EDUCAÇÃO EM SÃO PAULO: Rede estadual troca alunos de série após início do ano letivo

 

Cerca de 13 mil alunos da cidade São Paulo, matriculados em escolas da rede estadual, foram transferidos do 1.º para o 2.º ano do ensino fundamental, mesmo após o início do ano letivo. Em 2010, o fundamental passou a ter nove anos de duração.

O problema ocorreu por causa da confusão sobre a data-limite para se fazer aniversário e ingressar no 1.º ano. Apesar de o Ministério da Educação ter definido a data de corte como 31 de março, os Estados e as cidades têm autonomia para decidir. Em São Paulo, o município adota o primeiro dia do ano letivo – geralmente em fevereiro – e, o Estado, 30 de junho. Neste ano, os colégios estaduais localizados na capital utilizaram o corte da prefeitura e crianças que haviam completado a educação infantil e que fazem aniversário até 30 de junho acabaram matriculadas no 1.º, e não no 2.º ano.

A polêmica fez com que muitas famílias insatisfeitas recorressem. As reclamações foram descentralizadas, mas a secretaria afirma que houve casos na ouvidoria, no Ministério Público – alguns pais entraram com ações judiciais -, no Conselho Estadual de Educação, nas diretorias de ensino e nas próprias escolas.

Para tentar resolver a situação, a secretaria liberou um comunicado interno que objetivava padronizar os processos. Mas o texto gerou mais polêmica porque dava margem para universalizar a regra, permitindo que as 28 mil crianças que fazem 7 anos até 30 de junho fossem transferidas. “Foi um mal-entendido, não estamos mudando a data-limite. Continua sendo em fevereiro”, afirma o secretário adjunto Guilherme Bueno. “Um novo comunicado foi liberado anteontem.”

Segundo Bueno, só foram transferidas para o 2.º ano crianças que completam 7 anos até 30 de junho, que tenham terminado a educação infantil e passado por uma avaliação pedagógica e que os pais tenham autorizado a transferência.

A secretaria afirma que nenhuma criança foi trocada de ano sem a autorização dos pais. Segundo a pasta, as 28 mil crianças que poderiam trocar de ano só serão transferidas caso consigam cumprir todos os requisitos.

“A regra já está cumprida. Eventuais transferências trataremos como exceção”, afirma Bueno.

Fonte: Estadão

+ sobre o tema

Conae SP: Delegados criticam falta de tempo para discussão em etapas municipais e intermunicipais

Em segunda cobertura especial sobre a Conae, o Observatório...

Crítica: Marilena Chaui terá sua obra publicada em nove volumes

  Os "Escritos de Marilena Chaui" começam agora a ser...

Violência é o maior problema para pais, alunos e professores da escola pública

Pesquisa conclui que, no estado de São Paulo, progressão...

para lembrar

Estudante da USP é eleita presidente da UNE

Filiada ao PCdoB, Virgínia Barros quer aumentar a pressão...

Menino chamado de ‘Félix’ por professora vai mudar de escola

A mãe do menino de 11 anos que foi...

USP, UFSC e VEDUCA lançam 1º MBA on-line e gratuito

A USP (Universidade de São Paulo), a UFSC (Universidade...

UFRB abre concurso para contratar mais de 60 professores

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) está...
spot_imgspot_img

Ser menina na escola: estamos atentos às violências de gênero?

Apesar de toda a luta feminista, leis de proteção às mulheres, divulgação de livros, sites, materiais sobre a valorização do feminino, ainda há muito...

Como a educação antirracista contribui para o entendimento do que é Racismo Ambiental

Nas duas cidades mais populosas do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, o primeiro mês do ano ficou marcado pelas tragédias causadas pelas...

SISU: selecionados têm até quarta-feira para fazer matrícula

Estudantes selecionados na primeira chamada do processo seletivo de 2024 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até quarta-feira (7) para fazer a matrícula...
-+=