quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Tag: Afrofuturismo

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‘Afrofuturo’, ‘Vidas Negras’ e ‘Ficções Selvagens’ valorizam negritude ao sair da mesmice

Consumir assuntos atrelados à cultura diaspórica africana, afrofuturismo, figuras negras apagadas ao longo da história e relações raciais brasileiras pode ser uma atividade enriquecedora aos ouvintes de podcasts do Brasil, que é líder no ranking mundial de produção do setor, de acordo com dados divulgados pela agência americana Voxnest neste ano. A cada episódio de “Ficções Selvagens” —programa semanal criado pelo escritor Alê Santos e lançado em novembro—, por exemplo, o ouvinte é levado a uma nova distopia de ficção científica que tem como base a própria realidade contemporânea brasileira. As histórias mesclam, assim, uma série de desigualdades sociais a um intenso desenvolvimento da tecnologia digital, num futuro nada agradável. Amanhã estreia a minha série Ficçoes Selvagens na @orelo_audio . Usem o código [email protected] para conseguir um mês grátis na plataforma e acompanhar essas e outras histórias. No vídeo tem uma prévia do primeiro episódio chamado, Depois do Presidente Negro ...

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Renata Vaz (Arquivo Pessoal)

Afro Turismo

Viajar é uma oportunidade de experimentar culturas e conhecer pessoas de uma maneira diferente. E ainda, a possibilidade de conhecer realidades diversas de ter empatia por pessoas, que até então eram desconhecidas. Turismo etinco-afro, Afro Turismo, Turismo Afro Referenciado ou ainda Black Travel Moviment. Todas essas denominações o que está em pauta é o foco na população preta e sua identidade. Histórias que foram esquecidas ou apagadas durante muitos séculos ao longo de nossas vidas passam a ser protagonista através do turismo. Esse movimento no turismo não é recente, vem sendo discutidos em alguns espaços, em sua maioria como forma de resistência, e sendo desenvolvido por vários profissionais no Brasil e no Mundo.   Durante o #BlackLivesMatter a pauta do turismo afro ganhou visibilidade e espaço em alguns lugares que antes não tinham vez. Como ocorreu no evento ABAV COLAB realizado de  27 de Setembro a 2 de outubro, onde o ...

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Reprodução/Black is King/Disney

Black is King, ancestralidade e afro futuro

O rei Leão foi lançado pela primeira vez em 1994 e, à época, pretendia fazer uma releitura do clássico do teatro Hamlet, ambientada nas savanas e representando os personagens da peça como animais do bioma africano. Na peça original, temáticas como a depressão, o suicídio, incesto e traição são retratados de forma dura porém poética. Como o Rei Leão da Disney é uma obra voltada ao público infantil, a adaptação suprimiu alguns temas sem deixar de suscitar as principais discussões da obra shakespeariana de uma forma mais apropriada para crianças. Intencionalmente ou não, o filme de 1994 acrescenta elementos à narrativa que se aproximam de uma visão de mundo particular. A ideia de equilíbrio, de respeito à vida, ancestralidade e de identidade foram reforçadas e introduzidas principalmente nos momentos de diálogo entre Simba e seu pai, Mufasa. Cerca de vinte anos após o lançamento da animação, as ideias e valores ...

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Imagem por Matri-Archi(tecture), 2019

Urbanismo afro-futurista de Wakanda: um ecossistema de estruturas BIM para nômades urbanos

A segunda era das máquinas, violência baseada em gênero, sul global, cidades em desenvolvimento, infraestrutura precária, influxo, digitalização, sustentabilidade, afro-futurismo? Continuamos ouvindo as palavras da moda repetidas vezes, mas o que tudo isso significa? Como essas noções se cruzam espacialmente em resposta às necessidades do desenvolvimento das cidades? As cidades são como ecossistemas, coletivamente dependentes do ambiente circundante. Quanto maiores e mais complexas elas se tornam, maiores são as pressões e repercussões, a saber: crescimento populacional, expansão urbana e escassez de recursos físicos. Por Khensani de Klerk, Solange Mbanefo, no Arch Daily Imagem por Matri-Archi(tecture), 2019 As cidades representam uma especialização das funções humanas que evoluíram de assentamentos para aldeias, aldeias para vilas, vilas para cidades e agora cidades para megacidades. Pode-se dizer que essa tendência exponencial da vida comunitária em larga escala desencorajou a coerência social entre as partes urbanas interessadas, palpável nas crises de ...

