terça-feira, dezembro 1, 2020

    Tag: capitalismo

    Hattie Tom, indígena Apache, em foto de 1898 Imagem: Boston Public Library/Unsplash

    Manifesto indígena dos EUA quer pôr fim ao capitalismo e ao colonialismo

    Uma das reflexões feitas ao longo dessa pandemia foi que, talvez, o vírus não tivesse se espalhado tanto se o mundo não fosse tão conectado e, por sua vez, tão globalizado. É uma hipótese razoável, mas o que gostaria de abordar aqui faz o sentido inverso. Recentemente tomei conhecimento do manifesto antifuturista indígena publicado no site Indigenous Action, organizado por indígenas do Arizona (EUA). O texto foi também traduzido para o português pelo site A Fita. Ele traz à tona sentimentos apocalípticos que têm assombrado nossa mente ao longo desses seis meses de pandemia e nesses últimos anos de incerteza política e econômica. O manifesto abre com uma adaptação da célebre frase "é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo", trocando capitalismo por colonialismo. É verdade que novas vertentes nas ciências sociais têm pensado as políticas de representação, o decolonialismo e todos os desdobramentos ...

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    Fabiane Albuquerque (Arquivo Pessoal)

    Nas margens do capitalismo, sentamos e choramos

    O livro é de Paulo Coelho, “Nas margens do rio Piedra, sentei e chorei”, e li tal obra na minha adolescência, embora do conteúdo não me lembre, somente do título que me marcou. E ele me veio em mente depois de uma conversa com uma brasileira aqui na França, branca, da elite paulistana, filha de empresário de São Paulo e habitante da Faria Lima. Podemos imaginar o perfil! Ela defendia a ideia de que o melhor modelo econômico, social e político é aquele estadunidense. Seus argumentos foram os seguintes:  “(..) lá, as pessoas pagam poucos impostos, o salário é alto e depende de cada um economizar e investir como quiser, arcar com os próprios gastos como saúde, educação, segurança. Depende da cabeça de cada um, depende da cabeça. Quem não tem, fica sem, e não deve esperar nada do Estado. Depende de cada um! Cada um! ” Essas palavras ressoaram ...

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    Silvio de Almeida (DIVULGAÇÃO/CHRISTIAN PARENTE)

    Sílvio Almeida: Estado racista e crise do capitalismo

    Há dois fatores sistematicamente negligenciados pelas analistas da atual crise econômica. O primeiro é o caráter estrutural e sistêmico da crise. Em geral, são destacados como motivos determinantes da crise os erros e ou excessos cometidos pelos agentes de mercado ou pelos governantes da vez. O caminho intelectual dessa explicação é o individualismo, o que reduz a crise a um problema moral e/ou jurídico. Desse modo, a avaliação da crise e suas graves conseqüências sociais – fome, desemprego, violência, encarceramento, mortes – convertem-se em libelos pela reforma dos sistemas jurídicos, pela imposição de mecanismos contra a corrupção ou ainda, por campanhas pela conscientização acerca dos males provocados pela “ganância” ou pela sede de lucro. Enfim, tanto causas como efeitos recaem apenas sobre os sujeitos e nunca são questionadas as estruturas sociais que permitem a repetição dos comportamentos e das relações que desencadeiam as crises. O segundo fator esquecido pelos estudiosos ...

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    Estátua da Liberdade em montagem em Paris, 1878 (Imagem retirada do site Outras Palavras)

    As estátuas do nosso desconforto

    As estátuas parecem-se muito com o passado, e é por isso que sempre que são postas em causa nos viramos para os historiadores. A verdade é que as estátuas só são passado quando estão tranquilas nas praças, partilhando a recíproca indiferença entre nós e elas. Nesses momentos, que por vezes duram séculos, são mais intencionalmente visitadas por pombas do que por seres humanos. Quando, no entanto, se tornam objeto de contestação, as estátuas saltam do passado e passam a ser parte do nosso presente. Doutro modo, como poderíamos dialogar com elas e elas conosco? Claro que há estátuas que nunca são contestadas, quer porque pertencem a um passado demasiado remoto para saltar para o presente, quer porque pertencem ao presente eterno da arte. Estas estátuas só não estão a salvo de extremistas tresloucados, caso dos Budas de Bamiyan, do século V, destruídas pelos talibãs do Afeganistão em 2001. As estátuas ...

