segunda-feira, março 8, 2021

Tag: saúde da população negra

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Impacto do racismo na saúde mental

“Ninguém pode ser autenticamente humano enquanto impede que os outros o sejam.” Paulo Freire Há uma prolífica discussão nos meios acadêmicos que os conceitos de raça e etnia são construções sociais dependentes das complexas relações vigentes dentro dos grupos sociais. De acordo com muitos autores o conceito de raça serve para garantir o funcionamento de normas sociais, em sociedades marcadas por uma grande desigualdade. Silvio Luiz de Almeida, autor do livro “O que é racismo estrutural?” argumenta que o racismo pode ser definido a partir de três concepções: 1) individualista, pela qual se apresenta como uma deficiência patológica, decorrente de preconceitos; 2) institucional, pela qual se conferem privilégios e desvantagens a determinados grupos em razão da raça, normalizando estes atos, por meio do poder e da dominação; e 3) estrutural que, diante do modo “normal” com que o racismo está presente nas relações sociais, políticas, jurídicas e econômicas, a responsabilização ...

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Ilustração: Bruno Fonseca e Larissa Fernandes/Agência Pública

A saúde das crianças negras

Quando se fala sobre saúde de crianças negras com profissionais da medicina, é comum que pensem logo em anemia falciforme, por se tratar de uma doença que acomete a população afrodescendente. No entanto, a vulnerabilidade das crianças negras vai muito além. Como fazem parte da população mais pobre do Brasil, estão sujeitas inúmeras doenças ligadas à pobreza. Uma criança negra tem, por exemplo, 70% mais risco de ser pobre e 30% a mais de chance de estar fora da escola do que uma criança branca, segundo o Unicef. A pobreza retira crianças e jovens da escola e os empurra cada vez mais precocemente para o mercado de trabalho, onde acabam desenvolvendo funções insalubres. Dados do Unicef indicam que 64,78% das crianças e adolescente que trabalham no Brasil são negros. Meninas negras representam entre 87% e 93% das crianças e dos adolescentes envolvidos em trabalho doméstico no país. Vejam outros números: ...

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Em casa, Emanuelle Góes analisa dados sobre as disparidades raciais na pandemia Arquivo pessoal

“É considerado normal 100 mil pessoas morrerem e a maioria ser pobre, negra, do Nordeste, da periferia, do Norte, indígena”

Depoimento concedido a Maria Guimarães Trabalho com racismo na saúde: o acesso a serviços e as desigualdades entre pessoas negras e brancas. O foco da minha pesquisa são as mulheres negras, em comparação às brancas.  No doutorado trabalhei com direitos reprodutivos, o foco era como as mulheres de diferentes grupos raciais são atendidas quando estão em situação de abortamento. Verifiquei que as mulheres negras tinham mais dificuldade e também medo de procurar atendimento, por receio de serem maltratadas. Esse medo se confirma, porque realmente elas sofrem barreiras institucionais, como aguardar mais por uma vaga. Tudo o que já é naturalmente difícil para as mulheres no processo de aborto, que também envolve estigma, se potencializa para as mulheres negras por causa do racismo institucional.  No ano passado iniciei um pós-doutorado para estudar desigualdades raciais e mortalidade por câncer de colo de útero e de mama no Centro de Integração de Dados ...

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Cresce número de óbitos entre população preta e parda Foto: Agência Brasil

Aumento de mortes por causas naturais é 3 vezes maior entre pretos e pardos do que entre brancos

As pessoas que se declaram pretas e pardas são as que mais morreram durante a pandemia do novo coronavírus por causas naturais. O crescimento total de mortes entre pretos e pardos representa quase o triplo do aumento de óbitos entre brancos. Embora as mortes gerais no país tenham subido 13% desde o início da crise sanitária, há quatro meses, dados do Portal da Transparência do Registro Civil indicam que o aumento dos óbitos na população ocorreu de maneira desigual, quando comparado com os números do ano passado. Enquanto entre os pretos o crescimento no total de mortes foi de 31,1% e entre os pardos de 31,4%, para os brancos esse índice foi de 9,3%. Para a população indígena, o aumento foi de 13,2% e para os amarelos, 15,3%. O detalhamento das mortes é possível por conta das certidões de óbito repassadas aos cartórios. As doenças respiratórias também fizeram mais vítimas ...

