sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: Africanos e suas lutas

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    Congo Belga: independência x ditadura

    Um dos processos mais sangrentos de independência aconteceu no Congo Belga, depois chamado de Zaire, o segundo maior país africano em extensão territorial, depois do Sudão. O antigo Congo havia sido um presente da Conferência de Berlim ao Rei Leopoldo II, da Bélgica, em 1885. Um presente e tanto: um vasto território rico em cobalto, ferro, potássio e... diamantes. Até 1908, o Congo era tratado como propriedade pessoal do rei Leopoldo. Só naquele ano tornou-se uma colônia da Bélgica. Com tantas riquezas naturais à disposição, os belgas resistiram com uma forte repressão ao movimento de independência do Congo. A luta dos nacionalistas fez nascer um novo líder negro na África: Patrice Lumumba. {xtypo_quote}Uma Manhã no Coração da ÁfricaDurante mil anos tu, negro, sofreste como um animaltuas cinzas foram espalhadas ao vento do deserto.Teus tiranos construíram os templos mágicos e brilhantes,onde preservam o teu sofrimento:o bárbaro direito dos punhos e o ...

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    Independência: efeito dominó

    Na Argélia, onde a luta de libertação havia começado em 54, o processo foi mais doloroso. Os colonos franceses, ou pés pretos, recusaram-se a entregar as terras aos argelinos e atacaram os nativos com violência. A independência da Argélia seria reconhecida pela França somente em 1962, durante o governo do general Charles de Gaulle. Na África subsaariana, ao sul do deserto do Saara, foi Gana, o primeiro Estado negro a conquistar a independência , em 1957, sob a liderança de Kuame Nkrumah. Junto com Jomo Kenyatta, foi um dos principais partidários da política pan-africanista. No Quênia, a revolta nacionalista ganhou impulso em 1952, quando membros dos kikuyu, a tribo mais numerosa do país, formaram uma organização clandestina, os Mau-Mau, contra os colonizadores britânicos. O Quênia obteve a independência em 63 e elegeu como seu primeiro presidente o líder Jomo Kenyatta. Ele governaria o país até sua morte, em 1978, quando ...

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    panarabismo

    Nasser e o Pan-Arabismo

    Gamal Abdel Nasser, na verdade, era o principal articulador do chamado "pan-arabismo", que propunha a união de todos os países de maioria árabe-muçulmana, como forma de fortalecer a cultura e a causa islâmica frente ao mundo ocidental. Em função da identificação do Egito com o Islã, o país estava mais próximo do Oriente Médio, do ponto de vista cultural e político, do que dos países da África Negra. De qualquer forma, o pan-arabismo deNasser foi de grande importância para a causa pan-africanista, já que as duas iniciativas tinham em comum a luta contra os interesses estrangeiros em seus países. E um dos pilares dessa luta, no caso da África, era exatamente a descolonização do continente.Outra iniciativa importante para acelerar o processo de descolonização foi a realização, em 1958, da 1ª Conferência dos Povos da África, em Acra, capital de Gana. Na ocasião, os países fecharam um acordo de ajuda mútua ...

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    Bandung: tentativa de união dos países do Terceiro Mundo

    Quando o líder nacionalista Jomo Kenyatta falava em pan-africanismo, ele tinha em vista, provavelmente, muito mais uma estratégia geopolítica do que cultural ou étnica. O objetivo era defender os interesses geopolíticos comuns dos países africanos. Da mesma forma, e também no começo dos anos 50, outro líder nacionalista, o egípcio Gamal Abdel Nasser, defendia um ideal pan-arabista, que centralizasse os interesses do povo árabe. Nos dois casos, do pan-arabismo e do pan-africanismo, essa unidade serviria de cimento político e ideológico contra os interesses imperialistas.Foi com esse propósito, de unir os países do Terceiro Mundo, que se realizou a Conferência de Bandung, na Indonésia, em abril de 1955. A conferência proclamou-se representante dos países não alinhados nem ao bloco soviético nem ao bloco capitalista, mas favoráveis à criação de sociedades igualitárias. O encontro, convocado pela Indonésia, Mianmar, Sri Lanka, Índia e Paquistão, reuniu 29 países da África e da Ásia. O ...

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    Escravagismo e exploração dos bens naturais

    Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 Uma das raízes mais profundas da dura realidade africana é o mercado de escravos, explorado por árabes e europeus entre os séculos XVI e XIX. Naquele período, mais de ONZE milhões de seres humanos foram capturados por portugueses, holandeses, ingleses e franceses, e transportados à força, principalmente para as plantations dos Estados Unidos e para as possessões portuguesas na América. Encerrado o período escravagista, no século XIX, as potências coloniais mantiveram o controle sobre a África, que se tornou fonte de minerais e matéria-prima para a florescente indústria européia. No processo de colonização, muitas tribos e nações inimigas acabaram unidas à força pelos colonizadores. Por causa disso, as fronteiras dos Estados e regiões refletiam muito mais os interesses estrangeiros do que a história dos povos locais. {xtypo_quote}"O tráfico de escravos vai de certa maneira desarticular não só as economias locais ...

