terça-feira, julho 14, 2020

    Resultados da pesquisa por 'violencia obstetra'

    CLASSEN RAFAEL : EYEEM VIA GETTY IMAGES

    Um guia para entender o que é violência obstétrica, como denunciar e combater a prática

    Em maio, Ministério da Saúde emitiu despacho em que orientava que a expressão fosse evitada em diretrizes e dados de políticas públicas. Ana Ignacio no HuffPost Classen Rafael / EyeEm via Getty Images O termo já é usado há anos e oficializado no Brasil há quase uma década para designar um tipo de violência contra a mulher, que acontece no momento do parto. Mas, recentemente, foi ameaçado. Em despacho oficial publicado em maio deste ano, o Ministério da Saúde orientou que a expressão fosse evitada e, possivelmente, abolida de documentos de políticas públicas do governo. Segundo o MS, “a expressão ‘violência obstétrica’ não agrega valor e, portanto, estratégias têm sido fortalecidas para a abolição do seu uso com foco na ética e na produção de cuidados em saúde qualificada”. À época, o despacho também afirmou que “tanto o profissional de saúde quanto os de outras áreas não ...

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    Imagem- Getty Images:iStockphoto

    Ministério da Saúde extingue termo violência obstétrica; entidades repudiam

    O Ministério da Saúde decidiu abolir o uso do termo "violência obstétrica" e afirmou, em um despacho divulgado na sexta-feira (3), que "estratégias têm sido fortalecidas" para que a expressão pare de ser usada pelo órgão. por Camila Brandalise da Universa Imagem- Getty Images:iStockphoto A explicação, segundo o documento, é de que o termo é inadequado por que "tanto o profissional de saúde quanto os de outras áreas não têm a intencionalidade de prejudicar ou causar dano." O termo se refere a uma série de procedimentos considerados violentos, praticados durante o parto por parte de profissionais da saúde. Por exemplo: cesáreas feitas sem necessidade ou consentimento da parturiente e o corte entre a vagina e o ânus, para aumentar o canal de parto, chamado de episiotomia (cuja necessidade é discutida). "Mulher ficará mais vulnerável", diz especialista Para organizações que estudam e combatem a violência obstétrica, a normativa pode ...

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    Janis Christie/Getty Images/Photographer's Choi

    Violência obstétrica atinge 25% das mulheres no Brasil

    Projeto estadual prevê que hospitais fixem cartazes informando o que caracteriza a prática ANA PAULA PEDROSA, do O Tempo Foto: Janis Christie/Getty Images/Photographer's Choi Entre a internação de Juliana Reis, 36, então grávida do seu primeiro filho, Paulo, em uma maternidade pública, e o nascimento dele, se passaram mais de 36 horas. A situação, que já era delicada porque ela não tinha dilatação para um parto normal, ficou ainda pior devido ao tratamento que recebeu. Juliana relata que o hospital não permitiu a entrada de seu marido na sala de pré-parto, que cada exame de toque era feito por quatro pessoas – o médico plantonista, uma médica professora e dois estudantes de medicina –, recebeu medicamentos de indução do parto sem saber do que se tratava, teve os braços amarrados durante o trabalho de parto e ainda foi xingada pela equipe médica pela demora na evolução ...

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    Com medo de violência no parto, mãe leva pistola para a maternidade

    Ela foi presa depois da cesárea e separada do bebê Por  RITA LISAUSKAS, do Estadão  A dona de casa Paula de Oliveira Pereira, 28 anos, mãe de quatro crianças que têm entre 11 anos e 11 meses, tem as piores recordações do parto dos filhos, todos feitos em hospitais públicos da grande São Paulo. “Foram pesadelos”, conta. Mas o nascimento do terceiro bebê, em 2015, ela classifica como “traumatizante” e o “pior de todos”. Ficou 14 horas em trabalho de parto, sem acompanhante, embora tenha direito a um, segundo a lei. Pediu anestesia para aguentar as contrações. Não foi atendida. Desorientada, caiu da maca, de barriga no chão. “Não sei como meu filho não morreu no tombo”, lembra. Lá pelas tantas ouviu que ele não nascia porque ela era “fraca” e “não fazia força suficiente”. “Daí a enfermeira subiu em cima de mim, para empurrar o bebê. Fiquei sem ar, minha ...

