quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Resultados da pesquisa por 'ideologia de gênero'

Maioria diz que gênero e sexualidade devem entrar no currículo escolar, diz pesquisa encomendada pelo MEC

Realizado em janeiro de 2018 nos moldes das pesquisas eleitorais, levantamento do Instituto GPP contratado pelo MEC por R$ 216 mil mostra ainda que 62,6% da população não sabe explicar o que é 'ideologia de gênero'. Por Luiz Fernando Toledo Do G1 Uma pesquisa interna encomendada pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado apontou que a maioria dos brasileiros é favorável à inclusão de questões sobre gênero e sexualidade no currículo escolar. Nunca divulgado publicamente, o levantamento foi obtido com exclusividade pela TV Globo por meio da Lei de Acesso à Informação. Segundo a pesquisa, 55,8% responderam "sim" se a "abordagem sobre as questões de gênero e sexualidade deve fazer parte do currículo escolar". Outros 38,2% foram contra a medida, e 6% dos entrevistados não souberam responder. Os entrevistados também foram questionados sobre quais são os principais problemas nas escolas públicas (assista mais no vídeo acima). A pesquisa foi feita pelo ...

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No centro da fogueira: gênero, raça e diversidade sexual nas eleições

Da apologia ao estupro à desqualificação de famílias chefiadas por mulheres (mães e avós); dos ataques à lei Maria da Penha, passando por discursos explicitamente racistas e homofóbicos que renderam denúncias no Supremo Tribunal Federal (STF), das quais surpreendentemente foi absolvido em 11 de setembro, a candidatura do líder das pesquisas na corrida eleitoral 2018 para presidente da República, o ex-deputado Jair Bolsonaro (PSL), representa o que há de mais autoritário e excludente da realidade brasileira. Por Denise Carreira e Ednéia Gonçalves* Do Ação Educativa Créditos: EBC Representa grupos ultraconservadores – como o movimento Escola Sem Partido articulado com grupos religiosos fundamentalistas – que têm priorizado a educação como grande arena de disputa, muitas vezes em aliança política com grupos ultraliberais que atacam as políticas públicas e defendem a educação como mercadoria e não como direito humano. Com base em um discurso hipócrita em defesa dos costumes, ...

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Unegro: 30 anos de luta pela igualdade racial, de gênero e de classe

A União de Negros pela Igualdade (UNEGRO) é uma entidade nacional suprapartidária, fundada em 14 de julho de 1988, em Salvador, na Bahia. E completa 30 anos de articulação na luta contra o racismo, sexismo, homofobia, intolerância e racismo religioso, e todas as suas formas correlatas de manifestação, pela luta de classes. Por Mônica Custódio Do Vermelho Foto: Reprodução/Vermelho Seu principal objetivo é de construir consciência de classe, identidade, pertencimento de valores históricos da população negra e do povo brasileiro, bem como a defesa de direitos em acesso e oportunidade, e assim poder transformar um povo escravizado em construtores de uma nova nação, essa que se constitui a segunda maior população negra do mundo, o Brasil. A Unegro nasce em um momento histórico de nosso país - abertura, redemocratização e Constituinte. Momento do fim da bipolaridade, de resgate do equilíbrio político, econômico, militar e da hegemonia do ...

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Foto: Marie Curie, por Susan Marie Frontczak

A filosofia e a ciência também legitimam a desigualdade de gênero

A teoria afirma que entre todos os elementos que constituem o sistema de gênero existem discursos de legitimação sexual ou ideologia sexual. Por Laura Rodrigues Benda, Justificando    Foto: Marie Curie, por Susan Marie Frontczak Esses discursos legitimam a ordem estabelecida, justificam a hierarquização dos homens e do masculino e das mulheres e do feminino em cada sociedade determinada. São sistemas de crenças que especificam o que é característico de um e outro sexo e, a partir daí, determinam os direitos, os espaços, as atividades e as condutas próprias de cada sexo. Há diversos tipos de discurso de legitimação da desigualdade de gênero. A mitologia é talvez o mais antigo. Por exemplo, na Grécia, os mitos contavam que, devido à curiosidade própria de seu sexo, Pandora tinha aberto a caixa de todos os males do mundo e, em conseqüência, as mulheres eram responsáveis por haver desencadeado ...

