Tag: feminicídio

Seis mulheres foram mortas em apenas cinco semanas na Suécia, país elogiado por sua igualdade de gênero; algumas mulheres ouvidas pela BBC dizem que não se sentem seguras nas ruas (Foto: Imagem retirada do site BBC)

Violência contra mulheres: como a ‘segura’ Suécia enfrenta onda de assassinatos

Seis mulheres foram mortas em apenas cinco semanas na Suécia, reacendendo debates sobre violência doméstica em um país geralmente elogiado por sua igualdade de gênero. As mortes aconteceram em três regiões diferentes e abrangeram três gerações, mas em quase todos os casos houve um traço comum: a prisão de um homem com quem elas tinham um relacionamento próximo. Dois dos assassinatos ocorreram em plena luz do dia: um no centro de uma cidade rural no sul do país e outro numa estação ferroviária e rodoviária em Linkoping, uma cidade universitária ao sul da capital sueca, Estocolmo. Em Flemingsberg, um subúrbio de Estocolmo de baixa renda repleto de blocos de prédios coloridos, uma mulher foi esfaqueada no apartamento que dividia com quatro filhos pequenos. O homem preso sob suspeita de seu assassinato é alguém que ela conhecia bem. 'Não me sinto tão segura' "Eu acho que essa violência contra as mulheres ...

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(crédito: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

CPI do Feminicídio aponta falhas do poder público na proteção de mulheres

Dados do relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Feminicídio, obtidos com exclusividade pelo Correio, deixam evidentes as falhas do poder público em proteger mulheres vítimas deste crime. Em 100% dos casos, os agressores eram reincidentes em violência doméstica, de acordo com as informações levantadas pelo grupo de investigação. Uma atuação célere, punição e a criação de uma rede de proteção poderiam ter evitado a dor que se abateu sobre as vítimas, familiares e amigos. Foram analisados 90 processos entre 2019 e 2021. O feminicídio é um delito cruel que deixa marcas por gerações, sejam nos pais ou filhos das vítimas, e cria traumas com impactos profundos em todo o círculo social das mulheres assassinadas. Somente neste ano, sete casos foram registrados na capital federal. Um dos maiores problemas encontrados pela comissão é a falta de integração entre os serviços de proteção. A conclusão dos distritais é a de que ...

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Selo home Monitor da violência mulheres — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1

Em média, 10 mulheres são vítimas de violência doméstica por dia na Paraíba

Agressões, ameaças, estupros, violência psicológica. Uma série de violações acontecem com as mulheres diariamente, dentro e fora de casa. Não se trata de algo retórico. Os números mostram que 9.806 crimes contra mulheres foram registrados em todo o ano de 2020, isto é, cerca de 26 crimes por dia são cometidos contra mulheres na Paraíba. Só como registro de violência doméstica, 3.932 casos foram registrados. Isso significa que em média 10 mulheres são violentadas por dia, dentro de casa, na Paraíba. Os números são de registros da Polícia Militar, enviados ao G1 pela Secretaria de Segurança e Defesa Social via Sistema de Informação ao Cidadão. De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. No entanto, essa violência ...

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Decretos que facilitam acesso à armas de fogo são vetados por ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber Foto: arte de André Mello

Feminicídio terá aumento expressivo se STF revogar decisão de Rosa Weber sobre armas, analisam especialistas

Em decisão individual, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber suspendeu trechos dos decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que facilitam a compra e o porte de armas e entrariam em vigor nesta terça-feira (13). A expectativa agora é que, a partir de sexta (16), o STF analise a decisão de Weber, podendo referendá-la ou revogá-la. Caso os decretos sejam mantidos na íntegra, especialistas afirmam que o Brasil verá um aumento expressivo da violência contra a mulher. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 51,6% dos feminicídios são cometidos com o uso de arma de fogo. Sandra Ornellas, delegada e diretora do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) do Rio de Janeiro, afirma que a ação da ministra do STF foi de “extrema importância para a redução do índice de violência”. — O trecho do decreto que amplia a possibilidade de um colecionador de ...

