sexta-feira, dezembro 4, 2020

    Tag: João Cândido

    Foto: REVISTA O MALHO/BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL / EL PAÍS

    Há 110 anos, marujos denunciaram chibata na Marinha e racismo no Brasil pós-abolição

    O Rio de Janeiro entrou em pânico. Quando correu a notícia de que, da Baía de Guanabara, quatro navios de guerra apontavam seus canhões para a cidade, os cariocas fizeram as malas às pressas para fugir da morte. Na Estação Central do Brasil, os trens para longe da capital da República partiram lotados. Nos bondes com destino aos subúrbios, os passageiros viajaram espremidos, muitos pendurados no lado de fora. O perigo era real. Numa amostra do estrago que eram capazes de provocar, os encouraçados fizeram disparos que mataram duas crianças no Morro do Castelo, no Centro, a poucos metros da Câmara dos Deputados. O senador Ruy Barbosa (BA) contou aos colegas, num discurso no Senado, o horror de ter sido testemunha ocular do ataque naval: — Foi com a minha filha chumbada ao leito, por uma enfermidade que não nos permite sequer movê-la na sua própria cama, que tive esta ...

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    João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata (Imagem retirada do site Nossa Política)

    João Cândido, o Almirante Negro da Revolta da Chibata

    Filho de escravos, nascido nove anos depois da lei do Ventre Livre (que não considerava cativos os filhos de escravos nascidos a partir dali) numa fazenda em Encruzilhada do Sul, interior gaúcho, João Cândido entrou para a Marinha aos 14 anos, onde teve carreira exemplar. Durante 15 anos navegou pelas águas doces e salgadas de todo o Brasil, percorreu quatro continentes, aprendeu técnicas e ofícios, foi instrutor de marujos iniciantes, encharcou-se das paisagens exuberantes, das realidades sociais e suas contradições, conheceu personagens e episódios políticos importantes – até ser expulso da corporação, por causa da rebelião de que participou com destaque, nas águas da Guanabara, defendendo a dignidade da condição humana. João Cândido não corresponde ao estereótipo construído sobre sua imagem de um homem sem instrução. Ele foi, sim, instruído e instrutor. Frequentou a Escola de Aprendizes de Marinheiros em Porto Alegre, em 1895. Depois, já engajado, esteve lotado na ...

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    Imagem: Arquivo Nacional

    João Cândido, um brasileiro

    Há 50 anos, morria João Cândido Felisberto. Ele foi um dos líderes da Revolta da Chibata, movimento que por quatro dias, em novembro de 1910, alarmou o Rio de Janeiro, então capital da jovem República, e resultou no fim dos castigos físicos na Marinha. Banido da corporação, pela qual só foi anistiado em 2008, tornou-se ícone da luta por direitos do povo negro brasileiro. No último 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, foi incluído no Livro dos Heróis do Estado do Rio, projeto dos deputados André Ceciliano e Waldeck Carneiro (ambos do PT), aprovado pela Alerj e sancionado por Wilson Witzel. Por contradições que a política comporta, o reconhecimento foi formalizado pelo governador que é ex-fuzileiro naval e patrocina uma política de segurança que não livraria o Almirante Negro. João Cândido nasceu no Rio Grande do Sul em 1880, pouco mais de oito anos depois da Lei do ...

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    Heróis negros, Carolina de Jesus e João Cândido vão ganhar homenagem de escola de samba carioca

    Renascer de Jacarepaguá levará trajetória de escritora e marinheiro à Sapucaí. Por Amauri Terto, do HuffPost Brasil Almirante João Sou carolina de Jesus Carrego papelão, você carreja sua cruz Na correnteza a sua voz foi mergulhar Eu fiz os versos a fortaleza pra morar O versos acima abrem o samba-enredo da Renascer de Jacarepaguá. Neste ano, a agremiação carioca homenageia dois importantes personagens negros da história do Brasil: a escritora Carolina de Jesus (1914-1977) e o marinheiro João Cândido (1880-1969). Neste ano, a agremiação carioca homenageia dois importantes personagens negros da história do Brasil: a escritora Carolina de Jesus (1914-1977) e o marinheiro João Cândido (1880-1969). O enredo é baseado no curta-metragem O Papel e o Mar (2010), de Luiz Antonio Pilar, que narra um encontro fictício entre o almirante negro e a moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Na Marquês de Sapucaí, as duas trajetórias vão se encontrar por ...

