quinta-feira, janeiro 21, 2021

Resultados da pesquisa por 'violência'

Foto: Heloise Hamada/G1

Entre desafios e avanços, a representação negra na política cresce, e a violência política também

Elaine Mineiro, Erika Hilton, Tainá de Paula, Dani Portela, Thais Ferreira, Carol Dartora, Laura Sito, Edna Sampaio, Livia Duarte foram nomes de destaques no processo eleitoral de 2020 para a disputa das prefeituras e câmaras municipais: mulheres negras que estiveram entre as candidaturas mais votadas por todo o país. Porém, o que as fez se destacar é exatamente o fato de que suas existências políticas são a exceção em um país marcado pelo racismo. Em um ano que certamente entrará na história como um período de efervescentes protestos e debates ao redor do mundo sobre o racismo e a importância de se desenvolver práticas antirracistas é certo que essas mobilizações lideradas pelo movimento negro tiveram impacto também nos resultados eleitorais. São Paulo, a maior cidade do país, que teve em sua história apenas uma vereadora negra na sua Câmara Municipal, terá três a partir de 2021. Essa transformação também acontece ...

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A escritora Alice Walker (Foto: Imagem rei=tirada do site Folha de S. Paulo)

Alice Walker explora as tensões entre o racismo e a violência de gênero

“Mas onde estava o homem em mim que me deixou ir embora escondido?”, pergunta Grange Copeland, protagonista do romance de estreia de Alice Walker, publicado 12 anos antes do seu mais aclamado livro, “A Cor Púrpura”. Reconhecida por retratar com sensibilidade e coragem a vida das mulheres negras no sul dos Estados Unidos, sua primeira obra se destaca por oferecer o mesmo tratamento sensível a dois trabalhadores negros rurais, Grange e Brownfield, pai e filho. Explorando as tensões entre uma realidade atravessada pela segregação racial e pela pobreza e a responsabilidade dos homens negros quanto às próprias ações e erros, acompanhamos as diferentes fases da vida de Grange. Ele é um trabalhador rural casado, que passa a beber, a humilhar a mulher e a negligenciar o filho conforme encolhe cada vez mais os ombros —sua forma mais expressiva de linguagem— diante da precariedade da vida. Numa família em que “a ...

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Coalizão Negra por Direitos

Coalizão Negra por Direitos denuncia racismo e a violência policial nas Américas

HOJE, dia 09/12, às 16h, a @coalizaonegrapordireitos estará ao lado de movimentos negros de diversos países, denunciando o racismo e a violência policial nas Américas. Com as vidas perdidas de Breonna Taylor, George Floyd, João Pedro, Anderson Arboleda, Julian Mauricio Gonzalez, Alexander Martínez, Emily e Rebeca Rodrigues dos Santos, o ano de 2020 foi marcado por inúmeros casos de violência policial contra pessoas negras por toda a América. Tais ataques não são uma novidade para a diaspora africana, que vivencia diariamente uma violação perpetuada pelo Estado desde a escravidão do do processo de colonização. Esse cenário de violência sistêmica fundada no racismo estrutural será denunciado por movimentos negros e organizações de direitos humanos na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A audiência será realizada em formato virtual no dia 09 de dezembro de 2020, as 4 p.m (EST), quem quiser acompanhar pode se inscrever em: https://bit.ly/racismcidh. A audiência também será transmitida ...

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Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Violência racial: de cada 10 pessoas mortas pela polícia, oito são negras. Entidades cobram resposta do Estado

Ações para conter a violência racial e por parte da polícia e barrar a escalada de assassinatos de negros em todo o país foram cobradas com veemência em audiência pública realizada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) nesta quinta-feira (3). Representantes de organizações de defesa dos direitos humanos, do movimento negro e especialistas em segurança pública reivindicaram também medidas urgentes e efetivas do Ministério Público Federal no enfrentamento à violência de abordagens desnecessárias, violentas – especialmente de jovens – que geralmente terminam em assassinato e impunidade. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes decorrentes de intervenções policiais têm aumentado. Em 2018, das 6.175 ocorrências, 75,4% eram pessoas negras. Em 2019, o número de ocorrências subiu para 6.357 e o percentual saltou para 79,1%. O número é mais de dez vezes maior que o de policiais mortos, evidenciando o uso excessivo de força policial. Além ...