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Foto: Divulgação

Campanha #NemPenseEmMeMatar denuncia cultura feminicida e número alarmante de mortes no Brasil

Embora o crime de feminicídio esteja no Código Penal desde 2015, o assassinato de mulheres – apenas por serem mulheres – cresce diariamente no Brasil. No primeiro semestre de 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 se alastrou pelo mundo impondo a necessidade de isolamento social, foi registrado aumento de 1,9% deste crime de ódio*. Naqueles primeiros seis meses, foram mortas 648 brasileiras, a maioria negras e vivendo em desigualdade social. Dados como estes e a falta de políticas públicas se agravam em um país que já ocupava o 5º lugar entre as nações que mais matam suas mulheres**. Com o objetivo de denunciar a omissão do Estado e exigir a proteção da vida delas, nasce o Levante Feminista contra o Feminicídio, frente suprapartidária que lançará no próximo dia 25 a campanha “Nem Pense em Me Matar”, apoiada nesta ideia: “Quem mata uma mulher mata a humanidade!” A articulação ...

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Foto: Editoria de Arte/G1

Mais de 50 mil mulheres pediram medidas protetivas para escapar da violência doméstica em 2020

Só em São Paulo, no ano passado, mais de 50 mil mulheres pediram medidas protetivas contra da violência doméstica. "Você é uma analfabeta! Cala a boca, não te perguntei. Se você não ficar comigo, você vai perder a sua casa, seus filhos e o seu emprego". Eram palavras como essas que duas mulheres vítimas de violência doméstica ouviam dentro de casa. Até que apanharam dos companheiros. "A gente era praticamente recém-casado, eu gostava muito dele e eu vi aquilo como um ato isolado, sabe, uma explosão que não iria mais se repetir né", conta uma das vítimas. Mas o marido fez de novo. "Ele questionou o meu comportamento de não estar mais assim carinhosa, dedicada. Daí gerou uma discussão e uma hora ele me deu um tapa no rosto. Imediatamente eu disse pra ele que eu estava indo na delegacia da mulher fazer uma denúncia. Só que ele não acreditou ...

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Prédio do STF, em Brasília (Foto: Divulgação / STF)

STF derruba “legítima defesa da honra”: números bastam como prova, diz Fux 

Em votação histórica na noite desta sexta-feira (12), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade invalidar o uso da tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio. Os 11 ministros do STF avaliaram que a tese contraria princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proteção à vida e da igualdade de gênero e que, portanto, não pode ser aplicada nos tribunais do júri como argumento de defesa em casos de feminicídio. "A cultura machista, misógina, que ainda impera em nosso país e coloniza as mentes de homens e mulheres, seja de modo refletido ou irrefletido, consciente ou pré-consciente, não precisa de outra prova além dos números da violência doméstica e do feminicídio registrados nas tristes estatísticas policiais", escreveu o ministro Luiz Fux, presidente do STF, na decisão da corte. Fux também ressaltou que é "devastador" constatar que, durante a pandemia, a violência contra as mulheres aumentou ...

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Por dia cinco mulheres foram vítimas de feminicídio em 2020, aponta estudo

Pelo menos cinco mulheres foram assassinadas ou vítimas de violência por dia em 2020. Os dados da Rede de Observatório da Segurança mostram que cinco estados brasileiros registraram, juntos, 449 casos de feminicídio no ano passado, isto é, vítimas que foram mortas por serem mulheres. A violência contra a mulher em 2020, o que inclui o feminicídio, entrou na terceira posição do ranking de eventos monitorados pela Rede. Entre os mais de 18 mil eventos relacionados à segurança pública e a violência, 1.823 se referem aos crimes de gênero contra a mulher, o que dá a média de cinco casos ao dia. A pesquisa denominada “A Dor e a Luta: Números do Feminicídio” aponta que São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de registros, entre os cinco (BA, CE, PE, RJ e SP) acompanhados pelas pesquisadoras. No estado paulista, 731 mulheres foram mortas ou sofreram qualquer tipo ...

