Tag: casa grande & senzalas

    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Os negros nos protestos antidemocráticos. Por Cidinha da Silva

    Nas manifestações seletivas contra a corrupção no país, pessoas negras são notadas pela ausência coletiva e pela presença pontual, como pingos de café no leite. Pingos amargos de lembrança dos lugares subalternizados que ainda ocupamos nessa sociedade. Por Cidinha da Silva, do DCM O caso da negra babá e do casal branco com dois filhos (cuidados por ela) e um cachorro (cuidado por eles), celebrizado na manifestação carioca, é bastante elucidativo. Existem outros tantos trabalhadores negros presentes, além das babás, a saber: vendedores de cachorro-quente, pipoca, água, cerveja, guloseimas regionais como acarajé, tucupi, tapioca, amendoim e côco queimado, a depender da cidade. Mas veremos principalmente mulheres, crianças e homens negros arrebentando a coluna no abaixa-levanta do recolhimento das latinhas de bebida para aferir um dinheiro parco com a reciclagem de rejeitos. Haverá também policiais negros risonhos para o selfie com os manifestantes brancos e “ordeiros” que, pela frente, os tratarão como seres ...

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    Da relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus

    A sociedade holandesa tem dois pilares muito claros: liberdade de expressão e igualdade. Claro, quando a teoria entra em prática, vários problemas acontecem, e há censura, e há desigualdade, em alguma medida, mas esses ideais servem como norte na bússola social holandesa. Do dani duc Um porteiro aqui na Holanda não se acha inferior a um gerente. Um instalador de cortinas tem tanto valor quanto um professor doutor. Todos trabalham, levam suas vidas, e uma profissão é tão digna quanto outra. Fora do expediente, nada impede de sentarem-se todos no mesmo bar e tomarem suas Heinekens juntos. Ninguém olha pra baixo e ninguém olha por cima. A profissão não define o valor da pessoa – trabalho honesto e duro é trabalho honesto e duro, seja cavando fossas na rua, seja digitando numa planilha em um escritório com ar condicionado. Um precisa do outro e todos dependem de todos. Claro que profissões ...

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    “Liberdade de expressão” é como self-service: você come o que lhe convém

    “Estudei. Não preciso limpar meu banheiro” e outras aberrações brasileiras

    Eu estudei. Não preciso limpar meu banheiro. Por Leonardo Sakamoto Do Blogdo Sakamoto   Demorei um tanto para encontrar a relação de causa e efeito e o que meu interlocutor quis dizer. E, quando entendi, preferi que não tivesse. Ignorância é benção. Diante da minha resposta – de que meus anos de estudo não me davam salvo-conduto para ficar longe do Veja Multiuso e do glorioso Pinho Sol (considerado arma de destruição em massa no Rio de Janeiro), ele riu: “Você faz isso porque é otário''. Muitos de nós somos mal acostumados por ter sempre alguém fazendo aquilo que não queremos fazer. Digo “queremos'' ao invés de “podemos'', porque, claro, há exceções de necessidade real. No que pese cada um enxergar seus problemas como uma novela mexicana, daquelas bem mal dubladas, quando essa questão é trazida à tona. Em parte por conta de um passado mal resolvido, que vincula determinadas atividades ...

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    A Cor do Espaço Urbano

    A partir da análise da configuração urbana do DF fica mais fácil entender como a desigualdade territorial age para a manutenção das desigualdades raciais brasileiras. Marcel Cláudio Sant’Ana, Mestre em Planejamento Urbano (UnB) e assessor técnico do Ministério das Cidades Texto do site Jornal Ìrohìn http://www.irohin.org.br Munido de um estoque considerável de senso comum, custa ao brasileiro acreditar que sob certos aspectos a instituição de práticas racistas no Brasil se equipara à instituição de práticas racistas da sociedade norte- americana ou sul-africana: afinal, bombardeado desde sua infância pela ideologia da democracia racial, âmago da nossa noção de identidade nacional, este brasileiro, no ‘melhor espírito’ da Liberté - Egalité - Fraternité, poucas chances tem de se questionar quanto à ação de fatores raciais atuando na conformação da estrutura social brasileira, na estratificação social e conseqüente desigualdade. Nesta perspectiva, onde os fatores raciais são desconsiderados, pois não podem ser aceitos no plano ...

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    Para onde foi a senzala?

    Em dezembro de 2013, Casa-grande & senzala, o clássico de Gilberto Freyre, completou 80 anos. A obra recebeu inúmeras críticas e revisões nas décadas subsequentes a sua primeira publicação, mas permanece como nosso ensaio sociológico mais influente e, sobretudo, como a mais duradoura das interpretações da sociedade brasileira. Na proposição de Freyre, a casa-grande e a senzala formariam uma dualidade essencial, fundadora não apenas da sociabilidade privada dos brasileiros como da cultura política do país. As duas construções, vizinhas, seriam simultaneamente antagônicas e complementares, assim como os senhores e os escravos que as habitavam. Por Mauricio Lissovsky, do Revista Zum Como era de esperar, preparou-se uma bela edição comemorativa. Na capa, a fotografia de uma casa-grande: sob um céu crepuscular, ela se ergue magnífica, glamourosa, com iluminação monumental, pronta para servir de locação para um filme ou uma novela. Mas há algo de inquietante nessa foto. Para onde teria ido a ...

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