quarta-feira, setembro 16, 2020

    Tag: Carolina de Jesus

    A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

    Autores celebram 60 anos de ‘Quarto de Despejo’, de Carolina Maria de Jesus 

    Em abril de 1958, o jornalista Audálio Dantas (1929-2018) foi escalado para fazer uma reportagem na favela do Canindé, zona norte de São Paulo. O objetivo da pauta era mostrar o dia a dia da comunidade às margens do rio Tietê. Durante a apuração da matéria, ouviu alguém berrar: "Deixa estar que eu 'boto' vocês no meu livro!". A dona do berro era a moradora do barraco 9 da rua A, que defendia um garoto das agressões de dois homens que queriam expulsá-lo dos brinquedos de um parque infantil recém-inaugurado. "Que livro é esse?", quis saber o repórter. "O que estou escrevendo sobre as coisas da favela", respondeu a mulher. Nascia ali a amizade entre Audálio Dantas, o repórter, e Carolina de Jesus (1914-1977), a escritora. O tal livro a que ela se referia, escrito em mais de 20 cadernos encontrados nos lixões da cidade, era "Quarto de Despejo - ...

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    Oficina de leitura sobre Carolina de Jesus aproxima Maré (RJ), Moçambique e Angola

    Exposição "Da Maré ao Canindé, inspiração para as periferias" chega em maio ao Festival Feminista de Lisboa Por Clívia Mesquita, do Brasil de Fato Montagem que faz diálogo entre obra de Carolina Maria de Jesus e realidade na Maré passou por países africanos de língua portuguesa em 2018 / Pablo Marcelino O primeiro contato com a obra da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) no mestrado em Literatura Brasileira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi o pontapé para Miriane Peregrino, 38, iniciar um projeto de incentivo à leitura no Museu da Maré em 2013, o “Literatura Comunica!”. Desde então, jovens de diversas comunidades do Conjunto de Favelas na zona norte do Rio de Janeiro passaram a conhecer a figura de uma mulher negra, pobre, favelada, com três filhos pequenos e catadora de papel que ficou famosa por seus escritos sobre a dura ...

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    Doodle do Google homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus

    Brasileira é autora do livro 'Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada', escrito em 1960. Do G1 Doodle do Google homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus — Foto: Reprodução/G1 O Doodle do Google desta quinta-feira (14) faz uma homenagem a escritora Carolina Maria de Jesus no dia em que ela completaria 105 anos. Carolina de Jesus escreveu o livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, em 1960. A obra foi traduzida em quatorze línguas e publicada em mais de 40 países, tornando-se um dos livros brasileiros mais conhecidos no exterior. Nele, Carolina registrou o cotidiano precário em uma favela de São Paulo, onde ela criava três filhos. O texto é considerado um dos marcos da escrita feminina no Brasil. A autora também escreveu “Casa de Alvenaria”, “Pedaços de Fome” e “Provérbios”. Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914, em Minas ...

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    Divulgação/Neiab

    “Ter Carolina de Jesus na UEM é para se comemorar”, diz especialista

    Divulgação/Neiab A mestre em Ciências Sociais Lilían Amorim Carvalho estudou os vestibulares no Paraná nos últimos anos.  A pesquisa constatou em temos de conteúdo pessoas brancas são destacadas. Por isso ela elogia a escolha de “Quarto de Despejo” para o Vestibular 2019. Por Victor Simião, da CBN A mestre em Ciências Sociais Lilían Amorim Carvalho afirma que a inclusão de Carolina Maria de Jesus em questões do Vestibular 2019 da UEM é algo para ser comemorado. A manifestação dela está relacionada a uma reportagem feita pela CBN sobre a escolha da autora nas provas deste ano. O livro “Quarto de Despejo”, publicado em 1960, é uma das obras sugeridas. Em 2017, a pesquisadora concluiu uma dissertação após analisar o conteúdo cobrado nos vestibulares das universidades públicas do Paraná nos últimos anos. O objetivo era saber qual teria sido impacto da lei federal de 2003, que obrigou ...

