terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: História do Brasil

    Estevan Silveira/Superinteressante

    Racismo disfarçado de ciência: como foi a eugenia no Brasil

    No final do século 19, o Brasil tinha 17 milhões de habitantes. Mais da metade era formada por ex-escravos e seus descendentes. Desde 1888, a lei proibia que essas pessoas fossem tratadas como posse. A ideia de que elas fossem inferiores por serem negras, porém, seguia firme – inclusive entre a elite intelectual do País. Sem o apoio das leis para justificar uma hierarquia racial, esses sujeitos lançaram mão de outra arma: a pseudociência racista. Estamos falando da eugenia, nascida na Europa, e que logo se adaptou à realidade canarinha. A eugenia brasileira e a Academia conviviam lado a lado: foi entre os professores das primeiras faculdades de medicina, os políticos e os sociólogos que ela cresceu. Boa parte dos nomes desses eugenistas é familiar – eles batizam ruas e avenidas País afora. Esta é a história deles. O INÍCIO O termo “eugenia” foi criado por um certo Francis Galton, ...

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    Foto: Webert da Cruz

    “A escravidão não oferece resposta para tudo”

    Neste 13 de maio, são 132 anos da assinatura da Lei Áurea, decretando a abolição. Para falar sobre o período pós-abolição e a correlação com os dias atuais, a coluna Geledés no debate entrevistou a professora e pesquisadora do Departamento de História da UnB, Ana Flávia Magalhães Pinto, autora dos livros “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista” e “Imprensa negra no Brasil oitocentista”. Ana Flávia também é coordenadora da regional Centro-Oeste do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh; e integrante da Rede de HistoriadorXs NegrXs. Geledés - Quando analisamos as estatísticas da pandemia de covid -19, é notável como a doença atinge os grupos raciais de forma diferenciada. Dados divulgados no dia 10 de abril destacaram que ela está ocorrendo de forma mais letal para pretos e pardos, que representam quase 1 em cada 4 brasileiros hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (23,9%), mas chegam ...

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    João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata (Imagem retirada do site Nossa Política)

    João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata

    Filho de escravos, nascido nove anos depois da lei do Ventre Livre (que não considerava cativos os filhos de escravos nascidos a partir dali) numa fazenda em Encruzilhada do Sul, interior gaúcho, João Cândido entrou para a Marinha aos 14 anos, onde teve carreira exemplar. Durante 15 anos navegou pelas águas doces e salgadas de todo o Brasil, percorreu quatro continentes, aprendeu técnicas e ofícios, foi instrutor de marujos iniciantes, encharcou-se das paisagens exuberantes, das realidades sociais e suas contradições, conheceu personagens e episódios políticos importantes – até ser expulso da corporação, por causa da rebelião de que participou com destaque, nas águas da Guanabara, defendendo a dignidade da condição humana. João Cândido não corresponde ao estereótipo construído sobre sua imagem de um homem sem instrução. Ele foi, sim, instruído e instrutor. Frequentou a Escola de Aprendizes de Marinheiros em Porto Alegre, em 1895. Depois, já engajado, esteve lotado na ...

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    ONU: ‘Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão’

    Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. no Nações Unidas Ele pediu que todos se manifestem contra todas as formas de racismo e manifestações de comportamento racista: “Precisamos, urgentemente, desmantelar as estruturas racistas e reformar as instituições racistas. Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão.”  Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. “Este memorial emocionante é um tributo a mulheres, homens e crianças que sofreram e morreram após serem forçados a atravessar o Atlântico em navios com escravos. Este foi um dos maiores crimes na história da humanidade”, disse Guterres. O tema deste ano para a data é: ...

