Tag: História do Brasil

Racismo e violência do Estado ainda assolam a população negra 133 anos depois da Abolição (Foto: Carl de Souza/AFP)

Liberdade pelas mãos do povo preto: a verdadeira história do 13 de Maio e da Abolição

A sanção da Lei Áurea, que há exatos 133 anos aboliu oficialmente o trabalho escravo no Brasil, consolidou o 13 de Maio como uma data de protestos contra violências que atravessaram séculos e continuam vitimando a população negra. Uma realidade que, por si só, coloca em xeque a narrativa registrada por muito tempo nos livros de história de que os males da escravidão teriam sido sanados no momento seguinte à assinatura de Princesa Isabel. Matheus Gato, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Núcleo Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), afirma que o 13 de Maio é uma data importante pelo simbolismo que adquiriu nas lutas sociais do Brasil e pelo processo social que fora interrompido, transformando o significado de pertencimento dos negros à nação brasileira. Mas, explica que, ao longo do século 20, a data engendrou uma série de disputas de imaginário sobre como ...

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Obra de Kika Carvalho retratando Trajano, líder de uma extinta república negra, localizada na região do Cunani, entre o atual estado do Amapá e a Guiana Francesa, na décadade 1870. Tido como capitão da vila Cunani, ele defenderia a população negra contra as perseguições das autoridades. A obra faz parte da 'Enciclopédia Negra', livro de Flávio Gomes, Jaime Lautariano e Lilia Schwarcz (Reprodução)

Enciclopédia joga luz sobre mais de 500 personalidades negras ignoradas pelos livros

Ignoradas, deturpadas e menosprezadas. É assim que as histórias dos povos negros costumam ser apagadas em registros biográficos, obras de arte e até mesmo livros de história do Brasil, um país que ironicamente tem o maior número de pessoas negras fora do continente africano. Lançado agora, o livro “Enciclopédia Negra” reúne mais de 550 biografias de nomes que marcaram o Brasil, incluindo os de revolucionários, intelectuais, artistas, atletas, líderes religiosos e outras personalidades negras esquecidas pela historiografia em grande parte branca colonial ainda praticada no país. Na capa do livro, escrito por Flávio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Schwarcz, está estampado o retrato de uma das diversas personagens da enciclopédia, Afra Joaquina Vieira Muniz, que viveu em Salvador, na Bahia, no século 19, e representa bem a complexidade do regime escravagista da época. Muniz, que teve sua liberdade comprada pelo marido e ex-senhor, Sabino Francisco, de origem africana como ela, herdou uma série ...

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Sinfrônio (à direita) trabalhou nas obras do Catetinho, sede do governo durante a construção da capital (foto: Arquivo Público-DF)
Fonte: Agência Senado

Resgate da presença negra na formação de Brasília mobiliza estudiosos e sociedade

A memória do Distrito Federal sofreu mais um golpe no dia 30 de setembro último com a derrubada do imóvel conhecido como Casa da Dona Negrinha, uma edificação antiga, situada no Centro Histórico de Planaltina, cidade de 161 anos e distante 38 quilômetros da capital da República. Para a professora de história da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães Pinto, a perda desse patrimônio revela “descompromisso com o direito à memória e à história da gente negra no Distrito Federal” — uma falha que deve ser combatida, segundo ela. A estudiosa, que tem doutorado e pós-doutorado em história pela Universidade de Campinas (Unicamp), vem nos últimos anos trabalhando justamente em projetos de resgate que mostrem a importância dos negros na trajetória de Brasília, incluindo o período que precedeu à fundação da cidade, em 1960. A Casa da Dona Negrinha ficava a aproximadamente 8 quilômetros da Pedra Fundamental de Brasília, obelisco ...

