quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Edson Cardoso

    Reprodução/Youtube

    “Solte meu cabelo!”

    Leio notícia com deliberação do Ministério Público Federal da Bahia, que impede que autoridades possam decidir sobre corte de cabelos, maquiagem e cor das unhas de estudantes. O alvo, segundo o noticiário, seriam as chamadas escolas cívico-militares. De Edson Cardoso, enviado para o Portal Geledés  No ano passado, uma professora do Recôncavo comentava comigo o caso de uma garota que tinha procurado sua professora, colega de minha informante, para pedir-lhe que intercedesse junto à mãe para que esta permitisse que ela fosse com os cabelos soltos para a escola. A garota dizia que já se cansara de pedir, sem êxito, à mãe: “Solte meu cabelo!”. A criança insistia que queria ficar igual a suas colegas e amiguinhas e era grande a resistência da mãe, por isso queria a ajuda da professora. A liberdade com que se expressam os cabelos de nossa juventude neste momento vai bater de frente com uma concepção ...

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    #Geledés30anos – Negros e Mulheres no Processo Constituinte

    Resgate do momento político que permitiu a emergência de organizações da sociedade civil como Geledés Instituto da Mulher Negra e outras iniciativas dos movimentos de mulheres e negros no Brasil. Análise ancorada no processo que resultou na Constituição Federal de 1988, consagrando os novos direitos para negros e mulheres. Diálogo com as novas gerações de militantes sobre o legado de lutas e conquistas dos movimentos das mulheres e negros nas últimas três décadas.   Palestrantes: Edson Cardoso  Coordenador do ÌROHÍN – Centro de Documentação, Comunicação e Memória Afro-brasileira; doutor em educação pela USP; jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasilia. Helena Theodoro Doutora em filosofia (UFG), Mestre em Educação (UFRJ), Pós-Graduação em Tecnologia Educacional – Fundação Konrad Adenauer (Alemanha); Especialista em Cultura Negra e Carnaval; foi Vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro – CEDINE. Hélio Santos  Mestre em Finanças e doutor em Administração pela FEA-USP. Presidente ...

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    Cine debate sobre o filme “Além do Espelho” conta com a presença da diretora Ana Flauzina

    Reprodução/ Alma Preta A discussão sobre o filme também terá como referência a obra “A Nova Segregação”, de Michelle Alexander Por  Pedro Borges, do Alma Preta  O cine debate sobre o filme “Além do Espelho” conta com a participação de Ana Flauzina, diretora do longa metragem e autora do livro “O Corpo Negro Caído no Chão”, e Allyne Andrade, doutora em Direitos Humanos pela USP e supervisora de educação do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM). A exibição e o diálogo ocorrem no dia 13 de Março, terça-feira, a partir das 19h, na Matilha Cultural, Rua Rêgo Freitas, 542. O filme conta com a participação de dois personagens da diáspora negra, o jornalista brasileiro Edson Cardoso, e o cineasta etíope Haile Gerima. Os dois, ao longo da narrativa, apresentam os desafios impostos pelo racismo à comunidade negra e as possibilidades de superação de seus efeitos. A conversa também será influenciada ...

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    Nada mudou, vamos mudar?

    Em 21 de março de 1988, discurso do presidente Sarney abria oficialmente as comemorações do Centenário da Abolição. Creio mesmo que tenha sido a primeira alusão histórica, no palácio do Planalto, “à militância dos movimentos negros”. Por Edson Lopes Cardoso, do Brado Negro  Abdias Nascimento fala da tribuna da Câmara dos Deputados durante convenção nacional do PDT, 1982. (imagem retirada da internet) Na Câmara dos Deputados, desde 1984, Abdias do Nascimento já havia sido porta-voz da reação à comissão de “figuras notáveis”, articuladas pelo ministro da Justiça, Abi-Ackel, e presidida por Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança. Abdias, preocupado com a ausência de negros e a presença de notáveis meramente decorativos, indagava da tribuna da Câmara: “a Comissão vai comemorar a libertação dos escravos, ou comemorar a instituição escravocrata?” A coisa começou mal e depois desandou de vez. O discurso de Sarney, com apelos ao ...