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    Imagem: Alessandro Gottardo

    A hora do Grande Reset

    Nunca imaginamos isso. Ninguém imaginou. E ainda parece um pesadelo do qual vamos acordar ao amanhecer. É claro que, algum dia, vai acabar. Quanto mais nos ajudarmos entre todos, mais cedo vai acabar. E isso inclui todos aqueles que tiram proveito da tragédia em prol de seus interesses. Deixemos de lado nossas diferenças, já já acertaremos as contas. Nunca tínhamos enfrentado uma ameaça do tipo, nem sequer com a gripe de 1918, porque, hoje em dia, a globalização e a trama de economias, culturas e pessoas têm uma repercussão em tempo real para qualquer barbaridade cometida em qualquer canto do planeta, como aconteceu com os mercados de espécies selvagens. Humanos predadores, se protejam de vocês mesmos. Nem nossos extraordinários avanços científicos e tecnológicos conseguem nos salvar da nossa imensa estupidez. Por isso, se sobrevivermos, não voltaremos ao mesmo. E, se voltarmos, a pandemia vai retornar, a mesma ou outras, até ...

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    Um homem passa por um grafitti de Jair Bolsonaro durante a pandemia de coronavírus, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira.SILVIA IZQUIERDO / AP

    O futuro pós-coronavírus já está em disputa

    Como impedir que o capitalismo, que já nos roubou o presente, nos roube também o amanhã? Por Eliane Brum, do El País Um homem passa por um grafitti de Jair Bolsonaro durante a pandemia de coronavírus, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira. (Foto: SILVIA IZQUIERDO / AP) Nós, os que hoje estamos vivos, nunca enfrentamos uma ameaça como o novo coronavírus. Se tantos repetem que o mundo nunca mais será o mesmo, qual é então o mundo que queremos? Ninguém se iluda. Enquanto a pandemia é enfrentada, essa resposta já está sendo disputada. É ela que vai determinar o futuro próximo. Lutar pela vida ameaçada pelo vírus é o imperativo da emergência. É preciso, porém, fazer algo ainda mais difícil: lutar pelo futuro pós-vírus. Se não o fizermos, a retomada da “normalidade” será a volta da brutalidade cotidiana que só é “normal” para poucos, uma normalidade ...

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    Por que tornou-se possível fugir do capitalismo

    Os riscos de horror fascista, bem sabemos, são reais. Mas surgiu pela primeira vez, na história da humanidade, a chance de deixar para trás um sistema que, no fundo, todos detestam Por Umair Haque Do Racismo Ambiental Foto: Reprodução/Racismo Ambiental Há uma pergunta recorrente para mim nesses dias. Se a questão, no capitalismo, é escapar do sistema, então qual a razão do capitalismo? É uma questão circular e, em certa medida, engraçada. Vou tentar explicar. Estamos todos capturados por este grande sistema global chamado capitalismo – que atinge todos os cantos de nossas vidas, ordena nossas necessidades e desejos, planeja nossos dias e noites e estrutura nosso tempo e energia. Você pode até mesmo falar do capitalismo como se ele fosse uma pessoa, agora – “Ei, Alexa…” Um sistema que nós qualificamos mais ou menos como “empresas cujos donos são acionistas, que buscam o lucro máximo e ...