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    47 anos da morte de João Cândido: Herói Negro na Revolta da Chibata

    Por Davi Nunes Enviado para o Portal Geledés  Ha 47 anos, 6 de Dezembro de 1969, morria João Candido, o herói negro da Revolta da Chibata. João, mais conhecido Almirante negro, nasceu em 1880 no Estado do Rio Grande do Sul. O mar para ele era a imagem que compunha aos seus olhos o que se poderia chamar de liberdade. Falo do mar, não da marinha. Essa era grilhão e açoite. Quando o Almirante negro entrou para Escola de Aprendizes Marinheiros de Porto Alegre, aos 15 anos, depois viajou para o Rio de Janeiro e viu pela primeira vez o mar – horizonte líquido estendido a um esplendor tão grande que se cruzava em seu ponto mais universal e cósmico com a ponta do céu – ele logo se deitou aos seus pés e pediu axé e saber a Iemanjá. Assim, aos 21 anos, fora promovido a marinheiro de primeira classe e ...

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    (Foto: Reprodução/ Editora Conrad)

    História nos quadrinhos: Chibata!

    “Chibata!” é um quadrinhos (ou graphic novel, se preferir) brasileiro que narra o trajeto de João Cândido, um pobre marinheiro carioca que se transformou no líder de uma das mais conhecidas revoltas da história brasileira. Ocorrida durante as primeiras décadas do século XX, a Revolta da Chibata (1910) foi um movimento formado por “baixos oficiais” da marinha que lutavam por melhores salários, diminuição da extensa jornada de trabalho e pelo fim das punições físicas (chibatadas) que sofriam durante as longas viagens que realizavam dentro dos navios. O encouraçado minas geraes foi incorporado à marinha em 1910 e manteve-se como parte da frota até 1953. Durante a segunda guerra, esteve ancorado em salvador, como forma de proteger a região. (Fonte: Imagem retirada do site Navios Brasileiros) Além de considerarem inaceitável este castigo ainda ser praticado entre homens livres que lutavam pela pátria, estes rebeldes estavam indignados com a desigualdade de tratamento que recebiam de seus superiores. Isto porque ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Há 135 anos, nascia “O Mestre Sala dos Mares”

    “É preciso que trabalhemos muito, que haja muita união, parte com parte. Desapareçam as paixões, os espíritos de vinganças que hão devir ou virão, é preciso que estejamos unidos para o futuro”. A abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, ocorreu sem inclusão social, restando aos libertos a pobreza, o subemprego e o estigma de séculos de escravidão. Este quadro excludente, o historiador e jornalista gaúcho, Décio Freitas (1922-2004), que foi dirigente do Partido Comunista Brasileiro, conceituou de “Brasil inconcluso”, título de um de seus livros. A Censura no governo militar Em nosso país, entre outras contribuições, o samba se constitui numa herança musical do negro, representando uma das formas da sua resistência cultural. "O Mestre-Sala dos Mares", composto, em 1975, por João Bosco e Aldir Blanc, é um relicário desse gênero musical, cuja letra foi censurada no regime militar (1964-1985) por trazer a público a figura de ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Jõao Candido, marinheiro que liderou Revolta da Chibata em 1910 vai ganhar museu no Rio

    Quase 42 anos depois de morrer pobre e esquecido, o marinheiro João Cândido Felisberto - também conhecido como Almirante Negro - começa a ser reverenciado como herói do país. Em 1910, ele liderou mais de 2 mil homens naquela que ficou conhecida como a Revolta da Chibata, movimento que pedia o fim dos castigos físicos e chibatadas como forma de punição permitida pela Marinha. A partir de fotos, reportagens e entrevistas guardadas por décadas por um dos filhos do marujo, será inaugurado, no fim do ano, um museu que relembra a história de João Cândido.

