quinta-feira, julho 9, 2020

    Tag: negro

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    “No Brasil, ainda é normal homem pisar em mulher, branco em preto e rico em pobre”, diz Anna Muylaert

    Diretora de Que horas ela volta? conta o processo de elaboração do filme que está colocando o dedo na ferida das relações entre empregadas domésticas e patrões no Brasil. Por Por Claudia Rocha e Guilherme Weimann Do Brasil de Fato  Que horas ela volta? é rotulado pela crítica como um filme de arte. Para a diretora Anna Muylaert, entretanto, o longa precisa ser assistido também nas periferias do país. Nada mais justo, já que o roteiro conta a história de Val (Regina Casé), uma empregada doméstica que passou anos trabalhando na casa de uma família rica do Morumbi e tem sua vida alterada com a chegada de Jéssica (Camila Márdila), sua filha que foi deixada no Nordeste e está em São Paulo para prestar vestibular. Ganhador do Festival de Berlim e com premiação também em Sundance, o filme é a representação brasileira na disputa pelo Oscar. A escolha rompeu uma hegemonia ...

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    “Brasil S/A consegue desconstruir a nossa cordialidade”, diz filósofo

    Érico Andrade analisa filme do pernambucano Marcelo Pedroso, que foi selecionado para o Festival de Berlim Por Érico Andrade Do Diario de Pernambuco Hiperbólico. Música estrondosa, clássica. Máquinas desejantes (referência a Guattari e Deleuze) e eretas. Potência que não está no dito. O trânsito de máquinas e de pessoas é o que compõe os diálogos de Brasil S/A. As personagens não falam. Falam apenas as máquinas e a natureza. A música do filme - merecidamente premiada - expressa, quando necessário, a voz da natureza e das máquinas. O natural e o artificial são levados ao extremo no filme. Desde a primeira imagem, o Brasil é apresentado na sua dicotomia estrutural. Dividido entre uma natureza frondosa e construções que consomem a natureza porque invadem o mar (a plataforma de petróleo é enquadrada na sua penetração sobre o mar); o mangue (é dilacerado na cena angustiante da moto serra); as florestas (cortadas ...

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    Negro, nordestino, filho de diarista, de escola pública acerta 95% no ENEM

    Nada tira o mérito deste garoto, seu esforço pessoal e sua determinação o fizeram, aos 16 anos, acertar 95% das questões do ENEM. Mas se antes os João Vitor eram agulhas em palheiro nas universidades, agora eles começam a forçar as grades do preconceito e da discriminação, arrombando as portas e adentrando às melhores universidades, ocupando os lugares em cursos cobiçados e socialmente valorizados. Por Maria Frô, do  Maria Frô Um Brasil onde jovens negros, nascidos nos estados nordestinos, filhos de diaristas, vão poder escolher onde querem cursar qualquer curso, em qualquer universidade é um Brasil que muda para melhor. A escola pública Governador Adauto Bezerra onde João Vitor estuda, mostra que ele não é exceção:  só em 2013, quase metade dos alunos matriculados no 3º ano do colégio (244) garantiram o ingresso no Ensino Superior, 144 deles em universidades públicas. Ouçam o vídeo reproduzido no blog do Planalto, João Vitor é um menino ...

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    imagem: Geledés

    Procurador federal é condenado por racismo: “Odeio judeus, negros e, principalmente, nordestinos”

    do G1 Mensagens eram de ódio a judeus, negros e nordestinos; decisão é inédita. Réu disse à Justiça que comentários foram 'brincadeira'; cabe recurso. A 3ª Vara Criminal de Brasília condenou o procurador federal Leonardo Lício do Couto pelo crime de racismo, com base em comentários públicados em um fórum de concursos públicos na internet. Nas mensagens postadas em 2007, o então estudante se autointitulava "skinhead" e pregava ódio a judeus, negros e nordestinos. Procurado pela reportagem do G1, o procurador preferiu não comentar o assunto, e afirmou que vai recorrer da decisão. Segundo o promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do MP, Thiago Pierobom, é a primeira condenação do tipo registrada na Justiça do DF com base em comentários publicados na internet. Durante o julgamento, Couto confessou ser autor das mensagens, mas disse que eram "apenas uma brincadeira". No entendimento do Ministério Público, autor da ...

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    Museu da memória afro contará a história dos negros no Brasil

    O desafio de contar a história do negro no país pode ser vencido com a implementação do Museu Nacional da Memória Afrodescendente, em Brasília, prevista para dentro de três ou quatro anos. O museu será construído às margens do Lago Paranoá, em área de 65 mil metros quadrados cedida pelo governo do Distrito Federal. A Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, reuniu nesta quarta-feira, 27, pesquisadores e especialistas para discutir o assunto. Na abertura do evento, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Macaé Maria Evaristo dos Santos, defendeu a importância da preservação da memória brasileira. “Precisamos trabalhar numa luta constante pela garantia do direito à memória e tradição. O museu poderá contribuir para a garantia do ensino da história e da cultura dos africanos e dos afrodescendentes, conforme determina a legislação”, ressaltou. De acordo com o presidente da Fundação Cultural Palmares, ...

