terça-feira, julho 14, 2020

    Resultados da pesquisa por 'golpe militar de 1964'

    Divulgação/Anistia Internacional

    Anistia Internacional repudia manifestações pró-Regime Militar

    A Anistia Internacional repudia qualquer manifestação que tenha por objetivo pedir a volta do Regime Militar que se instalou de 1964 a 1985, no Brasil. O Golpe Militar deu início a um período de exceção, marcado por graves violações de direitos humanos, como direito à vida, direito à dignidade humana, à liberdade de associação, à liberdade de expressão, entre outros. Da Anistia Internacional  Divulgação/Anistia Internacional “Em um momento de crise global, em que todos os brasileiros precisam de um governo que enfrente à crise da COVID-19 e garanta o acesso à assistência médica de forma ampla, sem deixar nenhum cidadão para trás, fazer memória do Regime Militar e defender seu retorno é um enorme retrocesso. Expõe o cidadão brasileiro a violações de direitos humanos fundamentais garantidos pela Constituição de 1988. Não podemos esquecer que durante o Regime Militar torturas, estupros, assassinatos, cassações de direitos políticos e ...

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    A man walk past a sign reading "Come back Dilma" and "Temer Fall" in Brasilia, Brazil, May 22, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino

    Críticas do MEC impulsionam disciplinas sobre ‘o golpe de 2016’

    Pelo menos outras 4 universidades se inspiraram na UnB e vão oferecer disciplinas sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Do HuffPost Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS O impeachment de Dilma Rousseff é o principal ponto a ser abordado nos cursos sobre golpe político Pelo menos 4 universidades, a Federal da Bahia, a Federal do Amazonas, a Estadual da Paraíba e a de Campinas, se inspiraram na Universidade de Brasília (UnB) e vão ministrar uma disciplina sobre 'o golpe de 2016'. A decisão dessas instituições ganharam força após o ministro da Educação, Mendonça Filho, reagir a criação da disciplina"O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil" pela UnB. No Facebook, o ministro, que é deputado licenciado do DEM e foi um atores políticos em favor do impeachment de Dilma Rousseff, disse lamentar que a UnB "faça uso do espaço público para promoção de militância político-partidária ao criar a disciplina 'O ...

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    Intelectuais estrangeiros criticam ‘golpe branco’

    Intelectuais brasileiros e estrangeiros repudiam o afastamento da presidente Dilma Rousseff em um manifesto assinado por nomes como os fisólofos alemães Jürgen Habermas, Axel Honneth e Rainer Forst, a filósofa feminista norte-americana Nancy Fraser e o filósofo canadense Charles Taylor. no Brasil 247 O documento, lançado pela professora de Ética e Filosofia Política do Departamento de Filosofia da Unicamp Yara Frateschi e pela professora de Filosofia da UFABC Miriam Madureira foi apresentado pela primeira vez durante a Conferência Internacional de Filosofia e Ciências Sociais em Praga, na República Tcheca em maio. Segundo Frateschi, o documento teve adesão rápida da maioria dos participantes do evento, o que constitui um apoio importante na resistência contra o golpe. "Tivemos uma adesão de pessoas que têm estado por toda a sua vida defendendo a democracia", disse Frateschi a Opera Mundi."Não se tratava ali de uma adesão partidária, mas de uma clara manifestação de solidariedade ...

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    FHC se enrola ao “explicar” golpe a intelectuais e sofre protesto

    Os golpistas já começam a pagar o preço por participarem de estupro coletivo da democracia brasileira. Um dos golpistas mais empedernidos – e mais metido a espertalhão –, acaba de vislumbrar o dano irreparável que provocou na própria biografia – mais um – ao trabalhar pelo golpe contra Dilma Rousseff. Do Blog Cidadania  As articulações do ex-presidente fhc para surrupiar o mandato da presidente da República e seu apoio ao governo ilegítimo de Michel Temer lhe custaram a participação no mais importante simpósio acadêmico sobre a América Latina, que acaba de ocorrer em Nova Iorque. Trata-se de conferência da Latin American Studies Association (LASA). FHC participaria do principal evento do encontro, um debate na manhã deste sábado (28) com o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, que encerraria o 34º Congresso Internacional da Associação de Estudos Latino-Americanos, no aniversário de 50 anos da entidade. Em carta enviada à entidade na sexta (27), FHC ...