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    divulgacao: Diário do Rio

    Prefeitura deverá reparar crimes da escravidão e demarcar áreas da Pequena África

    Os vereadores Fernando William (PDT) e Teresa Bergher (PSDB) aprovaram a Lei nº 6.613/2019, que obriga a Prefeitura do Rio a reparar crimes de escravidão e a realizar a demarcação da área urbana como território histórico para a preservação de memória da presença do africano liberto e alforriado, de seu local de trabalho e de moradia na cidade do Rio de Janeiro. O local, situado no Centro da cidade, é conhecido como Pequena África. Por Felipe Lucena no Diário do Rio divulgacao: Diário do Rio “Mais importante que reparar crime histórico é ressarcir um coletivo humano com bens materiais e pecuniários. Por isso a importância da revitalização da Pequena África, para preservarmos a memória da presença do africano escravizado em nossa cidade”, afirmam os autores. O Brasil é signatário da declaração da “Conferência Mundial contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e formas correlatas de intolerância”, ...

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    Image above: still from Guy Deslauriers’s Passage du milieu.

    Não veio do céu nem das mãos de Isabel a liberdade

    Artigo que fala sobre a falsa abolição e repúdio as homenagens que serão prestadas na Câmara dos Deputados Por Elisiane Santos e Ludmila Reis Brito Lopes* enviado para o Portal Geledés Image: still from Guy Deslauriers’s Passage du milieu. É desrespeitoso com a luta histórica dos movimentos negros e incompatível com os princípios constitucionais de igualdade e não discriminação a celebração da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel no dia 13 de maio. Tal medida aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, quando grande parte da população negra não se mantinha mais nos cativeiros, por força da luta e resistência dos movimentos negros nos quilombos, nas irmandades, nas rebeliões como a Revolta dos Malês, bem como em razão das pressões internacionais, tendo sido o Brasil o último país da América a fazê-lo. A Princesa Isabel, assim, somente cumpriu o papel de formalizar a libertação já insustentável ...

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    Dia 13 De Maio: A Maior Fake News de Nossa História

      Todo dia 13 de maio é “celebrado”no Brasil o dia da abolição da escravatura. Nesse ano, o marco chega a 131 anos de existência, mas, ao contrário do que parece à primeira vista, não há motivos para comemoração. Em verdade, precisamos aproveitar a data para desmistificar a maior fake news da nossa história. Obviamente, como uma das maiores mentiras já contadas em nosso país, trata-se de uma grande composição de atos estatais que, no decurso do tempo, fizeram-se parecer benéficos, mas que, na realidade, utilizando o ideal de liberdade como cortina de fumaça, realizaram atos de extrema violência cujos efeitos são sentidos até hoje. PARTE I – O NEGRO NO BRAZILIMPÉRIO É nesse intuito que convido você para fazer uma viagem a partir de 1831, com a aprovação da Lei Feijó, de 07 de novembro. Ela é conhecida por ser uma das grandes responsáveis pelo surgimento da expressão “pra ...

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    Obras demoraram 8 meses e reviraram o asfalto de toda a extensão da rua Marechal Floriano Peixoto. Foto: Caetano Manenti

    Prefeitura do Rio passa VLT sobre cemitério de escravos

    Quando chovia forte no centro do Rio de Janeiro dos séculos 18 e 19 era comum que corpos mortos e apodrecidos de pessoas escravizadas boiassem na enchente. Quando não era o corpo inteiro, muitas vezes os passantes cruzavam com pernas e braços dilacerados, vagando pelas esquinas. Insetos, bactérias, cães, gatos e urubus aproveitavam-se. A repugnância diante dos corpos destroçados ficou bem registrada em centenas de documentos da Câmara de Vereadores e nos relatos de viajantes. Em 1814, o alemão G. W. Freireyss escreveu: “Havia um monte de terra da qual, aqui e acolá, saíam restos de cadáveres descobertos pela chuva que tinha carregado a terra e ainda havia muitos cadáveres no chão que não tinham sido ainda enterrados”. Obras demoraram 8 meses e reviraram o asfalto de toda a extensão da rua Marechal Floriano Peixoto. (Foto: Caetano Manenti/The Intercept Brasil) Por Caetano Manenti, do The Intercept Brasil Leia ...