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(Foto: Jerome Gilles/NurPhoto via Getty Images)

COVID-19 e seu impacto nas comunidades negras nos Estados Unidos e no Brasil

A COVID-19 tem exercido um impacto devastador, e as comunidades negras em todo o mundo têm sido as mais afetadas pela pandemia. Mesmo que a extensão total do seu impacto ainda esteja para ser determinada, essas comunidades estão desproporcionalmente propensas a contraírem e perecerem em função da COVID-19, comparando-se com o restante da população. Tecemos considerações a respeito do impacto da pandemia de COVID-19 no Brasil e nos Estados Unidos como ponto de partida para futuros estudos sobre populações negras em todo o mundo.  O Brasil é o maior e mais populoso país da América do Sul, com uma população de aproximadamente 210 milhões. A população negra constitui a maioria dos habitantes do país, representando 51,1% da população total. Por outro lado, os Estados Unidos possuem uma população total de 328,2 milhões, sendo que a parcela negra representa apenas 12,1%. Uma comparação entre esses países pode, inicialmente, parecer incomum, especialmente ...

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Reprodução/Facebook

‘Nossas vidas importam’: movimento cobra de autoridades o acesso adequado à saúde para os mais vulneráveis

Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (14), a Anistia Internacional Brasil vai lançar a campanha “Nossas Vidas Importam”, que faz frente à pandemia do novo coronavírus. O movimento é um alerta às autoridades brasileiras para que nenhuma pessoa seja deixada para trás no combate à crise. A live será realizada às 19h no canal da Anistia Brasil no YouTube. A iniciativa cobra que sejam tomadas medidas concretas e urgentes pelas autoridades federais, estaduais e municipais, a fim de minimizar os impactos da Covid-19. A organização destaca a atuação ativa e efetiva da sociedade civil, em contraste com as ações das autoridades. “As necessidades de populações mais vulneráveis devem ser reconhecidas, pois em suas realidades, marcadas pela desigualdade estrutural, elas já estão se mobilizando para diminuir os impactos da pandemia. São elas que, no cotidiano de privações e de ausências em políticas públicas, criam soluções", afirma Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil. ...

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Teste para coronavírus (Foto: Marijan Murat / AFP)

Justiça determina registro obrigatório de raça em casos da covid-19

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que os dados registrados e divulgados sobre os casos de coronavírus no país incluam, obrigatoriamente, informações sobre a etnorraça dos infectados. A decisão, liminar, atendeu a um pedido da Defensoria Pública da União e do Instituto Luiz Gama (ONG que luta contra o preconceito) e reconheceu a necessidade de identificar grupos mais vulneráveis à pandemia. "A urgência da medida reside na própria pandemia e na necessidade premente de que os gestores adotem medidas realmente condizentes com as necessidades da população, especialmente a que se encontra em situação de maior vulnerabilidade", escreveu o juiz federal Dimitri Vasconcelos Wanderley. Segundo a decisão, a União deve expedir diretrizes para as secretarias de Saúde para o preenchimento obrigatório dos marcadores etnorraciais, conforme as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera negra toda a população que se autodeclara preta ou parda. Também devem ...

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Enterro de vítima do coronavírus no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo Foto: Victor Moriyama/The New York Times

Em SP, risco de morte de negros por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos

Dados do boletim epidemiológico da Prefeitura de São Paulo do dia 30 de abril apontam que o risco de morte de negros por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos. No caso dos pardos, esse risco é 23% maior. Especialistas apontam que questões socioeconômicas, como saneamento básico precário, insegurança alimentar e dificuldade de acesso à assistência médica, aumentam o risco de adoecer e morrer. Nos Estados Unidos, por exemplo, os negros também estão mais expostos ao novo coronavírus. As estatísticas fazem parte do 3° Boletim Covid-19 da Secretaria Municipal de Saúde. O documento traz dados e análises referentes à situação epidemiológica e ações para o enfrentamento da doença até o dia 24 de abril. Essa parte da pesquisa considera o número de óbitos (suspeitos e confirmados) por covid-19 entre brancos, pretos, amarelos, pardos e indígenas, de acordo com a classificação de raça/cor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ...

