Tag: Amilcar Cabral

Imagem: Quadro Negro

Em 2020, o negro ainda é útil ao colonizador

É característica dos movimentos políticos-sociais, como o movimento negro, a participação e escuta apenas de pessoas “adultas”, seja lá o que isso de fato queira dizer. Em 2019, a ativista estadunidense Angela Davis veio ao Brasil para palestras concorridas. Foi ouvida por milhares. E encantou-se por, na platéia, haver uma quantidade de mulheres negras muitos jovens, algumas menores de idade, todas politizadas e com uma vivência fundamental que, segundo Angela, enriquece o debate. Malcom X só discursava para homens adultos. Ndeye Fatou Ndiaye, brasileira de 15 anos de idade, já é uma destas intelectuais que nos encantam com sua lucidez. Pronta para inclusive, como neste texto escrito para o Quadro-negro, ter algo a dizer para os seus. “Utilizar o negro para produzir resultados é marca registrada do colonizador: desde a chamada escravização, passando pela colonização, neocolonialismo, a seleção francesa de futebol e até chegar no comitê do Carrefour criado no mês ...

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(Foto: Enviado por Maria do Carmo Rebouças dos Santos ao Portal Geledés)

Amílcar Cabral: o pedagogo político-cultural das lutas anticoloniais africanas

Mario de Andrade, combatente contra o colonialismo português em Angola, primeiro biógrafo político de Amílcar Cabral e seu companheiro de luta, vai nos lembrar que na trágica história da África revolucionária, em meio a uma débil memória de grandes revolucionários, três figuras ganham indubitável destaque: Kwame Nkrumah, o visionário que liderou a independência de Gana; Patrice Lumumba, o mártir, assassinado enquanto lutava pela independência do Congo; e Amílcar Cabral, o unificador, o líder político da teoria e da ação que conduziu a luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (ANDRADE, 2008). No 47a ano de sua morte, na coluna Amefricanidades – Apontamentos sobre o Atlântico Negro, pretendo desvelar uma pequena parte do pensamento e da ação política do principal idealizador de uma das mais bem sucedidas lutas pela independência colonial do século XX no Continente africano – Amílcar Cabral e demonstrar a potência e a contemporaneidade de suas ideias ...

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Amílcar Cabral é o segundo maior líder da história

O ideólogo das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral, foi considerado o segundo maior líder mundial de todos os tempos, numa lista elaborada por historiadores para a BBC. A lista é da “BBC World Histories Magazine” e foi feita por historiadores, que nomearam aquele que consideraram o maior líder, alguém que exerceu poder e teve um impacto positivo na humanidade. Por Lusa, No Santiago Magazine Foto: AFP Gett Images Num trabalho que começou no início do ano, a revista contou com a colaboração dos mais destacados historiadores e a votação de leitores, que escolheram como o maior líder de sempre Maharaja Ranjit Singh, líder do império sikh do início do século XIX. Maharaja Ranjit Singh foi considerado um modernizador e unificador, com um reinado que marcou uma era muito positiva para o Punjab e o noroeste da Índia. Teve mais de 38% dos votos. ...

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Foto: AFP Gett Images

Amílcar Cabral: ideólogo e pedagogo da revolução

Se eu pudesse, fazia uma luta só com livros, sem armas.       - Amílcar Cabral   No dia 20 de janeiro de 1973 completará 47 anos do assassinato de um dos maiores líderes que surgiu no continente africano: Amílcar Cabral, revolucionário guineense que idealizou e pavimentou caminhos para a independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde.  Amílcar Cabral nasceu em 1924, Bafatá, Guiné-Bissau. Durante a infância, apresentou elevado desempenho escolar e conquistou uma bolsa de estudos para cursar Engenharia Agrônoma, no Instituto Superior de Agronomia - ISA. Aos 21 anos, mudou-se para Lisboa onde estava localizado o ISA, assim, deu início a graduação que terminaria em 1952. Concorrente ao curso participou de intensos debates políticos com outros estudantes que demonstravam preocupação acerca da colonização europeia. O centro da inquietude dos pensadores estava relacionado à degradação da cultura africana, com forte influência das escolas, conforme explica Cabral (1978): Toda a ...

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(Foto: AFP/Gett Images)

Música e tertúlia na celebração do nascimento de Cabral

“Cantar Cabral e a Resistência” é o nome dado ao concerto que, ao início da noite de hoje marca, na Cidade da Praia, as comemorações dos 94 anos do nascimento de Amílcar Cabral. O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas aproveita a efeméride para anunciar a ideia de uma agenda para assinalar o centenário do herói nacional, em 2024. Amílcar Cabral é autor do poema "Regresso" cuja música Cesária Évora popularizou  Mário Lúcio, Teresinha Araújo, Ana Lisboa, Vera Cruz, Totinho, Binga, Nhelas Spencer, Soren Araújo, Fattú Djakité, Alberto Koening, Body e Eric Tavares são os artistas que se apresentam no palco do Palácio da Cultura Ildo Lobo para homenagear o líder do movimento de libertação de Cabo Verde, numa iniciativa que se insere no projecto Cabo Verde: História, Cultura e Ambiente para um Turismo Sustentável, financiado pela União Europeia, a Fundação Amílcar Cabral e pela Fundação Lelio e ...