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Para Betânia, o Governo Federal tem, por um lado, desarticulado os mecanismos de proteção, e por outro, tem um discurso público que favorece a violência (Foto: POLONEZ / SHUTTERSTOCK)

Pesquisadora analisa violência contra a mulher praticada pelo Estado brasileiro

Esta quarta, 25 de novembro, é marcada pelo Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. O Brasil de Fato Pernambuco entrevistou a pesquisadora do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia, Betânia Ávila, que em outubro deste ano representou o Brasil no II Tribunal Ético de Justiça e Direitos das Mulheres Pan-Amazônicas e Andinas. O tribunal é um espaço internacional onde casos emblemáticos de ataques contra mulheres de vários países da Pan-Amazônia são apresentados pela defesa que fazem de seus territórios e povos. Esta edição aconteceu de maneira virtual e foi promovido por diversas organizações de mulheres da América Latina. Confira a entrevista: Brasil de Fato Pernambuco: O que foi a experiência do Tribunal de Mulheres Pan-amazônicas e Andinas? Betânia Ávila: A experiência é muito profunda, onde as próprias mulheres das regiões amazônicas dos países (nesse ano Brasil, Colômbia e Peru) trazem suas análises e suas denúncias ...

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"Nos levantamos para lutar contra o empobrecimento do capitalismo, contra a colonização do sionismo e contra a violência à qual os mais humildes estão condenados" (Foto: Helena Zelic/Marcha das Margaridas)

Mulheres da Assembleia Internacional dos Povos ratificam sua luta contra a violência

"Saudamos a luta feminista que as mulheres e as diversidades estão realizando nos cinco continentes contra o patriarcado, o capitalismo, o imperialismo, o sionismo e o racismo". Assim as mulheres integrantes da Assembleia Internacional dos Povos, uma articulação internacional de movimentos populares, partidos de esquerda e sindicatos, ratificam seu compromisso com o feminismo no marco do Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher, celebrado nesta quarta-feira, 25 de novembro. Em uma nota divulgada hoje, as militantes recuperam a história da data, criada em memória de Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, as três irmãs perseguidas e assassinadas em 1960 por ordem do ditador da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo. "Esta é a mesma história de muitas mulheres em todo o mundo que, apesar da violência típica do sistema patriarcal na nossa vida cotidiana, também confrontamos a violência política e social que os Estados cometem contra nós e nossos ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo fim da banalidade da violência contra pessoas negras e por #JustiçaParaJoãoAlberto

Na última quinta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, na cidade que foi o ponto de partida das discussões que articularam esta data como uma pauta nacional de resgate da humanidade da população afro-brasileira, Porto Alegre, João Alberto Freitas, o Beto, foi espancado durante cinco minutos, sem qualquer chance de reação, até a morte. As cenas, repercutidas incessantemente pela imprensa nacional, são o retrato da lógica de morte e descarte das vidas negras em nosso país, e nos choca profundamente que esse brutal assassinato não gere uma crise moral nacional. Como podemos viver em uma sociedade em que o fato de ser uma pessoa negra é um passe livre para a morte violenta? Bastaram apenas três dias para que o sangue negro que escorreu de forma covarde, racista e desumana fosse limpo e a loja onde o assassinato de Beto aconteceu retomasse as atividades. Os lamentos cínicos nas notas emitidas ...

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Douglas Belchior (Foto: Marlene Bargamo/Folhapress)

Violência? Vandalismo? Os negros perderam a paciência, diz Douglas Belchior

O que é vandalismo num país que mata um jovem negro a cada 23 minutos? Por que há mais comoção com vidraças e prateleiras quebradas do que com os negros assassinados todos os dias? Albert Camus, filósofo franco-argelino, dizia que "a violência não é patrimônio dos exploradores. Os explorados também podem empregá-la" E eu concordo com ele. Passou da hora de a população negra perder a paciência! (Professor Douglas Belchior, militante da Uneafro Brasil) A manifestação na avenida Paulista já estava marcada por várias entidades para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, como acontece todos os anos. O brutal assassinato, na véspera, do negro João Alberto Freitas, por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, transformou a caminhada num protesto pacífico, com faixas e cartazes, e o policiamento acompanhando à distância, apenas para interditar ruas no trajeto. Estava acompanhando tudo pela televisão na tarde se sexta-feira, quando o âncora Márcio ...