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    Imagem: Obvious Mag

    Fernando Bandini: Quarto de despejo

    Negra num país racista; mulher sob uma ordem patriarcal; pobre em sociedade voltada para o consumo desenfreado. Quais as chances de alguém assim realizar algum projeto pessoal? Mínimas ou nulas. Pois há quase 60 anos, uma brasileira chamada Carolina Maria de Jesus, catadora de papel e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, lançou seu livro “Quarto de despejo – diário de uma favelada”, e alcançou sucesso extraordinário. Por Fernando Bandini Do JJ Foto: Obvious Mag Naquele distante 1960, seu livro foi o mais vendido do ano. No Brasil, alcançou patamar de mais de 100 mil exemplares vendidos, rendeu traduções em 13 línguas e edições em dezenas de países. Semialfabetizada (ela cursou até o segundo ano primário numa escola de Sacramento, sua cidade natal, em Minas Gerais), apaixonada por livros, Carolina acalentava desde pequena o sonho de ser escritora. Escrevia em cadernos encontrados no lixo. Produziu poemas, letras ...

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    Cumbe, Angola Janga e Carolina são aprovado no Plano Nacional do Livro Didático Literário 2018

    Os quadrinhos Angola Janga, Cumbe (ambos de Marcelo D’Salete) e Carolina (João Pinheiro e Sirlene Barbosa) foram aprovadas no mais recente edital do Plano Nacional do Livro Didático Literário (PNLD Literário). por Samir Naliato no Universo HQ banner-facebook As três obras tratam de temas como a escravidão e a discriminação racial e, a partir de 2019, serão adotadas em escolas públicas de ensino médio de todo o Brasil. Em outubro, professores de toda a rede farão a escolha dos livros. Consideradas por especialistas um importante instrumento no tratamento de temáticas transversais a variados campos do conhecimento, as histórias em quadrinhos podem atender simultaneamente a diversos objetivos de aprendizagem. "Consideradas por especialistas um importante instrumento no tratamento de temáticas transversais a variados campos do conhecimento, as histórias em quadrinhos podem atender simultaneamente a diversos objetivos de aprendizagem. Os três títulos da Veneta selecionados trazem importantes recursos para o ensino da história e da cultura ...

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    Biografia analisa a trajetória de Carolina de Jesus, autora de ‘Quarto de despejo’

    Em 1960, quando lançou seu livro “Quarto de despejo”, Carolina de Jesus se tornou uma celebridade. O livro, que registrava o cotidiano precário em uma favela de São Paulo, onde ela criava três filhos, foi traduzido e publicado em mais de 40 países. Carolina saiu da favela, mas as dificuldades continuaram: a escritora foi apropriada como uma curiosidade exótica pela sociedade que sempre lhe virara as costas, e seu livro se tornou objeto de decoração em estantes de salas de visita. Por Luciano Trigo Do G1 Foto: Reprodução/Brasil de Fato De tempos em tempos volta-se a falar de Carolina de Jesus, mas até aqui o material biográfico disponível a seu respeito era escasso. Isso muda com o lançamento de “Carolina – Uma biografia” (editora Malê, 402 pgs. R$ 72), do pesquisador e ensaísta Tom Farias. O livro entrelaça uma pesquisa ambiciosa sobre a vida da escritora com uma ...

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    Obra de Carolina de Jesus é tema de congresso sobre direito, psicanálise e literatura

    'Quarto de despejo' vai inspirar reflexões sobre o racismo Foto: Obvious Mag Do UFMG A obra Quarto de despejo, da escritora mineira Carolina Maria de Jesus, descreve, em forma de diário, o cotidiano de uma mulher negra e pobre, favelada, catadora de papel, mãe solteira e escritora. Publicado em 1960, o livro foi traduzido para 13 idiomas e tornou-se best-seller, consagrando a escritora que sofreu com o racismo de seu tempo. A obra será o ponto de partida das leituras sobre o racismo, tema do 6º Congresso Nacional de Psicanálise, Direito e Literatura, agendado para os dias 20, 21 e 22 deste mês. O evento é coordenado pelo professor Fábio Belo, do Departamento de Psicologia da UFMG, que destaca o seu caráter transdisciplinar, uma vez que reunirá especialistas das áreas do Direito, da Literatura e da Psicanálise. "Do ponto de vista jurídico, o tema é fundamental, visto que há um ...