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    Michael Löwy: O golpe de Estado de 2016 no Brasil

    "A prática do golpe de Estado legal parece ser a nova estratégia das oligarquias latino-americanas." Por Michael Löwy., do Blog da Boitempo  Vamos dar nome aos bois. O que aconteceu no Brasil, com a destituição da presidente eleita Dilma Rousseff, foi um golpe de Estado. Golpe de Estado pseudolegal, “constitucional”, “institucional”, parlamentar ou o que se preferir. Mas golpe de Estado. Parlamentares – deputados e senadores – profundamente envolvidos em casos de corrupção (fala-se em 60%) instituíram um processo de destituição contra a presidente pretextando irregularidades contábeis, “pedaladas fiscais”, para cobrir déficits nas contas públicas – uma prática corriqueira em todos os governos anteriores! Não há dúvida de que vários quadros do PT estão envolvidos no escândalo de corrupção da Petrobras, mas Dilma não… Na verdade, os deputados de direita que conduziram a campanha contra a presidente são uns dos mais comprometidos nesse caso, começando pelo presidente da Câmara dos Deputados, ...

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    Um golpe de Estado marcado por machismo e estupidez!

    A crise política é reveladora do espantoso atraso cultural de uma larga parcela da elite brasileira, sobretudo seus representantes no Poder Legislativo. O golpe de Estado, travestido de impeachment, contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, tem seu itinerário marcado por ódio ao projeto que mais mudou as condições de vida da população, valorizou nossa soberania e ergueu o Brasil no concerto das nações. Enviado por Olívia Santana via Guest Post para o Portal Geledés Essa gente também tem destilado altas doses de misoginia e discriminações. Misoginia é o machismo exacerbado, assentado na crença medieval da incapacidade de as mulheres realizarem aquilo que alguns acham que só os homens podem: exercer poder, por exemplo. Os misóginos têm convicção - e a divulgam sem parcimônia - que as mulheres só deveriam ser belas, recatadas e do lar, jamais da rua, da vida pública, da luta política por direitos. Há os que ...

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    O silêncio da mídia diante da denúncia de golpe do fotógrafo brasileiro ganhador do Pulitzer

    Dez dias atrás, o fotógrafo Mauricio Lima foi festejado pelos grandes meios corporativos de comunicação do Brasil, quando ganhou o Prêmio Pulitzer 2016 na categoria Breaking News Photography, o primeiro brasileiro a ganhar o prêmio. Lima compartilhou o Pulitzer com os colegas, também fotógrafos do New York Times, Sergey Ponomarev, Tyler Hicks e Daniel Etter, com quem trabalhou para produzir uma impressionante série de fotografias documentando a jornada de uma família de refugiados sírios, os Majids, enquanto eles viajavam da Grécia à Suécia para pedir asilo. No ano anterior, Lima, com dois colegas, foi finalista na mesma categoria do Pulitzer por seu trabalho no New York Times mostrando a devastação da guerra na Ucrânia. Na semana passada, um colunista d’O Globo citou a definição de Joseph Pulitzer sobre o propósito do jornalismo para afirmar que “não há melhor definição para descrever o trabalho de Mauricio Lima.” Do Diario do Centro do Mundo Mas na noite de ontem, Lima lançou um duro e direto ataque aos mesmos meios ...

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    Alunos impedem professor de homenagear golpe militar em sala de aula

    Professor tenta homenagear o golpe militar de 1964 em sala de aula mas é surpreendido por alunos Na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (FDUSP), neste 31 de março, dia que representou o orquestramento do golpe de 1964 que culminou com a retirada de João Goulart do poder e a instauração de uma ditadura, o professor Eduardo Botelho Gualazzi tentou prestar uma homenagem aos golpistas com a leitura de uma carta chamada “Ode ao Golpe Militar de 64“. O docente certamente não contava com o engajamento de alguns jovens estudantes que, felizmente, ainda são capazes de indignar-se com o capítulo da história brasileira que institucionalizou a tortura, a censura e a desigualdade. “Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer… que eu não mudo de opinião” Vídeo Estudantes explicam o protesto Em documento entregue aos alunos — escrito em papel timbrado e registrado em cartório –, ...

