Tag: feminicídio

    Casos de violência contra mulher aumentaram na pandemia — Foto: Reprodução/TV Globo

    Fórum de Segurança Pública aponta que violência contra mulher aumentou no Pará na pandemia

    O isolamento social produziu um ambiental ainda mais hostil para as mulheres do Pará. Segundo dados de julho do Fórum de Segurança Pública, casos de feminicídio aumentaram 75% entre março e maio este ano, em comparação ao ano anterior. Por outro lado, o número de registro de violência doméstica caiu 15%. Para especialistas, os dados indicam que as mulheres morrem sem ao menos terem tido acesso a denúncia da violência ocorrida antes de culminar no assassinato doméstico. De acordo com dados as Secretaria de Segurança do Pará (Segup), nos sete primeiros meses deste ano, o índice de feminicídio cresceu 118%. O assassinato de mulheres foi o único crime violento a registrar aumento no 1º semestre no Pará. “O isolamento social no processo dessa pandemia tem tornando visível as deficiências e as dificuldades que as mulheres enfrentam no cotidiano familiar, na circulação nas cidades, no trabalho, nas políticas públicas”, analisa Eunice ...

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    Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

    Feminicídio aumenta 68% nos primeiros 6 meses de 2020 em MT

    O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública. No entanto, esses são dados preliminares, já que, durante a investigação dos crimes, pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%. Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto, no ano passado, este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%. Já ...

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    Foto Getty Images

    Aos amigos do rei, as munições

    Na segunda-feira (29/06), a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro abriu uma consulta pública para que a sociedade civil faça recomendações sobre normas de marcação de armas de fogo e munições e sobre seus dispositivos de segurança. Essas normas são fundamentais para ampliar nossas capacidades de controlar e rastrear as armas e munições, contribuindo para as investigações dos crimes violentos e para o enfrentamento do seu tráfico ilícito. Em um país onde cerca de 70% dos homicídios são cometidos por armas de fogo e onde armas de guerra são utilizadas por organizações criminosas no controle de territórios, essa é, sem dúvida, uma agenda que requer toda a responsabilidade em sua condução. A consulta pública acontece pouco mais de dois meses depois da publicação e revogação de três portarias do Exército sobre esses mesmos pontos, e que incluíam melhorias recomendadas pelo Tribunal de Contas da União, que desde ...

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    foto: Cristiano Gomes/CB/D.A Press

    Justiça determina que GDF apresente estruturação da Secretaria da Mulher

    O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) deu prazo de 30 dias para que o Governo do Distrito Federal (GDF) estruture a Secretaria de Estado da Mulher, com a publicação do regimento interno do órgão, e apresente um planejamento de ações referentes à pasta. Caso não cumpra a determinação, o governo pode ser multado. A decisão, fruto de ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), estipula que se apresente um planejamento de ações referentes à pasta, no qual constem programas, projetos e serviços em andamento e previstos para serem executados ao longo deste ano. Cabe recurso. O MPDFT argumentou que, apesar de ter incluído a Secretaria da Mulher do DF na estrutura organizacional da administração direta distrital em janeiro de 2019, até aquela data não havia sido publicado o regimento interno da pasta. O órgão ainda elencou dados que comprovam que, ...

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    Marcos Santos/USP

    Mulheres em isolamento: quando a própria casa é o espaço inseguro

    A Justiça do RJ já registrou um aumento de 50% de casos de violência doméstica, e a comunicação é fundamental para proteger as mulheres Por Mônica Mourão, da Carta Capital  Marcos Santos/USP Fiquem em casa. A campanha pelo isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus está na TV, na internet e é compartilhada por artistas e anônimos. O Instagram criou um selo em que o desenho de uma casa se mistura com o de um coração, e assim é possível assistir aos “stories” de quem está resguardado. Porém, o que muitas vezes escapa aos que têm o direito à moradia digna é que o ambiente doméstico não é um espaço de amor para todo mundo. Sequer um espaço seguro. Campanhas informativas, aplicativos para celular e documentos cobrando do Estado medidas protetivas às mulheres são algumas das iniciativas que ganham força neste contexto para combater e ...

