quinta-feira, agosto 6, 2020

    Tag: Mia Couto

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    Poesia é boa aliada na era da pandemia, avalia Mia Couto

    Mia Couto, em entrevista ao Correio, pende para um otimismo velado: acredita no futuro da ciência e da valorização da humanidade, sem minimizar capitalismo desmedido Por Jose Carlos Vieira, Do Correio Braziliense Mia Couto (foto: AFP PHOTO/FRANCOIS GUILLOT) Conversar com o poeta e biólogo moçambicano Mia Couto faz bem à saúde. Nesta entrevista exclusiva ao Correio, ele traça com leveza e contundência um cenário poético e, ao mesmo tempo, real da pandemia. “O problema, ou melhor, os problemas, foram os fatores de desumanização que estão inscritos nos modelos de fazer economia e política (atualmente). Há quem acredite que tudo isso vai ser repensado depois desta epidemia. Mas eu não sou tão otimista”, afirma. “A imbecilidade não será vencida num virar da folha”, acrescenta. Mas destaca: “É possível que valorizemos de forma mais justa quem está à nossa volta e são ofuscados pelo brilho das carreiras de ...

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    Mia Couto: “Doeu ver como África e Moçambique ficaram tão distantes do Brasil”

    O escritor moçambicano conversa com o EL PAÍS sobre escrita, política e o ciclone Idai, que quase destruiu sua cidade natal e demorou a ser notado pelos brasileiros Por Joana Oliveira, Do El País  (Foto: Imagem retirada do site El País) Antes de aprender a ler livros, Mia Couto (Beira, Moçambique, 1955) aprendeu a ler a terra. A grande diversão de seu pai, um poeta que teve que exilar-se de Portugal devido a perseguições políticas, era passear com os filhos ao longo da linha do trem para buscar pequenas pedras brilhantes no meio da poeira. "Ele ensinou-nos a olhar para as coisas que pareciam sem valor. E, sem nunca nos obrigar a ler, ensinou-nos a ler a vida", conta António Emílio Leite Couto —Mia é um pseudônimo— em uma sala de reunião de um arranha-céu de São Paulo. Com uma camiseta azul (um tanto amassada) da mesma tonalidade ...

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    Mia Couto: Situação em Moçambique “é apocalíptica”

    O número de mortos em Moçambique não pára de subir na sequência do ciclone Idai. Ao JN, o escritor Mia Couto descreve o drama que atinge o país. Por Ivo Neto, do JN Foto: Leonardo Negrão/Global Imagens Como descreve a situação que se vive atualmente na região da Beira? A situação é apocalíptica. Mas começa a haver sinais de resposta. A ajuda está a chegar e os residentes estão a dar os primeiros passos para reconstruir a cidade e refazer as condições imediatas para sobreviverem. A situação mais grave agora é aquela que se vive na periferia da cidade e nas regiões vizinhas do Buzi e Dondo. Qual é o maior risco que as populações correm neste momento? Para alguns é o risco da sobrevivência imediata. Ainda há muita gente em cima de ruínas, de telhados e de árvores à espera de socorro. Estão assim há mais ...

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    “São demasiado pobres os nossos ricos” – por Mia Couto

    A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. Por Mia Couto, do Revista Pazes  Mia Couto (foto: AFP PHOTO/FRANCOIS GUILLOT) A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam ...

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    “Quanto menos entendemos, mais julgamos.” – Mia Couto

    No ano de 2007, Mia Couto participou, em Campinas – SP, de um Congresso sobre leitura. O homenageado era o poeta Ferreira Gullar e Mia iniciou o seu discurso falando na importância de “desarmadilharmos” o mundo. Segundo ele, “compete-nos desarmadilhar o mundo para que ele seja mais nosso e mais solidário. Todos queremos um mundo novo, um mundo que tenha tudo de novo e muito pouco de mundo. A isso chamaram de utopia.” Por Mia Couto Do Revista Pazes O escritor passa, então, a discorrer sobre as armadilhas do mundo contemporâneo, abordando desde o maniqueismo até a “biologização da identidade” que, segundo ele, são itens a serem “desarmadilhados”. Esta intervenção de Mia Couto foi registrada no livro de ensaios “E se Obama fosse africano?”, onde poderá ser lida em sua integralidade. Segue o texto de Mia Couto: As armadilhas de dentro A nossa tentação é quase sempre maniqueísta. A visão simples que ...

