segunda-feira, outubro 26, 2020

    Tag: #GeledésnoDebate

    foto: Divulgação

    “O que estamos vendo no Brasil é uma espécie de pinochetismo”, diz Silvio de Almeida

    O livro O ódio como política – A reinvenção das direitas no Brasil (Ed Boitempo), organizado pela  professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo, Esther Solano, e que acaba de ser lançado, tem como objetivo apresentar um panorama diversificado sobre a consolidação da direita pós-ditadura no Brasil. São múltiplas as análises de autores distintos, entre eles, a de Silvio Luiz de Almeida, pós-doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), professor, advogado e presidente do Instituto Luiz Gama (SP).  Almeida escreve um capítulo do livro sobre a distinção entre o conservadorismo clássico e o neoconservadorismo atual, para o qual a democracia não passa de um detalhe incômodo. Nesta entrevista à coluna Geledés no Debate, o autor de várias obras, entre elas Racismo Estrutural ressalta a condição em que chegamos de extremismo e a tentativa de se compreender ...

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    Foto: SOFIA PASCHOAL

    “Falar de intolerância é fundamental, pois ela é o maior mal dos novos tempos”, diz Susanna Lira, cineasta

    Em tempos de ascensão da intolerância no Brasil, os filmes e séries da cineasta Susanna Lira se tornaram mais do que relevantes. São hoje urgentes. Ativista e pós-graduada em Direitos Humanos, Susanna é responsável pelo documentário Intolêrancia.Doc que deu origem à série televisiva Rotas de ódio, com roteiro de Marcos Borge e Bruno Passeri. A série entra em sua segunda temporada falando sobre racismo e xenofobia. A jornalista e crítica Cristina Padiglione descreveu-a como um "necessário soco no estômago".. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, Susanna relata como se envolveu com a luta contra os crimes de ódio. Ela ainda dirigiu dois filmes sobre as Mães de Maio, que perderam seus filhos no massacre de 2006. Foto: SOFIA PASCHOAL Geledés - Seus filmes são sempre em torno das ondas crescentes de intolerância sexual, religiosa e social. Por que tratar desses temas e qual a relação entre sua vida ...

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    O maior legado do Ilê é a valorização do negro

    A exposição Ocupação Ilê Aiyê a ser inaugurada no Itaú Cultural, em São Paulo, no dia 3 de outubro, traz a trajetória do primeiro bloco afro do Brasil, não apenas consagrado no Carnaval de Salvador, mas no mundo. Após 44 anos de sua fundação, o Ilê segue com sua luta de combate ao racismo e empoderamento do povo negro. Para falar sobre a exposição, a coluna Geledés no debate, entrevistou Val Benvindo, de 28 anos, sobrinha de Antonio Carlos dos Santos, o Vovô, presidente do bloco, e neta de Mãe Hilda Jitolu, ialorixá (sacerdotisa líder em iorubá e que faleceu em 2009) e jornalista.  Val, que no Candomblé é vòdúnsi de Sógbó, foi criada em meio aos bastidores do Ilê e tornou-se sua produtora. Ela faz parte do time de curadoria da exposição, montada em parceria com o Núcleo de Comunicação e de Música, do Instituto Itaú Cultural. Nesta entrevista, Val fala ...

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    “Em 2018, a contratação de uma mulher grávida não deveria ser algo extraordinário”, diz Grazi Mendes

    Empregar uma mulher grávida de nove meses é uma raridade. Mas não deveria ser, segundo Grazi Mendes, integrante do "hire team"  no processo de contratação de Marcela Caldeira, de 35 anos, para o escritório de Belo Horizonte (MG) da multinacional de tecnologia Thoughtworks. Marcela foi contratada nesta situação e acaba de deixar a empresa em licença maternidade de seis meses. Antes de entrar na multinacional, Marcela trabalhou durante três anos em uma startup e fez o processo seletivo para ingressar na multinacional, conhecida mundialmente por suas políticas de inclusão das mulheres no mercado de trabalho, com sete meses de gestação. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, Grazi, que tem o cargo People Partner (pessoa que amplia a atuação do time de Gestão de pessoas), destaca a necessidade “urgente de se interromper uma lógica sutil e perversa, que considera pessoas como recurso, que cria barreiras com justificativas focadas apenas em ...

