segunda-feira, julho 13, 2020

    Tag: colonização

    Créditos da foto: Manifestação contra o racismo em Tapei, Taiwan, em 12 de junho (Ann Wang/Reuters)

    Thomas Piketty: em face de nosso passado colonial e escravista, ”enfrentar o racismo, reparar a história”

    Crônica. A onda de mobilizações contra o racismo e a discriminação coloca uma questão crucial: a das reparações diante de um passado colonial e escravista que definitivamente não passa. Qualquer que seja sua complexidade, a questão não pode ser evitada para sempre, nem nos Estados Unidos nem na Europa. No final da Guerra Civil, em 1865, o republicano Lincoln prometeu aos escravos emancipados que obteriam após a vitória "uma mula e 40 acres de terra" (cerca de 16 hectares). A idéia era compensá-los por décadas de maus-tratos e trabalho não remunerado e permitir-lhes encarar o futuro como trabalhadores livres. Se tivesse sido adotado, este programa representaria uma redistribuição agrária em larga escala, principalmente às custas dos grandes proprietários de escravos. Mas assim que a luta terminou, a promessa foi esquecida: nenhum texto de compensação foi adotado e os 40 acres e a mula se tornaram o símbolo da decepção e ...

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    “Eu até não sou racista…

    "Eu até não sou racista... mas" não tenho pachorra para o que os brancos escrevem sobre o assunto. Há vários anos que me interessa sobretudo a visão dos negros. Por Eremita e Bruno Vieira Amaral, do Ouriquense Um caso paradigmático é, precisamente, o da questão da excepcionalidade do colonialismo português. Confrontados com a questão, nenhum dos entrevistados é da opinião que o sistema colonial português tenha sido brando. Servem como exemplos as declarações do sociólogo angolano Paulo de Carvalho, que não tem dúvidas de que a colonização portuguesa não foi diferente das outras, do historiador guineense Leopoldo Amado, que considera que o sistema colonial português foi um “sistema racista em todos os sentidos”, muito embora a “elite académica continue a reproduzir a ideia de que há uma particularidade da colonização portuguesa”, do também historiador Patrício Batsikama, angolano, que não crê que Portugal “tenha sido melhor colonizador. Não deixou grandes escolas, nem sequer temos ...

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    Carta ao comentarista Marco Antonio Villa

    Caro professor aposentado Marco Antonio Villa, De partida, já comunico que não sou professor da Unila, mas de outra Universidade Federal, a do Sul da Bahia. Como o senhor o fez durante seus anos de Universidade, retribuo ao povo brasileiro o investimento que foi feito na minha formação, toda realizada em Universidades públicas brasileiras. Por  Rafael Siqueira de Guimarães, para o Portal Geledés  Talvez, professor, sua ignorância sobre os temas tratados nas disciplinas dos cursos de Filosofia, História ou Letras da Unila advém do fato de que estes não faziam parte de sua formação na USP, exatamente pelo mesmo motivo que leva estes mesmos temas a serem explicitados nos programas de curso destas mesmas disciplinas: a “colonialidade do poder”. A Universidade brasileira, especialmente esta, destinada às elites, sempre teve dificuldade em refletir sobre o processo de construção da colonização. Como intelectual das ciências humanas, o senhor poderia ter aberto seus ...

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    Degredados e racismo, por Fernando Molica

    Essa história de atribuir nossas mazelas ao fato de que havia degredados entre os primeiros colonizadores resvala pesado no racismo. Mais, evoca uma espécie de determinismo genético ("Pau que nasce torto cresce torto") que justifica ataques a determinados grupos e, no limite, colabora para fenômenos como tentativas de extermínio daqueles apontados como degenerados ou impuros. Por Fernando Molica Do GGN Falar em degredados é relatar apenas uma parte do preconceito tantas vezes cochichado. A justificativa para o nosso atraso tantas vezes apontada pelos arautos da simplificação e da eugenia costuma também citar a presença de negros e índios entre nossos antepassados. Quantas vezes não ouvimos que estávamos destinados ao fracasso por conta do cruzamento - a palavra usada é essa, que remete ao sexo entre animais - entre portugueses/degredados, negros e índios? Esse tipo de estupidez costuma ganhar corpo principalmente entre aqueles que, por razões genéticas e/ou culturais, não se consideram ...