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Ronda Maria da Penha, em Salvador, auxilia mulheres vítimas de violência — Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA

Mais de 180 mulheres foram mortas na BA em 2020: ‘É preciso entendimento social para mudar esses dados’, diz pesquisadora

O levantamento anual feito pela Rede de Observatórios da Segurança aponta que 181 mulheres foram mortas na Bahia em 2020. Desse total, 70 foram vítimas de feminicídio, crime de ódio em que a mulher é assassinada em contexto de violência doméstica ou por misoginia – aversão às mulheres. Além da Bahia, a organização analisa dados de outros quatro estados: Ceará (138 casos, entre homicídios e feminicídios), Pernambuco (144, somando homicídios e feminicídios), Rio de Janeiro (84, contando homicídios e feminicídios) e São Paulo (200, também entre homicídios e feminicídios). Em comparação com eles, o estado baiano é o líder no homicídio de mulheres (111) e fica em 3º lugar no ranking dos feminicídios (70), somando 181 no total dos crimes. Os dados foram publicados pela Rede nesta quinta-feira (4). Outros dados analisados pela Rede são: violência sexual e estupro; cárcere privado; agressões verbais e ameaças e tentativas de feminicídio. Veja tabela ...

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Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

58% dos feminicídios são cometidos por companheiro ou ex, mostra pesquisa

A Rede de Observatórios da Segurança analisou 1.823 casos de violência contra a mulher em cinco estados — Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo— e constatou o desolador número de cinco casos diários nessas regiões durante 2020. Desse total, foram 449 feminicídios. Em ao menos 58% desses casos, os criminosos eram maridos, namorados ou ex-companheiros da vítima. E mais: 41% dessas mortes foram provocadas após uma briga ou o fim do relacionamento. Ou seja: a maior parte dos criminosos tinha relação com a vítima e a matou em decorrência dela. Segundo o boletim, houve picos nos números de violência de gênero após o isolamento social devido à pandemia de coronavírus, justamente porque as vítimas estão mais em casa, com o agressor. "Quando a gente está no processo de monitoramento e se depara com esse tipo de violência, nos colocamos no lugar dessas vítimas. E é devastador, principalmente quando a gente vê a motivação ...

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Número de feminicídios cresceu 50% durante lockdown na Itália

Um relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) revelou que nos primeiros seis meses de 2020, período em que a Itália anunciou medidas mais restritivas para evitar a propagação da Covid-19, o número de feminicídios aumentou em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo os dados, o total de homicídios passou de 35%, no primeiro semestre de 2019, para 45%, nos seis meses iniciais de 2020, agravando a situação da mulher no país. O percentual, porém, saltou para 50% durante o lockdown imposto em março e abril. Os números revelam que o rastro de sangue no país continuou sem interrupção, já que em 2019 a quantidade de feminicídios havia chegado a marca de 101 e, em 2018, o percentual de homens acusados de cometer o crime era de 93%. De acordo com o Istat, em 90% dos casos registrados no primeiro semestre do ano passado, as mulheres foram ...

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No Brasil, o feminicídio foi tipificado como crime pela lei 13.104, de 2015 - Créditos da foto: Midia NINJA

Para pesquisadoras, feminicídio no fim do ano não é pontual, e sim questão estrutural

No dia 24 de dezembro, Loni Priebe de Almeida, de 74 anos, foi morta com um tiro na cabeça pelo ex-marido, no Rio Grande do Sul. No mesmo dia, Viviane Vieira do Amaral, de 45 anos, foi morta com 16 facadas, na frente das três filhas pequenas, pelo ex-marido, no Rio de Janeiro. Também na véspera de Natal, Thalia Ferraz, de 23 anos, foi morta com um tiro disparado pelo ex-companheiro, na frente de seus familiares, em Santa Catarina. Também com tiros, Evelaine Aparecida Ricardo, de 29 anos, foi morta ao atender a um chamado no portão de sua casa e se deparar com o namorado carregando uma arma. No dia seguinte, a matança não terminou. Anna Paula Porfírio dos Santos, de 45 anos, foi assassinada dentro de casa pelo ex-marido, na frente de sua filha de 12 anos, em Pernambuco; assim como Aline Arns, de 38 anos, também morta a tiros pelo ...