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    “Trabalhar a literatura de Carolina Maria de Jesus foi imprescindível para descolonizar olhares”

    Silene Barbosa mergulhou na história da escritora negra Carolina Maria de Jesus para trazer aos quadrinhos a vida de uma catadora de papel da periferia de São Paulo que realizou uma das mais importantes obras literárias brasileiras, “Quarto de Despejo”, livro traduzido em 13 idiomas e distribuído em 49 países. O HQ “Carolina” foi indicado, em 2017, ao Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, e Sirlene foi a primeira quadrinista negra indicada à premiação. Os diálogos nos quadrinhos ganham ainda mais força com os traços do artista visual João Pinheiro. Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP, a professora de língua portuguesa revela nesta entrevista à coluna Geledés no debate que sua inspiração para escrever o livro veio de um momento em sala de aula, em que meninas negras não se identificaram com as princesas da literatura. Sirlene não está sozinha como inspiração para as ...

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    “Eu não represento um movimento evangélico de ódio”, diz o pastor Kleber Lucas, um dos líderes da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

    Em um momento em que recrudesce a intolerância no país, com aumento do nível de violência, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) realizam a 11ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no próximo domingo, dia 16 de setembro, na Orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. À frente dessa caminhada se encontram líderes de distintas religiões, de católicos, a evangélicos, rabinos e babalaôs, em um ato de  promoção ao respeito pelas diferentes crenças, ideias e pensamentos. Encabeçada pelo professor e babalaô Ivanir Santos, a caminhada conta, entre os líderes religiosos, com a participação do padre Fábio de Mello e do pastor Kleber Lucas. O pastor Kleber Lucas é o entrevistado desta semana da coluna Geledés no debate. Com mais de 25 anos de ministério, o pastor da Igreja Batista Soul se tornou uma das principais vozes em torno da ...

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    “Feito com amor, dedicação e o talento de várias pessoas”, diz Lázaro Ramos sobre documentário Bando, Um Filme De:, que dirigiu

    Lázaro Ramos, em parceria com Thiago Gomes, lança seu primeiro documentário Bando, Um Filme De:,em que remonta às suas origens da dramaturgia cênica baiana, ao contar a história do Bando do Teatro Olodum, que o revelou ao mundo. De forma poética, o filme, que estreia no dia 4 de setembro durante a programação do Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Caribe Zózimo Bul, no Rio, mescla arte e militância em 42 depoimentos sobre o mais longevo grupo de teatro negro do País, que completou 28 anos. BANDO, UM FILME DE - LÁZARO RAMOS © Bob Wolfenson Nessa entrevista à coluna Geledés no Debate, o ator, diretor, apresentador e escritor, fala sobre como se deu a iniciativa de documentar o Bando e as incríveis revelações de seus participantes. Lázaro Ramos, com mais de 60 prêmios no teatro e na televisão, também conta aqui sobre seus novos ...

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    “O que quero dizer a Lula é que ele foi o maior presidente do Brasil, queiram ou não seus opositores”, diz a deputada Leci Brandão

    Em 2010, a carioca Leci Brandão se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), para colocar em prática na política sua longa trajetória de dedicação à promoção de igualdade racial.  Naquele ano, foi eleita com mais de 85 mil votos como deputada estadual pelo estado de São Paulo e em 2014, reeleita. Leci Brandão foi a segunda deputada negra da história da Assembleia Legislativa de São Paulo.  Agora, aos 73 anos,  Leci volta à campanha para novamente tentar o cargo de deputada estadual por São Paulo e pelo mesmo partido, com ampla plataforma sobre as populações negra e indígena, as mulheres e os LGBTs. A defesa dos Direitos Humanos começou há mais de quatro décadas para Leci, através de sua música, como uma das grandes intérpretes do samba no país. Nessa entrevista à coluna Geledés no debate, Leci Brandão conta como são elaborados seus projetos de lei e a influência de ...