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Foto: dowell/Getty Image

População negra e Covid-19: desigualdades sociais e raciais ainda mais expostas

As doenças não são entidades democráticas. Pelo contrário, elas têm incidências determinadas pela renda, pela idade, pelo gênero e pela raça. Diante da pandemia provocada pelo coronavírus (SARS2- CoV2), diversos segmentos da sociedade estão mais expostos e são identificados como grupos de risco, por conta de comorbidades específicas. A população negra, em sua diversidade, também é um dos grupos de risco, obviamente com gradações internas, variando tanto por comorbidades que atingem negras e negros em maior número, caso da hipertensão e da diabetes e, principalmente, a anemia falciforme, ou mesmo pela letalidade social, motivada por questões históricas, políticas e sociais estruturantes de nossa sociedade. A Abrasco ouviu pesquisadores e lideranças sociais para entender esse cenário e ser um canal dessas demandas. Por Pedro Martins, do Abrasco Foto: dowell/Getty Images Altair Lira, professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA (IHAC/UFBA) e integrante do Grupo ...

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Rochelle Allen, a respiratory therapist, made a home visit to Lisa McClendon, who goes to the emergency room about once a month because of her asthma.Credit...Alexandra Hootnick for The New York Times

A população negra e o coronavírus

Recente reportagem no The New York Times, de 07 de março 2020, feita pelo jornalista John Eligon, chamou atenção para o risco do extermínio de populações negras e latinas, sobretudo as mais pobres, em razão da ausência de um atendimento adequado das mesmas pelos nossos sistemas de saúde. É sabido, que os nossos sistemas de saúde devolvem para a população negra um tratamento não-isonômico, ao qual podemos definir como uma das manifestações necropolíticas do racismo institucional. Assim, podemos definir o racismo institucional como práticas não isonômicas realizados pelos Estados onde a população negra se faz presente, especialmente na política institucional dos órgãos, entidades e serviços delegados de saúde. Por Lúcio Antônio Machado Almeida, enviado para o Portal Geledés  Rochelle Allen, a respiratory therapist, made a home visit to Lisa McClendon, who goes to the emergency room about once a month because of her asthma.Credit...Alexandra Hootnick for The ...

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VICTOR JOSAN/SHUTTERSTOCK

Inscrições para pesquisa com foco em doenças que acometem população negra estão abertas

As inscrições para o edital voltado para pesquisa de soluções para as doenças prevalentes na população negra, como a doença falciforme, estão abertas até esta sexta-feira, 17. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença falciforme é o maior problema de saúde pública do mundo. Do A Tarde  VICTOR JOSAN/SHUTTERSTOCK De acordo com informações da Secretaria de Comunicação (Secom) estadual, o edital vai destinar R$ 1,1 milhão aos pesquisadores que investem conhecimento no tema. Os interessados podem se inscrever através do site da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb).

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Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba)r (Foto: Elói Corrêa/GOVBr)

Desigualdade racial no Brasil se expressa também no acesso à saúde

Política pública de 2009 para combate à discriminação no setor ainda carece de adesão da maioria dos municípios Mayara Paixão, do Brasil de Fato Dez anos após implementação da Política Nacional de Saúde da População Negra, somente 57 municípios do país a implantaram - Créditos: Elói Corrêa/GOVBA Dez anos após implementação da Política Nacional de Saúde da População Negra, somente 57 municípios do país a implantaram / Elói Corrêa/GOVBA A data de 27 de outubro marca o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra. A ocasião propõe refletir e agir sobre as desigualdades raciais existentes no sistema de saúde brasileiro. Dados do Ministério da Saúde mostram que negras e negros, maior parcela da população, são os mais afetados por doenças como a anemia falciforme, hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2. Neste último caso, a incidência da doença em homens negros é 9% maior do ...

