terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: democracia racial

    Ilustração: Linoca Souza

    Enquanto houver racismo, não haverá democracia

    Quando o joelho de um policial branco norte-americano sufocou e matou George Floyd, muitos de nós por aqui pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os últimos suspiros deste, agora símbolo contemporâneo eterno contra a brutalidade racial e do combate ao racismo. No Brasil, conhecemos bem o significado da violência policial contra a população negra, jovens negros, moradores de nossas favelas, periferias e alagados. Não há entre eles quem não tenha dezenas de histórias como essas para contar e, muitas vezes, em protesto, grite: “Basta!”. Sim, as comunidades reagem, as mães e os familiares gritam por justiça e não são ouvidos. O Mapa da Violência 2019, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), é categórico. Entre 2007 e 2017, mais de 420 mil pessoas negras – mulheres e homens – foram vítimas de homicídio sob incontestável violência policial, ...

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    Kabengele Munanga durante a cerimônia de entrega do 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, que foi realizada no dia 29 de junho de 2018 - Foto: Marcos Santos / USP Imagens

    Brasil não é uma sociedade com democracia racial, diz antropólogo

    Para Kabengele Munanga, enquanto o país não admitir o racismo estrutural será difícil enfrentar o genocídio negro Da  RBA   Nos últimos 20 anos, o número de jovens negros assassinados aumentou 429%. A cada 100 assassinatos, 75 vítimas são negras. Entretanto, combate à violência contra a população negra parece não comover autoridades brasileiras (Foto: TVT) São Paulo – Para o antropólogo brasileiro-congolês Kabengele Munanga, enquanto é um mito dizer que o Brasil vive uma democracia racial. Na opinião dele, enquanto o país não admitir o racismo estrutural presente na sociedade e os dados de violência contra população negra aumentarem, será difícil enfrentar o genocídio negro. Nos últimos 20 anos, o número de jovens negros assassinados aumentou 429%. A cada 100 assassinatos, 75 vítimas são negras. Entretanto, o combate à violência contra a população negra parece não comover autoridades brasileiras. Este foi o tema da palestra do ...

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    Fernandinho sofreu ofensas racistas depois da Copa. (Foto: Getty Images)

    O futebol desconstrói o mito da democracia racial

    Discriminação contra negros em um ambiente convidativo ao preconceito escancara a realidade que se camufla fora dos estádios Por Breiller Pires, no El País   Fernandinho sofreu ofensas racistas depois da Copa. (Foto: Getty Images)   “Me desculpe, você é preto.” Essa é a desculpa que o pernambucano Lula Pereira, treinador com passagens por Flamengo, Bahia e Ceará, cansou de ouvir de empresários ao ser descartado por clubes de futebol. Dirigentes até gostavam de seu perfil, reconheciam os méritos de seu currículo, mas hesitavam em contratá-lo por causa da cor de sua pele. Apesar de toda a experiência, Lula amarga um longo ostracismo na profissão, assim como Andrade, que conduziu o rubro-negro ao título brasileiro em 2009, mas não conseguiu deslanchar como treinador.   Costuma-se dizer no Brasil que o racismo não passa simplesmente de um produto da desigualdade social, pelo fato de boa parte da população negra ...

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    Fundos eleitorais: candidatos brancos receberam valor 12 vezes maior do que negros

    O mito da democracia racial Veja como, até quando o assunto é financiamento eleitoral, há uma clara e gritante diferença entre brancos e negros no Brasil. Quanto aos fundos especial e partidário, por exemplo - o partido recebe sua parte e decide quanto dela vai para a campanha de cada candidato. por Ancelmo Gois no O Globo Congresso Nacional | Daniel Marenco No Rio, cada postulante a deputado federal homem branco recebeu em média, dos dois fundos, R$ 113 mil. Cada mulher branca, R$ 107 mil; mulher negra, R$ 59 mil, e homem negro... R$ 9 mil. Segue... Ou seja: no Rio, candidatos à Câmara homens brancos receberam, dos fundos especial e partidário, 12 vezes mais do que homens negros, e duas vezes mais do que mulheres negras. Os dados estão na nova ferramenta que o Movimento Transparência Partidária lança na segunda, agora, no evento “Onde ...

