Sociedade Civil apresenta proposta de reforma política na Câmera dos Deputados.

O sistema político brasileiro está falido. Não somente pelos sucessivos escândalos de corrupção, nepotismo, mas também pela não efetivação dos mecanismos de democracia direta, que afastam o povo do real poder, pela não representação de segmentos da população, como por exemplo a população indígena ou pela subrepresentacao das mulheres e da população negra.. Neste sistema nem todos/as estão representados/as.

As conseqüências disso são de extrema gravidade. A população, descrente, afasta-se do processo de decisões que afetam diretamente sua vida. Questões de grande importância para o país são decididas por políticos sem legitimidade e cada vez mais comprometidos com a defesa de interesses privados, em detrimento dos reais interesses da nação. Nossa democracia está fragilizada.

Várias tentativas de se promover a reforma política que o país precisa foram, ao longo de muitos anos, rechaçadas por aqueles que, na verdade, se beneficiam das regras atuais para se perpetuarem em seus cargos, contribuindo, assim, para a profunda crise que o país vive atualmente.

Diante da recusa do Congresso Nacional em responder aos anseios da sociedade no sentido de promover mudanças, setores organizados da sociedade civil se mobilizaram em torno da construção de uma proposta de Reforma Política capaz de aperfeiçoar o nosso sistema político e de contribuir para o fortalecimento da democracia brasileira.

Articuladas na Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular, várias entidades estão apresentando uma proposta que prevê medidas fundamentais, com vistas a uma verdadeira reforma política.

O central da proposta, é uma nova regulamentação do art. 14 da CF que trata dos mecanismos de democracia direta, comissão de fiscalização das eleições ( com partição da sociedade civil) e um conjunto de propostas que dizem respeito a reforma eleitoral como por exemplo o financiamento publico exclusivo e a votação em lista pré ordenada com alternância de sexo, fidelidade partidária e fim das coligações.

. Anexo a proposta de reforma política da sociedade civil.

{rsfiles path=”clp” template=”default”}

+ sobre o tema

Saiba o que muda no ensino médio com novo texto aprovado no Congresso

Após sucessivos ajustes, com idas e vindas entre as...

É mito pensar que todos os pobres são empreendedores, diz ganhadora do Nobel de Economia

Uma das mais respeitadas economistas do mundo quando o...

Brasileiras reunidas para enfrentar a extrema direita

Muito se diz que organização de base e ocupação...

para lembrar

O Estatuto da Igualdade Racial não é um barco à deriva

Edson França * O Estatuto da Igualdade Racial aprovado pela...

Ciro diz que é candidato a presidente e não a vice

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) voltou a afirmar que...

Gás no Maranhão vai gerar desenvolvimento social?

Por: Sakamoto "É meia Bolívia. É metade do que o...

Se Bacurau é um elogio à resistência, de que tipo de resistência estamos falando? Por Nathalí

Ontem ouvi no metrô três amigos falando sobre “Bacurau”...

Datafolha: Maioria acha que faltam vereadores negros e mulheres

O número de mulheres e negros nas Câmaras Municipais ainda é considerado insuficiente pela maioria dos eleitores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, mostra pesquisa Datafolha feita nas...

5 dados que explicam por que arma de fogo virou crise de saúde pública nos EUA

A maioria dos americanos ou de seus familiares já viveram incidentes relacionados a violência armada. Este é um dos dados de um relatório inédito apresentado pela...

CONAQ: Nota de repúdio

CONAQ repudia matéria da revista Carta Capital intitulada “Quilombo paulista” por associar o modo de vida dos quilombolas a estereótipos negativos do povo negro A...
-+=