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logo avivai

Vai-Vai, como um quilombo cultural, mostra o que o povo negro é capaz de realizar

Da diáspora africana ao racismo estrutural, a Vai-Vai entra na madruga deste sábado para domingo, às 1h45, no sambódromo em São Paulo, para contar a história da população negra, com o tema “O Quilombo do Futuro”. Aos 25 anos de carnaval, a Escola do Povo, como é carinhosamente chamada pela comunidade do Bixiga, exalta o povo negro com homenagens dos carnavalescos Hernani Siqueira e Roberto Monteiro. A vereadora carioca Marielle Franco será homenagiada pela escola de samba VAI-VAI (Foto: PSOL/Reprodução.) Na quarta alegoria, intitulada “Sim, nós Podemos!”, a narrativa é baseada no conceito do movimento "afrofuturismo", com a presença de importantes representantes da comunidade negra brasileira, entre eles , Nilza Raci, coordenadora do Geledés -Instituto da Mulher Negra, os filósofos Silvio de Almeida e Djamila Ribeiro, a deputada estadual Erica Malunguinho, o reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, a executiva Rachel Maia, entre outros. ...

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Obra da série Gênesis, do artista do Zimbábue Kudzanai Chiurai Foto- Goodman Gallery - O Globo

Afrofuturismo: conceito que ganhou projeção com ‘Pantera Negra’ se alastra pelas artes

Movimento mescla tradições africanas com ficção científica e fantasia para rever o passado negro e criar novos 'amanhãs' por Jan Niklas e Silvio Essinger no O Globo Obra da série Gênesis, do artista do Zimbábue Kudzanai Chiurai Foto- Goodman Gallery - O Globo Torres espelhadas, carros voadores, cenários high-tech e um povo moderno, estiloso e negro. A visão utópica de Wakanda, nação fictícia do filme “Pantera Negra”, um dos grandes sucessos de bilheteria deste ano, popularizou o conceito de afrofuturismo. O movimento, que mescla tradições africanas com ficção científica e fantasia, alcançou o pico de buscas no Google graças ao blockbuster do herói. Pois agora, o futuro afro parece ter chegado: uma série de lançamentos e eventos vem aquecer esse universo, com manifestações na África e até onde foi sua diáspora. Nesse caldeirão criativo está a aguardada exposição de Basquiat, em cartaz no CCBB do Rio. ...

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Conheça o afrofuturismo, movimento presente em ‘Pantera Negra’

No Brasil, artistas adotam estética da cultura africana negra unida a mundos futuros sofisticados na música, escrita e artes visuais Por LUDIMILA HONORATO , do Estadão  Shuri, irmã do Pantera Negra, é a jovem responsável pelo sofisticado desenvolvimento tecnológico de Wakanda. Foto: Marvel Studios-Walt Disney/Divulgação No filme Pantera Negra, a ancestralidade africana unida às tecnologias futuristas da nação Wakanda dialogam com o movimento afrofuturista. O termo, cunhado e teorizado na década de 1990, manifesta-se em diferentes áreas - como música, literatura, moda e cinema - e traz uma proposta tão simples quanto complexa: pensar em um futuro em que pessoas negras existem. Pense bem: quantos personagens negros protagonistas estão nas histórias tradicionais de ficção científica que você conhece? Exceto, talvez, pela recente produção da Marvel, poucos ou nenhum. "É uma construção da sociedade, do imaginário, e tem a ver com o racismo que está institucionalizado e enraizado”, explica a pesquisadora e crítica de cinema Kênia ...

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Afrofuturismo e uma plataforma web de voo artístico

“Dúdús” em iorubá significa “escuros, negros, pretos”, explica o arte-educador Gabriel Hilair. Também é o nome da plataforma criativa no Facebook e no Instagram que ele idealizou para reunir talentos negros. É que os criadores afrodescendentes do mundo das artes em geral, e do mundo digital em particular, não têm tanta visibilidade e, apesar de o universo virtual continuar a significar a possibilidade de um futuro (imediato) de novidades, termina por repetir as barreiras, tabus e preconceitos do mundo real. por Denise Mota no Preta, Preto, Pretinhos Processed with VSCO with j4 preset “Em grupos no Facebook e no Instagram, jovens negros não acadêmicos ou profissionais criativos compartilham suas ideias de trabalho pedindo a opinião de outros irmãos e rola um engajamento real da comunidade, até com pedidos e orçamentos”, conta Gabriel, também escritor, stylist e produtor cultural. “Mas o processo acaba aí e essas ideias se perdem. Então na ...

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Realismo mágico, história da África e ficção científica: Conheça o Afrofuturismo

“O tempo é esta coisa realmente fluida. O agora é agora, mas o passado é agora e futuro também.” Por Priscilla Frank, do Huffington Post Assim é como a curadora e antropóloga Niama Safia Sandy descreve a ideia do Afrofuturismo, uma estética cultural que combina elementos de ficção científica, realismo mágico e história africana. A origem do movimento artístico, musical e literário é frequentemente vinculada ao compositor de jazz e filósofo cósmico Sun Ra, que, cursando a faculdade na década de 30, teve uma experiência alucinatória na qual teria sido abduzido, levado ao planeta Saturno e presenciado um futuro profético. “Meu corpo todo se transformou em uma outra coisa. Eu pude ver através de mim mesmo. E eu subi... Não era uma forma humana... Aterrissei em um planeta identificado como Saturno... eles me teletransportaram e eu desci até um palco com eles. Queriam falar comigo. Tinham uma antena em cada orelha. ...

