quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: abolicionistas

    Figura-chave no movimento abolicionista brasileiro, Luiz Gama também se destacava por seus talentos literários e jornalísticos, diz Ligia Fonseca Ferreira (WIKICOMMONS)

    Quem foi Luiz Gama, figura-chave no movimento abolicionista brasileiro

    Faz 25 anos que a pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira estuda a vida e a obra de uma figura singular da história brasileira: o abolicionista Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882). Ela debruçou-se sobre o personagem para sua tese de doutorado, iniciada em 1995 e concluída no ano 2000 na Universidade Sorbonne Nouvelle — Paris III. E descobriu um personagem muito mais dinâmico do que as poucas linhas que a historiografia consagrada lhe reservou. Se nos últimos anos, o abolicionista vem sendo reconhecido como verdadeiro advogado — autodidata, soube utilizar as leis vigentes para conseguir, pela justiça, alforriar centenas de escravos — e figura-chave no movimento abolicionista brasileiro, Ferreira foi além. Professora de Letras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ela atentou para os talentos literários e jornalísticos de Luiz Gama. Apenas 12 anos depois de ter aprendido a ler, Gama publicou, em 1859, seu único livro, Primeiras Trovas Burlescas. Foi ...

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    A escritora Maria Firmina dos Reis, em desenho: não há imagem da autora disponível, e retrato que conhecido é na verdade da escritora gaúcha Maria Benedita Cãmara Imagem: Câmara dos Deputados/Reprodução/Imagem retirada do site TAB

    Autora negra antecipou o abolicionismo na literatura brasileira em 1859

    "Sei que pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem o trato e a conversação dos homens ilustrados (?)." É assim que Maria Firmina dos Reis (1822-1917), então professora de primeiras letras de São José de Guimarães, vila litorânea no Maranhão, inicia "Úrsula", obra publicada em 1859. Pedindo licença para que o livro pudesse caminhar entre nós, a autora, registrada como "uma maranhense" no frontispício da primeira edição, não poderia imaginar qual seria o impacto de sua "tímida e acanhada" produção: "Úrsula" não apenas se tornou a obra inaugural de nossa literatura afro-brasileira — marcando de vez a posição de Firmina na historiografia literária nacional —, como antecipou em no mínimo dez anos os debates abolicionistas que viriam aterrissar nas terras do então Império. Conhecido como o primeiro romance de autoria negra e feminina no Brasil — e o primeiro no ...

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    Foto: Webert da Cruz

    “A escravidão não oferece resposta para tudo”

    Neste 13 de maio, são 132 anos da assinatura da Lei Áurea, decretando a abolição. Para falar sobre o período pós-abolição e a correlação com os dias atuais, a coluna Geledés no debate entrevistou a professora e pesquisadora do Departamento de História da UnB, Ana Flávia Magalhães Pinto, autora dos livros “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista” e “Imprensa negra no Brasil oitocentista”. Ana Flávia também é coordenadora da regional Centro-Oeste do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh; e integrante da Rede de HistoriadorXs NegrXs. Geledés - Quando analisamos as estatísticas da pandemia de covid -19, é notável como a doença atinge os grupos raciais de forma diferenciada. Dados divulgados no dia 10 de abril destacaram que ela está ocorrendo de forma mais letal para pretos e pardos, que representam quase 1 em cada 4 brasileiros hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (23,9%), mas chegam ...

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    Reprodução/Fabecook

    13 de maio de 1888 – 132 anos de Abolição: Homenagem a um grande abolicionista

    Para mim, André Pinto Rebouças, negro baiano nascido em 1838 e formado em engenharia pela Escola Militar do Rio de Janeiro, foi o maior líder da corrente progressista da Abolição da Escravatura. Essa articulação foi derrotada em favor da política imigrantista cujo propósito era excluir a população negra do projeto de nação e branquear a população. João Batista de Lacerda, representando o Brasil no Congresso de Raças em Londres, em 1911, garantia que dali a 100 anos, ou seja em 2011, não haveria nenhuma pessoa negra no Brasil. Senhores de escravizados, inconformados com a perda de sua propriedade e a recusa de indenização por parte da Princesa Isabel e de outras personalidades, da noite pro dia viraram republicanos e apoiaram a derrubada da monarquia pouco mais de um ano depois, por meio de um golpe militar. Numa economia eminentemente agrícola a perda da mão de obra foi um golpe inaceitável ...

