Tag: Relações Raciais

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    Afetos e relações raciais: quando o “suposto” afeto ofusca o racismo

    Querida Branca, Estou muito cansada hoje. Apesar disso, a necessidade de te escrever me veio. Escrever é um processo criativo que demanda esforço mental e lucidez para articular as ideias. Embora tudo isso esteja ofuscado agora, pode ser esse um modo de esvaziar-me do cansaço e dar sentido a tantos sentimentos misturados. Temos tido dias difíceis, com situações complexas, mas nada novo para nós, negras e negros. O novo, para mim, parece ser o des-cobrimento do racismo no Brasil. Aqui, falo como uma pessoa de pele preta, que bateu várias vezes na porta de vidro que existia entre mim e você, que sorria assim que me via. Lembro sempre de você e de todas as outras colegas em muitas situações. Mas algumas situações foram mais marcantes do que outras. Foram várias situações de racismo que passei, com você ao meu lado, me olhando, sorrindo, sempre delicada, educada e sutilmente me ...

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    Imagem retirada do site

    Sesc Belenzinho recebe lançamento da pesquisa “Viver em São Paulo: Relações Raciais”

    Essas e outras questões são abordadas na pesquisa “Viver em São Paulo: Relações Raciais”. Os resultados do levantamento serão apresentados em evento gratuito, no Sesc Belenzinho, no dia 13 de novembro, às 11h. O encontro contará com debate entre especialistas e intervenção cultural. Faça a sua inscrição: http://bit.ly/34gB39b Participações confirmadas: Elisa Lucas Rodrigues – secretária executiva adjunta de Direitos Humanos e Cidadania Gisele Brito – jornalista, mestranda em Planejamento Urbano, pesquisadora do LabCidade da FAUUSP e membro da Rede Jornalistas das Periferias Maria Sylvia Aparecida de Oliveira – advogada e presidenta do Geledés – Instituto da Mulher Negra Intervenção cultural: Thata Alves   Sobre a pesquisa: A pesquisa “Viver em São Paulo: Relações Raciais” faz parte da série “Viver em São Paulo”, iniciada em 2018, realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope Inteligência. Os levantamentos são apresentados mensalmente com recorte temáticos.

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    Pelas trilhas de Virgínia Bicudo: psicanálise e relações raciais em São Paulo

    Eu fui a primeira pessoa que usou o divã da Doutora Koch. Mas não é pra contar isso pros outros, viu? Os médicos não vão gostar. Estou fazendo brincadeira agora. Acontece que fui mesmo… A Doutora chegou, todo mundo com receio, com medo… E a Doutora: “Estou organizando aqui, quero ver quem quer…”. “Eu quero!” Eu sempre brinco que estreei o divã no Brasil Por Ana Paula Musatti Braga Do Revista Lacuna Virgínia Bicudo, entrevista a Marcos Maio Talvez não seja novidade para alguns que a primeira mulher que fez análise na América Latina tenha sido uma mulher negra. Que a primeira pessoa a escrever uma tese sobre relações raciais no Brasil tenha sido uma mulher negra. Que também a primeira psicanalista não médica no Brasil tenha sido uma mulher negra. E talvez já saibam que todas essas credenciais pertencem a uma mesma mulher: Virgínia Leone Bicudo. Para quem já sabe, ...

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    Imagem: Alamy

    O pedagogo como mediador das relações raciais no espaço escolar

    Resumo A discriminação racial na escola se manifesta por meio das diversas relações que nela acontecem: através de materiais didáticos, no convívio entre professores e alunos e demais atores sociais que a compõe. O presente artigo pretende discorrer sobre as demandas pedagógicas suscitadas pela Lei Federal 10.639/03, que torna obrigatório incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a temática "História e Cultura Afro-Brasileira", posicionando o pedagogo como mediador das tensões que a exigência de novas diretrizes promovem no espaço escolar, com objetivo de eliminar os reflexos do racismo existentes na instituição educacionais. por Lilian do Carmo de Oliveira Cunha* via Guest Post para o Portal Geledés Imagem: Alamy Palavras-chaves: relações raciais, espaço escolar, pedagogo Introdução As discussões acerca das questões raciais na educação gradativamente vêm ganhando espaço nas instituições escolares, considerando que há alguns anos a temática não tinha caminhos abertos para permear este contexto. Em 2011 participei ...

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    Política do livro e leitura: africanidades e relações raciais

    Programa No mês em que a cidade de São Paulo deve apresentar e discutir uma primeira versão do documento-base do Plano Municipal do Livro, da Leitura, da Literatura e das Bibliotecas de São Paulo (PMLLLB/SP), a Fundação Cultural Palmares lança o livro “AFRICANIDADES E RELAÇÕES RACIAIS: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil” que propõe um diálogo com os planos nacional, estaduais e municipais. No Sesc  A obra apresenta um diagnóstico da realidade sociocultural do setor do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (LLLB), pelas dimensões de raça e africanidades, a partir do pensamento de 48 mulheres e homens, predominantemente negros e jovens, 23 moradores de São Paulo, considerando os desafios da encruzilhada do combate ao racismo e da formação do leitor-literário. Tendo em vista os objetivos do PMLLLB de estabelecer políticas públicas participativas para acesso ao livro, à leitura, à literatura e às ...