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    “Não precisamos de mais tempo. Precisamos de um tempo que seja nosso”, por Mia Couto

    Mia Couto, escritor moçambicano notável por sua prosa poética, cuja força das palavras faz ressurgir em nós o ímpeto de sonhar, nasceu e foi escolarizado na Beira, cidade capital da província de Sofala, em Moçambique – África. Por Mia Couto Do Pensar Contemporâneo Autor de uma obra literária extensa e diversificada, incluindo poesia, contos, romance e crônicas, Mia tem sido bastante festejado nos últimos anos, tanto no Brasil quanto mundo, tendo sido o ganhador, em 2013, do prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa. Além de escritor, Mia é biólogo e ativista político, tendo participado da luta pela independência do seu país na década de setenta. No vídeo abaixo Mia pondera sobre a velocidade característica do mundo contemporâneo, “uma espécie de corrida infrutífera para não ficarmos desatualizados”, que torna tudo efêmero, vazio. “Como é que isso aconteceu?”, se questiona para em seguida responder: “eu acho que foi uma coisa ...

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    “A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza”, por Mia Couto

    Trecho de discurso proferido por Mia Couto na abertura do ano letivo do Instituto Superior de Ciências e Técnologia de Moçambique: por Mia Couto Do Pensar Contemporaneo “A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza. A nossa pobreza não pode ser motivo de ocultação. Quem deve sentir vergonha não é o pobre mas quem cria pobreza. Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a ideia que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres. Recordo-me que certa vez entendi comprar uma viatura em Maputo. Quando o vendedor reparou no carro que eu tinha escolhido quase lhe deu um ataque. “Mas esse, senhor Mia, o senhor necessita de uma viatura compatível”. O termo é curioso: “compatível”. Estamos vivendo num palco de teatro e de representações: uma viatura já é não um objecto ...

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    “A fábula africana do macaco e do peixe”, narrada por Mia Couto

    Mia Couto, escritor moçambicano conhecido em todo o mundo por sua narrativa fantástica e poética, sempre traz, em seus livros, um pouco da grande sabedoria dos dizeres e fábulas africanos. Do Pensar Contemporâneo,  por Mia Couto Um exemplo dessas fábulas de grande sabedoria, e muito aplicável notadamente nos cenários políticos, é o do macaco que decidira ajudar a um “peixe que se afogava”. Confira! “Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou – que pena eu não ter chegado mais cedo!”  

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    Primeiro Prémio Eduardo Costley-White para moçambicano Lucílio Manjate

    Rabhia, a obra preferida do júri presidido por Mia Couto, mapeia uma capital e um país compostos por várias camadas, entre as quais o passado colonial e a guerra civil. Por Hugo Pinto Santos Do Publico O escritor moçambicano Lucílio Manjate é o primeiro vencedor do Prémio Eduardo Costley White – que deve o seu nome ao poeta e escritor homónimo (1963-2014), figura maior da literatura moçambicana –, com o romance Rabhia. O prémio de dez mil euros, criado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e organizado em parceria com a editora Edições Esgotadas, que assegura a publicação do livro, destina-se a promover jovens autores africanos de língua portuguesa e recebeu nesta primeira edição candidaturas de 34 escritores oriundos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Rabhia, a obra preferida pelo júri presidido por Mia Couto e composto por Isabel Lucas (jornalista e crítica literária do ...

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    “Nunca Foi Tão Dramática A Nossa Solidão” – Uma Linda Reflexão De Mia Couto

    Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco. Por Portal Raizes Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a ideia de que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres. Existem várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nos pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho. A modernidade não é uma porta apenas feita pelos outros. Nós somos também carpinteiros dessa construção e só nos interessa entrar numa modernidade de que sejamos também construtores. No início, viajávamos porque líamos e escutávamos, deambulando em barcos de papel, em asas feitas de ...

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    Congresso luso-afrobrasileiro traz escritor Mia Couto a Salvador

    “A Inveja” Por Mia Couto

    Entrevistamos esta semana o Presidente da Comissão Nacional dos Invejosos, Dr. Shipreita Vida Doutro. Sabendo da importância da inveja, verdadeiro motor de actividades e inactividades da nação, colocámos a este dirigente questões que têm a ver com todos nós. Eis os extractos desta conversa: Por Mia Couto Do Revista Pazes Pergunta – Dr. Shipreita, como nasceu a ideia de criar uma Comissão Nacional de Inveja? Dr. Shipreita – Nasceu por inveja. Nós já estávamos cansados de ver nascerem estruturas e instituições, de ver dinheiros e financiamentos para todos, menos para nós. Então decidimos criar esta Comissão. Pergunta – Qual é a vossa actividade principal? Dr. Shipreita – É destruir todos aqueles que se evidenciam ou se colocam acima da média. Nós mobilizamos as forças da inveja e atacamos as pessoas ou as obras que se destacam… Pergunta – Esse ataque pode manifestar-se como? Dr. Shipreita – Temos vários métodos: para começar, ...