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    Luiz Silveira/Agência CNJ Brasil tem mais de 800 mil pessoas presas, a terceira maior população carcerária do mundo

    Pelo fim do sistema criminal: entenda o que defendem os abolicionistas penais

    O Brasil é o terceiro país com maior população carcerária no mundo. Segundo os últimos dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de 800 mil pessoas estão presas nas penitenciárias brasileiras, número inferior apenas aos registrados nos Estados Unidos e na China. Apesar do índice alto - próximo ao da população de uma cidade como Nova Iguaçu (RJ) ou São Bernardo do Campo (SP) - as atuais políticas de segurança do governo de Jair Bolsonaro apontam para um crescimento de prisões. Na contramão dessa visão encarceradora estão os abolicionistas penais. Mas você sabe o que eles realmente defendem? por Felipe Barbosa no Último Segundo Luiz Silveira/Agência CNJBrasil tem mais de 800 mil pessoas presas, a terceira maior população carcerária do mundo O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Acácio Augusto, que é abolicionista e anarquista, explica que “o abolicionismo penal é um movimento ...

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    montagem:cinemacomrapadura

    Cynthia Erivo interpretará Harriet Tubman em cinebiografia produzida pela Focus Features

    A Focus Features anunciou a produção de uma cinebiografia da lendária abolicionista Harriet Tubman. De acordo com o Coming Soon, a atriz escolhida para viver a personagem é Cynthia Erivo, do ainda inédito“As Viúvas”.  Com base na história de Harriet, o filme abordará sua fuga da escravidão e missões subsequentes para libertar dezenas de escravos através da Ferrovia Subterrânea, durante as adversidades da Guerra Civil Americana. “Essa é uma história de uma mulher aparentemente sem poder que realizou o extraordinário para salvar seus entes queridos e no processo se tornou líder e inspiração para seu povo. Enquanto Harriet Tubman é um nome familiar, poucos conhecem a amplitude de sua história – ela não era apenas uma condutora na  Ferrovia Subterrânea, mas ela era espiã do exercito da União e continua sendo uma das poucas mulheres a ter liderado uma expedição armada na historia dos Estados Unidos”, afirmaram as produtoras Debra Martin Chase e Daniela Taplin Lundberg. O ...

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    A luta abolicionista e o papel do negro na construção da própria história

    O movimento abolicionista é exemplo de nossa resistência aconteceu e ainda acontece durante todo o nosso período na diáspora. Por Tulio Custódio Do Huff post Brasil O 13 de Maio é sempre lembrado com muita suspeita por muitos de nós, pessoas engajadas na luta anti racista no Brasil. Por ser uma data que, apesar de marcar oficialmente o fim da escravatura no Brasil, em 1888, é também uma data que está aliada a um discurso ainda corrente da democracia racial. Uma data, portanto, que tem sido historicamente ligada ao protagonismo branco — no caso da Princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea — para o fim da escravidão. Acredito ser importante lembrarmos que a resistência negra também esteve presente de forma protagonista na luta pelo abolicionismo Os movimentos negros durante todo o século XX lutaram ferrenhamente para que houvesse um deslocamento semântico da importância que essa data teria para nós, negros, como memória de liberdade ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Evento exalta trajetória de Luiz Gama

    Atividade apresenta os princípios de Luiz Gama, tido como o maior abolicionista da história do país. O diálogo conta com a presença de Lígia Ferreira, uma das principais referências no Brasil sobre a vida do advogado.   Por Pedro Borges Do Alma Preta A União dos Coletivos Pan Africanistas (UCPA) organiza no dia 17 de março, das 18h às 21h40, o evento “Cartas de Luiz Gama”. Os integrantes da entidade compõem com a Dra. Ligia Ferreira, especialista na história do abolicionista e idealizadora do evento “Com a Palavra Luiz Gama”. O abolicionista, filho de Luiza Mahin, líder da Revolta dos Malês, foi feito escravo aos 10 anos de idade e permaneceu analfabeto até os 17 anos. O maior abolicionista da história do país aprendeu a ler e escrever de maneira autodidata. Foi então que Luiz Gama começou a atuar na advocacia em prol dos escravizados. O evento conta também com a ...