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    O que me intriga… por Edson Cardoso

    Quando nos debruçamos sobre a realidade contemporânea no que diz respeito à denúncia de casos de discriminação racial e racismo nos deparamos, às vezes, com fatos aparentemente desconexos. Pode ilustrar isso o comunicado da Rede Globo divulgado ontem (22.12.2017), assinado por seu diretor de jornalismo, Ali Kamel, e pelo jornalista William Waac. no Brado Negro Ambos reiteram seu repúdio ao racismo, apresentado como um “sentimento abjeto”. Waack desculpa-se por eventuais ofensas, é elogiado pelos serviços prestados à empresa e o caminho escolhido consensualmente pelas partes foi o encerramento do contrato de trabalho. O que nos diz de fato o comunicado? O que levou ao rompimento do contrato entre o profissional reputado como de primeira linha, avesso ao racismo, e a empresa que se define visceralmente antirracista? Ao formalizarem o rompimento, acentuaram que partilham na essência os mesmos valores. A negação do racismo se faz costumeiramente entre nós por meio de ...

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    Quero Nascer, quero viver

    A ADNews é a agência responsável pelo anúncio de lançamento de modelo da marca Jeep, o Compass, que utilizou a melodia da canção “Preciso me encontrar”, de Candeia. A canção, interpretada por Cartola, aparece em disco da Marcus Pereira, salvo engano de 1976. Por Edson Lopes Cardoso , do Brado Negro  Gosto da canção (muita gente gosta) e utilizei um verso seu (“quero nascer, quero viver”) como epígrafe de um livro de poemas (Ubá), em 1999. O mundo em que se é morto-vivo, realidade extrema, não merece menção explícita na letra da canção, que projeta com ênfase o renascimento idealizado, romântico, com aurora, água corrente e canto de pássaros. No anúncio, é óbvio, tudo se reduz a andar por aí de jeep compass. Segundo informa a agência, o “conceito” do anúncio é “Feito no Brasil de tudo o que somos e tudo o que podemos ser”, que evidentemente não quer dizer ...

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    O que acontece é muito diferente

    Enquanto o clichê, bastante afastado da realidade, insiste em enxergar uma ameaçadora volta à senzala, algo muito diferente disso parece estar acontecendo com a população negra. Por Edson Lopes Cardoso, do Brado Negro Na busca por razões que possam dar conta da desmobilização e o que entendem como passividade do “povo brasileiro”, alguns formadores de opinião preferem buscar marcas da sociedade colonial escravista no corpo de descendentes de africanos, maioria da população, e elegeram Debret e seus bonecos como a representação conveniente, que traria ainda o prestígio da autoridade cultural. Um problema para essa explicação cômoda e consoladora é que os negros não se mostram entorpecidos e há sinais evidentes, na conjuntura, de ampliação da mobilização, com destaque para as várias frentes do movimento de mulheres. Uma presença efetiva que vem se adensando, com envolvimento crescente da juventude inquieta. Não é, deve-se realçar isso, uma intervenção política de tipo único que possa ...

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    Além do Espelho – Um filme de Ana Flauzina

    O encontro das vozes de duas das mais importantes referências da resistência negra contemporânea. por Brado Negro, do Catarse O projeto Por que? Além do Espelho foi feito com o intuito de apresentar ao público importantes questões em torno da questão racial no Brasil e nos Estados Unidos. Queremos aproximar realidades, complexificar discussões e inspirar mudanças através de um instrumento pedagógico instigante e provocador. O filme nasceu da vontade da diretora, Ana Flauzina, de registrar e apresentar ao mundo as conexões do pensamento ativista negro. Foi todo produzido e filmado com recursos próprios e com o apoio de uma equipe que se apaixonou pelo projeto e pelos protagonistas. Como Foram 4 entrevistas, 2 com Edson Cardoso no Brasil e 2 com Haile Gerima nos Estados Unidos, que resultaram em mais de cinco horas de filmagem. O material foi todo transcrito e a edição foi feita de forma a dar ao filme o tom dos personagens, contando com a seriedade e a ternura próprios daqueles que tem como missão de vida a transformação das ...