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    “Brancos e negros se beneficiam da diminuição da desigualdade”

    Por Candeia Blog – Eliézer Giazzi Por que ainda somos racistas? Embora o número de negros ultrapasse o número de brancos, segundo Censo 2010, o racismo ainda é um dos males que mais prejudica a população negra no Brasil. A pesquisa Participação, Democracia e Racismo?, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada em 2013, apontou que, a cada três assassinatos no País, dois vitimam negros. Quando se fala em cotas raciais, então, a polêmica é ainda maior. Será que existem pessoas que, como em séculos passados, ainda se beneficiam do racismo? O Candeia Blog trouxe para o canal DoisP desta semana o advogado, mestre e doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP e presidente do Instituto Luiz Gama Silvio Luiz de Almeida para explanar sobre o racismo ainda muito presente no Brasil e esclarecer sobre a política de cotas raciais em diversos setores da sociedade.     Fonte: Negro Belchior

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    Branquitude – O lado oculto do discurso sobre o negro – Cida Bento

    Maria Aparecida Silva Bento Este artigo constitui-se numa abordagem psicossocial do processo de formação sobre relações raciais do CEERT2 . A experiência do CEERT na formação sobre relações raciais em diferentes instituições tem revelado que. embora cada uma dessas instituições seja diferente - os desafios de ensinar sobre racismo tem sido, mais parecidos do que diferentes. Por conta disso, serão reportadas diferentes experiências de formação, tais como as referentes às áreas de direito, psicologia social e organizacional, educação, uma vez que, independente das áreas, do grau de escolarização e das experiências dos participantes, o tema das relações raciais no Brasil é tão silenciado que, não raro, há mais similaridades do que diferenças no nível de informação sobre o tema, nas questões e nas resistências apresentadas. De qualquer forma, logo de início é bom lembrar que os cuidados para abordar o tema relações raciais junto a grupos mistos de negros(as) e ...

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    Currículo, Relações Raciais e Cultura Afrobrasileira

    Currículo, Relações Raciais e Cultura Afrobrasileira. A educação escolarizada no Brasil ainda está pautada numa tradição européia que valoriza a erudição, uma cultura livresca pouco condizente com a nossa realidade. O conteúdo programático da educação básica tem mantido uma visão monocultural e eurocêntrica, deixando de fora as muitas culturas existentes na sociedade brasileira, principalmente a cultura de tradição oral. O ato de educar na escola oficial não tem atingido o objetivo de possibilitar às pessoas uma visão mais abrangente do mundo em que vi Bulk Smush.it vem, muito ao contrário, segue o modelo da "educação bancária", em que são depositados conhecimentos um a um, que pouco contribuem para uma formação cidadã. Nesse modelo de educação, os conhecimentos adquiridos (leitura, cálculos, datas históricas) são considerados sempre como mais importantes que os conhecimentos sentidos (músicas, danças, histórias, contos, lendas e parlendas). O currículo, como forma de organização do conhecimento escolar, tem em seu conteúdo a intencionalidade e, por isso, deve estar aberto às interações e à ...

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    Racismo ensino Ciências escolar: relações sociais

    Autor SANDRO PRADO SANTOS - Co-autor Cláudia Regina M. G. Fernandes - UBERLANDIA - MG - ESC DE EDUCACAO BASICA -   Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Médio Biologia Diversidade da vida Educação de Jovens e Adultos - 1º ciclo Estudo da Sociedade e da Natureza Cultura e diversidade cultural Ensino Fundamental Final Pluralidade Cultural Direitos humanos, direitos de cidadania e pluralidade   Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Racismo e ensino Ciências no contexto escolar: implicações nas relações sociais. Essas aulas possuem um caráter de ações educativas de combate ao racismo e a discriminação. Dessa forma, o professor enquanto mediador poderá contribuir para que os alunos desconstruam estereótipos de inferioridade étnico-racial, valorizando a diversidade existente em nossa sociedade e principalmente no cotidiano escolar. Duração das atividades 3 aulas (50 minutos cada) Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno É ...

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    Racismo à Brasileira – Roberto Da Matta

    Anais do Seminário Internacional "MULRTICULTURALISMO E RACISMO: O PAPEL DA AÇAO AFIRMATIVA NOS ESTADOS DEMOCRATICOS COMTEMPORANEOS" Por Roberto Da Matta NOTAS SOBRE O RACISMO À BRASILEIRA Esta minha intervenção tem dois aspectos ou dimensões. De um lado, quero falar de fatos sociais concretos - alguns,aliás ,bem conhecidos do nosso racismo-, como sua manifestação implícita, disfarçada e de difícil discussão, como se, entre nós, brasileiros, falar de racismo fosse um tabu, de acordo com aquela tendência que Florestan Fernandes chamou, com propriedade,"o preconceito de ter preconceito". De outro, quero me concentrar nas inter-relações dos fatos sociais com os ideais políticos, alvo que - se bem entendo - move este encontro e tem suas dificuldade específicas, sobretudo quando se trata de um tema tão dramático quanto pungente, quando a justa vontade de erradicar o preconceito certamente embaça a discussão de suas características históricas e de sua organização sociológica ou cultural. Para tanto,quero ...

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