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Entrevista Silvia Pimentel: Direito, discriminação e a importância do debate sobre gênero na atualidade

Em entrevista à Agência Patrícia Galvão, a professora e pesquisadora Silvia Pimentel destaca a importância do debate sobre gênero nas universidades – e na educação de um modo geral –, que para ela é ainda mais fundamental neste momento em que se multiplicam ações de grupos fundamentalistas em busca de retrocessos no campo dos direitos das mulheres. Do Agencia Patricia Galvão Com longa trajetória associada à luta pela efetivação de direitos no Brasil e no mundo, Silvia Pimentel teve atuação decisiva para importantes conquistas neste campo em diferentes níveis. Além de professora de Filosofia do Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cumpriu dois mandatos (2011 e 2012) como presidente do Comitê CEDAW  e realizou importantes trabalhos como integrante do Comitê de expertas que acompanha o cumprimento da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW, na silgla em inglês) sobre o acesso ...

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Filósofa americana diz que protestos contra ela no Brasil são ‘equívoco’ e que falar de gênero ‘causa muito medo’

Neste mês, Judith Butler virá pela segunda vez ao Brasil, e é bom estar preparada para enfrentar seus críticos, porque a visita já é polêmica mesmo antes de acontecer. Por Rafael Barifouse, da BBC Acusada de vir fazer uma palestra para promover a chamada ideologia de gênero, a filósofa americana diz à BBC Brasil que a campanha em curso contra ela é um "grande equívoco", porque não falará sobre esse assunto, mas sobre democracia e seu trabalho a respeito da situação de Israel e Palestina. Para ela, esse tipo de reação à visita ocorre porque falar de gênero "causa muito medo". Butler é conhecida por seu trabalho como cientista social e especialmente renomada por seus estudos sobre o conceito de gênero. Ela estará no país para um evento no Sesc Pompeia, em São Paulo, o que colocou o centro cultural na mira de quem se opõe às ideias da filósofa. Há ...

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Masculino/Feminino: as fronteiras de gênero se misturam

Cada vez mais presentes no debate público no mundo todo, as questões de identidade de gênero já despertam resistência e até disputas políticas Da Carta Capital  Conchita Wurst, a travesti austríaca que venceu o concurso Eurovision em 2014 A separação entre masculino e feminino foi superada? No cinema, no teatro, nos museus, na mídia e nos desfiles de moda, a "fluidez de gênero" é o assunto do momento, desafiando as fronteiras estabelecidas e os estereótipos ligados aos sexos. As questões de identidade de gênero estão cada vez mais presentes no debate público no mundo todo, onde despertam resistências ardorosas e, às vezes, duras disputas políticas. "Tornou-se um assunto do cotidiano atual nos jornais", afirma Johanna Burton, curadora de uma exposição sobre o tema aberta no fim de setembro em Nova York. "Ele aparece até em questões tão fundamentais quanto a dos banheiros", ressalta a historiadora de arte americana entrevistada pela AFP, referindo-se ...

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Pesquisadora de gênero denuncia ‘movimento neoconservador’

(Lia Zanotta: movimento mais visível porque está instalado no Congresso. Foto: Raíssa Cesar / UFMG) Por Itamar Rigueira Jr Do UFMG “Após o fim da ditadura e a promulgação de Constituição de 1988, quando havia a sensação de que estávamos indo em direção à afirmação de direitos relacionados a gênero, assistimos, nos últimos anos, a um contramovimento que instalou o que chamo de neoconservadorismo. É mais que a volta do conservadorismo, é um movimento declarado, que ganha visibilidade porque está instalado no Congresso Nacional”, afirmou, na tarde desta quarta, 19, a antropóloga e pesquisadora Lia Zanotta Machado, da Universidade de Brasília (UnB). Ela participou de mesa sobre Gênero, desigualdades, educação e justiça, ao lado das também antropólogas e professoras Regina Facchini Pagu, da Unicamp, e Rozeli Porto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ainda de acordo com Lia Zanotta, o movimento teve origem no Legislativo, para depois ser encampado pelo ...