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    A receita de Lima

    Quais as repercussões do noticiário sobre corrupção de políticos e de empresários entre os negros? Saber que o Setor de Propinas da Odebrecht movimentou, em menos de dez anos, R$10, 6 bilhões, quantia superior ao PIB de muitos países, muda exatamente o quê na percepção das relações de dominação? Por Edson Cardoso, do Brado Negro Edson Lopes Cardoso Estamos, ao que parece, mesmo considerando o nevoeiro ideológico que envolve o noticiário, mais ou menos conscientes de que essas cifras parciais são espoliações do fundo público. Nosso fardo, aquele depositado pelo racismo em nossos ombros, ficou mais leve? O que vamos reconsiderar? O que devemos, de posse dessas informações, invalidar? Sabendo que nossa pobreza não é fruto do destino, nem da escravidão, tampouco decorre da cor da pele, vamos agora interpelar os empresários e banqueiros que se apropriam, com a cumplicidade de políticos de todas as legendas, do ...

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    Barrar Fraudadores das Cotas

    Em Salvador, os movimentos negros se mobilizam para continuar pressionando o Tribunal de Justiça, que vem postergando decisão sobre mandado de segurança em benefício de fraudadores de edital de concurso de procuradores, com cotas de 30% para pretos e pardos. Por Edson Lopes Cardoso Do Brado Negro Se todos podem ser negros, a legislação carece de sentido. E o resultado não previsto na legislação é que ela acabe beneficiando pessoas de fenótipo branco. Um tipo de miscigenado, que já havia feito a passagem da linha de cor, pois o seu fenótipo assim o permitia, quer a vaga destinada aos negros, é simples assim. A vigilância dos movimentos negros tem conduzido a resistência a essa grave distorção. “Descubra suas origens genéticas com nossos exames exclusivos de ancestralidade por DNA”, esse é o anúncio de empresas a que tem recorrido os candidatos que assumem a identidade negra com o objetivo exclusivo de beneficiar-se ...

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    Sobre nossa adesão, complexa e contraditória

    “Numerosos oradores se fizeram ouvir, em sua totalidade pessoas importantes na vida política, econômica e social do país. No meio deles, porém, surgiu inesperadamente um preto que (...) fez um longo discurso.” Por Edson Lopes Cardoso, do Brado Negro  Extraio esse fragmento do livro “João Alfredo, o Estadista da Abolição”, de Manuel Correia de Andrade, p. 276. Nos parágrafos abaixo examino alguns aspectos de uma ideologia que diferenciava e diferencia pessoas (brancas) das não-pessoas (negras) e a forte disposição a se adaptar ao marasmo político vigente. No fragmento, os oradores são pessoas de grande importância, logo a cor não precisa ser expressa. Nenhum leitor deixará, no entanto, de compreender que as pessoas são brancas. No contexto brasileiro, desde sempre, não é necessário citar a cor de pessoas importantes. Aliás, nossas circunstâncias impõem mesmo que ela nunca seja citada. Aquele cuja pele é preta e foi designado por sua cor não ...

