Tag: Marielle Franco

Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Julho das Prestas: Instituto Marielle Franco lança historia em quadrinhos

No mês em que se celebra o aniversário de Marielle Franco e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, o Instituto Marielle Franco, dirigido por Anielle Franco, estreia minisérie “Para Onde Vamos” – que será exibida no Canal Brasil e Globo Play, lança Histórias em quadrinhos que conta a vida da irmã, e organiza o livro "A Radical Imaginação Política das Mulheres Negras Brasileiras" Tendo como ponto de partida inspirar, conectar e potencializar mulheres negras, LGBTQIA+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas da sociedade em busca de mais justiça e igualdade, o Instituto Marielle Franco em celebração ao mês de aniversário de Marielle, no dia 27 de julho,e do Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, 25, vai promover diversas ações. No dia 07 de julho estreia a minissérie “Para Onde Vamos", que será exibida no Canal Brasil e na Globo Play, feita pelo ...

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Escadaria da rua Cristiano Viana zona oeste de São Paulo, amanheceu com lambe-lambe em homenagem à vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

“Violência aumenta com mais mulheres nas eleições”, avalia Talíria Petrone

O Brasil registrou, nos últimos cinco anos 327 casos de violência política, sendo 125 assassinatos e atentados, 85 ameaças, 33 agressões, 59 ofensas, 21 invasões e 4 casos de criminalização. Isso sem contar com o período pós eleições municipais de 2020. Em 2019, foi uma ocorrência a cada três dias, segundo dados do relatório "Violência Política e Eleitoral no Brasil", organizado pela Terra de Direitos e pela Justiça Global. E é por causa desses números que a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) realiza, nesta segunda-feira, (03) a audiência pública Violência política contra mulheres negras. A própria deputada já foi vítima de violência política. Em 2019, enviou uma carta de denúncia à ONU relatando ameaças a sua vida. Em uma delas, a pessoa afirmou que tinha o objetivo de "jogar uma bomba na piranha que o PSOL elegeu". Em documento, ela pediu que o governo brasileiro tomasse medidas concretas para garantir a sua segurança. Talíria ...

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Perito analisa carro em que morreram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes (Foto: Pablo Jacob em 16/03/2018 / Agência O Globo)

Lote de munição que matou Marielle é o mesmo usado na maior chacina de São Paulo, em 2015

A munição utilizada para matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, fazia parte do lote UZZ-18, que já havia sido usado na maior chacina do Estado de São Paulo, em 2015, na qual 23 pessoas foram mortas. O lote foi vendido para a Polícia Federal de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006. As polícias Civil e Federal vão iniciar um trabalho conjunto de rastreamento para tentar descobrir se houve desvio do material. Perícia da Delegacia de Homicídios da capital, responsável pela investigação da morte de Marielle, aponta que a munição usada no assassinato da vereadora foi usada pela primeira vez no crime, ou seja, não tinha sido recarregada e é original. A investigação da chacina descobriu que, além do lote UZZ-18, os lotes BNT-84, BIZ-91, AAY-68 e BAY-18 também foram utilizados nos crimes cometidos nas cidades de Osasco, Barueri, Itapevi e ...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

A importância da proteção de defensores e defensoras de direitos humanos 

Em março de 2018, vi minha vida mudar a partir de um grave crime contra a democracia brasileira, contra nossa família e contra milhares de mulheres negras do Brasil: o assassinato de minha irmã, Marielle Franco. Imediatamente vi minha vida mudar, sei que já falei sobre isso aqui mas, o que antes era apenas uma noção de luta por justiça social e feminismo, passou a ser o centro da minha vida. A luta por justiça, não apenas pela minha irmã e por Anderson, mas por todas as pessoas vítimas de qualquer tipo de violência, em especial, as mulheres negras. Sabendo a exposição que eu enfrentaria a partir desse dia e entendendo o legado amplo que Marielle deixou, eu e minha família criamos o Instituto Marielle Franco, que hoje, desenvolve um importante trabalho com atenção para a articulação de proteção de defensoras de direitos humanos mulheres negras, LGBTQIA+ e de periferias. ...