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Com afrofuturismo, Senzala Hi-Tech se une a nova corrente da ‘música preta brasileira’

Com artistas que são fortes candidatos a explodir mundialmente como Liniker, Rico Dalasam, Tássia Reis, As Bahias e A Cozinha Mineira e Russo Passapusso, a nova corrente de “música preta brasileira”, como Liniker já defiiniu, é diversa, vai do funk das favelas ao funk da Motown. Ela também recupera o lado mais psicodélico e rebelde da MPB e abre discussões importantes para questões de gênero e raça. no Virgula Entre os nomes novos que não param de surgir está o do Senzala Hi-Tech, que faz uma aproximação entre afrofuturismo e brasilidades. Recentemente, o quarteto foi destacados pelo Afropunk, hypada plataforma black de Nova York, como algo a se ficar de olho na nova cena de São Paulo. Formado pelo lutador de taekwondo Diogo Silva, atleta olímpico e medalhista Pan-Americano; MC Sombra, do grupo de rap paulistano SNJ; Valter Minari, também do SNJ; e Junião, jornalista, ilustrador e percussionista, o Senzala lançou seu disco de estreia em novembro do ano passado. ...

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Octavia Butler, a mulher com o poder de escrever o futuro

A inspiradora história do início de carreira de Octavia Butler, primeira autora negra de ficção científica a ser reconhecida mundialmente Por Aline Valek Do Carta Capital Esta história começa com uma criança de 12 anos na frente da TV. Apesar de vir à mente a imagem de uma criança da minha geração assistindo à programação da tarde na TV Manchete, esta história é ainda mais antiga: estamos de volta à década de 50, numa modesta sala de estar de uma família da Califórnia. Era a jovem Octavia na frente da televisão. Ela assistia a um filme de ficção científica sobre uma mulher demoníaca (claro!) vinda de Marte para aterrorizar os terráqueos. Devil Girl from Mars. Mas ela não parecia impressionada. “Nossa, consigo fácil escrever uma história melhor que essa”, ela teria pensado. O que isso pode ter de tão marcante? Bem, Octavia Estelle Butler era uma garota negra, filha de uma doméstica ...

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[Afrofuturismo] O futuro é negro o passado e o presente também

Muito mais que uma estética da moda, Afrofuturismo é, acima de tudo, o poder nas nossas próprias mãos Por Fábio Kabral, no Médium  Afrofuturismo! Parece ser uma das “sensações” do momento; muita gente querendo saber sobre, muita gente buscando referências sobre, muita gente atrás de pessoas que possam falar sobre. Ao que tudo indica, organizadores de eventos literários, musicais e de arte em geral, cada vez mais, correm atrás de escritores, artistas e profissionais que possam elucidar acerca da questão, na ânsia de atender à crescente demanda pela temática afrofuturista por parte de uma fatia cada vez mais crescente do público. Mas o que diabos é esse tal de Afrofuturismo que tanta gente quer saber? Quando começou? O que é? Como é que eu faço? Como é que se faz pra ser um afrofuturista boladão? Ora essa. Afrofuturismo somos nós, pessoas de pele preta. Simples assim. Mwana Ngana Ndumba Tembo — Monarca Tchokwe ...

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(Foto: Imagem retirada do site MEQUETREFISMOS)

Dossiê Afrofuturismo: saiba mais sobre o movimento cultural

Imagine uma viagem ao futuro, com elementos hi-tech, mas ao mesmo tempo com toques de ancestralidade. Assim podemos entender o Afrofuturismo, movimento pluridisciplinar que utiliza a música, as artes plásticas, a moda, entre “otras cositas más”, e que estabelece o encontro entre a história, o resgate da mitologia e cosmologias africanas com a tecnologia, a ciência, o novo e inexplorado. (Foto: Imagem retirada do site MEQUETREFISMOS) (Foto: Imagem retirada do site MEQUETREFISMOS) HISTÓRIA: O Afrofuturismo surgiu na década de 60, em paralelo a efervescência da cultura Beatnik, que, por sinal, era forte entusiasta de ritmos afro-americanos. Um dos pioneiros do movimento afrofuturista foi o compositor de jazz, poeta e “filósofo cósmico”, Sun Ra: (Foto: Imagem retirada do site (Foto: Imagem retirada do site MEQUETREFISMOS) O pseudônimo usado por Herman Poole Blount pontua um dos ...

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