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Pesquisadora de gênero denuncia ‘movimento neoconservador’

(Lia Zanotta: movimento mais visível porque está instalado no Congresso. Foto: Raíssa Cesar / UFMG) Por Itamar Rigueira Jr Do UFMG “Após o fim da ditadura e a promulgação de Constituição de 1988, quando havia a sensação de que estávamos indo em direção à afirmação de direitos relacionados a gênero, assistimos, nos últimos anos, a um contramovimento que instalou o que chamo de neoconservadorismo. É mais que a volta do conservadorismo, é um movimento declarado, que ganha visibilidade porque está instalado no Congresso Nacional”, afirmou, na tarde desta quarta, 19, a antropóloga e pesquisadora Lia Zanotta Machado, da Universidade de Brasília (UnB). Ela participou de mesa sobre Gênero, desigualdades, educação e justiça, ao lado das também antropólogas e professoras Regina Facchini Pagu, da Unicamp, e Rozeli Porto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ainda de acordo com Lia Zanotta, o movimento teve origem no Legislativo, para depois ser encampado pelo ...

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SAO PAULO, June 2, 2016 -- Demonstrators take part in a protest against the gang rape of a 16-year-old girl in Rio de Janeiro and violence against women, in Sao Paulo, Brazil, on June 1, 2016. (Xinhua/Rahel Patrasso via Getty Images)

84% dos brasileiros apoiam discutir gênero nas escolas, diz pesquisa Ibope

“É uma questão civilizatória reconhecer que pessoas vivem sexualmente de forma diferente”, diz Regina Soares, da Católicas pelo Direito de Decidir. Foto: XINHUA NEWS AGENCY VIA GETTY IMAGES Na contramão de projetos de lei que pregam a Escola Sem Partido, a maior parte dos brasileiros é a favor de discutir assuntos ligados a gênero em sala de aula. É o que revela pesquisa Ibope encomendada pela instituição Católicas pelo Direito de Decidir. De acordo com a sondagem, feita em fevereiro e a qual o HuffPost Brasil teve acesso com exclusividade, 72% concordam total ou em parte que professores promovam debates sobre o direito de cada pessoa viver livremente sua sexualidade, sejam elas heterossexuais ou homossexuais. Já 84% concordam totalmente ou em parte que professores discutam sobre a igualdade entre os sexos com os alunos. O nível de apoio varia de acordo com algumas variáveis, como idade, ...

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Violência relacionada a identidade de gênero e orientação sexual faz alunos abandonarem escola

Estudantes são alvo de preconceito de colegas e professores; Temática deve voltar para Base Curricular POR PAULA FERREIRA / RENATO GRANDELLE, do O Globo Aos 9 anos de idade Junior Philip foi arremessado por um colega contra a quina da mesa da professora - Fernando Lemos / Agência O Globo Quando tinha 9 anos, Junior Philip só andava com meninas na escola. Um colega o perseguia, dizendo que ele deveria ter “postura de homem” e, um dia, o empurrou contra a quina da mesa da professora. Junior, inconsciente, precisou ser levado às pressas para o pronto-socorro. Até hoje, tem uma cicatriz. No fim do ensino fundamental, ele se mudou para uma cidade no interior do Espírito Santo, continuou sendo alvo de bullying, e voltou para o Rio depois de meses. Aqui, para que ninguém o ofendesse por ser homossexual, chegou a namorar uma menina, mas o relacionamento durou pouco. O ...

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Mais uma vez, MEC cede à bancada religiosa em questões de gênero

Bancada da Bíblia se reúne com Temer e “orientação sexual” sai da base nacional curricular, que orienta o conteúdo das escolas. Foto: MONTAGEM / GOVBA / DIVULGAÇÃO DEPUTADO PASTOR TAKAYAMA Do HuffPost Brasil Deputados da bancada da Bíblia tiveram mais uma vitória na luta contra mecanismos que combatam a discriminação nas escolas. O Ministério da Educação suprimiu da base nacional curricular comum as expressões "identidade de gênero" e "orientação sexual". O documento serve como referência para o conteúdo nas salas de aula. De acordo com a Folha de São Paulo, os termos constavam em uma versão da base divulgada a jornalistas na terça-feira (4), mas o conteúdo foi retirado do texto final, disponibilizado nesta quinta-feira (6). No capítulo sobre a importância da base para que o país tenha "equidade" e "igualdade" no ensino, a prévia dizia que "a equidade requer que a instituição escolar seja deliberadamente aberta ...