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(Foto: Divulgação/ Editora ContraCorrente) 

Por ela, por elas, por nós

Este livro, vencedor do Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas de 2020, inaugura a Coleção Marielle Franco de Ensaios Feministas. A semente plantada por Marielle floresce em mulheres como Ana Paula Rodrigues dos Santos e Cintia Rodrigues dos Santos, autoras deste texto transformador. Por ela, por elas e por nós não é apenas um trabalho premiado, mas uma obra com potencial para mudar vidas. A partir do relato autobiográfico de duas irmãs que sofreram preconceitos de raça e gênero, o livro apresenta um riquíssimo conjunto de reflexões sobre o racismo e feminismo contemporâneos. “Sim, essa escrevivência é aqui legitimada e premiada em reconhecimento e apreço ao campo político e universo teórico forjado pelo feminismo, em seus diferentes matizes, em celebração ao protagonismo permanente que anima a nossa convicção de que um mundo liberto das opressões de gênero, raça e classe é uma utopia sobre a qual vale a pena refletir ...

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Anielle, Marinete e Luyara: as três comandam o Instituto Marielle Franco, em busca de manter vivo o legado da vereadora Foto: Divulgação/Reprodução/O Globo

Mil dias sem Marielle: família pensa em legado e quer criar escola destinada a jovens negras de favelas em 2021

No dia em que as mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes completam mil dias, a irmã da vítima, Anielle Franco, anuncia um novo projeto para manter vivas a memória e a luta da parlamentar. No ano que vem, ela pretende criar a Escola Marielle, destinada a jovens pretas, moradoras de favelas. A ideia é apresentar a elas o trabalho de intelectuais e ativistas negras, como Angela Davis e Sueli Carneiro, a escritora Conceição Evaristo, a antropóloga Lélia Gonzalez, entre outras. Todas, diz Anielle, referências na luta feminista e antirracista. — As mulheres pretas de favela têm que entender sua história. Isso ajuda a moldar sonhos, além de incentivá-las a estudar. Esse é o legado da minha irmã. São sementes que serão plantadas, valorizando a cultura de seus ancestrais —explica Anielle, diretora do Instituto Marielle Franco. Segundo Anielle, até o fim deste ano será definido o ...

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Márcia Foletto / Agência O Globo

Caso Marielle completa mil dias sem respostas sobre motivações e possíveis mandantes

Desde o dia 14 de março de 2018, são quase 24 mil horas, mil dias, em que imprensa, famílias, polícia e ativistas no mundo inteiro se perguntam: por que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes? Alguém encomendou o homicídio? Se sim, quem foi? Nesta terça-feira (8), se completam mil dias desde que a Polícia Civil foi chamada para o local do homicídio, na esquina das ruas Joaquim Palhares e João Paulo I, no Estácio, bem próximo à Avenida Paulo de Frontin. O G1 conversou com três pessoas próximas de Marielle para falar sobre como cada uma delas passou por esse período, repleto de dúvidas, incerteza e luta para encontrar respostas sobre o crime. A Delegacia de Homicídios e o Ministério Público seguem investigando os assassinatos. O secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, quer que o crime seja solucionado com prioridade, de acordo com fontes ouvidas pelo ...

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Arquivo Pessoal

O espectro de Marielle Franco é a urgência da resistência negra¹

No dia 14 de março de 2018, Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados pelo Estado brasileiro. Ela era uma mulher negra, mãe, socióloga, LGBTQ, e como ela mesma dizia: cria da favela da Maré. Marielle foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos e foi também Presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. Sua execução aconteceu num cenário de deflagração da intervenção militar no Rio de Janeiro, estabelecida um mês antes, e da qual a parlamentar era uma crítica contundente. É bom lembrar que quatro dias antes de seu assassinato, ela denunciou o extermínio de quatro jovens negros, supostamente executados pela polícia numa favela do Rio de Janeiro, na comunidade do Acari. Ela escreveu assim nas redes sociais: “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe? (...). O 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio está aterrorizando ...