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Iñapari (Peru) Haitinanos vivem em condiçoes precarias, falta agua, energia eletrica, pessimas condiçoes de higiene, dormem em alojamentos amontoados,eles nao estao em condiçoes legais, ajuda vem de alguns moradores de Assis Brasil, que atravessam a fronteira, levam agua, e alguns matimentos .

Em PE, política de saúde da população negra contribui para o combate ao racismo

Poucos municípios pernambucanos implementam a política atualmente; desmonte do SUS compromete continuidade do programa Por Marcos Barbosa, do Brasil de Fato O racismo institucional é um dificultador na assistência à saúde da população (Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil) Instituída em 13 de maio de 2009, por meio da portaria nº 992 do Ministério da Saúde, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra tem o objetivo de promover a saúde dessa população, priorizando a redução das desigualdades étnico-raciais, o combate ao racismo e a discriminação nas instituições e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Dez anos após sua instituição, a política tem contribuído efetivar o direito à saúde das pessoas negras, mas ainda enfrenta dificuldade para implementação nos municípios. Em março de 2012, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) criou a Coordenação de Atenção à Saúde da População Negra. Em Pernambuco, aproximadamente ...

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(Getty Images/)

Doença falciforme atinge uma a cada 455 pessoas em Salvador

No dia 19 de junho é celebrado o 'Dia Mundial da Conscientização da Doença Falciforme'. Em Salvador, uma a cada 455 pessoas possuem a doença. A patologia é resultado de uma alteração genética responsável por deformar as hemácias, que endurecem, dificultando a passagem do sangue pelos pequenos vasos e a oxigenação dos tecidos. Do A Tarde (Getty Images/) A doença é hereditária e acomete principalmente pessoas negras. Desde 2008, é obrigatória a notificação da doença após a sua identificação, feita através do teste do pezinho, exame realizado logo após o nascimento do bebê. Os principais sintomas da doença falciforme são a anemia crônica, palidez, cor amarelada na pele e no branco dos olhos, inchaços nos pés e mãos, geralmente com muita dor; além de crises dolorosas nos ossos. Também podem ser registrados atraso no crescimento, feridas nas pernas, tendência a infecções e problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares ...

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Taxa de mortalidade por suicídio aumentou 12% entre jovens e adolescentes negros de 2012 a 2016 — Foto- Pixabay

Índice de suicídio entre jovens e adolescentes negros cresce e é 45% maior do que entre brancos

Dados do Ministério da Saúde mostram que risco de suicídio aumentou 12% na população jovem negra e se manteve estável entre brancos por Patrícia Figueiredo no G1 Taxa de mortalidade por suicídio aumentou 12% entre jovens e adolescentes negros de 2012 a 2016 — Foto- Pixabay Adolescentes e jovens negros têm maior chance de cometer suicídio no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O risco na faixa etária de 10 a 29 anos foi 45% maior entre jovens que se declaram pretos e pardos do que entre brancos no ano de 2016. A diferença é ainda mais relevante entre os jovens e adolescentes negros do sexo masculino: a chance de suicídio é 50% maior neste grupo do que entre brancos na mesma faixa etária. Enquanto a taxa de mortalidade por suicídio entre jovens e adolescentes brancos permaneceu estável de 2012 a 2016, o ...

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Dermatologista Katleen Conceição dá dicas de cuidados para a pele negra

A médica especialista em pele negra conversou com a CAPRICHO na Casa de Praia Gillette Venus Por Beatriz Arruda Do Capricho Cada pele tem suas particularidades, por isso, garotas negras precisam manter alguns cuidados específicos. Durante a Casa de Praia Gillette Venus, a CH conversou com Katleen Conceição, dermatologista especializada em pele negra, e ela ensinou algumas dicas certeiras! Dermatologista Katleen Conceição (Acervo Pessoal/Reprodução) Protetor solar não pode faltar Ter uma maior quantidade de melanina (composto responsável pela pigmentação) não significa que você não precisa usar filtro solar. A Dra. Katleen alerta: “A preocupação, hoje em dia, é com o câncer de pele na pele negra”. Além do Brasil ser um país tropical, que costuma ter muitos dias de sol, não se pode esquecer da exposição diária à luz dos ambientes, computador e celular. Ou seja, protetor solar é fundamental todos os dias. Lembre-se de reaplicá-lo também. Cutucar espinha? ...