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Quando a igreja não discute gênero, ela nega direitos humanos”, diz evangélica

"O que precisa ser entendido é que gênero e religião combinam", afirma Valéria Vilhena De berço evangélico pentecostal, Valéria Vilhena se incomodou na juventude com as restrições ao corte de cabelo, ao modo de se vestir e de se comportar impostos pela igreja. "Me vi feminista muito cedo", diz a teóloga, que é mestre em ciências da religião e doutora no programa Educação, História da Cultura e Artes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Por Marcelle Souza, para UOL Ao longo da vida, frequentou diferentes templos cristãos, percebeu outras restrições às mulheres e, sem encontrar o seu lugar, decidiu abandonar a igreja, mas não sua fé. Em 2015, fundou, ao lado de outras mulheres, o EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero), movimento para discutir temas relacionados à violência contra a mulher e à igualdade de oportunidades nas estruturas religiosas. Em novembro de 2016, Vilhena viu sua pesquisa virar notícia, sem crédito, em ...

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Foto: João Godinho

A cruzada do papa Francisco de satanização da teoria de gênero

O papa Francisco, do alto da suposta infalibilidade papal, falseia a verdade sobre a teoria de gênero e a considera uma ideologia – uma invenção do contradiscurso cristão, de extração católica e evangélica, que é uma das maiores desonestidades intelectuais de todos os tempos! Por Fátima Oliveira enviado para o portal Geledés Há uma guerra ideológica de fundamentalistas cristãos no mundo contra o conceito de “gênero”. No Brasil, o acirramento ocorreu na tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE, 2014) no Congresso Nacional, que excluiu gênero e orientação sexual, deixando as batalhas finais para as esferas estaduais e municipais – um caos com ares de terceira guerra mundial! E o Senado, afagando negociantes de Deus, excluiu, em 9.3.2016, a perspectiva de gênero como uma das atribuições das secretarias de Políticas para as Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Precisamos ter seriedade diante de palavras cujo envolvimento com a sexualidade é ...

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Professora cria projeto para debater questões de gênero em escola de SP

Por que, nas escolas, as filas são separadas entre meninos e meninas? E por que é 'natural' que, nas aulas de educação física, as meninas joguem vôlei, enquanto os meninos jogam futebol? Por Ana Carla Bermúdez Do Uol Refletindo sobre questões como essas, Mayla Rosa Rodrigues, professora da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Frei Francisco Mont'Alverne, na Vila Domitila, zona leste de São Paulo, percebeu como a escola costuma reforçar práticas desiguais que acontecem na sociedade. "Os meninos são muito mais incentivados a desenvolver atividades físicas e muito mais elogiados pelo seu desenvolvimento em matérias como matemática, enquanto as meninas brincam de como "ser mamãe" e são mais incentivadas a se desenvolver em matérias linguísticas", conta a professora. A partir disso, Mayla passou a analisar com um olhar mais crítico os livros didáticos e livros de literatura infantil –e encontrou neles também uma repetição de estereótipos, "seja quando apresentam meninas apenas ...

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O ideal de corpo sexuado e a normatização da vida: binarismo de gênero X despatologização das identidades trans e travestis. Entrevista especial com Tatiana Lionço

“A Medicina moderna ocultou sistematicamente a evidência material de corpos intersexo, que passaram a ser invisibilizados por meio do binômio patologização/normalização. A Medicina encara estes corpos não como sinais do limite de suas verdades, mas como erros essenciais”, ressalta a psicóloga. Por Leslie Chaves, do ihu  Quais são os limites éticos e da dita precisão científica? Esse é um questionamento importante de se refletir quando se tem em perspectiva áreas que alicerçam suas premissas em resultados de análises laboratoriais, que acabam conferindo o status de “verdade absoluta” a tais concepções. Um dos exemplos mais candentes dessa questão são as discussões acerca da sexualidade e dos modos de experienciar as identidades de gênero, que extrapolam a relação física e morfológica, pertencendo a uma lógica mais complexa, ampla e profunda, mas sobre as quais ainda prevalece uma demarcação científica que busca definir o que é normal e anormal. De acordo com a ...