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    Rio de Janeiro - Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, pelo fim da violência contra as mulheres e contra o PL 5069/13, em frente à Câmara de Vereadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Mães com idades entre 21 e 40 anos são as principais vítimas de feminicídio no RJ

    Levantamento da Defensoria Pública aponta que ex e atuais companheiros são os principais responsáveis pelos crimes Por Clívia Mesquita, Do Brasil de Fato Em 37 dos 107 casos de feminicídio analisados, os agressores não aceitaram o término do relacionamento (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) Mães entre 21 e 40 anos, atacadas em casa com faca ou a tiros, à noite ou de madrugada pelos ex-namorados, companheiros ou maridos. Esse é principal perfil das mulheres vítimas de tentativa de feminicídio ou feminicídio consumado no Rio de Janeiro, segundo levantamento da Defensoria Pública do estado (DP-RJ). “Os dados deixam claro que as vítimas de feminicídio são alvos de pessoas próximas, com quem mantiveram ou mantêm relacionamento amoroso, e sofrem de situações de violência em momentos e locais em que se encontram mais vulneráveis”, resume a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso à Justiça, Carolina Haber. A pesquisa, que ...

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    Raiva e esperança na terra dos feminicídios

    De Veracruz, o estado mexicano que registra mais casos de violência contra a mulher, se propagou a convocação da paralisação feminista Por David Marcial Pérez, Do El País O coletivo feminista As Bruxas do Mar, em Veracruz (Foto: CORTESÍA BRUJAS DEL MAR) No porto de Veracruz, o motor industrial do terceiro estado mais populoso do México, os navios descarregavam suas mercadorias normalmente nesta segunda-feira. Do calçadão, Mercedes Reyes atende como todos os dias em sua barraca de sorvetes e raspadinhas de frutas. “Gostaria, mas não consigo parar. Nós trabalhamos por dia”, ela diz, olhando de soslaio para a filha de nove anos, sentada a seu lado. Reyes, de 36 anos, e mãe solteira, não pôde participar da greve, mas diz que duas de suas irmãs não foram trabalhar ––uma professora e outra, funcionária do setor administrativo de uma multinacional. Veracruz é o estado mexicano com mais ...

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    A Lei do Feminicídio foi sancionada no dia 9 de março de 2015. Desde então, mais de 4700 casos foram registrados no país. Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de Ricardo Cassiano

    Lei do Feminicídio completa cinco anos. Entenda por que ela é necessária

    Especialistas explicam funcionamento da lei, sancionada em 9 de março de 2015, e apontam avanços e desafios no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil Por Raphaela Ramos, do O Globo A Lei do Feminicídio foi sancionada no dia 9 de março de 2015. Desde então, mais de 4700 casos foram registrados no país. (Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de Ricardo Cassiano) No dia 9 de março de 2015, a Lei do Feminicídio foi aprovada no Brasil. A partir de então, assassinatos de mulheres envolvendo violência doméstica e questões de gênero passaram a ser qualificados como crimes hediondos, com penas de até 30 anos. A proposta foi elaborada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher e sancionada pela então presidente Dilma Rousseff. Mais de 4700 feminicídios foram registrados no país durante os cinco anos desde que a lei ...

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    Número de feminicídios cresce mais uma vez no Brasil

    Mesmo com queda recorde de mortes de mulheres, Brasil tem alta no número de feminicídios em 2019

    São 3.739 homicídios dolosos de mulheres no ano passado, uma queda de 14,1% em relação a 2018. Apesar disso, houve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídios – crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Por Clara Velasco, Gabriela Caesar e Thiago Reis, do G1 Número de feminicídios cresce mais uma vez no Brasil (Imagem retirada do site G1) O Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio em 2019 em comparação com 2018, aponta levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. São 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média. A alta acontece na contramão do número de assassinatos no Brasil em 2019, o menor da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O país teve 19% menos mortes em 2019 que em ...