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Lia Zanotta Machado (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Machismo, confinamento e desemprego favorecem feminicídio, diz Lia Zanotta

O ano começou com casos de violência contra a mulher. O Distrito Federal registrou quatro ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. Durante a virada do ano, duas mulheres sofreram tentativas de feminicídios. Uma delas ficou sob a ameaça de uma faca até a chegada da polícia e a outra foi alvo de quatro disparos de arma de fogo, que não a atingiram. Nenhuma das duas ficaram feridas e os agressores foram presos em flagrante. A pandemia, o desemprego e especialmente o fator histórico, são algumas das causas que podem explicar o aumento do número de casos de violência por questões de gênero, segundo a especialista em direitos das mulheres Lia Zanotta Machado. “Você tem um sexismo estrutural enorme por causa da desigualdade de gênero na memória social e na memória jurídica. Era escrito em lei que as mulheres não valiam o mesmo que os homens. A ideia da desigualdade ...

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"Nos levantamos para lutar contra o empobrecimento do capitalismo, contra a colonização do sionismo e contra a violência à qual os mais humildes estão condenados" (Foto: Helena Zelic/Marcha das Margaridas)

Mulheres da Assembleia Internacional dos Povos ratificam sua luta contra a violência

"Saudamos a luta feminista que as mulheres e as diversidades estão realizando nos cinco continentes contra o patriarcado, o capitalismo, o imperialismo, o sionismo e o racismo". Assim as mulheres integrantes da Assembleia Internacional dos Povos, uma articulação internacional de movimentos populares, partidos de esquerda e sindicatos, ratificam seu compromisso com o feminismo no marco do Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher, celebrado nesta quarta-feira, 25 de novembro. Em uma nota divulgada hoje, as militantes recuperam a história da data, criada em memória de Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, as três irmãs perseguidas e assassinadas em 1960 por ordem do ditador da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo. "Esta é a mesma história de muitas mulheres em todo o mundo que, apesar da violência típica do sistema patriarcal na nossa vida cotidiana, também confrontamos a violência política e social que os Estados cometem contra nós e nossos ...

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Monitor da violência - feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

Feminicídio: 74% das mulheres mortas no RJ eram mães, aponta pesquisa

Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisa de Gênero, Raça e Etnia da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro mostra que a grande maioria das vítimas de feminicídio no estado eram mães e que os agressores tinham vínculo íntimo com elas. O RJ1 teve acesso em primeira mão aos dados da pesquisa, que analisou processos de feminicídios julgados pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, as vítimas são, em sua maior parte, mulheres pardas e brancas, com idades entre 25 e 45 anos e que 74% das mulheres assassinadas eram mães. A maior parte dos agressores também está nessa faixa etária, entre 25 e 45 anos. Mais da metade deles, segundo a pesquisa, usava algum tipo de droga ou medicamento. Além disso, 90% dos agressores tinham vínculo íntimo com as mulheres que mataram, sendo que 39% deles moravam com elas. A juíza ...

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(crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

DF é a capital que mais registrou agressões contra mulheres em 2019

O Distrito Federal foi a capital que mais registrou casos de violência doméstica em 2019. De acordo com os dados do 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta segunda-feira (19/10), a capital federal teve 16.549 casos no ano passado — 7,1% a mais que em 2018. De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Neste cenário, ainda segundo o estudo, o DF fica à frente de cidades como São Paulo, que registrou 11.403 casos de violência doméstica em 2019; Rio de Janeiro, com 8.966; e Belo Horizonte, com 7.744. Feminicídios e estupros Além das agressões domésticas, Brasília foi a segunda capital com mais registros de feminicídios no país. Segundo os dados, foram 33 casos em 2019 ...