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    O fantasma da eugenia paira nas redes sociais no Brasil

    por Leonardo Dallacqua de Carvalho enviado para o Portal Geledés Embora muitos tenham tomado conhecimento da eugenia na voz de Adolf Hitler, ela já existia desde o século XIX. Seu fundador, o cientista inglês Francis Galton (1822-1911), era um entusiasta com a possibilidade de melhoramento hereditário da humanidade. Assim, indivíduos que eram considerados com “boas qualidades” ao se relacionarem com outros poderiam gerar proles aperfeiçoadas. A História das Ciências tem mostrado que mediante ao contexto científico, e o que se tinha disponível na ciência daquela época, ela possuía reconhecimento nos estabelecimentos científicos. Mas sabemos que a ciência não está independente em seu próprio mundo e responde aos interesses de pessoas e grupos. Nas primeiras décadas do século XX, ela serviu como teoria científica para justificar os indivíduos que eram tarjados como “degenerados”. Não que estes possuíam algum “germe interior”, longe disso, mas como explicação para controlar aqueles que deveriam ser marginalizados. ...

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    Os Negros, a Cidadania, a Economia e a Escravidão. Para não esquecer

    por Davis Sena Filho Tem um pensamento que eu gosto muito. Mais do que gostar, eu acredito neste pensamento, porque, para mim, ele significa a verdade. "Raça não existe; o que existe é a espécie humana". Quando o homem, ou melhor, a humanidade se organizou em sociedades. Quando ela passou a dominar a agricultura e, conseqüentemente, construir cidades para alojar milhares ou milhões de pessoas, a luta pelo controle político e pela hegemonia econômica recrudesceu. Desta luta deriva todo tipo de preconceito, inclusive o pior deles: o racismo. O preconceito do racismo é a forma mais infame e cruel de intolerância moral que o ser humano pôde expressar, porque se trata da negação da vida, da negação de Deus. O racista nega a vida e reafirma a indiferença, a desigualdade social e a violência. A pobreza material de grande parte dos povos da África negra e do povo brasileiro é ...

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    Giancarlo Summa

    Cotas e programas sociais melhoraram a vida de negros no Brasil, diz ONU

    “Os indicadores estão vagarosamente melhorando, mas ainda há muito a ser feito. É importante que haja um consenso na sociedade brasileira sobre a importância de ter políticas ativas para diminuir o peso desse passado”, defende Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação do órgão (foto acima) Por Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil O sistema de cotas em universidades e os programas sociais melhoraram a vida da população negra no Brasil, mas ainda há muito o que fazer até que a sociedade seja igualitária. A avaliação é do diretor do Centro de Informação da Organização das Nações Unidas (ONU), Giancarlo Summa, que participou da inauguração da exposição Forever Free – Livres para Sempre, hoje (14), no Museu da Justiça do Rio de Janeiro. Cotas e programas sociais “Os indicadores estão vagarosamente melhorando, mas ainda há muito a ser feito. É importante que haja um consenso na sociedade brasileira sobre a importância de ter ...

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    Quem quer ser negro no Brasil?

    Uma médica que nos hospitais é confundida com empregada de limpeza e cresceu a ouvir "negro não presta". Um magistrado que foi o primeiro negro num tribunal superior do país em Brasília. Um doutorado a quem pedem para arrumar o carro. Uma festa popular, Iemanjá, onde o Brasil misturado parece o país da democracia racial. Breve geografia do racismo à brasileira e a pergunta: pode o Brasil eleger um Presidente negro em breve? Em Dezembro, Ariana Reis, 32 anos, chegou ao fim de 14 anos dedicados à universidade: três de preparação para as provas de acesso, cinco do curso de Pedagogia, seis do de Medicina. No convite para a cerimónia de formatura, terminava com o seguinte: "Sou mulher, sou negra, sou da favela e hoje sou médica." Porque "é difícil". Porque Ariana é a grande excepção num Brasil onde é raro encontrarem-se médicos negros nos hospitais. A "caçula" de 12 ...

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    Paris: ‘Um Fogo Negro num País de Brancos’

    O primeiro negro numa aldeia belga nos anos 90 Paris: 'Um Fogo Negro num País de Brancos'  'Um negro maluco num País de Brancos' Por: Lisa Bryant PARIS — Como se sentem os africanos numa Europa que cada vez mais encerra as portas aos imigrantes? Pie Tshibanda tem atraído aplausos e audiências ao seu programa que conta a sua saída de República Democrática do Congo há quase duas décadas, e as situações de racismo com quem se deparado na Bélgica. A audiência é essencialmente de brancos e na sua maioria jovens. A audiência não parece incomodar-se que Pie Tshibanda faça pouco dos hábitos europeus. O escritor e contador de histórias de 60 anos de idade encontra-se só num pequeno palco, tendo na mão um holofote. Trata-se do primeiro espectáculo de Tshibanda em Paris, embora tenha já contado a sua história a audiências francófonas. Como procurou asilo na Bélgica há 18 ...

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