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    Leticiah Futata

    “O legado de Marielle é construído por cada mulher preta que se levanta, tira os pés da cama, e segue, porque isso é resistência”, diz Mônica Benício, viúva de Marielle

    Há cinco meses, no dia 14 de março, a arquiteta Mônica Benício viveu sua maior tragédia: a execução no Rio de Janeiro de sua mulher Marielle Franco, vereadora do PSOL, que se tornou o símbolo internacional da luta dos Direitos Humanos. Desde então, Mônica tem se dedicado dia e noite à exigência do que chama ser a “resolução correta” para esse crime brutal e político que também matou o motorista da vereadora, Anderson Gomes. Mônica agarrou pelas mãos e coração todas as plataformas políticas a que Marielle se dedicava, tornando como missão manter o legado de seu grande amor. Mônica Benício / Arquivo Pessoal Em meio à uma agenda tribulada por inúmeros compromissos com a justiça e eventos de Direitos Humanos, por telefone, a viúva de Marielle concedeu gentilmente essa entrevista à coluna Geledés no Debate, em que falou sobre a relevância e a força das ...

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    O racismo e o desconhecimento sobre as culturas e espiritualidades dos africanos

    “O racismo e o desconhecimento sobre as culturas e espiritualidades dos africanos, que aportaram no Brasil na condição de escravos, reforçam todo o preconceito que atua fortemente na sociedade contemporânea” Carlos Alberto Ivanir Dos Santos, mais conhecido como professor Babalawô Ivanir dos Santos,de 64 anos, teve sua candidatura ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro excluída. Com longa trajetória no combate ao racismo, o balalawô é um dos símbolos no Brasil da luta contra a intolerância religiosa. Líderes de diversas religiões, professores e ativistas de Direitos Humanos saíram em defesa de Ivanir dos Santos que é coordenador da Coordenadoria de Religiões Tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racismo e Intolerância Religiosa (ERARIR/LHER/UFRJ) e interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR). Seus apoiadores entendem sua exclusão política como parte de uma manobra dos partidos DEM e PSDB para calar a voz de um líder das religiões de matizes africanas. Doutor em História ...

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    “Separar as crianças de suas mães em situação de rua não resolve. Só fará com que não as vejamos nas ruas, uma situação que incomoda.”

    Históricas dramáticas de separações de crianças e mães em situação de rua acontecem em nosso país, mais especificamente na cidade de São Paulo, como relata a pesquisa recém-divulgada “Primeira Infância e Maternidade nas ruas de São Paulo”, coordenada pela antropóloga social e especializada em Direitos Humanos pela USP, Janaína Dantes Germano Gomes. O levantamento é coletivo, fruto do esforço das integrantes da Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama (Faculdade de Direito da USP), em parceria com o Grupo de Trabalho Ceres-Maternidades da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Instituto Alana. Ao escutarem as mulheres em situação de rua e as trabalhadoras nos serviços públicos e no judiciário, a pesquisadora e sua equipe constataram uma alarmante ruptura dos vínculos dessas mulheres com seus filhos e filhas. O Censo Municipal da População em Situação de Rua de 2015, o último realizado, apontou 15.905 pessoas em situação de rua, sendo ...

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    “O Geração XXI é precursor do grande debate sobre as ações afirmativas” diz Cidinha da Silva

    "O Geração XXI é precursor do grande debate sobre as ações afirmativas como estratégia possível de enfrentamento das desigualdades raciais. Ter estado ali foi uma grande alegria”, diz Cidinha da Silva. A escritora e dramaturga mineira Cidinha da Silva, 51 anos, acaba de lançar “O Homem Azul do Deserto”, nome de uma das crônicas que dá título ao livro. Na obra, ela discorre sobre os vários Brasis, em que o racismo estrutural e o machismo são apresentados de forma inquietante. A escritora estreou na literatura com o livro de crônicas “Cada Tridente em seu lugar” (2006) e ainda é autora de “Africanidades e relações sociais: insumos para as políticas públicas na área de livro, leitura, literatura, e bibliotecas do Brasil” (2014), entre outras obras. Cidinha tem uma coluna no Jornalistas Livres e outra no Medium e escreve esporadicamente para o Diário do Centro do Mundo e o site da Revista ...