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    Foto: Red Records

    Campanha acende alerta para luta contra feminicídio e violência contra a mulher em MG

    A ideia do vídeo, produzido em Poços de Caldas, é dar voz às mulheres que não tem, como forma de conscientização e alerta para relacionamentos abusivos. Por Beatriz Mendes, do G1 Foto: Red Records Um estúdio de Poços de Caldas (MG) lançou a campanha "Nenhuma a Menos" contra o feminicídio. O projeto produziu um vídeo, no qual o tema é retratado com música autoral e ainda uma encenação. O Brasil é o quinto país em taxas de feminicídio no ranking mundial, segundo levantamento usado no material. A ideia do projeto surgiu a partir da insatisfação com o aumento de casos de feminicídio no país e na cidade de Poços de Caldas (MG). Em uma conversa, um grupo de artistas teve a ideia de expor a temática de forma didática e que pudesse ser facilmente repercutida. “Nós pensamos no formato de vídeo por conta da forma como ...

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    “Se fôssemos ensinados que Jesus também poderia ser uma mulher, o Brasil estaria no topo do feminicídio?”

    O recado foi mandado pela rainha da Mangueira, Evelyn Bastos (vídeo) Do Brasil247   Evelyn Bastos representou uma versão feminina de Cristo e desfilou vestida (Foto: Marcos Serra Lima/G1) "Jesus pode ser de todos os gêneros. E se fôssemos ensinados, desde criança que Jesus também poderia ser uma mulher, será que o Brasil estaria no topo do feminicídio? Que todos os olhos possam acolher todas as imagens de Jesus, porque ele está no meio de nós", disse a rainha da Mangueira, Evelyn Bastos, na Globo. Confira: "Jesus pode ser de todos os gêneros. E se fossemos ensinados, desde criança que Jesus também poderia ser uma mulher, será que o Brasil estaria no topo do feminicídio? Que todos os olhos possam acolher todas as imagens de Jesus, pq ele está no meio de nós." Rainha Evelyn Bastos pic.twitter.com/x35MBsZtEG — TromPETISTA 🎺 (@Trom_Petista) February 24, 2020

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    Jovem é decapitada pelo ex-namorado em Rio Branco no Acre

    Criminoso ainda abandou a cabeça da vítima na porta da casa da mãe dela Do Catraca Livre Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez Uma jovem de 17 anos foi morta e decapitada na sexta-feira, 21, em Rio Branco no Acre. O principal suspeito é o namorado da vítima, um ex-agente penitenciário. As informações são do portal UOL. A brutalidade, neste caso, foi além do assassinato. O criminoso ainda caminhou com a cabeça da vítima e a abandonou na porta da casa da mãe dela. Segundo investigação da Polícia Civil, o crime aconteceu após uma discussão do casal, que namoravam a cerca de dois anos. Não há informações se a jovem já tinha registrado algum denuncia contra ele. O criminoso foi identificado e preso na noite de ontem, 22, enquanto bebia e usava entorpecentes com amigos em campo de futebol da cidade. Infelizmente, a violência contra mulher é um ...

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    Explosão de casos de feminicídio leva a onda de protestos no México

    Casos de feminicídio aumentaram 136% nos últimos cinco anos e levaram a população a protestar, depois do assassinato de menina de 7 anos e do esquartejamento de jovem. Presidente Andrés Manuel López Obrador culpa individualismo e revolta se intensifica Por Rodrigo Craveiro, Do Correio Braziliense Protesto no México contra feminicídio (Guadalupe Pardo/Reuters) Ingrid Escamilla, 25 anos, escreveu em seu perfil no Twitter, em 29 de março de 2018: “O feminismo termina quando o seu melhor argumento é 'pelo fato de sermos mulheres'. Nós somos pessoas”. Passados 320 dias desde a publicação, Ingrid foi brutalmente assassinada a facadas e teve o corpo desmembrado pelo companheiro, em 8 de fevereiro passado. Setenta e duas horas depois, Fatima Cecilia Aldrighett, 7 anos, foi raptada, torturada e teve o cadáver encontrado dentro de uma sacola plástica. Os dois casos aumentaram a revolta da população mexicana contra a “epidemia” de feminicídio ...