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    (Foto: Lucíola Pompeu)

    1964 foi amanhã

    Eu tinha oito anos, quando policiais invadiram a minha casa e levaram meu pai preso. Essa foi a primeira vez que ouvi falar do golpe militar. A partir desse dia, e por mais de vinte anos, a ditadura faria parte da minha vida e da minha família. Por Fernanda Pompeu, do Observatório da Esquina Passados 52 anos, eu adoraria não voltar a essa cena. Fazer uma página virada do folhetim de autoritarismo, repressão, censura, mau humor, e muita burrice. Adoraria não escrever mais nada sobre 1964. Mas o problema é que a conta não fecha. A imagem é horrível, mas verdadeira: o sangue daquela época não estanca. Porque os ossos da maioria dos desaparecidos ainda não apareceram. Porque as circunstâncias de várias mortes não foram elucidadas. Porque torturadores devidamente reconhecidos seguem de boa. A simples menção à abertura de arquivos, comissão da verdade, responsabilização faz tremer parte da sociedade. Freud, se vivo, ...

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    Colorindo Memórias e Redefinindo Olhares: Ditadura Militar e Racismo no Rio de Janeiro

    RELATÓRIO DE PESQUISA COLORINDO MEMÓRIAS E REDEFININDO OLHARES: Ditadura Militar e Racismo no Rio de Janeiro   SUMÁRIO I. Descrição das fontes e percurso de pesquisa  II. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”: violência estrutural e racismo institucional  III. “Não se fala de corda em casa de enforcado”: discursos sediciosos, organização política e territórios negros na mira do regime  IV. “Botando o preto no branco”: sangue negro derramado na luta por Liberdade e Democracia V. Conclusões 67 VI. Recomendações 70   por Thula Rafaela de Oliveira Pires2 O trabalho se inscreve na proposta da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro de elucidar as violações a direitos humanos perpetradas no período da ditadura militar, de forma a efetivar o direito à memória e à verdade histórica. Toma-se a concepção de direitos humanos a partir de uma perspectiva crítica, que nega uma tradição que usa a expressão para mascarar e naturalizar situações de ...

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    Marilena Chauí: Apoio ao golpe dos que lutaram contra a ditadura é “obscenidade histórica”; assista ao vídeo

    “É insuportável que os que lutaram contra o golpe sejam os golpistas hoje” por Camila Moraes, do Viomundo  Vozes contrárias a um processo de impeachment que afaste Dilma Rousseff da presidência do país se reuniram nesta sexta-feira, 16 de outubro, em um palco paulistano de grande simbolismo político, o Centro Universitário Maria Antônia. Convocado em caráter de urgência, apenas três dias antes de acontecer, por Paulo Sergio Pinheiro, Marilena Chaui e Fábio Konder Comparato, entre outros intelectuais de esquerda e personalidades do meio acadêmico, o evento reuniu cerca de 150 pessoas dentro e fora de uma sala do espaço – que pertence à Universidade de São Paulo e serviu de trincheira da militância política estudantil contra os agentes do golpe que resultou na ditadura militar (1964 – 1985). Em caráter suprapartidário, como reforçaram os organizadores —embora muitos dos quais tenha relação com o PT—, foram debatidos os riscos das propostas de impedimento da presidenta ...

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    “As elites não evoluíram. Ainda é muito parecido com 1964”, afirma historiadora

    Maria Aparecida de Aquino é professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, colabora com o Programa de Pós-Graduação em História Social da mesma instituição. Durante a carreira, se dedicou ao estudo da repressão política durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente a censura exercida sobre os veículos de comunicação. Por Rafael Tatemoto Do Brasil de Fato Nesta entrevista à Agência Brasil de Fato, ela aborda os motivos que levaram ao golpe de Estado, o papel exercido pela imprensa e faz comparações com o atual cenário da política nacional. Segundo a historiadora, há um elemento em comum entre passado e presente: “Uma das coisas que persistem é o comportamento das elites. Ainda é muito parecido com o que era em 1964.” Brasil de Fato: Quais foram os motivos que levaram ao golpe de 1964? A gente precisa levar em consideração que no golpe estão presentes diversas ...