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Antes da chegada dos cristãos europeus, nativos norte-americanos reconheciam 5 gêneros

Com a conversão forçada ao cristianismo, foi imposto também o sistema que só reconhece os gêneros masculino e feminino Por FRANCINE OLIVEIRA, do Blastingnews Muitos conservadores continuam a insistir em uma "ideologia de gênero" que negaria a "natureza" humana ao afirmar que os gêneros são culturalmente construídos. Para eles, só existiriam dois gêneros, correspondentes aos sexos "masculino" e "feminino", algo que já estaria determinado por "Deus" antes do nascimento. No entanto, a ideia restrita dos papéis de gênero como a conhecemos hoje, baseada no binário homem/mulher, apenas foi incorporada pelas tribos norte-americanas após a chegada dos europeus, com a imposição das crenças cristãs. A visão diferenciada dos gêneros, que existia em muitas comunidades indígenas, não apenas na América do Norte, mostra como a cultura de um povo influencia os papéis de gênero e a maneira como enxergamos as expressões e sexualidades de acordo com nossas crenças. Para os nativos norte-americanos, havia um ...

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Negrita Mc relata casos de racismo e diz, “tô sentido falta de ideologia no Rap”

O Racismo no Brasil tem sido um problema desde a era escravocrata e, nos dias de hoje, por mais velada que tente ser, ainda existe de uma forma bem escancarada. O racismo e a desigualdade de gênero produzem a falta de acesso ou o acesso de menor qualidade de serviços e direitos para a população negra, sobretudo para as mulheres. Mas, além disso, representa também a perpetuação de uma condição de desigualdade na sociedade. Por  Becca Vilaça, do RND Nessa quarta edição do Rima Dela, trocamos uma ideia com Débora Leão (19 anos), uma mina que manda muito nas rimas e não tem papas na língua. Nascida em Recife e moradora de Carpina, Zona da Mata de Pernambuco, a Mc ganhou o apelido de seus amigos com o significado de: ‘‘Negra que grita” e desde então, Negrita, tem dado voz a sua realidade através do Rap. Desde o inicio não foi fácil, ...

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Vamos conversar sobre gênero?

Teoria, ideologia e a urgente necessidade de pensar contra a má fé Por Marcia Tiburi, da Revista Cult O teólogo André Musskopf defende que os fundamentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo (que pode ser lido na íntegra aqui:http://andremusskopf.blogspot.com.br/2016/02/sobre-como-fundamentalistas-tem-ajudado.html), ele defende que “talvez o mais surpreendente seja que aqueles e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e conhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de alguns pastores evangélicos, deputados e vereadores homofóbicos tem esse outro lado, um efeito inesperado de colocar a questão em pauta, de levar muita gente a repensar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, digamos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem a seguir ...

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Vamos debater questões de gênero?

Vamos debater questões de gênero?

Em Araguaína (TO) um vereador marcou "uma conversa" sobre ideologia de gênero e a "desconstrução do conceito de família tradicional". Gostaria de iniciar este texto com uma afirmação: Até hoje, não vi uma pessoa falando contra a "ideologia" de gênero que conseguisse trazer um conceito adequado sobre gênero. Um dia eu vi uma pessoa dizendo que essa teoria instigaria a criança se tornar homossexual. por Roberto Dalmo do Brasil Post Outra vez ouvi pessoas falando que eram contra a "ideologia" de gênero porque as crianças passariam a frequentar o mesmo banheiro e outras questões que seriam cômicas, se não fosse desrespeitoso rir dessa desinformação. Uma desinformação que mata. Desinformação que mantém a população sem a capacidade de se indignar com algumas questões e vou dar alguns exemplos. A incapacidade do povo enfrentar o machismo de maneira simbólica ou até mesmo de forma mais explícita quando, por exemplo, deixam de empregar ...

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