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    da esquerda para a direita: Maria Sylvia Aparecida de Oliveira, Suelaine Carneiro, Sueli Carneiro (Geledés – Instituto da Mulher Negra) e Marilia Schüller (KOINONIA)

    Mulheres Afrodescendentes e Protestantismo: uma abordagem brasileira

    Este ensaio Mulheres Afrodescendentes e Protestantismo: uma abordagem brasileira tem como objetivo destacar alguns elementos críticos da história e do contexto brasileiros quanto ao protestantismo de missão, escravidão e pós escravidão, imigração europeia e branqueamento do Brasil, racismo, mito da democracia racial, como base para a compreensão da participação e ação de mulheres Afrodescendentes no protestantismo brasileiro. O ensaio foi apresentado na oficina de mesmo título realizada como parte do programa de imersão 2018 para estudantes do Programa de Doutorado em Ministérios do Centro Teológico Interdenominacional de Atlanta, Geórgia, EUA. A oficina teve lugar na tarde do dia 13 de agosto de 2018, na Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo. This essay was prepared for the workshop entitled Women of African Descent and Protestantism, a Brazilian Approach for the 2018 Immersion Travel to São Paulo, Brazil, for Students of the Interdenominational Theological Centre, Doctor of Ministries ...

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    Vestir a “Globeleza” deixa Nu o mito da democracia racial

    Quando os carros alegóricos entraram na avenida os confetes, sprays, brilhos e ritmos das marchinhas do carnaval se harmonizaram com os passos da “mulata” global que sambava ao som da marchinha que a homenageia: "Na tela da TV, no meio desse povo, a gente vai se ver na Globo". por Dina Alves no Facebook A vinheta da “Mulata Globeleza” foi criada na década de 1990, por Hans Donner, designer alemão e funcionário da emissora. A modelo, dançarina e cantora, Valeria Valenssa foi símbolo carnavalesco até 2004, seguida pelas outras dançarinas e passistas Giane Carvalho, Aline Prado, Nayara Justino e a atual Erika Moura. Diferente das vinhetas anteriores, a organização Globo modificou a vinheta e a personagem símbolo do carnaval, no ano passado (2017). A justificativa para a mudança foi a de que “o Brasil é um país rico em muitas culturas e, portanto, a vinheta vai representar todas as culturas e ...

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    Questão racial estoura em 2017 e deixa clara realidade da discriminação

    No ano em que Lázaro Ramos publicou suas memórias e Lima Barreto foi celebrado, racismo ainda é um tema incontornável por Lilia Moritz Schwarcz*  no Estadão O economista norte-americano, Albert O. Hirschman, que conheceu de perto os malefícios de regimes totalitários e tomou parte de movimentos antifascistas, escreveu um artigo, hoje clássico, chamado Tomando a Comensalidade a Sério. Segundo ele, as pessoas que se reúnem à mesa estão publicamente unidas para celebrar a ocasião. No entanto, na esfera privada, mantêm suas diferenças intocadas. Diversidade, explica o professor, nunca foi sinônimo de diferença e muito menos de igualdade. Partindo de metáfora semelhante, mas falando de um lugar distinto, os Mutantes, em Panis et Circenses, cantaram em 1968, e na forma tropicalista, como “essas pessoas na sala de jantar” estão apenas preocupadas “em nascer e morrer”. Juntos mas diferentes é metáfora antiga no Brasil. Na época da pós-abolição, corria pelas ruas um ...

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    Brasil vive ‘confortável contradição racial’, diz antropóloga dos EUA

    Brasil vive 'confortável contradição racial', diz livro de antropóloga dos EUA no Jornal de Floripa Apesar de o país ter orgulho de sua história de miscigenação racial e da ausência de conflitos raciais declarados, o Brasil mantêm uma sociedade em que estão presentes cotidianamente as ideias de superioridade dos brancos e inferioridade dos negros. Esta tese é apresentada pela antropóloga Jennifer Roth-Gordon, da Universidade do Arizona, nos EUA, em um livro recém-lançado . Em ''Race and the Brazilian Body: Blackness, Whiteness and Everyday Language in Rio de Janeiro'' (Raça e o Corpo Brasileiro: Negritude e Branquitude na Linguagem Cotidiana no Rio de Janeiro), Roth-Gordon alega que o país vive uma ''confortável contradição racial'' no contraste entre a teoria e a prática do racismo no país que por muito tempo se propôs como uma democracia racial. Foto: Reprodução UANews ''Existe uma profunda desigualdade racial no Brasil, e mesmo assim as pessoas ...

