sexta-feira, março 5, 2021

Tag: decolonialidade

Imagem retirada do site ComCiência

A perspectiva negra decolonial brasileira: insurgências e afirmações intelectuais

Em um momento de emergência da decolonialidade enquanto projeto teórico-prático que apresenta para o Brasil e toda América Latina e Caribe novas condições de poder, saber e ser, a perspectiva negra decolonial brasileira deve ser posicionada como uma agenda epistêmica que tem descolonizado nossas teorias e práticas educacionais. Aeducação e o currículo são territórios de disputas contínuas. Projetos como o Escola Sem Partido e os discursos em torno da “ideologia de gênero” nos mostram como tem sido articulada uma resistência colonial a um currículo decolonial, como pontuou Nilma Lino Gomes. Projetos antagonistas têm disputado as representações, os sentidos e os saberes que permeiam o fazer educativo nas escolas e universidades brasileiras. Do lado de cá, as disputas realizadas pelo movimento negro tensionam há décadas por uma educação que rompa com o epistemicídio. Sueli Carneiro, nossa mestra, afirmou que as trajetórias de educadoras/es e educandas/os negras/os nas salas de aula são ...

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A historiadora, professora, poeta e ativista Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

Oito livros para conhecer e se aprofundar no feminismo decolonial

Um feminismo decolonial Françoise Vergès Organização e tradução Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo Ubu, 142 páginas A autora, historiadora e cientista política francesa critica o que chama de “feminismo civilizatório” – aquele representado por mulheres brancas, burguesas europeias que desde os anos 1960 reivindicam direitos iguais aos homens de sua classe. Para a autora, o feminismo deve ser necessariamente multidimensional e incluir em suas pautas e reflexões as dimensões de classe, raça e sexualidade. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento Patricia Hill Collins Tradução Jamille Pinheiro Dias Boitempo Editorial, 480 páginas Livro fundamental para o feminismo das mulheres não brancas e antirracistas. Nele a socióloga Patricia Hill Collins desenvolve conceitos importantíssimos, como “imagem de controle”, “estrangeiro dentro” (outsider within) e resistências, que são fundamentais para a construção de teorias e políticas de resistência à colonização do saber e do ser. Eu sou atlântica: sobre a ...

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Reprodução/Instagram

Lançado o Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades (RERAD-FEBAB): um marco para a Biblioteconomia Negra Brasileira

No dia 31 de julho aconteceu um momento histórico para a Biblioteconomia Negra Brasileira: o lançamento do Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades, vinculado à FEBAB. Fruto da luta do movimento de bibliotecárias e bibliotecários negros brasileiros e da inclusão da Agenda 2030 pela FEBAB, o GT tem como objetivo “discutir e realizar ações em prol da promoção da diversidade étnico-racial, emancipação de povos em vulnerabilidade econômica, social e educacional por intermédio do acesso à informação e às bibliotecas, bem como refletir sobre a decolonização do ensino e prática em Biblioteconomia em solo brasileiro” (RERAD, 2020). Sua contribuição irá refletir na aplicação das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, assim como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Além disso, as ações do GT atendem aos Objetivos 3, 4, 5 e 10 da Agenda 2030, da ...

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