sábado, agosto 13, 2022
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Coleção Folha enfoca Pixinguinha

Quarto volume destaca obra do criador de “Carinhoso” e “Rosa”, que foi também maestro e arranjador de orquestras populares

Nascido no Rio de Janeiro em 1897, carregando de pequeno o apelido pelo qual ficou conhecido (“Pizindin” significa “menino bom” no dialeto da avó africana), Pixinguinha é figura completamente fundamental na música brasileira do começo do século 20.

Compositor dos clássicos “Carinhoso”, “Rosa” e “Lamento”, gigante como flautista e saxofonista, modernizador máximo dos arranjos para rádios e discos no começo do século. O quarto volume da coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira é dedicado a ele e chega às bancas no próximo domingo, dia 4 de abril.

Pixinguinha ouvia de criança o pai tocar flauta em casa e, desde os 14 anos, tocava em blocos, conjuntos diversos, bailes e discos. Teve sua primeira grande fase artística aos vinte e pouco anos, quando fundou o seminal grupo Oito Batutas, ao lado de Donga. Os Batutas viajaram pelo país e para o exterior e ajudaram a cristalizar o choro, ou chorinho, como estilo e linguagem, com suas interpretações sofisticadas de tangos e maxixes da época e composições do próprio Pixinguinha.

O músico foi ainda maestro da gravadora RCA Victor e escreveu arranjos para clássicos de Carmen Miranda, Mário Reis, Francisco Alves e Almirante. Dirigiu formações como a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, os conjuntos Velha Guarda e Diabos do Céu e a Orquestra Colúmbia de Pixinguinha e teve período fértil tocando saxofone ao lado do flautista Benedito Lacerda, um novo ápice na carreira.

Grande gênio da nossa música, morreu tranquilamente em 1973, durante batizado de um afilhado na Igreja de Nossa Senhora da Paz, no Rio.

A edição deste domingo traz biografia, discografia selecionada, letras e fotos ao longo de 60 páginas. O autor do volume é Carlos Calado, também editor da Coleção Folha. O CD vem com versões de “Rosa”, com Orlando Silva, “Lamento”, com Elizeth Cardoso e Jacob do Bandolim, “Carinhoso”, com César Camargo Mariano e Hélio Delmiro, entre outras.

Além disso, conta com gravações do próprio Pixinguinha, como “Vou Vivendo”, junto a Benedito Lacerda, e “Os Oito Batutas”, com Clementina de Jesus e João da Bahiana.

A Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira é composta por 25 livros-CDs, nas bancas aos domingos, até 29 de agosto. Cada volume é dedicado a um compositor fundamental à música brasileira da primeira metade do século 20.

 

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