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    Comissão da Verdade termina com pedido de julgamento de militares e fim da PM

    Após mais de dois anos de funcionamento, a Comissão da Verdade chega ao fim nesta quarta-feira (10) tendo detectado "graves violações aos direitos humanos" cometidas de 1946 a 1988. Para evitar a repetição de tais atos, "assegurar sua não repetição e promover o aprofundamento do Estado democrático de direito", o documento final da comissão encaminha 29 propostas que devem ser adotadas pelo governo e por órgãos públicos. No UOL  A principal recomendação é que as Forças Armadas assumam responsabilidade, inclusive juridicamente, pelos atos cometidos durante os regimes militares. A comissão também quer o fim das polícias militares, a proibição de atos que comemorem o golpe de 64 e a revogação da Lei de Segurança Nacional. A revisão da Lei da Anistia, que chegou a ser cogitada pelos integrantes do grupo, não foi incluída no relatório. A reportagem do UOL entrou em contato com o Ministério da Defesa, que responde pelas Forças Armadas ...

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    carta gua

    Alunos e jornalista torturado rebatem defesa da ditadura militar na USP

    Cíntia Alves Jornal GGN – "Professor Gualazzi, por gentileza, retorne", convida Antônio Carlos Fon. "Nós não concordamos com o que o senhor diz, mas ninguém trouxe máquina de choque, nem vai botar pau de arara. Por favor, volte. Vem ouvir quem não concorda com o senhor, mas que não vai fazer o que o regime que o senhor defende fazia", acrescenta o jornalista preso e torturado por combater a ditadura militar (1964-1985), em um vídeo gravado por alunos da faculdade de Direito da USP. Fon se dirigia ao professor Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, defensor ferrenho do golpe que depôs o governo João Goulart, deflagrado 50 anos atrás. Há alguns dias, o acadêmico promoveu uma consulta entre seus alunos para saber se poderia ministrar, no emblemático 31 de março, uma "aula especial" totalmente dedicada a suas considerações sobre a "Revolução de 1964". "Os alunos concordaram em abrir o espaço, mas todos ...

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    paulo-fernando

    ‘Na África, voltei a ser cidadão’, conta brasileiro exilado em 1964

    Em agosto de 1964, após semanas de contínuas intimidações por parte da polícia, o professor Paulo Fernando de Moraes Farias, de 27 anos, deixou às pressas a sua cidade, Salvador, rumo ao interior da Bahia. Com a ajuda de familiares, conseguiu sair do Estado para São Paulo, mas não se sentindo seguro lá, resolveu embarcar para a África, onde tinha intenção de passar dois anos em exílio, até que a situação política se acalmasse no Brasil. Acabou ficando 18 anos sem pisar no país, e nunca mais fixou residência no Brasil. Ele mora há mais de quatro décadas na Grã-Bretanha, onde trabalha no departamento de Estudos Africanos e Antropologia da Universidade de Birmingham. Farias fez parte da primeira onda de exilados - pessoas que foram perseguidas logo após o golpe de 1964, anos antes da luta armada se tornar uma ameaça ao governo. Sem nunca se envolver com qualquer esforço ...