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Imagem ilustrativa

Violência contra mulheres: a “pandemia na sombra” da Covid-19

Nos últimos meses, aumentaram os casos de violência, abuso sexual e feminicídios em África e no mundo. E este aumento pode estar, em parte, ligado à Covid-19. A Organização das Nações Unidas (ONU) já chama-de "pandemia na sombra" à violência contra mulheres. No primeiro semestre de 2020, a Libéria registou um aumento de 50% nos casos de violência de género: só entre janeiro e junho registaram-se mais de 600 casos de violação; em todo o ano de 2018 tinham sido 803. Na Nigéria, a violência sexual também aumentou durante o confinamento: em junho, os casos de duas jovens violadas e mortas chocaram o país. Já no Quénia, segundo a imprensa local, quase 4 mil estudantes engravidaram durante o encerramento das escolas, alegadamente por terem sido violadas por familiares ou agentes da polícia. "A situação já era má para as mulheres mesmo antes do coronavírus. A pandemia apenas levantou o véu sobre ...

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No vídeo, além das imagens gravadas pelas integrantes do movimento, dados ilustram uma violência cruel (foto: Redes Sociais/Reprodução)

Movimento ‘Quem ama não mata’ completa 40 anos e protesta contra feminicídio; veja vídeo

Marcado na história mineira, o movimento feminista “Quem Ama Não Mata (QANM)" lançou nesta terça-feira (18) um vídeo relembrando o ato da escadaria da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte, ocorrido há 40 anos. Líderes do movimento se juntaram para protestar contra a violência doméstica e o feminicídio, chamando a atenção para um novo tipo de crime, que, em 1980, ainda não era falado. De uma forma atemporal, essas mesmas mulheres fazem um registro poético em vídeo, dirigido por Papoula Bicalho, que, em fragmentos, mostram a beleza do corpo feminino de todas as idades e alertam para a importância da discussão de pautas feministas. Quarenta anos depois do ato da escadaria da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte, o movimento 'Quem Ama Não Mata' lança um vídeo contra a violência da mulher e o feminicídio; veja https://t.co/6lfJ6vPUCk pic.twitter.com/fzRDycIaWa — Estado de Minas (@em_com) August 18, 2020 “Antes da pandemia, pensamos diversas ...

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Casos de violência contra mulher aumentaram na pandemia — Foto: Reprodução/TV Globo

Fórum de Segurança Pública aponta que violência contra mulher aumentou no Pará na pandemia

O isolamento social produziu um ambiental ainda mais hostil para as mulheres do Pará. Segundo dados de julho do Fórum de Segurança Pública, casos de feminicídio aumentaram 75% entre março e maio este ano, em comparação ao ano anterior. Por outro lado, o número de registro de violência doméstica caiu 15%. Para especialistas, os dados indicam que as mulheres morrem sem ao menos terem tido acesso a denúncia da violência ocorrida antes de culminar no assassinato doméstico. De acordo com dados as Secretaria de Segurança do Pará (Segup), nos sete primeiros meses deste ano, o índice de feminicídio cresceu 118%. O assassinato de mulheres foi o único crime violento a registrar aumento no 1º semestre no Pará. “O isolamento social no processo dessa pandemia tem tornando visível as deficiências e as dificuldades que as mulheres enfrentam no cotidiano familiar, na circulação nas cidades, no trabalho, nas políticas públicas”, analisa Eunice ...

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Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

Feminicídio aumenta 68% nos primeiros 6 meses de 2020 em MT

O número de feminicídios ocorridos nos seis primeiros meses de 2020 em Mato Grosso aumentou 68% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, 32 mulheres foram vítimas de feminicídio, enquanto em 2019 houve 19 vítimas. Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública. No entanto, esses são dados preliminares, já que, durante a investigação dos crimes, pode haver mudanças na autoria e motivação, podendo ser classificados como homicídios dolosos. Inclusive, o número de homicídios dolosos contra mulheres entre 18 e 59 anos apresentou redução significativa de 46%. Neste ano, 14 casos de homicídios dolosos foram registrados, enquanto, no ano passado, este número chegou a 26 crimes. No total de mortes envolvendo vítimas femininas somando todas as motivações, 46 crimes foram registrados este ano, enquanto 45 ocorreram no mesmo período do ano passado, ou seja: um crescimento de 2%. Já ...

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