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Ilustração: Stephanie Pollo

A violência política contra parlamentares negras

Somos seis mulheres negras parlamentares. Enquanto você lê este artigo, é provável que uma de nós, ou uma de nossas companheiras, esteja sendo alvo de algum tipo de agressão. A sub-representação de mulheres negras nos espaços de poder e nos processos eleitorais tem como causa as incontáveis práticas de violência política, que se apresentam como barreiras antes mesmo de sermos candidatas e se mantêm durante processos eleitorais e após sermos eleitas. Somos intimidadas em todas as instâncias. A brutalidade a que nós somos submetidas não tem sutilezas. Vai de “piadas” infames e provocações, passando por intimidações, ataques virtuais e até ameaças graves, como a que levou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) a pedir proteção à ONU. Carregamos ainda a dor pelo assassinato atroz da vereadora Marielle Franco e o silêncio desmedido sobre quem mandou matá-la e por quê. É precisamente essa a definição de violência política: atos sistêmicos com ...

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Simony dos Anjos, de 34 anos, é candidata à Prefeitura de Osasco (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

Pesquisa mostra violência política sofrida por mulheres negras durante campanha

Simony dos Anjos, de 34 anos, é uma mulher negra e candidata à Prefeitura de Osasco, em São Paulo, pelo PSOL. Dos seis candidatos homens, Simony é a única postulante feminina e negra no município. Ela relata que, durante a campanha, sofreu ataques virtuais com mensagens LGBTfóbicas, sexistas e racistas em um grupo de Whatsapp exclusivo para trocar informações sobre a candidata. O ataque a Simony não é um caso isolado. Um levantamento feito pelo Instituto Marielle Franco com apoio da Terra de Direitos e Justiça Global contabilizou que 78% das candidatas negras relataram ter sofrido ataques virtuais no período eleitoral. De 21 a 28 de outubro, 142 mulheres negras candidatas pertencentes a 93 municípios (em 21 estados) e 16 partidos responderam a um questionário para analisar o cenário da violência política eleitoral neste ano. De acordo com o relatório, os principais autores dos ataques virtuais são grupos não identificados ...

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(stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

Violência sexual intrafamiliar e aborto: Quem comete o crime, afinal?

O tema do aborto é cercado de questões que ultrapassam o direito penal, envolve aspectos médicos, filosóficos, religiosos e políticos. Além disso, é inevitável dissociar essa problemática da discriminação de gênero e do racismo. Em diversas oportunidades, o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais manifestou-se neste mesmo espaço editorial a respeito do tema (Boletins n. 216 e 226), reafirmando seu compromisso com o respeito à Constituição da República, com a nítida separação entre Religião e Estado, bem como preocupação com o fundamentalismo político-religioso que entrava a discussão. O Instituto busca constantemente o diálogo interdisciplinar, promovendo mesas de debates e eventos para discutir o assunto, além de inúmeras publicações sobre o tema e o ingresso como amicus curiae na importante ADPF 442, marcando presença, inclusive, em audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal. No último mês de agosto, veio ao conhecimento público a barbárie cometida contra uma menina de 10 anos no ...

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Foto: Agência Brasil

Ao menos 5 mil crianças sofreram violência doméstica durante a pandemia em SP

A cidade de São Paulo registrou ao menos 5 mil casos de violência doméstica contra crianças durante o isolamento social da pandemia do coronavírus. O número foi contabilizado pela Secretaria Municipal da Saúde por meio de atendimentos em unidades de saúde ou hospitais desde março. Segundo a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Berenice Maria Giannella, os casos identificados envolvem tanto agressões físicas quanto psicológicas. “A gente suspeitava que isso pudesse acontecer durante a pandemia, porque a maior parte da violência contra criança e adolescente, no Brasil, é praticada dentro da família”, afirma, em entrevista ao jornal Agora. Uma das alternativas da prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), foi a reabertura dos Centros Criança e Adolescentes (CCAs), que estavam fechados por causa da pandemia. Os centros acolhem crianças de 6 a 14 anos e que vivam em vulnerabilidade social. Os locais oferecem atividades culturais e esportivas no contraturno das escolas. ...