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    “A prenda”, uma história encantadora declamada por Mia Couto

    A PRENDA Do Conti Outra O menino recebeu a dádiva. Era o seu dia, assim disseram. Estranhou: os outros dias não eram seus? Se achegou. Espreitou. A oferenda, era coisa nenhuma que nem parecia existir. – O que é isso?, perguntou. – É uma prenda, responderam. Que prenda poderia ser se tinha forma de nada. – Abre. Abrir como se não tinha fora nem dentro? – Prova. Como provar o que não tem onde se pegar? Olhou melhor. Fixou não a prenda, mas os olhos de quem a dava. Foi, então: o que era nada lhe pareceu tudo. Grato, retribuiu com palavra e beijo. O que lhe ofereciam era a divina graça do inventar. Um talento para não ter nada. Mas um dom para ser tudo. Mia Couto No livro “Vagas e Lumes“, págs. 105 e 106

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    ‘Eu sou da fronteira entre culturas’, diz Mia Couto

    Moçambicano lança seu primeiro romance histórico e reflete sobre a memória Por Leonardo Cazes Do O Globo O moçambicano Mia Couto escreve sempre no limiar entre culturas, a portuguesa e a dos povos originários do seu país. Em “Mulheres de cinzas” (Companhia das Letras), seu primeiro romance histórico que abre a trilogia “As areias do imperador”, o escritor aborda o encontro violento das linhagens que formam a identidade de Moçambique. A história se passa no final do século XIX, período em que o sul do país foi palco de confrontos entre os colonizadores lusos e as tropas de Ngungunyane, último líder do segundo maior império do continente comandado por um africano. A trama é conduzida por dois narradores: Imani, a adolescente da tribo VaChopi educada pelos jesuítas, e o sargento português Germano de Melo, republicano degredado após participar de revoltas contra a monarquia. São os dois lados da confluência entre ficção ...

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    Mar Me Quer, por Mia Couto

    Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença: é preciso entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer. – Levanta, ó dono das preguiças. É o mando de minha vizinha, a mulata Dona Luarmina. Eu respondo: -Preguiçoso? Eu ando é a embranquecer as palmas das mãos. -Conversa de malandro… – Sabe uma coisa, Dona Luarmina? O trabalho é que escureceu o pobre do preto. E, afora isso, eu só presto é para viver… Ela ri com aquele modo apagado dela. A gorda Luarmina sorri só para dar rosto à tristeza. – Você, Zeca Perpétuo, até parece mulher… – Mulher, eu? – Sim, mulher é que senta em esteira. Você é o único homem que eu vi sentar na esteira. – Que quer vizinha? Cadeira não dá jeito para dormir. Ela se ...

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    Discurso proferido por Mia Couto ao receber o título Doutor “Honoris Causa”, pela Universidade Politécnica de Maputo

    O livro que era uma casa. A casa que era um país Por Mia Couto, do Conti Outra  Todos os povos amam a Paz. Os que passaram por uma guerra sabem que não existe valor mais precioso. Sabem que a Paz é um outro nome da própria Vida. Vivemos desde há meses sob a permanente ameaça do regresso à guerra. Os que assim ameaçam devem saber que aquele que está a ser ameaçado não é apenas um governo. O ameaçado é todo um povo, toda uma nação. Pode não ser este o momento, pode não ser este o lugar. Mas é preciso que os donos das armas escutem o seguinte: não nos usem, a nós, cidadãos de Paz, como um meio de troca. Não nos usem como carne para canhão. Diz o provérbio que “sob os pés dos elefantes quem sofre é o capim”. Mas nós não somos capim. Merecemos ...