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Foto: Mídia Ninja/CC

Precisamos de mais mulheres negras na politica!

Estamos diante de mais uma eleição só que agora a nível municipal, e ainda que os tempos difíceis que viemos passando parecem não ter mais fim, é preciso termos um pouco de esperança neste momento. Esperançar no sentido freiriano da palavra, o quer dizer ir à luta, construir coletivamente possibilidades de um futuro melhor, e será no campo das disputas políticas que juntos iremos pavimentar o caminho em direção a esta realidade. Apesar dos efeitos trágicos que uma pandemia tem nos submetido, os últimos anos no país tem sido de grandes ataques a democracia e aos direitos sociais, tão importantes para o desenvolvimento digno da sociedade civil, além das constantes violências contra minorias e do genocídio da população negra. Os ataques a estes direitos que foram conquistados por meio de muitas lutas, fazem parte da agenda neoliberal implantada por governos de direita que tem ocupado o poder. E o que ...

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Ana Mielke (José / DiCampana Foto Coletivo)

“Marielle é símbolo da ocupação negra na política”

Ana Mielke em entrevista a Almir Felitte Mesmo que municipais, as eleições de 2020 prometem uma verdadeira simulação das grandes disputas políticas nacionais do Brasil na atualidade. Por um lado, o discurso ultraconservador da extrema-direita deve se fazer presente em inúmeros representantes do “bolsonarismo” no país. Por outro, representatividades historicamente negligenciadas devem dar continuidade ao recente fenômeno de conquista de seu espaço na política através dos campos progressistas e de esquerda, alçando mulheres, negros e negras às posições de poder, a exemplo da simbólica luta de Marielle Franco. Uma dessas pessoas é Ana Mielke, jornalista, militante dos movimentos negro e feminista e pré-candidata a vereadora em São Paulo pelo PSOL. Na coluna dessa semana, entrevistei a Ana para falar sobre representatividade, desafios do movimento negro nas eleições de 2020 e segurança pública. Mestre em Ciências da Comunicação, Ana também falou um pouco sobre o papel da mídia na questão da violência policial ...

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Homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, é vandalizada com tinta vermelha no centro de São Paulo (Foto: Fabio Vieira / Foto Budap / NurPhoto via Getty Images)

O que é violência política de gênero e por que devemos falar sem descanso sobre ela?

O mundo da política não está acostumado às mulheres. Sequer o mundo está acostumado com as mulheres nos espaços de poder e decisão. Com a nossa ascensão, que se dá a cada dia de forma mais arrojada nesses redutos antes ocupados predominantemente pelos mesmos homens, vêm junto os entraves – e eles não são tímidos. Para as que ousam adentrar o ambiente político institucional, esses entraves aparecem embalados por violências de todo tom. Não à toa, estudiosas da vida das mulheres participantes do sistema criaram uma expressão para dar nome ao problema: violência política de gênero. O fenômeno tem tipologia própria, classificada em cinco categorias: física, sexual, psicológica, simbólica e patrimonial. A última pode se dar, por exemplo, na medida em que não se cumpre a legislação eleitoral e há recusa em direcionar às mulheres os recursos que seriam para suas candidaturas. A simbólica é comum aparecer nas redes sociais, ...

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Marielle Franco (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

Caso Marielle: polícia prende bombeiro que teria cedido carro para esconder armas de Lessa, acusado de matar vereadora

Apontado como cúmplice do sargento da reserva da Polícia Militar Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, o sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, o Suel, de 44 anos, foi preso, na manhã desta quarta-feira, durante a operação Submersos II. Ele foi localizado num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Suel já estava na mira da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ) desde a prisão de Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, em março do ano passado. De acordo com os investigadores, coube ao bombeiro ajudar, logo após a prisão do sargento, no descarte das armas escondidas por Lessa. O bombeiro é acusado de ter cedido um carro para a quadrilha de Lessa esconder as ...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