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    Mulheres sofrem violência no parto: Veja como indentificar

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), todas as mulheres têm direito ao mais alto padrão de saúde atingível, incluindo o direito a uma assistência digna durante toda a gravidez e o parto, assim como o direito de estar livre da violência e discriminação. Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo e SESC, 25% das mulheres que tiveram filhos pelas vias naturais na rede pública e privada sofreram violência obstétrica no Brasil. no A Tarde Os abusos, os maus-tratos, a negligência e o desrespeito durante o parto equivalem a uma violação dos direitos humanos fundamentais das mulheres, como descrevem as normas e princípios de direitos humanos adotados internacionalmente. Em especial, as mulheres grávidas têm o direito de serem iguais em dignidade, de serem livres para procurar, receber e dar informações, de não sofrerem discriminações e de usufruírem do mais alto padrão de saúde física e mental, incluindo a saúde ...

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    Outras dores do parto: mães relatam ‘novo tipo’ de violência obstétrica em hospitais

    Centenas de mulheres são vítimas, diariamente, da violência obstétrica dentro de unidades de saúde, que vai desde o tratamento dado pela recepcionista das maternidades às imposições médicas na hora do parto Por LUANA CARVALHO, do A Critica A alegria em relembrar o nascimento do primeiro filho é ofuscada pela angústia que sente ao relatar a violência que sofreu durante o parto. Este é o caso da vendedora Tayana Guimarães, 23, que derramou lágrimas enquanto contava a história. Assim como ela, centenas de mulheres são vítimas, diariamente, da violência obstétrica - que vai desde o tratamento dado pela recepcionista das maternidades às imposições médicas. Nos últimos dois anos, o  Ministério Público Federal registrou 53 denúncias de violência obstétrica no Brasil, sendo  três  no Amazonas. Mesmo sendo um tipo de violência ainda pouco denunciada - muitas vezes por falta de informação - há casos que chocam e traumatizam mulheres pelo resto da vida. ...

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    Violência obstétrica: um novo termo para uma prática antiga?, por Fabiana Dal’Mas Rocha Paes

    Em 25 de novembro comemoramos o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Neste mesmo momento a ONU lança a campanha He for She, que visa unir homens e mulheres na busca pela igualdade de gênero. Importantíssimos também os 3º, 4º e 5º Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: igualdade entre sexos e valorização da mulher, reduzir a mortalidade na infância e melhorar a saúde materna. A efetivação destes objetivos depende de um esforço coletivo. No Agência Patricia Galvão  Qual é o alcance da proteção aos direitos humanos das mulheres? Como compreender neste contexto a violência obstétrica? Os direitos humanos das mulheres são violados frequentemente no Brasil e no mundo. Em 14 de novembro de 2002, tivemos o caso emblemático de Alyne Pimentel, de 28 anos, que com seis meses de gestação buscou atendimento médico na rede pública de saúde de Belford Roxo, Rio de Janeiro e, ...

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    Violência obstétrica é violação dos direitos humanos, diz OMS

    Por Giovanna Balogh A OMS (Organização Mundial da Saúde) fez uma declaração na semana passada sobre a violência obstétrica e como ela pode ser combatida nas instituições de saúde. Disponível em cinco idiomas, as recomendações mostram que o problema não é restrito às maternidades brasileiras. De acordo com a OMS, é considerado violência obstétrica desde abusos verbais, restringir a presença de acompanhante, procedimentos médicos  não consentidos, violação de privacidade, recusa em administrar analgésicos,  violência física, entre outros.  A declaração diz ainda que mulheres solteiras, adolescentes, de baixo poder aquisitivo, migrantes e de minorias étnicas são as mais propensas a sofrerem abusos, desrespeito e maus-tratos. A OMS revela ainda que a violência obstétrica é uma “violação dos direitos humanos fundamentais”. O texto da OMS diz ainda que várias pesquisas sobre as experiências das mulheres durante a gravidez e, especialmente no parto, mostra um “quadro perturbador”.  “No mundo inteiro, muitas mulheres experimentam ...