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    (Foto: Imagem retirada do site El País)

    Uma mulher negra será o símbolo da liberdade na moeda do dólar

    As moedas são algo mais que um meio de intercâmbio que representa seu peso em ouro. O cidadão pode ver sua própria história refletida nestas peças de metal. São, de fato, uma marca física permanente que permite recordar o passado de uma nação e abraçar os valores que defende para avançar na direção do futuro. Com esse princípio em mente, a casa da moeda dos Estados Unidos acaba de apresentar um dólar de ouro para comemorar seu 225º aniversário utilizando pela primeira vez o rosto de uma mulher negra para simboliza a liberdade. A US Mint foi fundada em 1792. A primeira fábrica para cunhar as moedas foi estabelecida na Filadélfia. As primeiras que entraram em circulação, usando a prata da família Washington. Daí até os 16 bilhões de moedas produzidas em 2016. A que leva a denominação do dólar tem uma face reservada a Lady Liberty, o símbolo mais ...

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    Tese analisa a conexão entre literatos negros abolicionistas

    Estudo desenvolvido no IFCH recebeu menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2015 Por Manuel Alves Filho, do Unicamp Pensadores e literatos negros desempenharam, durante a segunda metade do século 19, por meio da sua atuação na imprensa das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, importante papel nos debates públicos acerca da defesa dos direitos dos brasileiros, notadamente de pessoas negras livres, libertas e escravizadas. Mais que revelar trajetórias isoladas, as experiências desses sujeitos desvelam uma conexão entre eles, evidenciada, entre outros aspectos, pelo uso de estratégias similares ou pelas influências que uns exerceram sobre outros. Os dados constam da tese de doutoramento da historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto, defendida no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, sob a orientação do professor Sidney Chalhoub. O trabalho recebeu menção honrosa do Prêmio Capes de Tese 2015. De acordo com Ana Flávia, seu interesse pelo tema nasceu ainda ...

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    Ex-escrava vai estampar nota de 20 dólares, após campanha encabeçada por entidade dos EUA (Foto: Imagem retirada do sire UOL)

    1ª mulher em uma nota de dólar é ex-escrava e bateu primeira-dama

    Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, uma nota de dólar terá uma mulher estampada. A figura da ex-escrava Harriet Tubman será impressa na cédula de US$ 20, após a ONG Women On 20s fazer uma campanha pedindo ao presidente Barack Obama para trocar o retrato. Ela foi escolhida por mais de 600 mil votantes. Segundo a campanha, na votação, Harriet rivalizou com Eleanor Roosevelt (embaixadora, ativista dos Direitos Humanos e primeira-dama dos EUA, era mulher de Franklin Roosevelt, que estampa a nota de US$ 5) e Rosa Parks (ativista do movimento negro norte-americano, que teve uma participação emblemática na história dos EUA, por ter se negado, em 1955, a ceder lugar a brancos em um ônibus. Rosa foi detida e levada para a prisão, pois na época, negros e brancos tinham lugares separados pela lei). Leia Também: Harriet Tubman Harriet Tubman (1822-1913) nasceu escrava e em sua fuga orientou cerca de 300 escravos ...

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    Escravos influentes sobre os quais os livros de História não falam

    Conheça alguns escravos que lutaram contra tudo e todos de sua época pelo seu direito à liberdade e igualdade por: Pietro Bottura Zumbi foi um escravo fugitivo que montou um dos maiores quilombos (“cidades” de escravos refugiados) conhecidos do Brasil, o dos Palmares. Deificado por sua força, resistência e perseverança, o líder brasileiro é um dos milhares de nomes de escravos que, contra os terríveis costumes da época e a mentalidade opressora, conseguiram lutar por seu direito de liberdade e levantar a bandeira da igualdade racial, até hoje pesada demais para tremular direito. Entretanto, se hoje em dia nossa sociedade é racista, classista, sexista e materialista como é, imagine há 4 séculos atrás, quando tomar crianças e matar vilarejos africanos inteiros era algo considerado “certo” diante da ética humana. Por isso, pode até parecer que o pessoal dessa lista fez pouca coisa, mas, sem eles, passos essenciais na caminhada contra ...