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O deputado lembra que "o projeto prevê a criação do 'Museu da História da Escravidão e Invençãoda Liberdade (Foto: Ascom)

PL que determina a retirada de estátuas de escravocratas em espaços públicos é apresentada na Bahia

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) recebeu projeto de lei de autoria do deputado Hilton Coelho (PSOL) que determina a retirada de estátuas, monumentos, placas, ou toda e qualquer outra forma de homenagem ou valorização de figuras históricas que estiveram ligadas ao comércio escravagista com a África. Deve ser feita a retirada dos prédios, espaços públicos, ruas, rodovias, viadutos e logradouros, e de toda e qualquer obra ou bem público do Estado da Bahia. Essas peças serão encaminhadas para um Museu estadual criado para este fim e também previsto no projeto de lei. De acordo com o projeto uma comissão elaborará relatório acerca dos principais personagens históricos que contribuíram para a escravização humana no Brasil, no período de 1500 a 1888. Identificará, também, a localização das peças que se refiram a tais personagens históricos. “Com a aprovação de nosso projeto, fica proibida a atribuição de nomes d e tais personagens, ...

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Thiago Amparo (Foto: Arquivo Pessoal)

Borba Gato deve cair

Por quais estátuas os sinos do nosso luto dobram, e por quais não? Foi sem choro que Hilter, na Alemanha, Franco, na Espanha, Hussein, no Iraque, foram arrancados dos panteões públicos. Ao ver que por aqui ainda choram a morte das figuras engessadas de Leopold II, na Bélgica, Colston, na Inglaterra, e Borba Gato, no Brasil, a ponto de compará-las a imagens religiosas destruídas em guerras entre católicos e protestantes no século 16, nos resta a dúvida àqueles que sofrem de luto. O que nelas ainda consideram sacrossanto, senão a supremacia colonial que, em vida, utilizaram para dizimar centenas e que, em morte, enaltecemos com vergonha insincera? África do Sul, 9 de março de 2015. No centro da praça central da Universidade da Cidade do Cabo jaz uma escultura em bronze do colonizador britânico Cecil John Rhodes. Nela, um dos principais arquitetos da segregação sul-africana se senta em uma cadeira, ...

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Estevan Silveira/Superinteressante

Racismo disfarçado de ciência: como foi a eugenia no Brasil

No final do século 19, o Brasil tinha 17 milhões de habitantes. Mais da metade era formada por ex-escravos e seus descendentes. Desde 1888, a lei proibia que essas pessoas fossem tratadas como posse. A ideia de que elas fossem inferiores por serem negras, porém, seguia firme – inclusive entre a elite intelectual do País. Sem o apoio das leis para justificar uma hierarquia racial, esses sujeitos lançaram mão de outra arma: a pseudociência racista. Estamos falando da eugenia, nascida na Europa, e que logo se adaptou à realidade canarinha. A eugenia brasileira e a Academia conviviam lado a lado: foi entre os professores das primeiras faculdades de medicina, os políticos e os sociólogos que ela cresceu. Boa parte dos nomes desses eugenistas é familiar – eles batizam ruas e avenidas País afora. Esta é a história deles. O INÍCIO O termo “eugenia” foi criado por um certo Francis Galton, ...

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Foto: Webert da Cruz

“A escravidão não oferece resposta para tudo”

Neste 13 de maio, são 132 anos da assinatura da Lei Áurea, decretando a abolição. Para falar sobre o período pós-abolição e a correlação com os dias atuais, a coluna Geledés no debate entrevistou a professora e pesquisadora do Departamento de História da UnB, Ana Flávia Magalhães Pinto, autora dos livros “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista” e “Imprensa negra no Brasil oitocentista”. Ana Flávia também é coordenadora da regional Centro-Oeste do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh; e integrante da Rede de HistoriadorXs NegrXs. Geledés - Quando analisamos as estatísticas da pandemia de covid -19, é notável como a doença atinge os grupos raciais de forma diferenciada. Dados divulgados no dia 10 de abril destacaram que ela está ocorrendo de forma mais letal para pretos e pardos, que representam quase 1 em cada 4 brasileiros hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (23,9%), mas chegam ...