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    HIstoriador Rutger Bregman propõe repartição gratuita de dinheiro e jornada semanal de 15 horas contra desigualdade

    O historiador Rutger Bregman. CARLES RIBAS O historiador Rutger Bregman (Westerschouwen, Holanda, 1988) surgiu no debate ideológico em seu país há três anos com a publicação do ensaio Utopia para realistas. O texto foi divulgado inicialmente na Internet, no site The Correspondent. A indústria editorial juntou-se depois ao fenômeno, que agora chega à Espanha pelas mãos da editora Salamandra. Colaborador de jornais como The Washington Post e The Guardian, Bregman acredita ser possível sacudir o capitalismo para acabar com as desigualdades com propostas como a renda básica universal, redução da jornada de trabalho para 15 horas semanais e abertura das fronteiras. Por LLUÍS PELLICER, do El Pais  Pergunta. No sul da Europa, o debate está focado hoje na questão de como continuar financiando o Estado de bem-estar social. Acredita ser viável acrescentar a esse sistema uma renda básica universal? Resposta. A renda básica é um complemento das medidas fundamentais que compõem ...

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    Achille Mbembe: “A era do humanismo está terminando”

    “Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo”, escreve Achille Mbembe. E faz um alerta: “A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização”. Do iHU Achille Mbembe (1957, Camarões francês) é historiador, pensador pós-colonial e cientista político; estudou na França na década de 1980 e depois ensinou na África (África do Sul, Senegal) e Estados Unidos. Atualmente, ensina no Wits Institute for Social and Economic Research (Universidade de Witwatersrand, África do Sul). Ele publicou Les Jeunes et l'ordre politique en Afrique noire (1985), La naissance du maquis dans le Sud-Cameroun. 1920-1960: histoire des usages de la raison en colonie (1996), De la Postcolonie, essai ...

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    O Bem Viver: uma resposta para o capitalismo?

      Por Marcelo Hailer Do Revista Fórum Passada a deposição da presidenta Dilma Rousseff, articulada por um golpe parlamentar e, posteriormente, a derrota que a esquerda sofreu nas urnas no primeiro turno das eleições municipais deste ano, muitas questões se levantaram, mas essencialmente, todos acorreram à clássica pergunta de Lenin: O que fazer? O fato é que o projeto de transformação apresentado pela esquerda na primeira metade do século XX foi atropelado pelo liberalismo e hoje não comove mais multidões. É dentro deste esgotamento de concepções à esquerda que surge a proposta do Bem Viver, que neste livro (O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos; 2016) tem a suas ideias organizadas por Alberto Acosta Passada a deposição da presidenta Dilma Rousseff, articulada por um golpe parlamentar e, posteriormente, a derrota que a esquerda sofreu nas urnas no primeiro turno das eleições municipais deste ano, muitas questões se levantaram, mas ...

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    Barroso: “Modelo do Brasil não é capitalismo, é socialismo para os ricos”

    Ministro do STF nega que políticos influenciem Corte e critica sistema de financiamento eleitoral Por ANA CAROLINA CORTEZ, do El pais Nesta segunda-feira, quando mais um vazamento de conversa entre políticos de alto escalão levantou suspeitas de tráfico de influência Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Corte Luís Roberto Barroso afirmou que ninguém tem poder  para obstruir a Operação Lava Jato no tribunal. Desta vez, foi Romero Jucá quem disse ter conversado com ministros do STF e sugeriu até incluir o Supremo em um suposto acordo para deter as investigações, de acordo com áudios publicado pelaFolha de S. Paulo. "É impensável que qualquer pessoa, individualmente, tenha acesso ao Supremo. Para pedir audiência, todos têm acesso. Recebo todos que me pedem. Mas, acesso para intervir? Eu duvido muito que isso aconteça. E não me refiro a uma só pessoa. Essa é a regra geral", afirmou o ministro Barroso, nesta manhã durante um ...

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    Zizek e a banalidade do mal, sob o capitalismo

    Para filósofo, “Panama Papers” revelam: sonegar, esconder dinheiro eespecular não são perversidades de gananciosos – mas a regra do jogo, no sistema Por Slavoj Zizek Do Outras Palavras A única coisa de fato surpreendente no vazamento dos Panama Papersé que não há, neles, surpresa alguma. Eles não mostraram exatamente o que esperávamos encontrar? Sim, uma coisa é saber sobre contasoffshore em geral, e outra é ver a prova concreta. É como se alguém soubesse que seu parceiro está saindo com outra pessoa – é possível aceitar a consciência abstrata do fato, mas a dor emerge ao saber dos detalhes picantes. E ao ter contato com as fotos… Agora, com osPanama Papers, estamos chocados com algumas das imagens sujas da pornografia financeira dos super-ricos, e não podemos mais fingir que não sabemos. Em 1843, o jovem Karl Mark afirmou, sobre o ancien régime alemão: “imagina que acredita em si mesmo e ...