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    Sueli Carneiro, filósofa e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra está em cena Foto: Divulgação / O Globo

    Crítica: ‘A última abolição’

    “A última abolição” tem dois objetivos principais. O primeiro é abordar o lento fim da escravidão no país, culminando com a abolição em 1888. Nesse eixo, o documentário ressalta o papel de abolicionistas e intelectuais negros, como André Rebouças e José do Patrocínio, de modo a combater a visão simplória de que a assinatura da Lei Áurea foi o único gesto importante desse momento histórico.  O segundo objetivo, mais amplo em escopo, é promover um debate sobre o papel do negro na sociedade brasileira, e sobre como o fim da escravidão não foi suficiente para cessar a exclusão social que persiste até os dias de hoje. O filme costura eficientemente os depoimentos de historiadores, sociólogos e ativistas. Composto de entrevistas e imagens de arquivos — fotografias, matérias de jornais, decretos —, “A última abolição” tem enfoque educacional e mantém um tom sóbrio ao longo da duração. A nota destoante ...

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    Cumbe, Angola Janga e Carolina são aprovado no Plano Nacional do Livro Didático Literário 2018

    Os quadrinhos Angola Janga, Cumbe (ambos de Marcelo D’Salete) e Carolina (João Pinheiro e Sirlene Barbosa) foram aprovadas no mais recente edital do Plano Nacional do Livro Didático Literário (PNLD Literário). por Samir Naliato no Universo HQ banner-facebook As três obras tratam de temas como a escravidão e a discriminação racial e, a partir de 2019, serão adotadas em escolas públicas de ensino médio de todo o Brasil. Em outubro, professores de toda a rede farão a escolha dos livros. Consideradas por especialistas um importante instrumento no tratamento de temáticas transversais a variados campos do conhecimento, as histórias em quadrinhos podem atender simultaneamente a diversos objetivos de aprendizagem. "Consideradas por especialistas um importante instrumento no tratamento de temáticas transversais a variados campos do conhecimento, as histórias em quadrinhos podem atender simultaneamente a diversos objetivos de aprendizagem. Os três títulos da Veneta selecionados trazem importantes recursos para o ensino da história e da cultura ...

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    Maria Daniel Balcazar

    ‘Kilombo – A África Que Habita em Nós’ apresenta 32 registros da fotógrafa  Maria Daniel Balcazar no CCJF

    A vida cotidiana e o sincretismo religioso das práticas e costumes culturais afro-brasileiros foram retratados pela fotógrafa boliviano-americana Maria Daniel Balcazar, que agora apresenta seu trabalho na exposição fotográfica “Kilombo – A África Que Habita em Nós”, no CCJF (Centro Cultural Justiça Federal). A mostra tem entrada gratuita!  no Catraca Livre Maria Daniel Balcazar Captados sob um olhar afetivo da artista durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, pela Bahia e por Minas Gerais, 32 registros resgatam a herança africana no Brasil. São imagens do cotidiano em favelas, quilombos, terreiros, procissões, cemitérios, na lavoura e no samba, entre outros locais onde populações e comunidades de afrodescendentes vivem e se reúnem. A mostra, que tem curadoria de Vivian Faingold, traduz a profunda admiração e respeito de Maria Daniel Balcazar pela cultura afro-brasileira e sua força de resistir e transcender. No dia 15 de setembro, a fotógrafa encontra ...

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    ‘Manifesto Porongos’ : documentário é premiado em festivais internacionais

    O documentário gaúcho “Manifesto Porongos”, que fala da história omitida dos negros e negras gaúchos na Revolução Farroupilha, está fazendo sucesso em festivais de cinema internacionais. O curta-metragem independente foi lançado no dia 20 de novembro de 2016, por meio de uma união do grupo de hip hop gaúcho Rafuagi com a produtora Karen Lose e o diretor Thiago Köche. O projeto une videoclipe da música do grupo Rafuagi e um documentário sobre o Massacre de Porongos e dos Lanceiros Negros na Guerra dos Farrapos, capítulos omitidos dos livros de história até hoje. no Sul 21 O filme foi selecionado para 20 festivais nos estados do Amapá, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Alagoas, Ceará, Minas Gerais e Goiânia. Venceu 5 prêmios no Brasil: Prêmio de Melhor Documentário pelo Júri da Crítica e Melhor Trilha Sonora no CineSerra 2017 (Caxias do Sul/RS), Prêmio de Melhor ...