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João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata (Imagem retirada do site Nossa Política)

João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata

Filho de escravos, nascido nove anos depois da lei do Ventre Livre (que não considerava cativos os filhos de escravos nascidos a partir dali) numa fazenda em Encruzilhada do Sul, interior gaúcho, João Cândido entrou para a Marinha aos 14 anos, onde teve carreira exemplar. Durante 15 anos navegou pelas águas doces e salgadas de todo o Brasil, percorreu quatro continentes, aprendeu técnicas e ofícios, foi instrutor de marujos iniciantes, encharcou-se das paisagens exuberantes, das realidades sociais e suas contradições, conheceu personagens e episódios políticos importantes – até ser expulso da corporação, por causa da rebelião de que participou com destaque, nas águas da Guanabara, defendendo a dignidade da condição humana. João Cândido não corresponde ao estereótipo construído sobre sua imagem de um homem sem instrução. Ele foi, sim, instruído e instrutor. Frequentou a Escola de Aprendizes de Marinheiros em Porto Alegre, em 1895. Depois, já engajado, esteve lotado na ...

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ONU: ‘Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão’

Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. no Nações Unidas Ele pediu que todos se manifestem contra todas as formas de racismo e manifestações de comportamento racista: “Precisamos, urgentemente, desmantelar as estruturas racistas e reformar as instituições racistas. Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão.”  Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. “Este memorial emocionante é um tributo a mulheres, homens e crianças que sofreram e morreram após serem forçados a atravessar o Atlântico em navios com escravos. Este foi um dos maiores crimes na história da humanidade”, disse Guterres. O tema deste ano para a data é: ...

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divulgacao: Diário do Rio

Prefeitura deverá reparar crimes da escravidão e demarcar áreas da Pequena África

Os vereadores Fernando William (PDT) e Teresa Bergher (PSDB) aprovaram a Lei nº 6.613/2019, que obriga a Prefeitura do Rio a reparar crimes de escravidão e a realizar a demarcação da área urbana como território histórico para a preservação de memória da presença do africano liberto e alforriado, de seu local de trabalho e de moradia na cidade do Rio de Janeiro. O local, situado no Centro da cidade, é conhecido como Pequena África. Por Felipe Lucena no Diário do Rio divulgacao: Diário do Rio “Mais importante que reparar crime histórico é ressarcir um coletivo humano com bens materiais e pecuniários. Por isso a importância da revitalização da Pequena África, para preservarmos a memória da presença do africano escravizado em nossa cidade”, afirmam os autores. O Brasil é signatário da declaração da “Conferência Mundial contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e formas correlatas de intolerância”, ...

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Escravizados urbanos coletando água no Brasil da década de 1830 (Foto: JOHANN MORITZ RUGENDAS/SLAVERY IMAGES)

Não veio do céu nem das mãos de Isabel a liberdade

É desrespeitoso com a luta histórica dos movimentos negros e incompatível com os princípios constitucionais de igualdade e não discriminação a celebração da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel no dia 13 de maio. Tal medida aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, quando grande parte da população negra não se mantinha mais nos cativeiros, por força da luta e resistência dos movimentos negros nos quilombos, nas irmandades, nas rebeliões como a Revolta dos Malês, bem como em razão das pressões internacionais, tendo sido o Brasil o último país da América a fazê-lo. A Princesa Isabel, assim, somente cumpriu o papel de formalizar a libertação já insustentável no cenário nacional e internacional à época. Contudo, a libertação foi realizada sem qualquer política de emprego e educação à população negra, o que resultou na estrutura desigual e perversa que historicamente pautou a sociedade brasileira, relegando aos negros e negras, que construíram ...

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Dia 13 De Maio: A Maior Fake News de Nossa História

  Todo dia 13 de maio é “celebrado”no Brasil o dia da abolição da escravatura. Nesse ano, o marco chega a 131 anos de existência, mas, ao contrário do que parece à primeira vista, não há motivos para comemoração. Em verdade, precisamos aproveitar a data para desmistificar a maior fake news da nossa história. Obviamente, como uma das maiores mentiras já contadas em nosso país, trata-se de uma grande composição de atos estatais que, no decurso do tempo, fizeram-se parecer benéficos, mas que, na realidade, utilizando o ideal de liberdade como cortina de fumaça, realizaram atos de extrema violência cujos efeitos são sentidos até hoje. PARTE I – O NEGRO NO BRAZILIMPÉRIO É nesse intuito que convido você para fazer uma viagem a partir de 1831, com a aprovação da Lei Feijó, de 07 de novembro. Ela é conhecida por ser uma das grandes responsáveis pelo surgimento da expressão “pra ...