“Revoltante e lastimável”, diz irmã de Marielle sobre fala de Bolsonaro

Em seu discurso feito nesta sexta para rebater as declarações do ex-ministro Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) citou Marielle Franco, vereadora assassinada em março de 2018, quando comparou a investigação da morte dela com a da facada que levou durante a campanha eleitoral. Após a fala, a família da parlamentar repudiou o uso do nome dela pelo presidente. Anielle Franco, irmã de Marielle e à frente de instituto em memória dela, classificou a declaração de Bolsonaro como "revoltante, lastimável e surreal" e afirmou que o uso do nome da vereadora foi uma "cortina de fumaça" na tentativa de tirar o foco dos ataques que recebia. "Nenhuma vida deve ser ceifada como a da Marielle, ninguém merece levar facada. Não se pode comparar o crime dele com o crime da minha irmã, que perdeu a vida com mais de cinco tiros na cabeça, é inadmissível", afirmou Anielle em ...

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(Foto: Divulgação)

Inscrições para Prêmio Marielle Franco vão até junho

Os textos para o Prêmio Marielle Franco devem ser encaminhados até o dia 14 de junho. As inscrições podem ser feitas pelo preenchimento do formulário pelo link: https://editoracontracorrente.blog/premio-marielle-franco-de-ensaios-feministas-2020/. Nele, a candidata escritora – cis e trans também encontrará o edital. A iniciativa do Prêmio é da Editora Contracorrente em parceria com o Instituto Marielle Franco e ele tem como objetivo reverenciar a memória e a luta da ex-vereadora com incentivo ao pensamento feminista. A categoria do prêmio é identificar ensaios inéditos escritos por autoras em língua portuguesa que transitam sobre os diversos aspectos do feminismo. Os ensaios deverão seguir um dos 9 temas descritos no edital e o júri é composto por três personalidades conhecidas do público: Márcia Tiburi, Sueli Carneiro e Anielle Franco. A premiação para a ganhadora é composta pela publicação do ensaio mais R$10.000,00. A avaliação dos textos será feita em duas etapas: pré-seleção e a seleção. ...

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(Foto: Imagem retirada do site O Globo)

Casa Marielle é inaugurada no Rio com exposição permanente sobre a história da vereadora

Foi inaugurada, na tarde deste domingo, a "Casa Marielle", no Largo de São Francisco da Prainha, na Saúde, região central do Rio. O local, nasceu após uma campanha de financiamento coletivo feito pelo Instituto Marielle Franco — criado pela família da vereadora assassinada há quase dois anos. O espaço conta com uma exposição permanente do acervo pessoal e político da vereadora morta a tiros junto com o motorista Anderson Gomes, no Estácio, no dia 14 de março de 2018. Mesmo com o forte temporal que se instalou no Rio, neste fim de semana, a rua em frente à Casa Marielle ficou lotada de admiradores da história da vereadora. A inauguração contou com apresentações de blocos carnavalescos, músicos e Djs. Eleitor de Marielle, o advogado Guilherme Jorge, de 40 anos, disse que não teve a oportunidade de conhecer pessoalmente a vereadora, mas sempre admirou o trabalho dela. E, por isso, fez ...

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Bruno Covas sancionou nesta terça (28) homenagem para vereadora Marielle Franco (Reprodução Instagram/Divulgação)

Covas sanciona lei que cria Praça Marielle Franco em São Paulo

O prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou nesta terça-feira (28) o projeto de lei que denomina uma praça localizada na Brasilândia, Zona Norte da capital, como Marielle Franco. A votação da proposta, que ocorreu no final do ano passado, passou pela Câmara dos Vereadores com maioria. A homenagem para a vereadora do Rio de Janeiro que foi assassinada em março de 2018 contou com apoio da comunidade local e de diversos políticos da casa, segundo Eduardo Suplicy (PT), um dos idealizadores da proposta. Foram 39 apoiadores de variadas legendas: Cidadania, DEM, PSB, PSDB, PL, PTB, PSOL, PODE, PP, PV, MDB e Republicanos. No ano passado, em conversa com a Vejinha, o vereador havia afirmado que pretendia “combinar com a comunidade para fazer uma inauguração. Marielle Franco hoje é uma figura internacional, e muito importante em todos os estados da federação”, disse na época.