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    A Atuação dos Juristas na Libertação da Escravatura

    por Vanessa Carvalho dos Santos “Em nós, até a cor é um defeito. Um imperdoável mal de nascença, o estigma de um crime. Mas nossos críticos se esquecem que essa cor, é a origem da riqueza de milhares de ladrões que nos insultam; que essa cor convencional da escravidão tão semelhante à da terra, abriga sob sua superfície escura, vulcões, onde arde o fogo sagrado da liberdade”. Por: Luiz Gama No período do Brasil Imperial vigorava as Ordenações Filipinas que legitimava a escravatura do país; em análise ao ordenamento encontra-se contradição em relação à natureza jurídica do escravo: se objeto ou individuo sem direitos. As interpretações variavam conforme convinha a cada situação individual e concreta, mas percebe-se que havia uma parcela pequena de juristas com uma visão liberal e humanista, compreendendo os negros como vítimas da falsa ideia de superioridade de raças, que conduzia, alimentava e legitimava a escravatura. Entre ...

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    abolição no parlamento

    Abolição no Parlamento, 1823/1888 – 65 anos de lutas

    “Abolição no Parlamento, 1823/1888 – 65 anos de lutas” é relançado com rigorosa revisão através de acordo entre a SEPPIR e o Senado Documentos do Arquivo do Senado mostram como Parlamento atuou na questão da escravidão O 13 de maio de 1888 ficou marcado na História do Brasil como o dia em que foi abolida a escravidão no país. Simplificado assim, o processo que culminou nesta data leva a ignorar as lutas populares e toda uma movimentação na sociedade brasileira, entre prós e contra o fim da escravatura, inclusive no Parlamento. O livro Abolição no Parlamento, 1823/1888 – 65 anos de lutas resgata, através de volumosa documentação histórica, os embates ocorridos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal até a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. Sua leitura é mais do que oportuna para situar os temas que, após 125 anos, ainda mobilizam o Congresso Nacional. A regulamentação da chamada ...

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    Manuel Querino (Foto: Imagem retirada do site Gazeta do Povo)

    Manuel Querino

    Manuel Raimundo Querino nasceu no 28 de julho de 1851, em Santo Amaro, BA. A sua infância foi atribulada, como aliás toda a sua vida. A epidemia de 1855, em Santo Amaro, levara-lhe os pais. Foi confiado aos cuidados de um tutor, o professor Manoel Correia Garcia, que o iniciou nas primeiras letras. Tendo apenas o curso primário, Manuel Querino, aos 17 anos (1868), alistou-se como recruta, viajando pelos sertões de Pernambuco e Piauí, e aí unindo-se a um contingente que se destinava ao Paraguai. Não fui mandado para o Paraguai por motivos de saúde. Foi para o Rio de Janeiro no mesmo ano, ficou empregado no escritório do quartel. Em 1870, foi promovido a cabo de esquadra, e logo depois teve baixa no serviço militar. Voltando a Bahia, começou a trabalhar nas fainas modestas de pintor e decorador. Sobrava-lhe tempo, porém, para estudar francês e português, no Colégio 25 ...

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    Censo 1872

    População negra escravizada no Brasil é detalhada em Censo de 1872

    Marcado por um cenário de conflitos e protestos pelo fim da escravidão, o século XIX no Brasil foi o único do período colonial a ter um censo completo da população de escravizados. Os dados deste censo foram disponibilizados pelo Núcleo de Pesquisa em História Econômica e Demográfica da Universidade Federal de Minas Gerais (NPHED/UFMG) e pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado (Fapemig).  O Censo de 1872, foi realizado com sucesso como parte das políticas inovadoras de D. Pedro II. O resultado foi o registro de 10 milhões de habitantes, onde a população escrava correspondia a 15,24% desse total. Os 10 milhões de pessoas estavam distribuídos em 21 províncias, sendo cada uma subdividida em municípios que, por sua vez, eram divididos em paróquias. Ao todo, eram 1.440 paróquias, as unidades mínimas de informação, que serviram de base para o mapa disponibilizado. O recenseamento é considerado bastante completo por trazer o único ...