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    Vítima de violência obstétrica é retratada como “comedora de placenta”

    Os pedidos de uma mulher durante o parto foram tidos como “surto” pelo obstetra responsável, Iaperi Araújo Por Redação O médico Iaperi Araújo deixou de praticar a obstetrícia após presenciar o que ele chamou de “surto”: uma paciente que quis ditar as regras de seu próprio parto. Após o ex-obstetra relatar o caso em seu Facebook, a mídia retratou a mulher de maneira ridicularizada, como uma “comedora de placenta”. O caso aconteceu em Natal, no dia 2 de julho. O G1 noticiou apenas a versão do médico, sem ouvir a mulher. Sendo assim, Araújo foi tido como vítima de uma “surtada”, que o agrediu verbalmente, tirou seu filho do berçário e comeu a sua placenta. Entretanto, a mãe escreveu sua versão dias depois. O blog Cientista que virou mãe divulgou o relato de mais uma paciente que sofreu violência obstétrica. Após não poder ter seu parto da forma desejada, ela ainda passa por um ...

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    Uma em cada quatro mulheres sofre violência no parto

    O conceito internacional de violência obstétrica define qualquer ato ou intervenção direcionado à mulher grávida, parturiente ou puérpera (que deu à luz recentemente), ou ao seu bebê, praticado sem o consentimento explícito e informado da mulher e/ou em desrespeito à sua autonomia, integridade física e mental, aos seus sentimentos, opções e preferências. A pesquisa “Mulheres brasileiras e Gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, mostrou que uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. As mais comuns, segundo o estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência. Por Andrea Dip Mas há outros tipos, diretos ou sutis, como explica a obstetriz e ativista pelo parto humanizado Ana Cristina Duarte: “impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência, tratar uma mulher em trabalho de parto de forma agressiva, não empática, grosseira, zombeteira, ...

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    Por que você não gosta de falar sobre violência obstétrica?

    Tive uma experiência maravilhosa participando do lançamento do filme Freedom for Birth com outras mulheres e homens, militantes, mães e pais, profissionais da saúde, enfim, numa sala de uma universidade no Rio. O filme traz uma abordagem diferente, colocando em destaque os Direitos Humanos e o papel da regulação do Estado quanto ao direito das mulheres escolherem a forma de seus filhos nascerem. Empolgante! Depois da seção, houve um debate muito interessante sobre os problemas do Brasil, sobre os motivos que levam ao nosso alto índice de cesarianas e às condições adversas dos partos normais hospitalares. E uma das questões levantadas foi a dificuldade que, nós, militantes do parto natural, temos ao tentar abordar o assunto com pessoas que não costumam pensar sobre ele. Não é raro a gente ver mulheres super sensibilizadas reagindo negativamente às nossas investidas de defender o parto natural e denunciar cesarianas desnecessárias. Não é raro ...

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    Elza Lopes falou que departamento discute projeto para cota raciais no serviço público — Foto: Reprodução

    Departamento de igualdade racial defende cotas para negros no serviço público em Rio Branco

    Proposta foi divulgada no bate-papo do G1 Acre desta sexta-feira (12). Departamento de Promoção da Igualdade Racial também divulgou programação da 7ª Quinzena da Mulher Negra. Do G1 O Departamento de Promoção da Igualdade Racial quer discutir com a Câmara de Vereadores de Rio Branco uma forma de inserir cota racial para o serviço público na capital acreana. Durante o bate papo do G1 Acre, nesta sexta-feira (12), a chefe do departamento, Elza Lopes, falou sobre a proposta desenvolvida e as dificuldades em apresentar projetos sobre as mulheres negras. Através da assessoria, a Câmara informou que ainda não houve uma reunião para tratar o assunto. Na oportunidade, Elza falou ainda sobre a programação da 7ª edição da Quinzena da Mulher Negra, que começa nesta segunda-feira (15) já com uma audiência pública sobre violência doméstica. O evento é em alusão ao dia 25 de julho, que é o Dia Internacional da ...