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    ‘Financial Times’: Grupos neonazistas desafiam o mito de democracia racial no Brasil

    Extremistas da Ucrânia teriam recrutado brasileiros para lutar contra rebeldes pró-Rússia Fonte: Jornal do Brasil Matéria publicada nesta terça-feira (10) pelo Financial Times fala sobre uma nova descoberta que o Brasil está revelando aos poucos, no que diz respeito à sua ideologia política e igualdades sociais. Segundo a reportagem, quando o delegado da Polícia Civil Paulo César Jardim ordenou uma série de buscas em casas de supostos neonazistas em dezembro do ano passado, em Porto Alegre (RS), não imaginava o que descobriria. O Times revela que o latente movimento neonazista do Brasil, com seu submundo de violência, suásticas e propaganda de ódio, estava tendo seus membros recrutados por extremistas de direita na Ucrânia para lutar contra rebeldes pró-Rússia na guerra civil ucraniana, iniciada após a Rússia anexar a Crimeia em 2014. O diário de finanças acrescenta que de acordo com César Jardim, a chamada Divisão Misantrópica, um movimento de extrema ...

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    (Foto: Reprodução/ Editora PERSPECTIVA)

    Livro de Abdias Nascimento que confrontou teoria da democracia racial é relançado

    Em 1977, Abdias Nascimento estava em Lagos, Nigéria, pronto para apresentar, no Colóquio do Segundo Festival Mundial de Arte e Cultura Negras, um ensaio combativo, que buscava desmontar uma teoria amplamente difundida na cultura brasileira e que vinha sendo propagada mundo afora pela ditadura militar da época: a de que a nação vivia em tranquila harmonia racial, e que os negros eram menos excluídos por aqui do que no apartheid da África do Sul ou em certos estados do Sul dos Estados Unidos. Mas o governo brasileiro impediu o dramaturgo e ativista de representar o país no evento, substituindo-o pelo professor Fernando A. A. Mourão, que defendia teorias opostas. O texto, porém, foi publicado em mimeógrafo pela Universidade de Ife, na Nigéria, onde Nascimento lecionava como professor visitante, e depois distribuído pelo próprio autor aos participantes do colóquio, que foram apresentados a uma visão até então desconhecida do país. A ...

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    UnB reúne escritores para debate sobre racismo e ‘democracia racial’

    Evento conta com 11 autores da literatura negra brasileira Debate será no Campus Darcy Ribeiro; entrada é franca. no G1 Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) vão promover no dia 1º de junho, no auditório do campus Darcy Ribeiro, um evento para debater questões como democracia racial e racismo no Brasil. A 3ª Jornada Literária de Autoria Negra: Percursos Contemporâneos contará com a presença de alunos, professores da UnB e 11 autores brasileiros. O Grupo de Estudos em Literatura Contemporânea da universidade propõe no evento o diálogo sobre assuntos que envolvem perspectivas, linguagem, gênero, edição de autoria negra. A imagem do negro nos veículos de comunicação também será tema de discussão. Entre os escritores convidados para o evento estão o paulista Allan da Rosa – vencedor de um prêmio Funarte em Arte Negra, em 2014 – e a brasiliense Meimei Bastos, estudante da Artes Cênicas da Universidade de Brasiília e autora do ...

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    Estamos muito longe de uma democracia racial na tv brasileira

    O racismo é tão poderoso que criminaliza a vítima e vitimiza o algoz, desde as intervenções mal elaboradas dos profissionais na escola quando uma criança é agredida por outras e não recebe ajuda até a crítica enviesada dos que não superam o racismo e, diante da reação das vítimas, argumentam que o Brasil “está chato com seu politicamente correto.” Um bom exemplo desse argumento vemos na charge animada de Maurício Ricardo: “Quem tem de superar o preconceito racial é o racista não os negros, vítimas deste sórdido preconceito”, diz a jornalista Luciana Barreto, apresentadora do jornal Repórter Brasil no Rio de Janeiro, entrevistada no programa  Ver TV na TV Brasil, apresentado pelo professor Lalo Filho. Por Maria Frô no Revista Fórum  Luciana faz críticas pertinentes principalmente à mídia monopolizada que ao invés de combater o racismo dá ainda mais voz aos racistas. “Quando eu era criança e via tevê e me via excluída ...