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    No Teu Rosto

    No teu rosto competem mil madrugadas Nos teus lábios a raiz do sangue procura suas pétalas A tua beleza é essa luta de sombras é o sobressalto da luz num tremor de água é a boca da paixão mordendo o meu sossego Mia Couto no facebook de Mia Couto

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    Carta aberta de Mia Couto ao Presidente da África do Sul sobre o genocídio de moçambicanos naquele país

    Carta aberta do Presidente da “Fundação Fernando Leite Couto”, Mia Couto Contra o genocídio de moçambicanos na África do Sul Exmo. Senhor Presidente Jacob Zuma Lembramo-nos de si em Maputo, nos anos oitenta, nesse tempo que passou como refugiado político em Moçambique. Frequentes vezes nos cruzámos na Avenida Julius Nyerere e saudávamo-nos com casual simpatia de vizinhos. Imaginei muitas vezes os temores que o senhor deveria sentir, na sua condição de perseguido pelo regime do apartheid. Imaginei os pesadelos que atravessaram as suas noites ao pensar nas emboscadas que congeminavam contra si e contra os seus companheiros de luta. Não me recordo, porém, de o ter visto com guarda costas. Na verdade, éramos nós, os moçambicanos, que servíamos de seu guarda costas. Durante anos, demos-lhe mais do que um refúgio. Oferecemos-lhe uma casa e demos-lhe segurança à custa da nossa própria segurança. É impossível que se tenha esquecido desta generosidade. Nós ...

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    Mia Couto é um dos dez finalistas do Man Booker Prize 2015

    O escritor moçambicano Mia Couto é um dos dez finalistas do Man Booker International Prize, anunciou hoje a organização, que atribui um prémio de 81.500 euros. Do TSF César Aira (Argentina), Hoda Barakat (Líbano), Maryse Condé (Guadalupe), Amitav Ghosh (Índia), Fanny Howe (Estados Unidos da América), Ibrahim al-Koni (Líbia), Lázló Krasznahorkai (Hungria), Alain Mabanckou (República do Congo) e Marlene van Niekerk (África do Sul) são os restantes finalistas candidatos ao prémio. Nenhum dos escritores selecionados foi finalista de qualquer edição anterior do prémio e a proporção de escritores traduzidos em inglês é a maior de sempre, cifrando-se em 80 por cento, refere a organização.. Os finalistas foram anunciados pela presidente do júri, Marina Warner, numa conferência de imprensa realizada hoje, na Cidade do Cabo, na África do Sul. O júri do prémio Man Booker International 2015, constituído por escritores e académicos, integra a romancista Nadeem Aslam, a romancista, crítica e ...

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    Escritor angolano promove “novas línguas portuguesas” em Pequim

    Uma nova geração de autores lusófonos africanos usa "bué" palavras do tipo "desconseguir", "bazar" e "à toa", desenvolvendo à sua maneira a identidade expressa pelo romancista moçambicano Mia Couto: "A minha pátria é a minha língua portuguesa". Do RTP É uma frase de Fernando Pessoa a que Mia Couto acrescentou um segundo "minha", mas neste pronome possessivo cabe toda a liberdade: "É a minha língua portuguesa", reafirmou o escritor angolano Ondjaki em Pequim. "Eu tenho pelo menos duas línguas portuguesas: a que aprendi na escola e a que adquiri quando comecei a escrever", disse Ondjaki na 9.ª edição do Bookworm Literary Festival, concluída hoje. Ondjaki, 38 anos, galardoado em 2013 com Prémio José Saramago pelo romance "Os transparentes", foi o único escritor de língua portuguesa presente no certame. (O brasileiro Cristóvão Tezza participou na edição do ano passado). Durante duas semanas, o festival reuniu em Pequim uma centena de autores ...

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    “É tempo de viver sem medo”, Eduardo Galeano

    Em 2011 ocorreu, em Estoril, uma Conferência cujo tema era “Segurança”. Nessa ocasião, o escritor Mia Couto proferiu um festejado discurso, intitulado: “Murar o medo”. Por Nara Rúbia Ribeiro Do Conti outra Afirmou Mia Couto, dentre outras tantas verdades: “Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje no mundo muro que separe os que têm medo dos que não têm medo.” Ao encerrar sua fala, o escritor menciona palavras de Galeano: “Os que trabalham têm medo de perder o trabalho. Os que não trabalho têm medo de nunca encontrar trabalho. Quando não têm medo da fome, tem medo da comida. Os civis têm medo dos militares e os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.” E encerrou: “E se calhar, acrescento eu. Há quem tenha medo que o medo acabe.” Vale, aqui, conhecermos integralmente ...

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