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O escritor Jeferson Tenório, autor de 'O Avesso da Pele'. Foto: Carlos Macedo

Romance coloca em pauta temas como racismo e violência policial

“... Quero dizer também que o professor Henrique Nunes não morreu por mera circunstância da vida, morreu porque era alvo de uma política de Estado. Uma política que persegue e mata homens negros e mulheres negras há séculos”.  Essa frase acima resume muito bem o que é ser um corpo preto no Brasil. E não apenas aqui, claro. O racismo está enraizado no país há milhares de anos, é parte da natureza de nossa sociedade, uma nação que construiu o seu ideal de identidade negando suas origens negras e indígenas. E com isso viu na violência o modus operandi para segregar e matar pessoas não brancas.  Falar sobre racismo não é tarefa fácil, mexe com a gente, machuca e nos faz reviver episódios de discriminação velada e não velada. Só quem já sofreu – e sofre – esse tipo de preconceito sabe a dor e as marcas que ficam, que ...

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(stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

ONU Mulheres lança documento com Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19

Nesta sexta-feira, 7 de agosto, a partir das 16h, em seu canal do YouTube, a ONU Mulheres Brasil lançará as Diretrizes para Atendimento em Casos de Violência de Gênero contra Meninas e Mulheres em Tempos da Pandemia COVID-19, com o objetivo de fortalecer a resposta para o enfrentamento à violência sofrida por meninas e mulheres neste período. O documento apresenta recomendações para atendimento remoto e reorganização do atendimento presencial, considerando rede de atendimento a mulheres em situação de violência e as especificidades de resposta no acolhimento às vítimas nos serviços policiais, de saúde, de abrigamento, entre outros. O evento de lançamento é realizado em parceria com a União Europeia e ocorre em celebração dos 14 anos da Lei Maria da Penha. A transmissão ao vivo no Youtube da ONU Mulheres Brasil será aberta para perguntas do público com propósito de ampliar a fortalecer as discussões acerca das políticas públicas voltadas ...

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Imagem ilustrativa

Violência contra mulheres: a “pandemia na sombra” da Covid-19

Nos últimos meses, aumentaram os casos de violência, abuso sexual e feminicídios em África e no mundo. E este aumento pode estar, em parte, ligado à Covid-19. A Organização das Nações Unidas (ONU) já chama-de "pandemia na sombra" à violência contra mulheres. No primeiro semestre de 2020, a Libéria registou um aumento de 50% nos casos de violência de género: só entre janeiro e junho registaram-se mais de 600 casos de violação; em todo o ano de 2018 tinham sido 803. Na Nigéria, a violência sexual também aumentou durante o confinamento: em junho, os casos de duas jovens violadas e mortas chocaram o país. Já no Quénia, segundo a imprensa local, quase 4 mil estudantes engravidaram durante o encerramento das escolas, alegadamente por terem sido violadas por familiares ou agentes da polícia. "A situação já era má para as mulheres mesmo antes do coronavírus. A pandemia apenas levantou o véu sobre ...

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(stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

ONU Mulheres lança diretrizes para o atendimento de mulheres e meninas vítimas de violência

No ano que marca os 14 anos da Lei Maria da Penha, a ONU Mulheres, em parceria com a União Europeia, lança as Diretrizes para atendimento em casos de violência de gênero contra meninas e mulheres em tempos da Pandemia da COVID-19. Este documento é um instrumento importante para orientar os fluxos de atendimentos remotos, para a maior proteção da vítima e fortalecimento das redes de acolhimento. Dever do Estado e da sociedade “A grande questão é saber o quanto o Estado brasileiro e a sociedade estão aliançados e comprometidos com esses 14 anos de uma lei que tem em seu preâmbulo o compromisso de prevenir, punir, erradicar toda e qualquer violência doméstica e familiar contra a mulher. A começar pela prevenção de forma efetiva, a análise que eu faço sobre a mesma durante esses 14 anos é que a sua trajetória tem sido oscilante e por isso mesmo tão ...