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Obras demoraram 8 meses e reviraram o asfalto de toda a extensão da rua Marechal Floriano Peixoto. Foto: Caetano Manenti

Prefeitura do Rio passa VLT sobre cemitério de escravos

Quando chovia forte no centro do Rio de Janeiro dos séculos 18 e 19 era comum que corpos mortos e apodrecidos de pessoas escravizadas boiassem na enchente. Quando não era o corpo inteiro, muitas vezes os passantes cruzavam com pernas e braços dilacerados, vagando pelas esquinas. Insetos, bactérias, cães, gatos e urubus aproveitavam-se. A repugnância diante dos corpos destroçados ficou bem registrada em centenas de documentos da Câmara de Vereadores e nos relatos de viajantes. Em 1814, o alemão G. W. Freireyss escreveu: “Havia um monte de terra da qual, aqui e acolá, saíam restos de cadáveres descobertos pela chuva que tinha carregado a terra e ainda havia muitos cadáveres no chão que não tinham sido ainda enterrados”. Obras demoraram 8 meses e reviraram o asfalto de toda a extensão da rua Marechal Floriano Peixoto. (Foto: Caetano Manenti/The Intercept Brasil) Por Caetano Manenti, do The Intercept Brasil Leia ...

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Sueli Carneiro, filósofa e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra está em cena Foto: Divulgação / O Globo

Crítica: ‘A última abolição’

“A última abolição” tem dois objetivos principais. O primeiro é abordar o lento fim da escravidão no país, culminando com a abolição em 1888. Nesse eixo, o documentário ressalta o papel de abolicionistas e intelectuais negros, como André Rebouças e José do Patrocínio, de modo a combater a visão simplória de que a assinatura da Lei Áurea foi o único gesto importante desse momento histórico.  O segundo objetivo, mais amplo em escopo, é promover um debate sobre o papel do negro na sociedade brasileira, e sobre como o fim da escravidão não foi suficiente para cessar a exclusão social que persiste até os dias de hoje. O filme costura eficientemente os depoimentos de historiadores, sociólogos e ativistas. Composto de entrevistas e imagens de arquivos — fotografias, matérias de jornais, decretos —, “A última abolição” tem enfoque educacional e mantém um tom sóbrio ao longo da duração. A nota destoante ...

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Cumbe, Angola Janga e Carolina são aprovado no Plano Nacional do Livro Didático Literário 2018

Os quadrinhos Angola Janga, Cumbe (ambos de Marcelo D’Salete) e Carolina (João Pinheiro e Sirlene Barbosa) foram aprovadas no mais recente edital do Plano Nacional do Livro Didático Literário (PNLD Literário). por Samir Naliato no Universo HQ banner-facebook As três obras tratam de temas como a escravidão e a discriminação racial e, a partir de 2019, serão adotadas em escolas públicas de ensino médio de todo o Brasil. Em outubro, professores de toda a rede farão a escolha dos livros. Consideradas por especialistas um importante instrumento no tratamento de temáticas transversais a variados campos do conhecimento, as histórias em quadrinhos podem atender simultaneamente a diversos objetivos de aprendizagem. "Consideradas por especialistas um importante instrumento no tratamento de temáticas transversais a variados campos do conhecimento, as histórias em quadrinhos podem atender simultaneamente a diversos objetivos de aprendizagem. Os três títulos da Veneta selecionados trazem importantes recursos para o ensino da história e da cultura ...

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Maria Daniel Balcazar

‘Kilombo – A África Que Habita em Nós’ apresenta 32 registros da fotógrafa  Maria Daniel Balcazar no CCJF

A vida cotidiana e o sincretismo religioso das práticas e costumes culturais afro-brasileiros foram retratados pela fotógrafa boliviano-americana Maria Daniel Balcazar, que agora apresenta seu trabalho na exposição fotográfica “Kilombo – A África Que Habita em Nós”, no CCJF (Centro Cultural Justiça Federal). A mostra tem entrada gratuita!  no Catraca Livre Maria Daniel Balcazar Captados sob um olhar afetivo da artista durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, pela Bahia e por Minas Gerais, 32 registros resgatam a herança africana no Brasil. São imagens do cotidiano em favelas, quilombos, terreiros, procissões, cemitérios, na lavoura e no samba, entre outros locais onde populações e comunidades de afrodescendentes vivem e se reúnem. A mostra, que tem curadoria de Vivian Faingold, traduz a profunda admiração e respeito de Maria Daniel Balcazar pela cultura afro-brasileira e sua força de resistir e transcender. No dia 15 de setembro, a fotógrafa encontra ...