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Lançamento do livro João Cândido – A Revolta da Chibata, do jornalista gaúcho Paulo Ricardo de Moraes, em Salvador

    "Aqui neste convés, o nosso colega Marcelino recebeu 250 chibatadas, e nós fomos obrigados a assistir a esse espetáculo degradante. O baiano ainda se encontra recolhido ao seu beliche, com muitas dores e febre, mas devemos estar preparados para isso. (...) Custe o que custar, mesmo tendo que matar milhares de pessoas e deixar em ruínas a nossa capital, Marcelino Rodrigues Menezes será o último marinheiro chicoteado em um navio brasileiro", trecho de João Cândido, o Almirante Negro. No dia 26 de agosto de 2011 (sexta-feira) acontece o lançamento do livro João Cândido – A Revolta da Chibata, do jornalista, poeta e escritor gaúcho Paulo Ricardo de Moraes, na sede do Bloco Afro Ilê Aiyê, na Senzala do Barro Preto, Curuzu, na Liberdade, em Salvador, às 19h. A Roda de Diálogo terá a participação da jornalista Céres Santos do CEAFRO, programa do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da UFBa. A ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    João Cândido

    João Cândido nascido na então Província do Rio Grande do Sul, no município de Encruzilhada do Sul, que havia sido distrito de Rio Pardo, filho dos ex-escravos João Felisberto Cândido e Inácia Felisberto, apresentou-se na Escola de Aprendizes Marinheiros com uma recomendação de "atenção especial", aos cuidados do Delegado da Capitania dos Portos em Porto Alegre. Esta recomendação deveu-se à iniciativa de um velho amigo e protetor de Rio Pardo, o então capitão de fragata Alexandrino de Alencar, que o encaminhara àquela escola. Desse modo, numa época em que a maioria dos aprendizes era recrutada pela polícia, João Cândido alistou-se com o número 40 na Marinha do Brasil (1894), aos 13 anos de idade, ingressando como grumete a 10 de dezembro de 1895, fazendo a sua primeira viagem como Aprendiz de Marinheiro. Em 1908, para acompanhar o final da construção de navios de guerra encomendados pelo governo brasileiro, João Cândido foi ...

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    João Candido

    Marinha libera ficha do “almirante negro”

    Expulso da Marinha, João Cândido viveu as décadas seguintes em dificuldades, até ser redescoberto pelo jornalista Edmar Morel A Marinha liberou, após 97 anos, documentos referentes ao marinheiro de 1ª classe João Cândido Felisberto (1880-1969), o "almirante negro", líder da Revolta da Chibata, e ajudou a localizar sua ficha no Arquivo Nacional. Os documentos agora tornados públicos só haviam sido consultados por oficiais e historiadores da Marinha e usados para corroborar a versão oficial do episódio que acabou com os castigos corporais nos navios de guerra. A liberação é um fato novo. Durante todo este tempo, os pesquisadores e os filhos de João Cândido esbarraram em negativas da Marinha, que jamais aceitou a elevação dos revoltosos à condição de heróis. O próprio João Cândido nunca conseguiu ter acesso à documentação. Em depoimento no MIS do Rio em 1968, ele reclamou: "... os da Marinha são negativos, João Cândido nunca ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    João Cândido ganha monumento no Dia da Consciência Negra

     Para marcar o Dia da Consciência Negra, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) vai promover em 20 de novembro uma atividade cultural na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, palco da Revolta da Chibata de 1910. O ponto alto do evento será a instalação de monumento em homenagem a João Cândido. O presidente Lula confirmou presença no evento, que contará com shows de João Bosco e Martinho da Vila, entre outras manifestações artísticas. O Almirante Negro liderou revolta dos marinheiros João Cândido, conhecido como o "Almirante Negro", liderou a revolta dos marinheiros - negros em sua maioria - contra os castigos físicos a que ainda eram submetidos 22 anos após a Abolição da escravidão. Cândido foi anistiado apenas agora em 2008, após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a projeto de iniciativa da senadora Marina Silva (PT-AC), atendendo a uma antiga reivindicação dos movimentos ...