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    Arte: Ascom PR/RJ

    Valongo em audiência no MPF

    Convocada pelo Ministério Público Federal (MPF), a audiência pública intitulada “Cais do Valongo: Patrimônio Cultural da Humanidade: o que foi feito?”,  realizada no auditório do próprio MPF do Rio de Janeiro, contou com mais de 200 pessoas. No fim do encontro, a Secretaria municipal de Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se comprometeram em instalar sinalizações para o Cais do Valongo e seu entorno, na Região Portuária. Do Jornal do Brasil  Arte: Ascom PR/RJ A audiência aconteceu um ano após o Cais do Valongo ter recebido o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. O MPF deixou claro que quase nada foi feito depois do prazo, a despeito das exigências da própria Unesco. O procurador cobrou também ao ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que dê destinação ao prédio histórico construído pelo engenheiro negro André Rebouças, na Rua Barão de ...

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    Escravos entravam na Justiça e faziam poupança para lutar pela liberdade

    Em 1883, Rita entrou com uma ação na Justiça da Imperial Cidade de São Paulo contra o Tenente Julio Nunes Ramalho. Poderia ser mais um processo qualquer, não fosse um fato notável: Rita não era considerada cidadã pela lei brasileira. Era escrava. Já o Tenente Ramalho era seu proprietário. O objeto do caso era o interesse de Rita de comprar sua liberdade. por Amanda Rossi no BBC Acervo Espaço Olavo Setubal/Itaú Cultural De Rita, a Justiça sabia pouco. Não tinha sobrenome, nem idade certa - "38 anos aproximadamente". As informações eram apenas que possuía aptidão para o trabalho e era cozinheira, escravizada por Ramalho. Por não ser livre, Rita não tinha direito a procurar a Justiça diretamente e precisou de um intermediário para representá-la. Tendo obtido uma doação de 200 mil réis "em moeda corrente deste Império", queria comprar sua alforria. Pedia, então, que seu proprietário fosse ...

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    Livro sobre ‘escravos livres’ é tão forte que obriga a olhar para o presente

    Está nas livrarias "Africanos Livres: A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil", de Beatriz Mamigonian, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. É um grande livro e conta uma história que, em muitos aspectos, foi varrida para baixo do tapete no século 19. De certa forma, continua lá até hoje. no Folha Em 1831, o governo pôs em vigor uma lei pela qual ficavam livres "todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil". Nessa época, o país deveria ter pouco mais de 4 milhões de habitantes. No máximo, 1,5 milhão deles seriam negros escravizados. Se a lei de 1831 tivesse sido cumprida, a história do Brasil teria sido outra. Entre 1830 e 1856, entraram ilegalmente no país 800 mil novos escravos. O Segundo Império, com seus barões, o café e uma corte que fingia ser europeia, tinha um pé no contrabando de negros. Escravidão e contrabando, ...

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    Historiadores dos EUA dizem que Portugal deve pedir desculpa por tráfico de escravos

    Especialistas sublinham o papel do país no comércio internacional de escravos africanos. Por Lusa Do CM Jornal Os líderes políticos portugueses devem pedir desculpa pelo papel do país no tráfico de escravos e incentivar uma discussão sobre o tema na sociedade portuguesa, defendem especialistas americanos ouvidos pela Lusa. "O facto de que vários países decidiram que era importante fazê-lo sugere uma nova norma que merece reflexão. Do meu ponto de vista, um reconhecimento do passado contribui para um sentimento coletivo de reconhecimento de desumanidades do passado", disse à Lusa Walter Hawthorne, da Universidade de Michigan. "O apoio do estado para estas iniciativas pode galvanizar a investigação e ajudar a informar melhor o público", explicou à Lusa Christopher Brown, professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Para o docente, esta impacto ficou evidente com o Museu de história Afro-Americana, uma iniciativa do presidente George W. Bush, autorizada pelo Congresso, que inaugurou em ...