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(Foto: AFP/Gett Images)

‘Cartas’ entre Maria Helena Rodrigues e Amílcar Cabral em cena

A correspondência trocada entre Amílcar Cabral e Maria Helena, sua primeira mulher, constituem o universo da peça "Cartas", que vai estar em cena na Escola de Mulheres, no Clube Estefânia, em Lisboa, de quinta-feira a domingo. Na base desta criação, com direção artística de João Branco e Cátia Terrinca, estão as cartas, datadas de 1946 a 1960, trocadas entre Maria Helena Rodrigues e o líder da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral. Muitas das cartas deste período "perderam-se nas viagens, na fuga, na luta e no esquecimento", observam os criadores, para sustentarem o facto de a peça pôr em cena "lacunas, os espaços entre o desfoque e a nitidez, o movimento da memória em direção ao corpo", construíndo uma "recordação efémera de um homem e de uma mulher, na correspondência trocada entre eles". Por isso, 'Cartas' não é apenas um espetáculo-memória sobre dois seres, mas também uma revisitação ...

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(Foto: AFP/Gett Images)

Amílcar Cabral e a cultura africana como resistência

Na história do continente africano surgiram diversas vozes que se levantaram contra o colonialismo e variadas formas de opressão presentes nos países que o compõe. Thomas Sankara, Patrice Lumumba, Léopold Sédar Senghor, Steve Biko e tantos outros deixaram ensinamentos que não envelhecem, mesmo havendo sido elaborados num outro contexto. Amílcar Lopes Cabral é uma dessas vozes, nasceu em 1924, na cidade de Bafatá, Guiné-Bissau. E foi brutalmente assassinado por alguns dos seus companheiros no dia 20 de janeiro de 1973, em Guiné - Conacri, apoiados pela PIDE - Polícia Internacional e de Defesa do Estado. Este recorte biográfico situa-se no reconhecimento da contribuição de Cabral aos movimentos de libertação africanos, especialmente, em Cabo Verde e Guiné-Bissau. Cabral era filho de cabo-verdianos e passou a infância em São Vicente, Cabo Verde. Por causa do elevado desempenho escolar, aos 21 anos, foi contemplado com uma bolsa de estudos para cursar Engenharia Agrônoma ...

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(Foto: AFP/Gett Images)

Cartas de Cabral a Helena: um líder cria-se amando

Ele de pasta de couro na mão, fato e gravata, uma gabardine branca debaixo do braço. Ela de saia comprida preta, um casaco da mesma cor e um ramo de flores. Os dois sorriem, como em algumas das (poucas) fotografias do casal que aparecem em Cartas de Amílcar Cabral a Maria Helena / A Outra Face do Homem – organizado pela filha e historiadora Iva Cabral, e pelos também editores da Rosa de Porcelana, Márcia Souto e Filinto Elísio. Porque este livro de capa dura e maior do que o habitual tem mais reprodução de cartas do que imagens do homem que marcou a História de libertação nacional da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, do homem que foi e continua a ser um dos grandes ícones da luta contra o colonialismo português. São cartas de amor que não entram na intimidade do casal, mas entram no coração do homem. A ...

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Afrofobia Versus Panafricanismo

Enquanto escrevo esta crónica, prosseguem na África do Sul os ataques contra imigrantes africanos. Estes ataques não constituem, infelizmente, algo novo na história do país. Todos recordamos ainda os terríveis eventos de 2008, quando multidões em fúria expulsaram de suas casas, nos subúrbios pobres de Joanesburgo e de outras cidades sul-africanas, mais de 25 mil imigrantes, na sua maioria congoleses. 42 foram assassinados. Por  JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, do Rede Angola O que se está a passar envergonha a África do Sul. Envergonha África. Envergonha a humanidade inteira. Por incrível que pareça o actual surto de xenofobia vem sendo encorajado por importantes dirigentes políticos. O rei zulo, Goodwill Zwelithini aconselhou os imigrantes a fazerem as malas. Edward Zuma, filho do presidente sul-africano, Jacob Zuma, acusou os estrangeiros de se estarem a preparar para tomar o controlo do país. Uma acusação absurda, que levantou um coro de protestos. Zuma, porém, insistiu na ...

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Outra forma de luta

Como africano, Daniel Nunes queria conhecer o seu próprio continente, aquele que tinha perdido a sua história. Em seis décadas, construiu uma das mais importantes colecções particulares do mundo lusófono sobre África. Por SUSANA MOREIRA MARQUES  do Público.pt Antes de conhecer a biblioteca, foi preciso conhecer a casa, porque esta biblioteca não existiria sem esta casa e vice-versa. Há lugares onde se percebe como tudo está realmente ligado e vale a pena olhar para muitas coisas antes de chegar aos livros. Primeiro, o terreno em redor da casa, onde já existe um gesto de coleccionador e um gesto de querer ter à mão o que é importante. Podia falar-se em auto-suficiência mas nunca se sabe o quão suficiente é suficiente. Daniel Nunes abre a porta da cozinha, descobrindo árvores de fruto, sai, e volta com lúcia-lima.  Serve o chá na sala, depois de acender a enorme lareira que, através de um ...