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    Ingrid Escamilla, de 25 anos, foi supostamente assassinada por seu parceiro

    Publicação de fotos de corpo de mulher vítima de feminicídio causa indignação no México

    Um caso de feminicídio de uma jovem provocou indignação e gerou críticas sobre o papel da imprensa no México. No BBC Ingrid Escamilla, de 25 anos, foi supostamente assassinada por seu parceiro . (Imagem retirada do site BBC) Ingrid Escamilla, de 25 anos, foi supostamente assassinada por seu parceiro na Cidade do México, que confessou o crime. A polícia identificou o homem, que está preso, como Francisco Robledo, de 46 anos. Ele foi encontrado pela polícia com manchas de sangue e diante do corpo de Escamilla, que apresentava várias lacerações de arma branca. O assassinato aconteceu no domingo (09/02) e as fotos do corpo da vítima foram publicadas nas capas dos tabloides da capital mexicana. A Procuradoria-Geral de Justiça da Cidade do México (FGJCDMX, na sigla em espanhol) informou que pelo menos seis pessoas, policiais e promotores, estão sendo investigadas por vazamento de imagens. Nas redes ...

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    (Foto: Gabriela Biló/Arquivo Estadão Conteúdo)

    Governo ‘zera’ repasses a programa de combate à violência contra a mulher

    Casa da Mulher Brasileira tinha como objetivo construção de diversas unidades; no entanto, apenas cinco estão funcionando. Entre 2015 e 2019, o orçamento da Secretaria da Mulher foi reduzido de R$ 119 milhões para R$ 5,3 milhões Por Julia Lindner - O Estado de S.Paulo BRASÍLIA - O principal programa do governo federal de combate à violência contra a mulher ficou sem um único centavo no ano passado. A 'Casa da Mulher Brasileira' tinha como objetivo inicial construir ao menos uma unidade de atendimento integrado, por Estado, para aquelas que sofrem com agressões físicas e psicológicas. Lançado ainda na gestão de Dilma Rousseff, em 2015, o programa apoia mulheres que sejam alvo de violência causada por desconhecidos, companheiros ou familiares. Até agora, no entanto, apenas cinco unidades estão funcionando. Em São Paulo, a estrutura local teve de contar com investimento privado para que a obra fosse concluída. [caption id="attachment_149407" align="aligncenter" ...

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    Estado de SP teve em 2019 recorde de casos de feminicídio Foto: Ilustração André Mello / O GLOBO

    Delegacia da mulher referência em SP registra aumento de 77% no número de ocorrências

    Unidade é uma das dez que funcionam 24 horas no estado, que em 2019 teve recorde de casos de feminicídio Por Elisa Martins, do O Globo Estado de SP teve em 2019 recorde de casos de feminicídio Foto: (Ilustração André Mello / O GLOBO) "Espero que a polícia consiga pegá-lo, porque quando eu morrer não vai adiantar mais", diz Ana (nome fictício), de 28 anos, ao sair da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, no bairro de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Seu rosto está inchado, cheio de hematomas, e o olho esquerdo quase não abre, de tão roxo. Os pulsos também estão machucados, assim como os tornozelos. O corpo todo dói. O ex-marido, conta ela, aproveitou que se encontrariam para um trâmite jurídico e a levou à força para a casa dele. Lá ele a amarrou, espancou e estuprou. Ana é um ...

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    Feminicídio: o que eu tenho a ver com isso?