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    Professor diz que obra de Carolina Maria de Jesus não é literatura e provoca embate no RJ

    Em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, tida como uma das maiores referências da literatura negra e periférica, professor disse que ela não faz literatura. Sua obra, “Quarto de Despejo”, é leitura obrigatória para o vestibular da Unicamp Da Revista Fórum A Academia Carioca de Letras promoveu, na última segunda-feira (17), uma homenagem a Carolina Maria de Jesus, ex-catadora, moradora de favela, que na década de 60 ficou conhecida mundialmente ao lançar o livro “Quarto de despejo”. O que era para ser uma homenagem, no entanto, tomou contornos de embate por conta da fala do aclamado professor de literatura Ivan Cavalcanti Proença, que disse que a obra de Carolina não pode ser considerada literatura. Em sua fala, Proença argumenta que a obra de Carolina Maria de Jesus tinha mais características de um diário e que, o diário que não é ficcional, não carrega literatura. “É o relato natural e ...

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    Heróis negros, Carolina de Jesus e João Cândido vão ganhar homenagem de escola de samba carioca

    Renascer de Jacarepaguá levará trajetória de escritora e marinheiro à Sapucaí. Por Amauri Terto, do HuffPost Brasil Almirante João Sou carolina de Jesus Carrego papelão, você carreja sua cruz Na correnteza a sua voz foi mergulhar Eu fiz os versos a fortaleza pra morar O versos acima abrem o samba-enredo da Renascer de Jacarepaguá. Neste ano, a agremiação carioca homenageia dois importantes personagens negros da história do Brasil: a escritora Carolina de Jesus (1914-1977) e o marinheiro João Cândido (1880-1969). Neste ano, a agremiação carioca homenageia dois importantes personagens negros da história do Brasil: a escritora Carolina de Jesus (1914-1977) e o marinheiro João Cândido (1880-1969). O enredo é baseado no curta-metragem O Papel e o Mar (2010), de Luiz Antonio Pilar, que narra um encontro fictício entre o almirante negro e a moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Na Marquês de Sapucaí, as duas trajetórias vão se encontrar por ...

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    A escritora Carolina de Jesus ganhou uma linda homenagem da Turma da Mônica

    Ação integra projeto Donas da Rua. Por Amauri Terto, do HuffPost    A página da Turma da Mônica no Facebook prestou nesta segunda-feira (13) uma bonita homenagem à Carolina de Jesus (1914-1977). O post lembra os 40 anos de morte de uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. Moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, Carolina trabalhava como catadora e registrava o cotidiano da comunidade em cadernos encontrados no lixo. No final da década de 1950, foram encontrados mais de 20 diários da escritora. Um desses cadernos deu origem ao livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, que foi recusado por diferentes editoras, sendo publicado somente em 1960. O relato cru e em primeira pessoa da escritora nascida em Sacramento, Minas Gerais, marcou a história da literatura nacional. Após o lançamento, o livro teve mais três edições, foi traduzido para 13 idiomas e ...

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    Última música do Sabotage. Último livro de Carolina

    “Todas as nôistes eu dava duas viagens. Eu ia de bonde, e voltava a pé com as tabuas na cabêça. Treis dias eu carreguei tabuas dando duas viagens. Dêitava as duas horas da manhã. Eu ficava tão cançada que não conseguia dórmir. Eu mesma fiz o meu barracaozinho. 1 metro e mêio por um metro e mêio. Aquêle tempo eu tinha tanto mêdo de sapo. Quando via um sapo gritava pedia socorro. Quando eu fiz o meu barracão era um Domingo. Tinha tantos homens e nenhum auxiliou-me sobrou uma tabua de quarenta centimetro de largura era em cima dessa tabua sem colchão que eu dórmia.” Carolina Maria de Jesus. Onde estaes Felicidade? “Brooklyn, o que será de ti? Regar a paz, eu vim Jesus já foi assim, brigas traz intrigas, ai de mim Se não tolin, zé povim quer meu fim Se esperar, apodrece, se decompõe Se a gente faz, ...