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‘Manifesto Porongos’ : documentário é premiado em festivais internacionais

O documentário gaúcho “Manifesto Porongos”, que fala da história omitida dos negros e negras gaúchos na Revolução Farroupilha, está fazendo sucesso em festivais de cinema internacionais. O curta-metragem independente foi lançado no dia 20 de novembro de 2016, por meio de uma união do grupo de hip hop gaúcho Rafuagi com a produtora Karen Lose e o diretor Thiago Köche. O projeto une videoclipe da música do grupo Rafuagi e um documentário sobre o Massacre de Porongos e dos Lanceiros Negros na Guerra dos Farrapos, capítulos omitidos dos livros de história até hoje. no Sul 21 O filme foi selecionado para 20 festivais nos estados do Amapá, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Alagoas, Ceará, Minas Gerais e Goiânia. Venceu 5 prêmios no Brasil: Prêmio de Melhor Documentário pelo Júri da Crítica e Melhor Trilha Sonora no CineSerra 2017 (Caxias do Sul/RS), Prêmio de Melhor ...

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Arte: Ascom PR/RJ

Valongo em audiência no MPF

Convocada pelo Ministério Público Federal (MPF), a audiência pública intitulada “Cais do Valongo: Patrimônio Cultural da Humanidade: o que foi feito?”,  realizada no auditório do próprio MPF do Rio de Janeiro, contou com mais de 200 pessoas. No fim do encontro, a Secretaria municipal de Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se comprometeram em instalar sinalizações para o Cais do Valongo e seu entorno, na Região Portuária. Do Jornal do Brasil  Arte: Ascom PR/RJ A audiência aconteceu um ano após o Cais do Valongo ter recebido o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. O MPF deixou claro que quase nada foi feito depois do prazo, a despeito das exigências da própria Unesco. O procurador cobrou também ao ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que dê destinação ao prédio histórico construído pelo engenheiro negro André Rebouças, na Rua Barão de ...

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Escravos entravam na Justiça e faziam poupança para lutar pela liberdade

Em 1883, Rita entrou com uma ação na Justiça da Imperial Cidade de São Paulo contra o Tenente Julio Nunes Ramalho. Poderia ser mais um processo qualquer, não fosse um fato notável: Rita não era considerada cidadã pela lei brasileira. Era escrava. Já o Tenente Ramalho era seu proprietário. O objeto do caso era o interesse de Rita de comprar sua liberdade. por Amanda Rossi no BBC Acervo Espaço Olavo Setubal/Itaú Cultural De Rita, a Justiça sabia pouco. Não tinha sobrenome, nem idade certa - "38 anos aproximadamente". As informações eram apenas que possuía aptidão para o trabalho e era cozinheira, escravizada por Ramalho. Por não ser livre, Rita não tinha direito a procurar a Justiça diretamente e precisou de um intermediário para representá-la. Tendo obtido uma doação de 200 mil réis "em moeda corrente deste Império", queria comprar sua alforria. Pedia, então, que seu proprietário fosse ...

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Livro sobre ‘escravos livres’ é tão forte que obriga a olhar para o presente

Está nas livrarias "Africanos Livres: A Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil", de Beatriz Mamigonian, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. É um grande livro e conta uma história que, em muitos aspectos, foi varrida para baixo do tapete no século 19. De certa forma, continua lá até hoje. no Folha Em 1831, o governo pôs em vigor uma lei pela qual ficavam livres "todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil". Nessa época, o país deveria ter pouco mais de 4 milhões de habitantes. No máximo, 1,5 milhão deles seriam negros escravizados. Se a lei de 1831 tivesse sido cumprida, a história do Brasil teria sido outra. Entre 1830 e 1856, entraram ilegalmente no país 800 mil novos escravos. O Segundo Império, com seus barões, o café e uma corte que fingia ser europeia, tinha um pé no contrabando de negros. Escravidão e contrabando, ...

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