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    A escola brasileira como projeto de país

    Pelos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil cabem mais de 207 milhões de pessoas, que falam mais de 274 línguas, com variados sotaques. Que dançam jongo, carimbó e tango, comem feijoada, sushi e babaçu. Acreditam em Deus, em Iemanjá, em Tupã e, às vezes, em todos ao mesmo tempo ou em nenhum. Que se banham no Rio Negro, ou vivem no semiárido, em ocas, comunidades ou apartamentos. Se cabem tantos, por que caberia um só modelo de escola? por  Ingrid Matuoka no Educação Integral Este panorama tão diverso revela a necessidade de construirmos uma escola verdadeiramente brasileira, isto é, erguida e contextualizada a partir da cultura, história e demandas das comunidades locais ante a escola padronizada, pensada tantas vezes a partir de referências estrangeiras ou através da frieza de números. Com a proximidade das eleições que decidirão as novas gestões que se iniciam em 2019, o momento atual é de ...

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    Foto: André Wanderlei

    “Não sofro com a discriminação racial, mas aproveito o espaço da mídia para denunciar, combater. E vejo isso como uma missão”, afirma a atriz Zezé Motta

    Aos 74 anos, a atriz e cantora Maria José Motta de Oliveira, mais conhecida como Zezé Motta, está a todo vapor, em plena gravação de dois novos filmes: “Intervenção”, de Rodrigo Pimentel, com direção de Caio Cobra, sobre a rotina dos policiais nas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) do Rio de Janeiro, e o longa “M8 - Quando a morte socorre a vida”, dirigido pelo cineasta Jeferson De e inspirado em livro de mesmo nome do escritor Salomão Polak. foto de André Wanderlei Zezé Motta não para. Em abril deste ano, lançou o CD “Missão”, em que solta a voz no samba. Com dezenas de filmes, novelas e peças, ao completar 50 anos de carreira no ano passado, a Xica da Silva de Cacá Diegues recebeu inúmeras homenagens. E as honrarias continuam. Neste mês, a atriz foi a escolhida para ser a homenageada do 1º. Festival ...

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    África ou França ???

    Quem disputará a final da copa da Rússia neste domingo ? A multietnicidade ou os franceses ? Do total de 23 atletas com compõem o selecionado francês no mundial da Rússia 19 deles em realidade são originários de países africanos, direta ou indiretamente. Um pouco mais de 10% dos jogadores franceses tem realmente raízes na França, o goleiro Lloris, o zagueiro Pavard e os atacantes Giroud e Thauvin, os outros 19 atletas tem ascendência ou nasceram em outros países; são nascidos em outros países: Mandanda (RD Congo) e Umtiti (Camarões); dois são nascidos em territórios que pertencem à França, mas possuem seleções próprias: Varane (Martinica) e Lemar (Guadalupe); 11 têm pais nascidos em outros países e que migraram para a França: Areola (Filipinas), Rami (Marrocos), Kimpembé e Nzonzi (RD Congo), Sidibé, Dembelé e Kanté (Mali), Matuidi (Angola), Pogba (Guiné), Mbappé (Camarões e Argélia) e Fekir (Argélia); e ainda Quatro têm ...

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    “A parceria com o Fundo Malala permitirá que possamos dar novos passos em ações pela promoção da igualdade de gênero e raça na educação”, diz Denise Carreira

    Denise Carreira, coordenadora executiva da ONG Ação Educativa , feminista antirracista e que trabalha na área de direitos humanos há mais de trinta anos, foi uma das três escolhidas para integrar a Rede Gulmakai do Fundo Malala, presidido pela paquistanesa Malala Yousafzai, que esteve nesta semana no Brasil. Malala, Prêmio Nobel da Paz e símbolo internacional da promoção de igualdade de gênero anunciou investimentos de US$ 770 mil no país. Além de Denise, outras duas brasileiras, Sylvia Siqueira Campos, de Pernambuco, e Ana Paula Ferreira de Lima, da Bahia, passarão a receber apoio financeiro do Fundo Malala. Denise Eloy Denise Carreira foi Relatora Nacional de Educação da Plataforma DHESCA, com assessoria de Suelaine Carneiro, coordenadora na área de Educação do Geledés – Instituto da Mulher Negra, visitando com o apoio do Ministério Público Federal várias localidades do país para investigar violações do direito à educação e fazer recomendações ...