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    Símbolo de combate ao racismo, escola quer levar nome da escritora Carolina Maria de Jesus

    "Os visinhos de alvenaria olha os favelados com repugnancia. Percebo seus olhares de odio porque êles não quer a favela aqui. Que a favela deturpou o bairro. Que tem nojo da pobrêza. Esquecem êles que na morte todos ficam pobres." Foto: Reinaldo Canato/Uol Mantidas em sua grafia original, exatamente como foram publicadas em 1960, estas linhas foram redigidas por uma das mais importantes escritoras brasileiras do século passado, Carolina Maria de Jesus (1914-1977). Fonte: UOL No livro "Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada", ela narra, a partir de sua própria experiência de vida, as agruras de uma comunidade miserável às margens do rio Tietê. O bairro ao qual se refere no trecho é o Canindé, na região central de São Paulo, onde ficava o barraco de madeira que dividia com os filhos. Quase 60 anos depois, a vizinhança já não lança olhares de ódio para ...

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    Atrizes interpretam textos de consagradas autoras afro-brasileiras

    Nesta quarta-feira, 16 de novembro, às 20h30, a TV Brasil exibe o especial "Um abraço Negro". O programa traz uma reflexão sobre a herança africana no Brasil e homenageia a Semana da Consciência Negra. no EBC O coletivo de atrizes As Bititas esteve presente nos estúdios da TV Brasil para a gravação do especial televisivo e a atriz Andreia Lugli gravou o monólogo do texto "Mulher Preta" de Elaine Cristina Marcelina. O poema é parte do livro Mulheres Incríveis, confira: Rogéria Cardeal que também faz parte do coletivo interpreta o texto "E eu não sou mulher?" da escritora Conceição Evaristo. A autora do texto que é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense teve que conciliar os estudos trabalhando como empregada doméstica, até concluir o curso normal, em 1971, já aos 25 anos. Ainda do coletivo As Bititas, atriz Lu Varello interpreta texto extraído do livro que ...

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    Mulher e linguagem em Carolina Maria de Jesus

    A escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) vem sendo redescoberta pelo público há algum tempo, mas o grande marco de sua retomada foram as comemorações de seu centenário, em 2014. Com uma história de vida que chama a atenção por associar uma existência material oprimida - mulher negra e pobre, moradora de favela e catadora de lixo - a um impulso que a levava a escrever quando tinha fome, Carolina impressiona por sua lucidez crítica. Por  Eliane Conceição da Silva e Elzira Divina Perpétua, do Suplemento Cultural do Diário Oficial do Estado de Pernambuco Abaixo reproduzimos dois trechos do livro Memorialismo e resistência: estudos sobre Carolina Maria de Jesus (Paco Editorial). A obra reúne estudos sobre diversos aspectos da produção artística da escritora feitas por 14 pesquisadoras e 3 pesquisadores. O livro será lançado no dia 22 de outubro, em Belo Horizonte (mais informações AQUI) Separamos dois trechos que nos ajudam a entender ...

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    Biografia em quadrinhos conta a história de Carolina Maria de Jesus

    Negra, pobre e favelada. Dona de uma das escritas mais contundentes da literatura brasileira, Carolina Maria de Jesus reunia características que até hoje fazem milhões de mulheres serem discriminadas. Agora ela é homenageada nas páginas de "Carolina", biografia em quadrinhos lançada pela editora Veneta. no Folha de São Paulo Carolina foi um dos grandes fenômenos literários do Brasil nos anos 1960. Foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que a ajudou a publicar seu livro de estreia "Quarto de Despejo". ficou no topo da lista de mais vendidos e foi publicado em mais de 13 países. A HQ é fruto de uma parceria entre Sirlene Barbosa, doutoranda em educação pela PUC-SP e professora de língua portuguesa e o artista visual João Pinheiro, autor de "Kerouac," e "Burroughs". Mãe de três filhos, Carolina Maria de Jesus narrou em seu livro o cotidiano na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo. A HQ retrata sua ...