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    casas parto

    Casa de parto, alternativa humanizada

    Em São Paulo a Casa do Parto de Sapopemba – única mantida pelo SUS – é um destes lugares exclusivos à realização de partos naturais e humanizados sem intervenções médicas desnecessárias   Mayra Castro,   O parto normal é menos arriscado para a mãe e o bebê do que uma cesárea, recomendada só quando há complicações. Essa é a avaliação do Ministério da Saúde. No entanto, o Brasil é o país campeão em realização de cesáreas no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde recomendam que apenas 15% dos partos sejam realizados por cesáreas. Mas, no país, esse percentual chega a quase 50%, e em cidades como São Paulo, o percentual supera os 80%, entre as classes mais altas. A desumanização da saúde pública e a desinformação são os responsáveis por esse quadro. A mulher deixou de ser a protagonista do parto, sendo pouco encorajada a enfrentar tudo como um ...

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    Reprodução/BBC

    BBC 100 Women 2019: quem está na lista?

    A BBC acaba de anunciar a edição de 2019 de sua lista anual de mulheres inspiradoras e influentes de todo o mundo. No BBC Reprodução/BBC   Duas brasileiras estão entre as eleitas deste ano: a filósofa Djamila Ribeiro e a deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP). Neste ano, o mote da nomeação foi: Como seria o futuro se ele fosse comandado por mulheres? De uma arquiteta que está planejando reconstruir a Síria à gerente de um projeto da Nasa para explorar Marte, muitas das mulheres incluídas na lista estão testando os limites em seus campos de atuação. Podem ser elas a nos ajudar a prever como será a vida em 2030, ano crucial para o cumprimento de objetivos globais delineados pelas Nações Unidas. Outras, como uma política "fantasma" que desafia a máfia e jogadoras de futebol combatendo a misoginia, estão usando suas experiências de vida extraordinárias para ...

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    @BRIT/Nappy

    Médicos divergem sobre lei que permite cesárea sem indicação médica no SUS

    O projeto de lei de Janaína Paschoal (PSL) dividiu opiniões quanto à sua eficácia e proteção da mulher Por Gabriela Maraccini, da Revista Claudia  @BRIT/Nappy O projeto de lei que garante à mulher a opção pela cesárea no SUS sem indicação médica a partir da 39ª semana de gestação foi sancionada pelo governador João Dória (PSDB) na sexta-feira (23). De autoria da deputada Janaína Paschoal (PSL), o projeto divide opiniões de especialistas. Há quem acredite que a lei trará mais igualdade e o direito à mulher de optar pelo procedimento a ser realizado, mas há também quem defenda que a lei trará mais riscos à mãe e ao bebê, além de potencializar o número de cesáreas feitas no Brasil, que já é alto – o país é o segundo no ranking mundial, de acordo com estudo publicado pela revista Lancet no ano passado. A ginecologista e ...

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    Divulgação

    Prêmio Viva: Confira a lista de vencedores e os destaques da noite

    A noite de premiação teve atrações que despertaram o público para a importância da violência contra a mulher no Brasil. Entre as personalidades que se apresentaram estão Elza Soares, Gisele Itié, Paula Lima e Karol Conka, além do discurso de grandes mulheres atuantes na causa, entre elas a farmacêutica Maria da Penha Da Revista MARIE CLAIRE A apresentação de Elza Soares (Foto: Alexandre Di Paula) A primeira edição do Prêmio Viva foi uma noite marcada por muita emoção e empoderamento no Palácio do Tangará, em São Paulo. O evento, realizado nessa quinta-feira (22), é uma parceria entre Marie Claire e o Instituto Avon para homenagear as pessoas que estão mudando a história da violência contra a mulher no país. Para abrir as homenagens, Giselle Itié apresentou a performance "Soror", dirigida e criada por ela especialmente para o prêmio. Ao lado de outras mulheres, como Samara Felippo e ...