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(FOTO: MÁRIO VASCONCELLOS/CMRJ)

Instituto Marielle Franco anuncia concurso de ensaios feministas

O Instituto Marielle Franco divulgou, na terça-feira 21, o futuro lançamento de edital para a publicação de um ensaio feminista inédito escrito por mulheres. Nomeada de “Concurso Marielle Franco de Ensaios Feministas”, a iniciativa é realizada pela Editora Contracorrente, parceira do Instituto no concurso. De acordo com o divulgado, a premiação tem o objetivo de “fortalecer o pensamento feminista e defender a memória e a luta de Marielle” por meio da seleção de ensaios sobre aspectos variados do feminismo, que devem ser escritos por mulheres cis e trans. O edital receberá candidaturas entre os dias 14 de março e 14 de julho, e o processo será feito no site do Instituto, onde é possível se inscrever para receber informações sobre o concurso. A premiação será feita no dia 14 de agosto. A data inicial de recebimento dos trabalhos, inclusive, marca os dois anos do assassinato da vereadora do PSOL e ...

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Marielle Franco (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

Seiscentos dias, em mais de 500 anos, sem resposta

“Na condição de protagonistas, oferecemos ao Estado e a sociedade brasileira nossas experiências como forma de construirmos coletivamente uma outra dinâmica de vida e ação política”, registrava a carta da Marcha das Mulheres Negras, de 2015, com a mesma generosidade que historicamente tem sido exercida nos cuidados de toda a população brasileira, por nossas ancestrais e irmãs, que tanto fizeram para que hoje estejamos aqui. No trabalho doméstico, como babás, enfermeiras, assistentes sociais, professoras, escritoras, ativistas, governadoras, deputadas e vereadoras temos colocado nossos corpos e saberes a serviço da vida e do bem viver de todas e todos. Em troca temos recebido baixos salários, invisibilidade e diversas formas de discriminação racista e sexista. Isso quando não nos clamam como incompetentes ou nos rotulam conforme nossa cor, corpo, jeito, cabelos. O feminicídio e o encarceramento das nossas crescem exponencialmente. Enterramos nossos pais, irmãos, filhos e entes queridos depois de mortes violentas ...

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Vereadora Marielle Franco e motorista Anderson Gomes foram mortos em 14 (Foto: Agência O Globo)

Artigo: A única saída possível: justiça para Marielle

Foi no dia 14 de março de 2018, há 20 meses, que um crime mudou para sempre a História do Brasil e do mundo. Nesta data, foram brutalmente assassinados a defensora de direitos humanos e parlamentar no exercício do seu mandato Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Suas mortes levaram consigo sonhos individuais e coletivos, a alegria de duas famílias e uma interlocutora fundamental para uma série de cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro que eram beneficiados pela atuação de Marielle, incluindo aí jovens, negros e negras, moradores de favelas, mulheres, pessoas LGBTI, policiais vítimas da política de segurança pública e seus familiares. A demora na solução deste caso arrasta consigo a credibilidade de autoridades e instituições brasileiras. Infelizmente, Marielle não foi a primeira defensora de direitos humanos a ser vítima de violência no Brasil, mas a repercussão de sua história, somada à demora em dar respostas por ...

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Marielle Franco (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

Em 5 pontos, os fatos e as lacunas do caso Marielle

Com uma série de reveses, a investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista dela, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, se arrasta há um ano e meio. Duas pessoas foram acusadas de terem executado o crime, mas ainda não se sabe o motivo e, ainda que haja suspeitas, não está claro quem seriam os mandantes. As informações mais recentes da investigação revelam tentativas de impedir que ela avance. Em setembro, a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge denunciou o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) Domingos Brazão e outras quatro pessoas por tentarem interferir no processo investigativo. As autoridades suspeitam que ele seja o "autor intelectual" dos assassinatos. Em outubro, a Polícia Civil do Rio prendeu três pessoas suspeitas de esconder as armas usadas pelos assassinos; entre elas, pode estar a submetralhadora HK MP5, usada no crime. A ...

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