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(Foto: Imagem retirada do site Revista Raça)

Amílcar Cabral o poeta africano

Por que alguém se preocuparia em calar a voz de um poeta? Que horrores, que perigos poderiam conter suas rimas a ponto de levar alguém a um ato tão extremo? Por que será que as palavras, em sotaque lusitano, do cabo-verdiano Amílcar Cabral despertaram tão profundo e intenso ódio em seus algozes? Será que a palavra é uma das armas mais temidas por aqueles só são capazes de se valer da violência? A quem vive em tempos de paz é quase impossível se conceber o veneno que impregna das entranhas e as mentes, em períodos de guerras, quando os que realmente ganham, e muito, são apenas os fabricantes de material bélico. Nos anos 70, grande parte do que foi produzido pela indústria das armas e munições foi despejado no continente africano. Amilcar era guineense de Bafatá. Tinha oito anos quando a família se mudou para a ilha de Cabo Verde e ...

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Quem tem medo de um negro que sabe?

Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? por Marcos Romão O Professor Kabengele Munanga, foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos. Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa: "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, ...

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A presença de Amílcar Cabral na música RAP na Guiné-Bissau e em Cabo-Verde - Por: Redy Wilson Lima e Miguel de Barros

A presença de Amílcar Cabral na música RAP na Guiné-Bissau e em Cabo-Verde – Por: Redy Wilson Lima e Miguel de Barros

 Nos anos de 1990, com a vaga de democratização na Guiné-Bissau e em Cabo-Verde, quer o PAIGC quer o PAICV, partidos tidos como “força, luz e guia do povo”, perdem esse estatuto, pondo fim simultaneamente à cadeia de domesticação dos espíritos, precipitando assim uma descoletivização social das organizações juvenis sob o prisma comunista. Isto fez com que os jovens reinventassem formas de sociabilidades no seio dos grupos de pares, num contexto marcado pela globalização e afro-americanização do mundo, em que a cultura hip-hop, através do seu elemento oral, o rap, aparece como veículo da liberdade de expressão e de protesto dos grupos urbanos em situação de maior precariedade. Este artigo pretende analisar de que forma os jovens guineenses e cabo-verdianos recontextualizaram através do rap, na nova conjuntura dos dois países, o discurso pan-africanista e nacionalista de Amílcar Cabral, tendo em conta o risco de branqueamento da memória coletiva e histórica; a ...

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A desinformação pavimenta os caminhos da ignorancia e perpetua a desorganização e a servidão do negro: Vamos construir nossas próprias referencias!

Um dia de Luta na Morada Eterna dos Ancestrais

Fonte: Lista Racial - Por: Reginaldo Bispo Na eternidade, morada dos ancestrais, embaixo de um Baobá, saudosos militantes do MN discutem a situação do negro no Brasil em 2009. Zumbi, o sábio mais velho, dirige a reunião e fala primeiro: " Não sei se choro de tristeza ou de raiva, a luta dos palmarinos não era pra dar nisso!. Depois de 314 anos parte significativa dos negros brasileiros, em eu nome violentam a dignidade de meu povo, e como Ganga Zumba, aceitam as migalhas enganosas do poder escravista. Negras e negros tem a obrigação de reverter essa farsa. " Malcoln X, ao lado do líder, olhando ao fundo, para J. Brown, Chico Bento e Florestan Fernandes, J.Julio Chiavenatto, Décio Freitas e tantos outros, agradece "Vocês serão sempre bem vindos em nossas reuniões, mas é função dos pretos dirigirem a própria luta, pelos meios que se fizerem necessários" e olhando fixamente para Florestan ...

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Foto: AFP Gett Images

Amilcar Cabral

Nasceu a 12 de setembro de 1924 em Bafatá Guiné-Bissau. Amilcar Cabral é ainda estudante do liceu em Saõ Vicente (ilhas de Cabo Verde) , quando começa a afirmar o seu comportamento de ruptura com a política assimilacionista praticada pelo governo colonial português. Após a sua chegada a Lisboa em 1945, data em que inicia os estudos universitários no Instituto Superior de Agronomia, manifesta uma grande preocupação em integrar-se nas correntes de pensamento político e cultural que então agitavam o mundo. Traduz essa preocupação participando na campanha pela paz, nos movimentos da juventude progressista e sobretudo no lançamento das bases para a conscientização dos estudantes africanos. No período das férias de 1949, dirige um programa cultural de rádio em Cabo Verde que tem considerável repercussão em todos os meios sociais das ilhas, a tal ponto que as autoridades coloniais proibem a sua difusão. Em Lisboa , Amilcar Cabral e um ...

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