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    Cais do Valongo é reconhecido como Patrimônio Mundial Cultural

    O Cais do Valongo conquistou neste domingo o título de Patrimônio Mundial Cultural concedido pela Unesco. Descoberto em 2011, durante as obras de revitalização da Zona Portuária, o sítio arqueológico é considerado um dos mais importantes testemunhos da diáspora africana localizados fora da África. No passado, a região foi o principal porto de entrada de escravos nas Américas — aproximadamente dois milhões desembarcaram ali entre 1811 e 1843. E, agora, com o reconhecimento internacional, diz Kátia Bogéa, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o cais equipara-se a lugares como a cidade de Hiroshima, no Japão, e o Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia, classificados como locais de memória e sofrimento. no Extra — Com tantos problemas no Brasil, conseguir dar uma lição na intolerância é emocionante. Existem 11 lugares no mundo reconhecidos como sítios de memória afetiva. Estamos na mesma categoria de Hiroshima e Auschwitz. ...

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    O primeiro esqueleto completo, de ex- escravos, é no encontrado no Cemitério dos Pretos Novos, no Rio

    Após sete meses de escavações, foi encontrado o primeiro esqueleto inteiro no Cemitério dos Pretos Novos, sítio arqueológico descoberto em 1996 na região portuária do Rio de Janeiro. No local, onde hoje funciona o Instituto de Pesquisa e Memória dos Pretos Novos (IPN), eram jogados os corpos dos africanos escravizados que morriam na travessia marítima para o Brasil. no Agência Brasil As escavações ocorreram em uma área de 2 metros quadrados (m2) de um dos poços de observação do cemitério. O trabalho foi coordenado pelo arqueólogo Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores identificaram que a ossada é de uma mulher que morreu com aproximadamente 20 anos, no início do século 19, portanto, há cerca de 200 anos. O esqueleto encontrado no Cemitério dos Pretos Novos recebeu o nome de Josefina Bakhita, em homenagem à primeira santa africana da Igreja Católica. Tavares explica ...

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    Maria Felipa comandou mulheres que conseguiram expulsar tropas portuguesas da Ilha de Itaparica (Imagem: Filomena Modesto Orge/Arquivo Público do Estado da Bahia)

    Quase um século depois, moradores incluem nome de Maria Felipa entre os heróis

    Não faz muito tempo que moradores de Itaparica recorreram a uma atitude, no mínimo, audaciosa: incluir o nome de Maria Felipa de Oliveira, considerada por muitos deles como a principal heroína da batalha local, numa lápide que já levava o nome de outros heróis. A homenagem foi instalada na parede da Capela da Piedade, em 1923. “Nós tivemos a ousadia, tomamos a liberdade e contratamos um calígrafo que fez uma letra rigorosamente igual à que está lá e acrescentou o nome de Maria Felipa entre os nossos heróis”, confessa, aos risos, o pesquisador Augusto Albuquerque, morador de Itaparica. É que a mulher negra, corpulenta e estabanada - descrição do historiador Ubaldo Osório - passou muito tempo esquecida, mas é especial para os itaparicanos. Não se sabe quando ela nasceu, mas seria natural do povoado de Ponta das Baleias e morrido em 1873. Lápide com nome dos ...

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    Aos 129 anos de abolição, ainda buscamos a eliminação do racismo

    Aos 129 anos de abolição, ainda buscamos a eliminação do racismo e de todas as barreiras que impedem o desenvolvimento da população negra e a equiparação de direitos, seja via ações afirmativas, educação das relações étnico-raciais por meio do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas, seja pela pesquisa sobre o sofrimento psíquico de pessoas negras expostas ao racismo e propostas e de atendimento psicológico. no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo - CRP SP #PraCegoVer: vídeo com imagens que retratam o período da escravidão no Brasil, imagens de moradias em comunidades, publicações do CRP SP e o texto “A abolição da escravatura não significou a extinção das relações escravocratas constituídas ao longo dos mais de 350 anos de escravidão no Brasil. O silenciamento, a indiferença, a violência real e simbólica, as práticas discriminatórias e preconceituosas do racismo explícito, são heranças desse período. A falta de moradia ...

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