    Todos os dias mulheres são mortas por homens que, no princípio, elas acreditavam que seriam seus parceiros e companheiros. Pessoas que durante algum tempo elas tiveram vínculos afetivos, em muitos casos tiveram filhos com eles. Esses casos, quando ocorrem, são identificados como feminicídio: mulheres que morrem por serem mulheres, por viverem em uma cultura violenta e machista. Por Flávio Urra, do ECOA  Flávio Urra é coordenador do programa "E Agora, José? Pelo fim da violência contra a mulher"Imagem: Arquivo Pessoal Os índices de feminicídio são alarmantes! O número de casos de assassinato de mulheres em São Paulo subiu, bem como, o número de estupros. O feminicídio tem crescido principalmente entre as mulheres negras. O Brasil é o 5º país no mundo com maior número de feminicídio. No Programa "E Agora, José? Pelo fim da violência contra a Mulher", conversamos com os homens sobre isso, perguntamos a ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Sobre o feminicida Bruno e seus defensores

    Liguei o computador para iniciar o dia de trabalho e seguindo a rotina dei uma olhada nas redes sociais para medir a temperatura do noticiário. Passei por um daqueles textos, não propriamente provocativos, no sentido de remexer um tema de maneira a nos chamar para ele, mas, sim, um daqueles textos declaratórios e pirotécnicos, cheios de acusações e orientações messiânicas de como proceder em relação à determinada questão. Por Cidinha da Silva, no Medium Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos) Tratava-se de uma coisa bizarra escrita por um homem negro que via alguma possibilidade de defesa do feminicida Bruno (ex-goleiro do Flamengo), assassino de Eliza Samúdio. O texto criticava as mulheres pretas que vibravam com as limitações de trabalho impostas ao feminicida por conta de seu ato. Fazia também comparações torpes com outros casos nos quais as tais mulheres pretas não se manifestavam igualmente. Concluía que ...

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    Foto: Montagem/Reprodução

    Apresentadora da TV Bahia bomba nas redes: “Podemos tolerar que o feminicida Bruno volte à posição de ídolo?”

    Ela comentou possível contratação do goleiro pelo Fluminense de Feira Na Revista Fórum Foto: Montagem/Reprodução/Imagem retirada do site Revista Fórum A jornalista Jéssica Senra, da TV Bahia, afiliada da Globo no estado, bombou nas redes sociais, após fazer comentário no jornal Bahia Meio Dia, desta segunda-feira (6), com críticas à possibilidade de contratação do goleiro Bruno pelo Fluminense de Feira de Santana. A apresentadora @jessicasenra fez uma importante reflexão sobre a possível contratação do goleiro Bruno por parte do Fluminense de Feira, confiram! pic.twitter.com/2DhHGRoFir — Torcida LGBTricolor (@lgbtricolor) January 7, 2020 “Desejamos e precisamos que pessoas que cometem crimes tenham a possibilidade de refazer suas vidas, mas diante de um crime tão bárbaro, tão cruel, poderíamos tolerar que o feminicida Bruno voltasse à posição de ídolo? Que mensagem mandaríamos à sociedade? Atletas são referências. Contratar para um time de futebol um assassino, um homem que mandou ...

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    Pesquisadora Jackeline Romio avalia como positiva participação da delegação brasileira em cúpula no Quênia Foto: Divulgação/

    ‘Perdemos cada vez mais meninas e jovens’, diz pesquisadora

    Jackeline Romio participou da Nairóbi Summit e aponta os principais desafios para mudar o cenário de violência no Brasil Por Roberta Salomone, do O Globo Pesquisadora Jackeline Romio avalia como positiva participação da delegação brasileira em cúpula no Quênia (Foto: Divulgação/Retirada do site O Globo) Doutora em Demografia pela Unicamp, Jackeline Romio desenvolveu uma metodologia para entender os casos crescentes de feminicídio e liderou pesquisas sobre violência doméstica e as questões das mulheres negras no Brasil. Convidada do Nairóbi Summit, ela aponta os principais desafios para mudar o cenário de violência no país. Como avalia a participação do Brasil em Nairóbi e como o país pode se aproximar dos compromissos firmados? Acho que a participação foi muito positiva. Houve a elaboração de um posicionamento da sociedade civil que denunciou o governo e sua omissão à pauta da legalização do aborto, assim como do desmonte dos mecanismos ...

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