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    OAB/RJ aciona MP e polícia para investigar racismo em perfis de site

    A divulgação no Facebook de "piadas" contra negros, que exaltam nazistas e o histórico grupo racista norte-americano Ku Klux Klan, pode virar caso de polícia. A OAB/RJ acionou o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil do Rio depois de receber denúncias de propagação de material criminoso em perfis como BR da Zoeira com mais de 30 mil curtidas e O racismo começa quando com várias versões e 36 mil seguidores só numa delas. Além de pedir a remoção dos perfis, os advogados querem a prisão dos responsáveis. No conteúdo das páginas há montagens e posts que associam negros a bandidos. Nenhuma delas tem informações sobre seus criadores. Segundo o presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB/RJ, Marcelo Dias, há cerca de dois meses foi encaminhado um ofício ao MP estadual e à polícia, pedindo providências sobre essas manifestações racistas na internet. "O racismo na rede é muito forte. As pessoas ...

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    Políticas de igualdade e intolerância: testando a democracia racial e a cordialidade brasileiras

    Por João Angelo Fantini Conceitos como “cordialidade brasileira” e “democracia racial” estão sendo postos à prova no momento em que há um reconhecimento inédito, por parte do Estado brasileiro, notadamente depois de 1992, da importância de políticas públicas que tentam reduzir a desigualdade social. Por outro lado, o reconhecimento e enfrentamento de uma divisão racial interna explicitou uma das facetas atribuídas à identidade brasileira, qual seja, a manutenção de uma ambiguidade (Ferreira, 2000), do estigma como impulso de reversão (Munanga, 2004) e do cinismo em relação à lei (Safatle, 2008), que se estende às relações raciais em sua economia de transformação entre a esfera pública e a esfera privada, onde, por exemplo, uma empregada doméstica é retratada afetivamente como “parte da família”, mas não senta com essa mesma família à mesa para jantar. O caso brasileiro se torna mais relevante se atentamos para o cenário dos anos 2000-2010, com a ...

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    Paulo Lins: A Democracia no Brasil é boa só para a classe média branca"

    Paulo Lins: A Democracia no Brasil é boa só para a classe média branca”

    Autor de Cidade de Deus e Desde que o Samba é Samba assume, sem medo, que a saída da ditadura não mudou a situação do negro, fala da inserção dos  afro-brasileiros na sociedade pela cultura e critica a polícia brasileira. “90% é corrupta, tudo bandido” Por Igor Carvalho Paulo Lins: A Democracia no Brasil é boa só para a classe média branca" Paulo Lins correu o mundo com seu filho mais ilustre, o livro Cidade de Deus, de 1997. Por conta do filme homônimo, se tornou famoso internacionalmente, fazendo cumprir a profecia de João Moreira Salles, que via em sua obra um paradigma da cultura brasileira. Com o passar do tempo, Lins reforçou sua preocupação com a sua ancestralidade africana. Recentemente, lançou Desde que o Samba é Samba, que congraça o encontro do samba e da umbanda na formação da identidade cultural do brasileiro. O escritor, que se tornou referência no debate sobre questões ...

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    Great Migration Family

    Problemas no paraíso: a democracia racial brasileira frente à imigração afro-americana (1921)

    Problems in heaven: the Brazilian racial democracy faces the African-American immigration (1921) Des problèmes dans le paradis : la démocratie raciale brésilienne face à l'immigration afro-américaine (1921) Tiago de Melo Gomes RESUMO Em meados de 1921 chegou ao Brasil a notícia que um grupo de afro-americanos pretendia emigrar para o Brasil e fundar uma colônia no Estado do Mato Grosso. Tal fato provocou grandes reações na Câmara dos Deputados, na imprensa e nas ruas, em uma grande discussão a respeito da conveniência de tal imigração, tendo como fundo a idéia, já a esta altura generalizada, de que o Brasil era caracterizado pela ausência de preconceito racial. Ao acompanhar o debate que se seguiu, este artigo pretende apontar os meandros da idéia de democracia racial no período do pós-guerra, desde as formulações mais próximas à ideologia do branqueamento até versões igualitárias, que utilizavam a democracia racial como aspiração a ser alcançada. ...