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    Clara Charf

    Viúva de Marighella sobre militares: “Eles têm que pagar pelo que fizeram” – Por: Mariana Desidério

    Nesta entrevista, Clara Charf fala de episódios dramáticos daquela época que até hoje a emocionam. Conta também sobre como se tornou comunista Por Mariana Desidério, no Brasil de Fato   Clara Charf. (Foto: Estadão Conteúdo) Militante desde a década de 1940, Clara Charf viveu de perto a repressão da Ditadura Militar (1964-1985). Poucos dias antes do golpe — que completa 50 anos no dia 1° de abril — policiais invadiram seu apartamento à caça de seu marido, o líder comunista Carlos Marighella. Naquela noite, encontraram apenas Clara. Considerado inimigo número 1 do regime, seu companheiro seria assassinado pelos militares em 1969. Ela foi uma das primeiras mulheres que perderam direitos políticos na ditadura e passou a viver como clandestina. Perseguida, Clara foi para o exílio em Cuba, onde ficou até a anistia. Nesta entrevista ao Brasil de Fato SP, a viúva de Marighella fala de episódios dramáticos daquela época que até hoje ...

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    batismo-sangue

    11 filmes para entender a ditadura militar no Brasil

    Onze filmes que fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura militar no Brasil   Cena de Batismo de Sangue (Reprodução)     Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos. Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período. Embora a produção de filmes sobre o assunto tenha crescido mais recentemente, é possível encontrar obras realizadas durante o próprio regime militar, muitas vezes sob a condição de alegoria. "Terra em Transe", de Glauber Rocha, é um dos mais famosos, retratando as disputas políticas num país fictício. Mais corajoso do que Glauber foi ...

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    Hoje na história: 50 anos do golpe militar – um pesadelo vivo na memória do Brasil – Por: Celso Fonseca

    Mesmo com presidente torturada, nada se fez para julgar período mais negro da história do País   Repressão resultou em mortos, desaparecidos, torturados e exiladosAntonio Lúcio/22.09.1977/Estadão Conteúdo       Como um pesadelo que ainda provoca calafrios e aflições e não se dissipa com raios da manhã, o golpe militar de 31 de março de 1964 — que completa 50 anos hoje — ainda está vivíssimo na memória do País como um período de tenebrosas violações da liberdade, dos direitos humanos que deixou milhares de mortos, desaparecidos e torturados e se prolongou por longos 21 anos, até 15 de março de 1985 com a posse do civil José Sarney e a instauração da Nova República. Um período de excessos que não se curvou até hoje a julgamento histórico de fato. Ainda que existam movimentos concretos de tentativa de apuração dos abusos, nada ainda aconteceu. Torturadores e militares com as mãos ...

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    pestana

    Filhos do Golpe – Por: Mauricio Pestana

      "Início dos anos 60, o país em situação alarmante, exército nas ruas, muita tensão, mas Pestana não se intimida, nasce assim mesmo. Três meses depois, ao perceberem que a criança sobreviveria, os milicos não titubearam e tomaram uma decisão drástica - veio o golpe de 1964". Esse primeiro parágrafo  em tom de humor foi a apresentação dos editores para meu primeiro livro de cartuns: "A Transação de Transição", publicado em 1984, pela Editora Maciota. Além de algumas charges sobre a ditadura militar e o golpe de 1964, a publicação trazia também temas como as Diretas Já, a eleição de Tancredo Neves e a posse de Sarney na presidência da república. Para aqueles que dividem o aniversário com esse obscuro período da nossa história, as lembranças da hiperinflação, do desemprego, do autoritarismo e do desrespeito aos diretos humanos são muito presentes, em especial para mim, nascido e criado na cidade de Santo André, região metropolitana da ...

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    CIA financiou Igreja em marchas pró-golpe militar, diz Frei Betto – Por: Guilherme Balza

      Frei Betto é sempre lembrado quando o assunto é a controversa relação entre a ditadura militar e a Igreja Católica, que passava por profundas transformações enquanto o país esteve sob o jugo das Forças Armadas. Em entrevista ao UOL, o dominicano descreve os conflitos no interior da igreja durante a ditadura e explica como se operou a mudança de lado da CNBB, que inicialmente celebrou o golpe com agradecimentos a Nossa Senhora Aparecida, mas depois se constituiu como força de resistência ao regime. O religioso revela ainda que a CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) financiou as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, manifestações populares que antecederam o golpe militar. UOL - O que o senhor estava fazendo em 31 de março de 1964?Frei Betto - Na verdade o golpe foi no dia 1º. Essa história de 31 é invenção dos milicos porque tinham vergonha do 1º de abril. O ...

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