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    Guerras dos Farrapos

    Juremir Machado da Silva: ‘muitos comemoram Revolução sem conhecer a história’

    Samir Oliveira Por Ramiro Furquim O jornalista e historiador Juremir Machado da Silva publicou em 2010 o livro “História Regional da Infâmia”, no qual relata, através de documentos, uma série de fatos pouco divulgados sobre a Revolução Farroupilha. Dentre eles, o de que ela foi financiada com a venda de negros. Nesta entrevista ao Sul21, Juremir fala sobre as constatações do livro e o processo de mitificação que se deu em cima da história da revolução. “Os republicanos positivistas tinham noção de que uma identidade se constrói a partir de um mito fundador. Era preciso uma mitologia época para construir essa unidade”, explica. Bastante criticado por expor visões “pouco gloriosas” sobre a Revolução Farroupilha – um dos principais elementos na construção da imagem do gaúcho brasileiro -, o jornalista conta que muitos historiadores deixam de pesquisar o tema por causa da repercussão negativa e hostil de seus ...

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    Castro Alves

    A segunda Morte de Castro Alves

    por: Mário Maestri* Antônio de Castro Alves não vai bem de saúde. Sobre ele, em forma lenta, estendeu-se uma cortina de silêncio, uma espécie de véu do esquecimento. Atualmente, afirma-se que a poesia do nosso mais conhecido vate ressente a usura dos tempos, tornando-se, na forma e no conteúdo, um discurso estranho aos nossos dias. Avança-se que ela registra apenas sentimentos de uma época que, de tão distante de nós, torna-se uma desconhecida. Diz-se que a sua leitura da escravidão teria expressado o olhar temeroso dos escravizadores, e não dos escravizados. Em 1997, quando do sesquicentenário de seu nascimento, pouco se fez, pouco se falou, pouco se discutiu sobre o mais dileto filho da Bahia. O insosso transcurso da celebração não deixaria lugar a dúvidas. Castro Alves ¾ junto com o espartilho, o rapé e a polca ¾ faria parte das antigualhas de um passado longínquo que nos causam apenas difusos ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    Luíz Gama

    Luís Gonzaga Pinto da Gama (Salvador, 21 de junho de 1830 - São Paulo, 24 de agosto de 1882) foi um advogado, jornalista e escritor brasileiro. Biografia Filho de um fidalgo português (cujo nome jamais se soube), que gostava de pesca, caça, cavalos, jogo de cartas e de festas e que assim esbanjou toda fortuna que herdara em 1836 de uma tia, e de Luísa Maheu (ou C), africana da nação Nagô, nascida na costa da Mina, liberta. Sua mãe trabalhava no comércio como quitandeira, sendo conhecida na cidade de Salvador (Bahia). Conforme texto autobiográfico do próprio Luís, a sua mãe foi detida em várias ocasiões, por se envolver em planos de insurreições de escravos, como a Revolta dos Malês (1835). Em 1837, acusada de participação na Sabinada, a sua mãe foi deportada para o Rio de Janeiro, onde desapareceu. Como nunca se converteu ao cristianismo, Luís só aos oito ...

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    (Ilustração: Angelo Agostini)

    13 de Maio – Grandes defensores da abolição

    Uma luta social, política e econômica Campanha pelo fim da escravidão no país envolveu monarquistas e republicanos A abolição da escravatura foi um processo secular resultante de mobilizações sociais - inclusive dos próprios negros -, morais, políticas e econômicas. Da assinatura da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico negreiro, já se passaram 38 anos de intensa campanha abolicionista que se finda agora com a Lei Áurea. Com exemplos europeus de abolição da mão-de-obra escrava, por um bom tempo, o processo da crítica abolicionista no Brasil concentrou-se em espaços como clubes, lojas maçônicas, associações, cafés e jornais e, aos poucos, estendeu-se à população. Essa foi, segundo o abolicionista Joaquim Nabuco, a primeira fase do movimento pelo fim da escravidão, entre 1879 a 1884, quando "os abolicionistas combateram sós, entregues aos seus próprios recursos". Mais tarde, discursos nas tribunas, artigos e poemas em jornais brasileiros e estrangeiros e a forte ...

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