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    A História do Racismo

    A História do Racismo

     Como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada “Abolition Season”, exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si sobre a História do Racismo, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. Com a direção de Paul Tickell, Racismo: Uma História (“Racism: A History”) é formado dessas partes: A Cor do Dinheiro, Impactos Fatais e Um Legado Selvagem. A Cor do Dinheiro O programa examina as atitudes de alguns dos grandes filósofos em relação às diferenças humanas, incluindo a abordagem das implicações dos dogmas do Velho Testamento acerca dos atributos das diferentes raças, especificamente “A Maldição de Cam”. Analisa a fracassada experiência democrática da Serra Leoa, a Revolução do Haiti, a primeira revolução escrava bem sucedida da história, demonstrando como ele passou da colônia mais rica das Américas ao país mais pobre do hemisfério ...

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    Plano de Aula: A longa batalha pela igualdade racial

    Plano de Aula: A longa batalha pela igualdade racial

    Ensino Médio Objetivos A partir de dados sociodemográficos, avaliar a condição da população negra no Brasil atual Conteúdos Negros e mercado de trabalho – Mudanças demográficas – Preconceito e discriminação racial – Equidade racial – políticas públicas Tempo estimado Quatro aulas Introdução Plano de Aula: A longa batalha pela igualdade racial. VEJA desta semana traz uma reportagem com base na recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas sobre a ascensão e mobilidade social de negros no Brasil. Os dados mostram que houve crescimento de 57% no grupo de pessoas negras que atingiram renda familiar mensal acima de 7 mil reais, índice superior a outros grupos segundo a cor, como os brancos, que obtiveram crescimento de 17%. Trata-se de um fato a se comemorar – e muito –, já que os indicadores representam uma melhoria na condição de vida e bem-estar de negros ou afrodescendentes – hoje maioria da população, como mostraram os ...

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    Foto: IEA

    STF: Audiencia Pública Kabengele Munanga

    Ministro Ricardo Lewandowski Foto: IEA Chamo agora para fazer uso da palavra o eminente Professor Kabengele Munanga, Professor da Universidade de São Paulo, aqui representando o Centro de Estudos Africanos desta instituição de ensino. O eminente Professor dispõe de até quinze minutos para fazer o seu pronunciamento. AUDIÊNCIA PÚBLICA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 186 RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 O SENHOR KABENGELE MUNANGA (REPRESENTANDO O CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO) - Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Excelentíssimo Senhor Ministro Joaquim Barbosa, Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora-Geral da República Doutora Deborah Duprat, Senadora Ceres Cesarenko, Ministro Edson Santos, Deputados Luiz Alberto e Carlos Santana. "Bem, eu ingressei no Programa de Pós-Graduação em ciências sociais da Universidade de São Paulo em 1975. Fui o primeiro negro a concluir o doutorado em antropologia social nessa universidade em 1977. Por mera coincidência, esse primeiro negro era oriundo do ...

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    alunos negros

    Democracia racial na escola, uma questão!

    "Em minha civilização, aquele que é diferente de mim não me empobrece: enriquece-me" (Saint-Exupéry, 1939).   MIRIAM FERREIRA BOTELHO e TEREZA LEONES MONTEIRO   O paradoxo contido na meditação de Exupéry no Pequeno Príncipe chama a reflexão sobre o contraditório que então se apresenta na sociedade brasileira. São as formas de tratamentos, profundamente desiguais, de negação à cidadania, de acesso à educação, ao trabalho, à renda e aos serviços sociais, que são destinadas às "pessoas diferentes" na estrutura social, portadoras de necessidades especiais, idosas, mulheres, especialmente às pessoas negras.   Chama a atenção também para a necessidade que a sociedade tem de reconhecer que na sua estrutura existem pessoas diferentes e que essas diferenças devem ser levadas em conta para que a igualdade de direitos venha a ser compreendida e assumida por todos.   Neste contexto é que merece destaque o papel da escola enquanto espaço democrático de exercício e ...

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