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    Mortalidade materna no Brasil tem raízes no racismo, na falta de pré-natal e de parto adequado

    Alyne Pimentel, 28 anos, mulher negra, estava grávida de 27 semanas quando procurou uma clínica em Belford Roxo (RJ) após sentir fortes dores abdominais e ter vômitos. No atendimento, o médico prescreveu remédios para náuseas, contra infecção vaginal, vitamina B12 e a encaminhou de volta para casa. Dois dias depois, Alyne voltou a se sentir mal. Na nova consulta, foi constatado que o bebê que carregava na barriga estava morto. Ela passou por um parto induzido e, 14 horas depois, por uma cirurgia para a retirada dos restos da placenta. Alyne teve hemorragia, vomitou sangue e sua pressão arterial caiu. Depois de oito horas de espera por uma ambulância, foi transferida para um hospital em Nova Iguaçu, outra cidade. Por falta de leito, aguardou mais várias horas no corredor da emergência. Cinco dias depois de procurar ajuda pela primeira vez, faleceu em 16 de novembro de 2002. A causa da morte: ...

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    Jefferson Drezett nos corredores do Pérola Byington Imagem: Amanda Perobelli/UOL

    O Brasil abandona suas mulheres, diz maior especialista em aborto legal

    Há 23 anos, o ginecologista e obstetra Jefferson Drezett coordena o mais exemplar serviço de aborto legal do país. O Pérola Byington, localizado no centro da cidade de São Paulo, é, e sempre foi, o hospital modelo quando o assunto é aborto nos ditames da lei brasileira: apenas em casos de gravidez decorrente de estupro (até 22 semanas), risco de vida à mãe e fetos anencéfalos (em qualquer momento da gravidez) --essa última, uma decisão de 2012 do Supremo Tribunal Federal. no Estilo UOL Atualmente, a equipe chefiada pelo médico atende cerca de 40 mulheres ao mês para realizar o procedimento. Um número que só cresce, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Em 2015, o hospital realizou 89 interrupções de gestação. Em 2016, foram 227. Neste ano, o número já passa dos 360 --e abarca bem mais do que cidadãs paulistas. “Só um dos serviços de saúde da lista do ...

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    Mulher deveria pedir autorização do marido pra fazer laqueadura?

    Norma, ainda válida no Brasil, começa a ser questionada por médicos e conselhos técnicos e pode cair por terra em breve Por NANA QUEIROZ, do Az Mina Insistir não deu resultado algum. O hospital não iria fazer a laqueadura mesmo ela sendo uma mulher adulta, de mais de 40 anos, e já com três filhos para criar. Precisava de uma autorização por escrito do marido. Au-to-ri-za-ção. Pra fazer o que quisesse com o próprio corpo. O companheiro bateu o pé e não “deixou”. Ele queria mais filhos. Ela chegou a ter uma quarta gestação e perdeu o bebê. Foi nesta altura que a cunhada Kátia*, irmã dele, interferiu – “Veja se pode fazer uma coisa dessas! Devia era você fazer vasectomia que é mais simples” – para ele assinar o bendito documento. “Intervi mesmo”, conta Kátia. “Se tinha alguém que deveria decidir (se fazia laqueadura ou não) esse alguém era a mulher. Não ...

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    SÃO PAULO 24/01/2017 - CIDADE METRÓPOLE - CASA 1 - GAY - LÉSBICAS - Casa de acolhimento para LGBTs expulsos de casa que funciona em um sobrado na Bela Vista - Na foto Iran Giusti (barba) e Otávio Salles (camiseta verde) - coordenadores da casa - Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

    Casa para abrigar LGBTs expulsos pela família é inaugurada após ‘vaquinha’

    Espaço na Bela Vista pode receber até 20 pessoas e oferece apoio psicológico e médico a gays, lésbicas, travestis e transexuais por Juliana Diógenes  no O Estado de S. Paulo Eles foram expulsos de casa. Entre os moradores, há filhos e filhas de pastores e policiais. Há quem tenha levado um soco e sido ameaçado de morte pelo próprio tio. Vítimas de violência - física, psicológica ou ambas -, gays, lésbicas, travestis e transexuais ganharam uma nova opção de lar. Em uma esquina da Bela Vista, bairro no centro da capital, um sobrado verde onde antes funcionava um bar no térreo e uma ocupação no andar de cima, a partir desta quarta-feira, 25, passa a abrigar LGBTs expulsos pela família. A Casa 1, república de acolhimento e centro cultural, nasceu de financiamento coletivo e será inaugurada nesta quarta. Em um mês e meio, o projeto arrecadou R$ 112 mil em uma plataforma ...

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