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    “Mercado de trabalho desperdiça oportunidade por não dar as mesmas possibilidades para trabalhadores negros”, diz especialista

    O racismo chegou no Brasil pelo mar. Atracou por aqui conduzindo navios que carregaram, por quase quatro séculos, cerca de 5 milhões de pessoas (famílias inteiras negras). Arrancadas de seus países de origem, tiveram suas histórias e raízes negadas para servir à corte portuguesa, mas especialmente aos grandes proprietários brasileiros, da maneira mais violenta que existe: escravizados. Com forte acento na efetivação do mercado transatlântico de escravos, o Brasil foi o país que mais importou africanos no período da escravidão, um título que, além de vergonhoso, reverbera pelos séculos da história do país até hoje em todos os campos. Há uma série de esforços internos de vários países e destes em coletivo com vistas a equiparar os direitos negados às populações negras por meio de pressão internacional com tratados construídos desde 1945 compondo um amplo arcabouço de direitos humanos. Mais especificamente falando de equidade racial, estão a Convenção Internacional sobre a ...

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    “A raiz do machismo não se encontra isolada no mundo das artes; é um problema político e social que precisa seguir mudando.”

    A escultora e artista gráfica francesa Camille Claudel (1864-1943), companheira do artista francês August Rodin, a romancista e poetisa americana Zelda Sayre (1900-1948), esposa do escritor americano Scott Fitzgerald e até a expoente do feminismo, escritora, filósofa, ativista política, a francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), que manteve durante anos um relacionamento aberto com o filósofo francês Jean-Paul Sartre, estão na lista de Pequeno Guia De Incríveis Artistas Mulheres Que Sempre Foram Consideradas Menos Importantes Que Seus Maridos (Editora Urutau), livro da artista paulista Beatriz Calil, de 28 anos, que acaba de ser lançado. Gustavo Pugliese Em seu olhar artístico e metalinguístico, Beatriz (com mestrado e doutorado pela Unicamp) revisita os relacionamentos de ícones da arte e da literatura mundial, denunciando o fato de terem sido ofuscadas por seus parceiros e em alguns casos, abusadas e violentadas por eles. Em entrevista à coluna #GeledésnoDebate, a autora informa ...

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    arquivo pessoal

    “O racismo estrutural opera dentro da USP”

    A Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade pública da América Latina, é racista e elitista, segundo a Pesquisa Interações na USP, realizada pelo Escritório USP Mulheres e coordenada pelo professor Gustavo Venturi, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O professor Gustavo Venturi, o entrevistado dessa semana da coluna GeledésnoDebate, vai além ao afirmar que os sentimentos declarados pelos alunos da USP demonstram que o racismo estrutural atua também no ambiente universitário. Marcos Santos A pesquisa, divulgada no dia 25 de junho, ocorreu com a participação da Rede Não Cala da USP, além dos coletivos feministas, negros, indígenas e LGBT e dentro do programa Impacto 10x10x10 do movimento #HeForShe da ONU Mulheres. Geledés - Como surgiu a ideia de fazer esse estudo e qual dinâmica adotada? Em 2013, fui procurado por alguns alunos que militavam em coletivos feministas e LGBT, ...

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    “Apenas com mobilização social e mandatos será possível mudar o sistema eleitoral” diz Benedita da Silva

    A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), ex-senadora e primeira vereadora negra do Rio de Janeiro, participa de um grupo de 16 parlamentares que apresentou neste mês ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consulta para que metade da cota do chamado Fundo Eleitoral, e do tempo de propaganda eleitoral das candidaturas femininas seja destinada às mulheres negras. O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 pelo Congresso Nacional para compensar o fim das doações por empresas, proibidas desde 2015. A iniciativa dos parlamentares foi encabeçada pela ONG Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro). Em maio passado, o TSE determinou que 30% dos recursos desse fundo, estimado em R$ 1,7 bilhão neste ano, e do tempo de rádio e TV sejam para candidatas. A decisão veio graças à mobilização da bancada feminina que apresentou a proposta ao tribunal no ano passado. Segundo dados do TSE de 2014, apenas Benedita da Silva e Tia ...

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