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Dezembro vermelho: negros estão entre as principais vítimas do HIV no país

A colunista Isis Vergílio convida a amiga, a artista plástica e ativista Micaela Cyrino, para contar sobre como é viver desde sempre com o HIV e os percalços da população negra portadora do vírus Por Isis Carolina Vergílio Do Revista Marie Claire Micaela Cyrino: "Sou mulher negra, vivendo com o HIV desde que nasci" (Foto: Day Rodrigues) Conheci Mica em 2016, acompanhando um amigo, Flip Couto - ativista no debate sobre a saúde da população negra vivendo com HIV, produtor e idealizador do Coletivo Amem -, a um bate-papo sobre HIV. Num determinado momento da discussão, Mica, muito aborrecida, levantou-se e questionou algumas pessoas que compunham a mesa e falavam a partir de um lugar extremamente privilegiado, ignorando a situação da população negra - os mais afetados pela epidemia de Aids no país. A observação faz total sentido, como comprova a pesquisa mencionada pela médica Eliana Battaggia Gutierrez, coordenadora do ...

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Saúde da população negra: racismo e condições sociais limitam acesso a serviços e tratamentos

Entenda a importância da data que é dedicada à promoção e conscientização da saúde da população negra Por  Valéria Soares Do Minha Vida Foto: Reprodução/Bahia Noticias Se alimentar corretamente, beber bastante água, praticar atividade física e visitar o médico regularmente são práticas que, em tese, mantêm a saúde em dia. E de maneira geral, parece algo bem simples de colocar em prática por qualquer um. Mas então por que é preciso dedicar o dia 27 de outubro para falar sobre a saúde da população negra? O Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, iniciativa da Rede de Controle Social do Ministério Público, tem como objetivo fazer com que profissionais de saúde atentem à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, ao racismo e seu impacto sobre a saúde mental, a ampliação da cobertura da saúde para negros, as desigualdades étnico-raciais e ao racismo institucional. "É uma oportunidade importante para ...

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Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo

No próximo dia 12 de Setembro acontece em São Paulo, a instalação do Fórum de Saúde da População Negra do Município de São Paulo. O evento acontece no Auditório da APEOESP, com o objetivo de analisar as políticas públicas de saúde para a população negra e os principais desafios e avanços na obtenção da saúde integral. Do Aliança Pró-saúde da População Negra Imagem retirada do blog Aliança Pró-saúde da População Negra Essa é uma iniciativa da Aliança Pró-Saúde da População Negra, que congrega coletivos e membros da sociedade civil com atuação na área da saúde. É também esse o momento, em que a Aliança apresenta-se publicamente, a partir da articulação entre diferentes atores da sociedade civil organizada, para a avaliação e o monitoramento das políticas públicas destinadas para o enfrentamento ao racismo. “A saúde que temos e a saúde que queremos” é o norte da mesa de debates que irá marcar esse momento. ...

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Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

Negros são mais suscetíveis a doenças evitáveis no Brasil

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a população negra apresenta os piores indicadores de saúde se comparadas aos brancos. Infecções sexualmente transmissíveis, mortalidade de recém-nascidos antes dos seis dias de vida, hanseníase, mortes maternas e tuberculose são alguns problemas de saúde evitáveis mais frequentes nessa parcela da sociedade. Por Gabriela Albach, do A Tarde  Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE Isso acontece porque a população negra vive com menos qualidade, conforme explica Lúcia Xavier, coordenadora da organização de mulheres negras Criola. “O grupo é mais vulnerável a doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha, a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. A soma desses indicadores de vulnerabilidade aumenta  o risco de perder a vida”, comenta. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ...

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