirmativas e o “ethos” acadêmico nas universidades brasileiras

    É muito desolador as diversas formas que o racismo acadêmico encontra para controlar nossas mentes e nossos corpos. Pessoas negras que vivenciam esse espaço, seja por passagem ou com objetivos de ocupá-lo, assistem diariamente a falta de caráter explícita do pacto narcísico da branquitude (termo cunhado por Maria Aparecida Silva Bento, que trata de descrever os pactos que as pessoas brancas possuem entre si, em todos os espaços, fazendo com que seus privilégios se mantenham, mesmo que estes sejam diferentes entre eles). Tal pacto ocorre na medida em que pessoas brancas, que passam ou ocupam esse espaço, são beneficiadas constantemente e pouco são criticadas por não agirem da forma como a universidade espera que elas ajam, num primeiro momento (constituida nos moldes brancx-euro-ocidental). Não estou falando das pessoas brancas que não se encaixam na lógica da academia e também são vitimadas pelo modo como os seus iguais hegemônicos estruturam a ...

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    Adobe

    Racismo não é desculpável, é crime

    Recentemente eu estava divagando por uma dessas redes sociais e recebi um meme que fazia a seguinte provocação "Se uma pessoa do século XVIII viajasse no tempo e chegasse na sua casa hoje, o que seria mais difícil de explicar para ela?". Rapidamente comecei a fazer conexões, mas não cheguei a pensar em nada específico até que ao olhar as respostas alheias reconheci uma que seria igualmente difícil para mim, vamos a resposta "Seria difícil explicar que temos todo o conhecimento das sociedades em um dispositivo que cabe na palma das mãos e o utilizamos para discutir com as pessoas e assistir vídeo de gatinhos fofos". Embora eu não seja muito fã dos felinos, me reconheci na segunda parte da resposta, afinal, se alguém saiu ileso das brigas nos últimos dois caóticos anos políticos, por favor se apresente. Enfim, o meme cumpriu sua função e foi bem divertido, mas não ...

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    Cena do filme Histórias Cruzadas

    Empregos domésticos: serviços “essenciais” ou necessidades “coloniais”?

    O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), anunciou hoje, (07/05/2020), que as empregadas domésticas estariam dentro dos serviços essenciais no período de Lockdown – fechamento total de vias e comércios considerados não essenciais por 10 dias. A decisão do prefeito tem como base o decreto estadual assinado pelo governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB). A informação causou revolta por parte das pessoas que lutam por dignidade e respeito às profissionais do serviço doméstico. A lei Federal (13.979), sancionada para o enfrentamento à pandemia no Brasil, não lista o serviço doméstico como essencial. Portanto, a decisão tomada em Belém por optar em expor às trabalhadoras domésticas sob os riscos de uma pandemia difere do entendimento nacional.  A branquitude, como fundante da escravidão e mantedora dos seus resquícios escravocratas, dialoga com a permanência da mentalidade e prática da maioria dos serviços considerados subalternos, a exemplo do trabalho doméstico. O prefeito de Belém, ...

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    A relação de poder e o vitimismo branco

    Quando você está acostumado a privilégios, a igualdade parece opressão. - Oscar Auliq-Ice    Por Ricardo Corrêa enviado  para o Portal Geledés A luta da população negra ocorre no campo dos direitos sociais garantidos na Constituição Federal de 1988. Mas nesse percurso nos deparamos com mentiras, justificativas falaciosas e distorções acerca da história africana e afro-brasileira, especificamente, a escravidão e suas consequências. Na realidade, a população negra tem enfrentado inúmeros obstáculos que dificulta com que tenham qualquer reparação histórica e acesso aos direitos sociais. Nesse complexo de questões vemos pessoas brancas acusando os negros de serem racistas — o tal racismo reverso —, mas isso é um absurdo. Esta é uma tática que confunde os ignorantes, constrói laços afetuosos entre os opressores e transfere a culpa às verdadeiras vítimas. Ao lançarmos mão de uma visão crítica da realidade percebemos que a maioria da população negra é excluída da possibilidade de ...

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    Instagram/@jessicasenra/Reprodução

    ‘Se diz que é mimimi, ou é ignorante ou quer manter privilégios’: Jornalista da Globo faz em discurso ao vivo contra o racismo

    A jornalista Jéssica Senra, da afiliada da Globo na Bahia, tem ficado conhecida pelo seu estilo único de apresentação. Na quarta-feira, 20 de novembro, a apresentadora impressionou, mais uma vez, com seu discurso para o Dia da Consciência Negra. “Quando um branco diz que falar de racismo é ‘mimimi’, é vitimismo, é porque esse branco ou é ignorante, no sentido de ignorar o que se passa debaixo de seu nariz, ou porque quer manter seus privilégios”, afirmou. Por  Guilherme Gurgel, do Bhaz Instagram/@jessicasenra/Reprodução À frente do Bom dia Bahia, a jornalista falou de privilégio branco, da importância do protagonismo negro e dos impactos do racismo nas desigualdades sociais. Mas deixou claro qual era seu papel dentro da luta contra o racismo. “Como branca, meu papel é ouvir e respeitar. Assim, eu me coloco a disposição para lutar junto, mas sabendo que o protagonismo é dos negros”, ...