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(Foto: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)

Mais de 40% das mulheres afirmam ter sofrido violência no Chile, segundo pesquisa

Mais de 40% das mulheres chilenas afirmam ter sido vítimas de algum tipo de violência, principalmente de natureza psicológica, embora as denúncias formais tenham caído no país, revelou uma pesquisa semestral encomendada pelo governo e divulgada nesta terça-feira (8). A quarta edição da pesquisa Violência contra a Mulher no Âmbito Familiar e Outros Espaços, realizada entre dezembro de 2019 e março de 2020 com 6.775 mulheres entre 15 e 65 anos, indicou que 41,4% das entrevistadas afirmaram ter sofrido algum tipo de violência, um aumento em relação aos 38,2% registrados na avaliação anterior, de 2017. “Hoje duas em cada cinco mulheres reconhecem ter sido vítimas de violência na vida (...) Isso se relaciona ao fato de que as mulheres de hoje também entendem os tipos de violência que existem e, por entendê-la, também estão dispostas a reconhecer, a dizer e tomar medidas a respeito", disse Katherine Martorell, subsecretária de Prevenção ...

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Adulto segura braço de criança em foto de arquivo — Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Denúncias de violência contra crianças e adolescentes caem 12% no Brasil durante a pandemia

O número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil caiu 12% durante os meses da pandemia em 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foram registradas 26.416 denúncias pelo canal “Disque 100” entre março e junho deste ano, contra 29.965 no mesmo período de 2019. O número de registros em 2020 é o segundo menor para o período em toda série histórica, iniciada em 2011. Ele só superou as 24.188 denúncias que foram feitas em 2018. (veja tabela abaixo). Para o advogado, especialista em direitos da infância e juventude e ex-conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro, o fechamento das escolas por conta da quarentena obrigatória contra o coronavírus pode ter influenciado na diminuição das denúncias. “A subnotificação das denúncias acaba sendo um efeito colateral do isolamento ...

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Vilma Reis (Foto: Lúcio Távora/Ag. A)

“Há um mercado da morte. Há uma tolerância absoluta da sociedade com essa violência institucional”

Entrevista exclusiva ao Caderno de Notícias (CN) com Vilma Reis, socióloga, filha do Terreiro do Cobre, ativista do Movimento de Mulheres Negras do Brasil, mestra em Ciências Sociais, doutoranda em Estudos Africanos, defensora de Direitos Humanos e co-fundadora da Mahin Organização de Mulheres Negras. É pesquisadora associada ao ICEAFRO – Instituto Ceafro, foi ouvidora geral da Defensoria Pública da Bahia (2015 a 2019) e presidenta do Conselho Nacional de Ouvidorias Externas das Defensorias Públicas no Brasil (2018 a 2019). Em conversa com a jornalista Claudia Correia, Vilma critica a violência institucional e a ação da polícia que atinge de forma mais cruel a juventude negra. Defende a organização das comunidades para o exercício do controle sobre as políticas públicas e aponta alternativas de ação para o combate à pandemia da Covid-19 a partir dos movimentos sociais. Confira!  Caderno de Notícias – Você tem se destacado nacionalmente no Movimento ...

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Foto: Sérgio Lima/Poder360

Cores da violência

Registrou-se, no ano de 2018, uma mais que bem-vinda queda do vergonhoso número de homicídios no Brasil, repetida com maior vigor no ano passado. O detalhamento dos números, no entanto, revela desigualdades cruéis nessa melhora. Foram assassinados 58 mil brasileiros em 2018, o que correspondeu a uma taxa de 27,8 por 100 mil habitantes. Do total de mortos, nada menos de 75,7% eram negros (pretos e pardos), segundo o recém-divulgado Atlas da Violência 2020, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma década antes, em 2008, a participação dos negros no total de vítimas de homicídio se mostrava significativamente menor, 65,5%. Dito de outro modo, a violência fatal aumentou no período para os pretos e pardos, enquanto caía para os demais grupos. Não se pode afirmar que são sempre brancos a matar negros —inexistem dados a respeito dos homicidas. Mas resta evidente a deprimente vulnerabilidade dos segundos ...

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