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    panafricanismo

    Pan-Africanismo

    Os sinais de enfraquecimento dos impérios coloniais, somados ao apoio retórico da União Soviética às lutas nacionalistas, estimularam as lideranças africanas a buscar o caminho da independência.Um dos primeiros projetos foi o do pan-africanismo, ou a união de todas as nações africanas, formulado pelo líder negro Jomo Kennyata, do Quênia. O principal obstáculo do pan-africanismo era a diversidade étnica e cultural do continente. Existiam, como ainda existem, muitas "Áfricas" diferentes, impedindo as tentativas de aliança dos países africanos. Essa inexistência de uma "identidade africana" deve-se, em grande parte, ao fato de a África ter sido dominada, dividida e explorada por potências que nunca se preocuparam com os traços culturais daquelas populações.

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    africa4

    Impérios coloniais: declínio

    Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 No final da Segunda Guerra Mundial, não havia mais clima político no mundo para a preservação de impérios coloniais. A guerra marcou a derrota do Japão, da Alemanha e da Itália, países que tinham um projeto declaradamente colonialista. A própria criação da Organização das Nações Unidas, a ONU, em junho de 1945, tinha formalmente, como premissa, assegurar a igualdade entre todos os países do mundo.Nesse quadro, os impérios coloniais ainda existentes eram uma anomalia, o resquício de um ciclo histórico já ultrapassado. Na realidade, a estrutura da ONU sempre refletiu a distribuição do poder na Guerra Fria. A composição do Conselho de Segurança é o melhor exemplo disso. Começou com 11 membros, depois ampliados para 15, sendo 5 permanentes e com poder de veto: Estados Unidos, União Soviética, França, Grã-Bretanha e China. {xtypo_quote}"A questão é que os países que realmente ...

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    africa13

    A África e suas lutas

    Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 Sempre que ouvimos falar em África, logo formamos imagens de guerras, fome, seca, miséria. São quase 700 milhões de habitantes vivendo em 52 Estados, numa área de 30 milhões de quilômetros quadrados. Em seu conjunto, a população africana vive uma situação incomparável de tragédia humana. Apesar da extrema miséria, a África ocupou um lugar importante durante a Guerra Fria. A luta pela independência, desenvolvida por grupos acionalistas em diversos países africanos, ganhou força na segunda metade do século XX. O apoio a esses grupos, por parte de Washington e Moscou, contava pontos na disputa ideológica entre as duas superpotências. Vamos relembrar um pouco da história da África e analisar o processo de descolonização do continente dentro do contexto da Guerra Fria.

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    Reprodução/EBC

    TV Brasil inicia parceria com TV pública Angolana

    TV Brasil inicia parceria com TV pública de Angola Da Redação Reprodução/EBC A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil, e a TPA, TV pública angolana, iniciaram a troca de conteúdo e planejam parcerias para a realização de co-produções. O intercâmbio para a cooperação técnica e capacitação de pessoal será firmado, em março, por acordo internacional entre Brasil e Angola. A reunião entre representantes das duas emissoras aconteceu nesta quinta-feira. A presidente da EBC, Tereza Cruvinel, ressaltou a importância da aproximação com países africanos, principalmente com os países de língua portuguesa. "Essa proximidade é muito importante para aprofundarmos nossos laços culturais e reforçar valores comuns aos dois continentes", afirmou. O diretor-geral da TPA, José Guerreiro, afirmou que os angolanos demandam muita informação sobre o Brasil, principalmente, no que diz respeito às manifestações culturais, como a música. "Nosso povo tem grande interesse em conhecer a ...

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    Getty Images / Thinkstock

    Cientista publica primeiro genoma de homem negro

    Esta semana está sendo especial para os negros não só no campo da política. Ontem, um dia após Barack Obama discursar como presidente eleito dos EUA, cientistas publicaram o primeiro genoma individual de um homem africano. Getty Images / Thinkstock O trabalho, que sai na revista "Nature" juntamente com o genoma de um asiático, é um marco, dizem especialistas, pois amplia os dados que ajudam a revelar quantas e quais são as diferenças genéticas entre pessoas de etnias distintas. A data de divulgação do estudo, porém, foi "mera coincidência", disse à Folha David Bentley, da empresa de biotecnologia Illumina, que liderou o trabalho. "Nós não sabíamos que Obama seria eleito." O trabalho da Illumina e da equipe chinesa que seqüenciou um homem asiático não são exatamente análises do significado das diferenças genéticas entre indivíduos. Eles criam, porém, um material inédito sobre o qual outros cientistas poderão ...

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