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    Branquidade e Racialização: qual é o lugar da educação?

    por Liv Sovik UFRJ enviado para o Portal Geledés Conferência de abertura 8oSBECE Seminário Brasileiro de Estudos Culturais e Educação Tema: “Ser/estar emergentes e/na educação” ULBRA – Canoas, RS, 25 a 27 de junho de 2019 Arquivo pessoal Agradeço o convite para fazer a conferencia de abertura do Seminário Brasileiro de Estudos Culturais e Educação e as colegas que me receberam aqui, especialmente a professora Maria Lúcia Castagna Wortmann. É uma honra e um desafio falar sobre os temas do seminário na atual conjuntura, em que amantes da educação, do conhecimento e de seu processo somos negadas e negados no que melhor fazemos: ensinar com base no que pesquisamos. Diante das ameaças ao financiamento da educação superior e à liberdade de expressão, decidi falar de nossa cozinha, da educação onde a maioria de nós está, a universidade. Talvez não tenhamos percebido o suficiente, na última década, que vivíamos ...

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    Foto: Gabriel Brito/Correio da Cidadania

    A branquitude não tem limites, inclusive no campo das esquerdas

    A teoria antirracista, em geral, tem se dedicado a pesquisar e elaborar sobre o seguimento oprimido, negras e negros, e pouco sobre o grupo opressor, brancas e brancos. Isso reforça a ideia de que a opressão é um problema só do oprimido, o que, sabemos, não é verdade. Mas há elaborações teóricas, estudos e pesquisas poderosas que se dedicam a estudar e compreender o opressor, não os indivíduos especificamente, mas o sistema que naturaliza o privilégio branco, que chamamos branquitude. Sugiro aqui este texto bem inicial de Hernani Francisco da Silva, publicado pelo Geledes, e este PodCast com o professor Marcio André de Oliveira, Doutor em Ciências Políticas e professor da UNILAB. O naturalizado privilégio branco, assim como o privilégio do gênero masculino, deveria ser tema de estudo obrigatório desde o ensino fundamental. Taí uma boa proposta para levar ao parlamento: branquitude e masculinidades como temas multidisciplinares no currículo obrigatório, desde o ensino fundamental. Por Douglas ...

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    Quem defende nossas crianças da branquitude ?

    Sou uma mulher negra e essa é a coisa que mais me orgulho. Me reconheço, resisto e existo como uma mulher negra. Mas nem sempre foi assim. Por Ana Luiza Guimarães Pereira enviado para o Portal Geledés  Estevão Ribeiro O meu ensino fundamental foi realizado em escola particular, na periferia onde moro. Minha mãe sempre fez questão disso e se virou em mil pra que tal coisa acontecesse. Pois bem, eu tinha 12 anos, estudava em uma escola particular e era uma das únicas alunas negras da minha turma (Re)existiam eu e mais uma outra menina em sala de aula. Eu demorei muito tempo para cair nas redes dos padrões de beleza racistas. Até os 12 meus cabelos, por exemplo, não eram alisados. Isso potencializava muito as piadas racistas da turma que por diversas vezes eram minimizadas pelos próprios professores. Racismo era/é uma palavra proibida de ser ...

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    Sobre masculinidade, invisibilidade e liberdade

    Em suas palestras pelo mundo, o sociólogo Michael Kimmel costuma contar uma história interessante. Ainda na faculdade, quando participava de um grupo formado basicamente por mulheres para discutir o feminismo, assistiu a um diálogo entre duas colegas que bagunçou sua visão de mundo. A colega negra perguntou à branca: quando você se olha no espelho, o que vê?  A resposta: eu vejo uma mulher. A mulher negra, então, disse: pois quando me olho no espelho todos os dias, vejo uma mulher negra. Não havia um dia sequer em sua vida, que ela não se lembrasse de que era uma mulher negra. Por Claudia Penteado  Do PropMark Foto de mandarin457 O diálogo o fez pensar a respeito do que ele próprio enxergava no espelho diariamente. E a resposta foi assustadoramente simples: ele enxergava um ser humano. Nem branco, nem classe média, nem homem, seus três atributos mais perceptíveis. ...

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    O Discurso da mestiçagem a serviço da branquitude: Antônio Risério e as contradições de um racismo “anti”racialista

    Domingo, 17/12/2017, foi publicado na Folha de S. Paulo o artigo do antropólogo Antônio Risério. Tivemos contato com o texto em função do seu número significativo de compartilhamentos nas redes sociais. Dado isso, e o fato de o tema abordado ser orgânico não somente nos nossos estudos e pesquisas, mas no modo como aprendemos a enxergar a sociedade, achamos importante travar um diálogo com o texto, a partir de nossa perspectiva – intelectual, epistemológica e política – sobre a questão. Por Lia Vainer Schucman  e Mônica Mendes Gonçalves, do Casa da Mãe Joanna O antropólogo escreve pontos realmente importantes para o debate racial, como as categorias de classificação raciais e seu uso, a mestiçagem brasileira, o lastro político em que se assentam nossas condutas pessoais no que tange à raça. Contudo, o texto recai exatamente sobre o erro que pretende combater. Afirmamos isso a partir da análise de três questões fundamentais que o ...

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    Foto - André Teixeira / Agência O Globo

    Resposta a Risério

      Domingo, 17/12/2017, foi publicado na Folha de S. Paulo o artigo do antropólogo Antônio Risério. Tivemos contato com o texto em função do seu número significativo de compartilhamentos nas redes sociais. Dado isso, e o fato de o tema abordado ser orgânico não somente nos nossos estudos e pesquisas, mas no modo como aprendemos a enxergar a sociedade, achamos importante travar um diálogo com o texto, a partir de nossa perspectiva – intelectual, epistemológica e política – sobre a questão. O antropólogo escreve pontos realmente importantes para o debate racial, como as categorias de classificação raciais e seu uso, a mestiçagem brasileira, o lastro político em que se assentam nossas condutas pessoais no que tange à raça. Contudo, o texto recai exatamente sobre o erro que pretende combater. Afirmamos isso a partir da análise de três questões fundamentais que o texto aborda. E pretendemos ilustrar nossa afirmação da maneira ...

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