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“Morrer é um alívio”: 33 ex-traficantes dizem por que a guerra contra a droga fracassa

A chave para atacar a violência é entendê-la: de onde vem? Como se reproduz? Como lidar com ela? E um novo enfoque para consegui-lo é perguntar aos que a protagonizam

Por KARINA GARCÍA REYES, do El País

Várias pessoas se abraçam após um tiroteio que causou 23 mortos em um bar em Veracruz (México) em agosto.ANGEL HERNANDEZ / AFP

Sou do norte do México, uma das regiões mais afetadas pela violência do tráfico de drogas durante as guerras contra o tráfico. Entre 2008-2012 minha cidade viveu uma das épocas mais incertas e violentas em sua história. Os tiroteios, confrontos entre cartéis e militares, que começaram como acontecimentos esporádicos, acabaram sendo eventos frequentes. Ocorriam em plena luz do dia e em qualquer lugar da cidade. Eu testemunhei um tiroteio ao lado da universidade onde dava aulas. Precisamos fechar as portas e aplicar o protocolo de segurança criado para lidar com esses eventos. Meus amigos e familiares tiveram experiências parecidas. Alguns foram testemunhas de confrontos à bala de seus automóveis e outros de suas casas.

Junto com a crescente violência, o cartel dos Zetas começou a extorquir os negócios locais. Se não pagassem seu “direito de estabelecimento”, atacavam seu negócio e sequestravam algum familiar.

Pouco a pouco os negócios foram fechando e a paranoia aumentou pelas mensagens que os traficantes mandavam pelas redes sociais: “Nesta noite não saiam porque vai ter tiroteio”. Algumas vezes essas ameaças se concretizavam.

 

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