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    O inoportuno, sempre ele

    Falar de racismo, e de seu enfrentamento, é sempre inoportuno. Nunca é a hora nem o lugar, no caso brasileiro. Uma enviada especial de grande jornal paulista, no entanto, sente-se à vontade em Chicago para falar de assassinatos de negros, segregação racial, racismo, criminalidade, desemprego, escolas públicas precárias, população carcerária, desumanização, ausência do Estado, desesperança. Fonte: Brado Negro Cláudia Trevisan, enviada especial de “O Estado de S. Paulo” a Chicago, ouviu e registrou depoimento de uma fonte negra, Henry Clark, de 69 anos, e “Em sua opinião, o governo do primeiro presidente negro dos Estados Unidos não alterou as relações raciais no país”. E Henry Clark acrescentou: “Nós nunca fomos vistos como americanos. Nós somos apenas residentes no país, não somos cidadãos.” (OESP, edição de 15.01.2017, p. A10.) Você fica sabendo também que há uma relação entre a presidência da República e o padrão vigente de relações raciais. Ou seja, ...

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    Edson Cardoso lança ‘gravatá da fonte’ na Casa de Angola na Bahia

    Lançamento de livro de poemas será no dia 29 de julho, na Casa de Angola, centro cultural instalado no Solar do Gravatá, ambiente urbano que inspira boa parte das poesias de ‘gravatá da fonte’ Por Edson Cardos Enviado para o Portal Geledés A hora é mesmo da poesia, né não? O país se apequena mais ainda e somos gentilmente convidados a devorar os restos e nos abstermos de toda iniciativa. Aos sessenta e seis posso dizer que os poemas nunca chegam tarde de mais. Edson Lopes Cardoso Sexta-feira, dia 29 de julho, a partir das 19h, acontece o lançamento do livro de poemas “gravatá da fonte”, de Edson Lopes Cardoso. Seis meses após o lançamento de “Negro não – a opinião do jornal Ìrohìn” (Brasília: Editora Brado Negro, 2015), o conhecido ativista de movimento negro comemora quarenta anos de publicação do folheto “Areal das Sevícias”, seu trabalho de estreia na poesia, ainda estudante de Letras. Em “gravatá da fonte”, o ...

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    Além do espelho

    Sinopse "Nós temos uma poderosa arma, que é a memória, uma possibilidade de salvação não somente para nós, mas para o mundo.” Com essa percepção, o aclamado cineasta etíope Haile Gerima aponta os desafios impostos pelo racismo e as possibilidades de sua superação em ALÉM DO ESPELHO, documentário de estreia da diretora brasileira Ana Flauzina. No Brado Negro  A obra promove o encontro das vozes de duas das mais importantes referências da resistência negra contemporânea: Edson Cardoso e Haile Gerima. O jornalista Edson Cardoso dedicou sua vida à militância negra. Dentre as mais importantes contribuições deste controverso intelectual está a edição do Jornal Irohin (“notícia”, em Yorubá) publicado entre 1995-2000 e 2003-2009. O veículo cumpriu importante papel mobilizador da questão racial, pautando o racismo a partir de um ponto de vista primordialmente negro. Outra das realizações significativas de Cardoso foi sua liderança em duas grandes mobilizações políticas contra o racismo: ...

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    Está tudo sob controle?

    Não precisava cuspir no prato

    A Campanha Reaja ou Será Morto ou Será Morta foi à rua segunda-feira em Salvador (24.08.2015), com participação expressiva da juventude. Uma indicação bastante concreta de que se amplia a mobilização dos jovens negros e negras, principais vítimas da violência homicida. Uma disposição e um estado de ânimo cujos reflexos devem acelerar mudanças nas práticas de Movimento Negro, em suas várias orientações político-ideológicas. Por Edson Lopes Cardoso Enviado para o Portal Geledes A questão é: a consciência crescente de que nenhuma discussão de agenda política, que leve em conta o enfrentamento do racismo, é viável sem referência às altas taxas de homicídio da juventude poderá produzir o milagre da unidade de ação? Quando se corre o risco de desaparição completa, a defesa do direito à vida obviamente se impõe sobre tudo o mais e não pertence ao reino da fantasia a ideia de que aqueles que podem sumir na próxima esquina mobilizem-se, como “espécie em extinção”, para dialogar sobre os meios ...

