“Negra, Pérola Mulher” – Império da Tijuca exalta a mulher negra em seu enredo

A Império da Tijuca vai celebrar os 125 anos da abolição da escravatura no Brasil, exaltando a mulher negra na avenida. A escola da Série A é a sétima a desfilar no sábado (9) na Marquês de Sapucaí.

Com o enredo “Negra, Pérola Mulher”, a escola traz para passarela do samba 2.220 componentes, distribuídos em 23 alas. A agremiação quer mostrar os feitos das mulheres negras, ao longo dos tempos.

Os responsáveis por carregar o pavilhão da escola são Peixinho e Jaçanã Ribeiro, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. A Império da Tijuca vai contar a história da crença de Yorubá, que representa a mulher negra. Ela seria uma força ancestral que tudo cria e transforma.

Serão quatro alegorias, que irão dar destaque as negras que foram rainha, guerreira, escrava, quilombola, musa, escritora, cantora e atriz. Os ritmistas, comandados pelo mestre Capoeira, virão caracterizados de corte da Negra Chica e terão a sua frente Laynnara Cristina como rainha de bateria.

O carnavalesco Junior Pernambucano faz sua estreia no carnaval carioca em 2013. Ele foi campeão três vezes pelas escolas de samba da cidade de Três Rios e quer repetir o feito no sambódromo.

A comunidade do Morro da Formiga traz ainda uma homenagem à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Para empolgar o público da avenida, a Império da Tijuca conta com a voz do Pixulé.

A escola vem dividida em cinco setores: Gèlédè – As Grandes Feiticeiras; Negras Guerreiras em Solo Africano; Bravura e Ousadia, Negras do Brasil; Negra Musa, Mulher Inspiradora e Pérolas Negras do Brasil.

Fundada em 1940, a Império da Tijuca é uma das mais antigas escolas de samba do Rio de Janeiro, resultado da união da Recreio da Mocidade e Estrela da Tijuca. Foi a primeira escola a usar a palavra império no nome, razão pela qual tem uma coroa como símbolo. Em 2012, a agremiação obteve a terceira colocação no antigo Grupo de Acesso A.

 
 

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