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    Desigualdade crescente reproduz cenário pré-revoluções, avalia economista

    João Sicsú defende criação de sistema tributário mais rigoroso no mundo inteiro Por Pamela Mascarenhas Do Jornal do Brasil O sistema econômico e social em vigor tem produzido uma situação cada vez mais insuportável para 99% da população mundial. A tendência é o cenário ficar semelhante ao do início do século passado, quando explodiram revoluções que alteraram profundamente os rumos da história. A análise é do professor do Instituto de Economia da UFRJ, João Sicsú, que critica a prática de lucros elevados e pagamento de impostos reduzido por parte dos mais ricos, o que que piora a vida de trabalhadores em todos os países, mesmo nos que tinham um "capitalismo mais civilizado" até pouco tempo. Enquanto investidores e autoridades de Estado manifestam suas preocupações com a possibilidade de uma nova crise mundial, aumenta o fosso entre a parcela dos mais ricos e o resto da população. Relatório da organização Oxfam, chamado Uma economia a ...

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    Foto:Caroline Ferraz/Sul21

    ‘A democracia representativa perdeu a luta contra o capitalismo’, diz Boaventura no FSM 2016

    O professor e sociólogo português Boaventura de Sousa Santos recebeu, na manhã desta quarta-feira (20), o título de cidadão de Porto Alegre, proposto pelo mandato do vereador Engenheiro Comassetto (PT). Antes da homenagem, ele ministrou o painel “Crise da representatividade e as novas formas de participação”, que também contou com o ex-governador Tarso Genro, o secretário da Educação Vieira da Cunha e a professora norte-americana Ruth Needleman. Um dos impulsionadores e entusiastas do Fórum Social Mundial, Boaventura participa de diversas atividades durante esta semana na capital gaúcha. Por Débora Fogliatto Do Sul21 “Porto Alegre não pode se esquecer de Porto Alegre”, pediu ele, após tornar-se cidadão da cidade, destacando que “dói um pouco ver que quem me ensinou esqueceu das lições”. Ele lembrou do papel da cidade ao sediar o primeiro Fórum e ao instalar o Orçamento Participativo (OP), em 1999, durante o governo de Olívio Dutra (PT), o qual disse considerar ...

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    Paul Tudor Jones, o bilionário que quer repensar o capitalismo

    Empresário alerta que ganância dos mercados e desigualdade de renda levarão a guerra ou revolução nos Estados Unidos Do Cartaca Pital Paul Tudor Jones é um gestor de fundos hedge (que oferecem proteção contra oscilações mais drásticas do mercado) popular nos Estados Unidos. Ele raramente dá entrevistas, mas algumas semanas atrás, ele esteve no palco da conferência sobre inovação TED Talk, na Califórnia, onde comparou a sociedade americana a um viciado em drogas. "O primeiro passo é perceber que você tem um problema", disse Jones, acrescentando que a obsessão pelo lucro se tornou algo tão normal que a sociedade deixou de perceber como, aos poucos, está destruindo a si mesma. Ele afirmou estar preocupado com a crescente desigualdade de renda. Nos EUA, 1% da população recebe cerca de 20% da renda total do país. Até o final da década de 1970, ainda era menos do que a metade disso. "O fosso entre ...

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    Altamiro Borges: A origem e o significado do 1º de Maio

    A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos Por Altamiro Borges, no Revista Fórum Se acreditais que enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal Diário dos Trabalhadores.   “Se tenho que ser enforcado por professar minhas ...