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    Índios Viviam Na Amazônia 11 Mil Anos Antes Da Chegada Dos Colonizadores

    Quando os primeiros exploradores espanhóis e portugueses descobriram a Amazônia, pouco mais de 1500 anos atrás, ela já havia sido descoberta por populações indígenas há mais de 11 mil anos. As pesquisas arqueológicas na região revelam uma sociedade complexa, cujas obras impressionantes em madeira não resistiram ao tempo. Por Glauce Monteiro Do Portal Raizes A arqueóloga e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Denise Schaan, fala sobre as sociedades que viviam na região muito antes do “Novo Mundo” ser descoberto. “Em vez de construírem templos e pirâmides de pedra, na falta dessas, utilizaram construções de terra e madeira. O problema é que a madeira não sobreviveu”, considera. Isso porque há problemas de preservação de artefatos nos solos tropicais. A pesquisadora conta que as descobertas arqueológicas validam os relatos históricos, na maioria das vezes, mas são importantes por fornecer provas materiais sobre o modo de ...

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    Papa Francisco pede perdão pelos crimes da Igreja durante a colonização da América

    “Quero ser muito claro no que vou dizer, como foi João Paulo II, para, humildemente, pedir perdão pelas ofensas da própria Igreja contra os povos originários, e também pelos injustificáveis crimes cometidos em nome de Deus durante a chamada conquista da América”. Por Victor Farinelli Do Carta Capital  Essas foram as palavras que  o papa Francisco dedicou aos milhares de presentes no Encontro dos Movimentos Populares e Indígenas, um dos eventos ao qual compareceu durante sua viagem a Bolívia. A plateia repleta de líderes de comunidade indígenas de todo o continente aumentou o simbolismo das palavras entregues pelo pontífice, no evento realizado em Santa Cruz de la Sierra. Assim, o primeiro papa latinoamericano da história contestou a versão que mostra os catequizadores como responsáveis por um papel colaborativo e diplomático com as comunidades indígenas nos primeiros anos da colonização – difundida em alguns países, entre eles o Brasil – e reconheceu que, ...

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    O estudante britânico Adam Smith (reprodução)

    Estudante britânico comenta o complexo de vira-latas dos brasileiros

    "O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo". Estudante de Oxford em estadia no Brasil comenta o complexo de vira-latas dos brasileiros e diz considerar deprimente o endeusamento de alguns aos Estados Unidos como modelo de sociedade por Adam Smith, estudante de Oxford e blogueiro da BBC, no Pragmatismo Político  Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi “de Londres”, veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’. Fiquei surpreso. Eu – como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil – adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação ...

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    Conheça os dois únicos países africanos que não foram colonizados por europeus

    Eles não pouparam ninguém: a Europa dominou quase o mundo inteiro nos vários séculos desde que começou a viajar para outros continentes. Nesse assunto, normalmente nos lembramos do continente africano, que foi completamente tomado e explorado pelos europeus no Imperialismo do fim do século 19. Ok, mas não foi bem assim. A África não foi totalmente dominada: dois países, Etiópia e Libéria, escaparam da colonização. Do csaolucas Os dois têm histórias muito curiosas: um deles conseguiu expulsar os colonos, e o outro tinha acabado de ser formado por imigrantes. Conheça suas curiosas histórias: Etiópia A Etiópia não foi uma das vítimas do neocolonialismo, mas não foi por falta de tentativas. Por volta de 1880, a Itália era um dos países mais atrasados da Europa ocidental: ainda muito agrário, pobre, recém-unificado. À época, em torno de 25 milhões de italianos já haviam migrado para vários outros países (Brasil, inclusive) em busca de uma ...

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    Nancy R. Schiff/Getty Images.

    bell hooks: Linguagem: ensinar novas paisagens/novas linguagens

    Resumo do texto traduzido: bell hooks relaciona as opressões veiculadas pela apologia ao inglês padrão com os usos das variantes da língua inglesa nos Estados Unidos. A autora discute o lugar da linguagem nas relações de poder, especificamente nas hierarquias raciais, e propõe a ressignificação dos usos lingüísticos para a emancipação dos oprimidos. Palavras-chave: linguagem; variantes; colonização; opressão; raça. Adrienne Rich - Foto: Nancy R. Schiff/Getty Images. Como o desejo, a linguagem rompe, recusa-se a ser encerrada em fronteiras. Ela mesma fala contra a nossa vontade em palavras e pensamentos que se intrometem, até mesmo violam os mais secretos espaços da mente e do corpo. Foi no meu primeiro ano de faculdade que li o poema de Adrienne Rich “Os incêndios de papel em vez de crianças”. Esse poema, falando contra a dominação, contra o racismo e a opressão de classe, esforça-se para ilustrar graficamente que acabar ...

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