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    (Foto: Reprodução/ Paz & Terra; Edição: 1ª (17 de março de 2016) )

    Almirante Negro volta às livrarias

    "As memórias tinham sido publicadas em 1912 e 1913 na Gazeta de Notícias, mas, na coleção da Biblioteca Nacional, faltavam esses exemplares. Localizamos os jornais na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo", relata Marco. A nova edição - as anteriores foram em 1959, 1963, 1979 e 1986 - incorpora a ficha de João Cândido na Marinha, revelada em 2008, e notas, que ajudam na contextualização dos fatos, além de fotos dos rebelados. O movimento envolveu mais de 2,3 mil marinheiros, a maioria negros e mulatos pobres, nos navios Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro, na Baía de Guanabara, de 22 a 27 de novembro de 1910. Edmar o batizou de Revolta da Chibata. A frota naval do Brasil, na época, era a terceira maior do mundo, o que ajudou a dar peso à rebelião. Alguns marujos, como o próprio João Cândido, tinham acompanhado a construção de um dos ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Levante de João Cândido era tabu na instituição

    A Revolta da Chibata sempre foi um tabu para a Marinha. Ela não só ignorou a anistia concedida pelo Congresso em 1910 aos marinheiros sublevados como até recentemente perseguiu os que trataram os revoltosos como heróis.No prefácio de "A Revolta da Chibata", Edmar Morel relata que Aparício Torelly, o Barão de Itararé, foi seqüestrado em 1934 por oficiais da Marinha depois de publicar na "Folha do Povo" duas reportagens sobre a vida de João Cândido. Segundo Morel, foi depois deste episódio que o humorista colocou na porta de sua sala no jornal a placa "Entre sem bater".  O "Diário da Noite" teve de interromper, por pressões, uma campanha para ajudar o ex-marinheiro que estava doente. No Estado Novo, o escritor Gustavo Barroso foi proibido pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de continuar a escrever sobre a revolta em "A Manhã". O próprio Edmar Morel foi cassado pelo regime militar, ...

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    Pesquisadores afirmam que a maior parte da Marinha brasileira era composta de homens negros (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

    Marinha não vê heroísmo no episódio

    Até hoje a Marinha considera a Revolta da Chibata "uma rebelião ilegal, sem qualquer amparo moral ou legítimo", sustenta o Centro de Comunicação Social da Marinha: "A Revolta da Chibata, ocorrida no ano de 1910, sob a ótica desta Força constitui-se em um triste episódio da história do país e da própria Marinha do Brasil (MB), e sobre a qual, hoje, dificilmente podemos aquilatar, com precisão, as origens e desdobramentos que antecederam aquela ruptura do preceito hierárquico. A MB sempre se pautou pela firme convicção de que as questões envolvendo qualquer tipo de reivindicação obteriam a devida compreensão, reconhecimento e respaldo para decisão superior, por meio do exercício da argumentação e sobretudo do diálogo entre as partes, o que é de fundamental importância para o pleno exercício da liderança e para o estabelecimento de vínculos de lealdade. A despeito dos fatos que motivaram aquela crise, o movimento não pode ser ...

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    Imagem: Arquivo Nacional

    João Cândido: Ex-marinheiro morreu pobre aos 89 anos

    Em 22 de novembro de 1910, inconformados com os castigos corporais ainda impostos pelos oficiais da Marinha, João Cândido e cerca de 2.300 marinheiros se sublevaram, tomaram à força quatro navios de guerra na baía da Guanabara e bombardearam o Rio, então capital federal, como advertência. No episódio, morreram quatro oficiais nos navios e duas crianças em terra. A rebelião foi planejada, e seu estopim foi o castigo de 250 chibatadas imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues diante da tripulação do encouraçado Minas Gerais. Os revoltosos tomaram também o encouraçado São Paulo, o cruzador Bahia e o navio de patrulha Deodoro.  João Cândido foi guindado a chefe da insurreição, "o primeiro marinheiro no mundo a comandar uma esquadra", observou Edmar Morel. Uma semana antes da rebelião, o marechal Hermes da Fonseca assumira a Presidência. Pressionado pelo poderio nas mãos da marujada, o Congresso aprovou o fim dos castigos e a anistia. ...

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