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    Do Racismo cordial ao Genocídio simbólico

    Em setembro de 2012, após a chacina de seis jovens pretos e pardos em Mesquita, na Baixada Fluminense, o jornal “O Globo” (edição de 13.09.2012, p. 18) admitiu em editorial, cujo título era “Está em curso um quase genocídio contra jovens”, que “A ideia de o Brasil ser um país de população de baixa idade está sendo mudada pela própria dinâmica demográfica e também pela força das armas”. Do Brado Negro Com o uso do advérbio (quase) o editorial sinalizava que estava realizando, a contragosto, um movimento de aproximação. Na sessão da Câmara na última quarta-feira (15.07.2015), durante a leitura do relatório final da CPI de Homicídios de Jovens Negros e Pobres, o reconhecimento da palavra genocídio se fez com os mesmos constrangimentos e cautelas do editorial de “O Globo”, que omitia também, por supuesto, a cor dos jovens assassinados. A relatora da CPI, deputada Rosângela Gomes (PRB-RJ), disse que ...

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    ‘A moça do tempo’

    Maria Júlia Coutinho é agora um nome nacional e já sabemos que ela prefere ser chamada de “Maju”. Sua presença vem contribuindo para descontrair o ambiente do “Jornal Nacional” na hora da previsão do tempo, de acordo com as “novas” estratégias de reconquista da audiência perdida. E o faz com segurança, numa televisão que impõe severas restrições à participação de pessoas negras. Por EDSON CARDOSO, do Brado Negro Elas têm presença garantida na construção de cenários e ambientes, pedreiros, pintores, marceneiros, eletricistas, ou manicures e costureiras, iluminadores, etc. Quando o cenário está pronto e o programa começa, as pessoas de pele escura devem recolher-se. Mas nunca o fazem totalmente, sempre podemos vê-las aqui e ali ou pressentir sua presença. Lembrem-se de Machado de Assis, descoberto a semana passada numa foto que documentou a missa campal em comemoração ao treze de maio. Recordemos uma cena de seu romance “Quincas Borba” (cap. 51), ...

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    O Dia do Livro infantil, Monteiro Lobato e o racismo

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional do Livro Infantil, a ser comemorado, anualmente, no dia 18 de abril, data natalícia do escritor Monteiro Lobato. Citado por 2 Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 8 de janeiro de 2002; 181o da Independência e 114o da República.   FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza Francisco Weffort Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 9.1. 2002    Algumas "pérolas" de Lobato sobre os negros para as crianças "Os bichos, todos bem falantes, argumentam e pronunciam com correção as palavras. Num contexto em que os animais pensam, comunicam o que pensam e se expressam num registro culto, as dificuldades de Tia Nastácia reservam-lhe um lugar bastante diferenciado entre os personagens. As analogias entre bichos e humanos acabam por reduzir ainda ...

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    Negro, não

    Negro, não

    Por: Edson Lopes Cardoso A funcionária Rosana Bullara afirmou à "Folha de S. Paulo" (edição de 3/12/2010) que "foi discriminação", porque o estudante de filosofia Samuel de Souza era "pobre e negro". Samuel desmaiou subitamente após descer do ônibus e morreu na Praça do Relógio, na Cidade Universitária (USP). O corpo de Samuel ficou "por quase seis horas" estirado no chão. Existe um hospital no campus da USP, localizado a menos de três quilômetros do local onde estava o corpo. No Rio, os porcos comeram partes do corpo apodrecido de Davi Basílio Alves, jovem de 17 anos assassinado pela polícia na Vila Cruzeiro. Segundo reportagem da Folha, Davi era "soldado do tráfico" e seu corpo ficou abandonado "numa rua de terra da Vila Cruzeiro" de quinta (25/11) até sábado (FSP, 5/12/2010). Além dos corpos negros atirados em vielas e entulhos e na Cidade Universitária de grande prestígio, há os que ...

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