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    1ª Semana Carolina de Jesus: Mulher Negra e a Cultura Periférica Afro-Brasileira

    EVENT DETAILS 1ª SEMANA CAROLINA DE JESUS: MULHER NEGRA E A CULTURA PERIFÉRICA AFRO-BRASILEIRA Do Allevents NCRIÇÃO Para inscrever seu trabalho envie um resumo do mesmo para o email: [email protected] Para se inscrever no encontro e para maiores informações sobre o evento e sobre o Coletivo Carolinas, acesse o blog! https://somoscarolinas.wordpress.com/ OBS.: Lembrando que uma incrição não garante a outra, se for apresentar um trabalho nos envie um email e se increva no blog CRONOGRAMA 25 de Julho 09h00 às 11h00 - Vivência com o Coletivo Carolinas 13h00 às 14:30 - Oficina das Pretas 15h00 às 16:30 - Cine-debate: Carolina Maria de Jesus 17h00 às 21h00 - Feirinha AFRO 17h00 às 18h30 - Apresentação de trabalhos acadêmicos 19h00 às 21h00 - Mesa de abertura: Literatura periférica e a linguagem marginal 21h00 às 22h00 - Coffe Black 26 de Julho 10h30 às 12h00 - Apresentação de trabalhos acadêmicos 13h30 às 15h00 - ...

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    A poesia que o Brasil não (re)conhece

    Pesquisadora resgata importância da obra de Carolina de Jesus, a"poeta da favela". Por Nina Fideles Do Caros Amigos Carolina Maria de Jesus tinha 43 anos quando foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, em 1958, na favela do Canindé, Zona Norte de São Paulo. Na ocasião, ele escrevia uma reportagem sobre a expansão da favela, que mais tarde seria removida para a construção da Marginal Tietê. Mineira, negra, semianalfabeta, mudou-se para a capital aos 17 anos, trabalhou como empregada doméstica, teve três filhos, manteve-se solteira, tornou-se catadora e em cadernos encontrados no lixo, relatava seu cotidiano em forma de contos, romances, poesias e até peças de teatro. Um diário iniciado em 1955 deu origem ao primeiro livro de Carolina de Jesus, publicado em 1960. Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada tornou-se um best-seller com mais de um milhão de cópias vendidas em todo o mundo, traduzido em 13 idiomas, em mais de quarenta países. Apenas no Brasil, o livro vendeu mais de ...

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    (Foto: Lucíola Pompeu)

    Carolina do Brasil

    Antes da internet com seus blogs, redes sociais, aplicativos era extremamente difícil expressar para o público a própria voz. As pessoas tinham o que dizer, mas não havia canais simples, baratos e democráticos. Daí o pessoal fora da cereja econômica, social, cultural tinha mínima chance de ser ouvido. Em tal configuração editores, colunistas e repórteres detinham o privilégio de peneirar o que aparecia. Por Fernanda Pompeu Do Yahoo Em 1958 o jornalista Audálio Dantas deu grande contribuição às letras pátrias ao revelar um talento literário escondido na favela paulistana do Canindé - arredores do Estádio da Portuguesa. Audálio estava escrevendo reportagem sobre a favela às margens do rio Tietê, quando ouviu uma mulher repreender uns marmanjos brincando no parquinho: Se vocês não caírem fora, vou botá-los no meu livro. A palavra livro acendeu um farol na cabeça do repórter. Ele foi até o barraco da moradora e encontrou um mar de ...

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    Carolina de Jesus e a literatura de periferia

    “Não tenho força física, mas minhas palavras ferem mais do que espada. E as feridas são incicatrizáveis.” Carolina Maria de Jesus Quando com Carolina, minha primeira pergunta foi: mas por que não a conheci antes? Mesmo estando nos bancos escolares há tantos anos, jamais havíamos sido apresentados. A história da autora, certamente, me deu as respostas. E, instantaneamente, me calou. Enviado por Felipe S. Vivas de Castro via Guest Post para o Portal Geledés  Uma mulher que foi capaz, a seu tempo, de lançar um olhar sobre sua existência e dos que a cercavam. Fruto da extrema pobreza, moldada pela miséria e pelo preconceito, encontrou na literatura o caminho necessário para denunciar ao mundo sua condição de exclusão social. Sua obra, não fictícia, é o retrato fiel de uma realidade, até então, só representada por aqueles que, das academias, descreviam aquilo que, nos detalhes, não poderia mesmo ser notado por quem enxerga de fora. Imersa no mundo que apresentou em seus ...

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