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    Um novo mundo é possível

    “Quanto riso, ó, quanta alegria. Mais de mil palhaços no salão…” – Zé Kéti Sempre tive grande fascínio pelo cinema, desde o momento em que fui levado pelo meu pai para assistir ao clássico Fantasia com os famosos bonecos da Disney. O mundo cicatrizava as feridas de uma segunda guerra mundial e eu, na inocência dos meus quatro anos de idade, não tinha a menor ideia do que se passava além dos muros da nossa casa. Contudo, fiquei conhecendo o rato Mickey, aprendiz de feiticeiro, na divertida sequencia com a vassoura e as baldes. Por Izaías Almada, Por Blog da Boitempo  Ainda na infância fui apresentado ao Pato Donald, à Margarida, ao Pateta, à dupla Tom & Jerry, ao Pernalonga e ao Hortelino Trocaletra, Gaguinho, Petúnia Resedá, Reco-Reco, Bolão e Azeitona (desses poucos se lembram), Pica Pau, Frajola e outros divertidos personagens que encantaram a minha e várias outras gerações de ...

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    Imposto no país esconde desigualdade, diz autor que critica capitalismo

    O economista francês Thomas Piketty,  autor do best seller "O Capital no Século 21", disse que os dados sobre Imposto de Renda e de patrimônio no Brasil são pouco transparentes e de difícil acesso. Por: Mariana Bomfim Do: Uol Em São Paulo para participar de debate na USP (Universidade de São Paulo) nesta quarta -feira (26), Piketty afirmou que a falta de transparência atrapalha a elaboração de estatísticas e, consequentemente, de políticas tributárias. "Nós sabemos que a desigualdade social é alta no país,  mas ela deve ser ainda mais alta do que mostram as pesquisas", disse. Até mesmo os resultados das pesquisas variam muito, a ponto de uma apontar que o país é mais desigual que os Estados Unidos e outra apontar o contrário, segundo ele. A ausência de uma série histórica de dados detalhados sobre tributação impediu que o país fizesse parte da análise apresentada por Piketty em seu livro. ...

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    Leonardo Boff: Os sonhos do homem branco…

    A crise econômico-financeira que está afligindo grande parte das economias mundiais criou a possibilidade de os muito ricos ficarem tão ricos como jamais na história do capitalismo, logicamente à custa da desgraça de países inteiros como a Grécia, a Espanha e outros, e de modo geral toda a Zona do Euro, talvez com uma pequena exceção, a Alemanha. Ladislau Dowbor (http://dowbor.org), professor de economia da PUC-SP, resumiu um estudo do famoso Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH), que por credibilidade concorre com as pesquisas do MIT de Harvard. Neste estudo se mostra como funciona a rede do poder corporativo mundial, constituída por 737 atores principais que controlam os principais fluxos financeiros do mundo, especialmente ligados aos grandes bancos e outras imensas corporações multinacionais. Para esses, a atual crise é uma incomparável oportunidade de realizaram o sonho maior do capital: acumular de forma cada vez maior e de maneira concentrada.por ...

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    Desigualdade no Brasil e no mundo

    O livro de Thomas Piketty, “O Capital no Século 21”, obteve uma repercussão incomum entre os textos advindos da academia. O sucesso não foi fortuito. Após 15 anos de pesquisa, o autor aborda de maneira acessível a questão distributiva, com o enfoque temporal iniciando-se no ano de 1700, fazendo isso tanto do ponto de vista da renda, uma variável fluxo, quanto da riqueza, uma variável estoque. Sintetizando seus resultados, o autor averigua três grandes fases recentes. Uma fase de crescimento da desigualdade, até a década de 20 do século 20, outra de redução da desigualdade, entre 1930 e 1980, e, desde então, uma fase de crescimento da desigualdade, com tendência de acentuação de disparidades. No período atual, em países como França, Alemanha, Grã-Bretanha e Itália, os 10% mais ricos detêm aproximadamente 60% da riqueza nacional. E, invariavelmente, os 50% mais pobres possuem menos de 10% da riqueza nacional. Nos Estados ...

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