quarta-feira, janeiro 20, 2021

Tag: escritores

Paul Auster, em 2017.DAVID LEVENSON / GETTY

Paul Auster: “Tudo na história dos Estados Unidos volta sempre ao racismo, é o defeito mortal deste país”

Quando se abre o site dos Escritores Contra Trump, se vê uma foto em tom sépia de um jovem atirado no chão, como em posição fetal, cercado pelas pernas de vários homens de terno. “Esse jovem sou eu”, revela Paul Auster, baixando suas inconfundíveis sobrancelhas negras, numa expressão entre a graça e o pudor. “Foi em 1968, quando eu tinha 21 anos, e estão me prendendo na universidade de Columbia.” Eram os anos desse movimento pelos direitos civis que se infiltra nas páginas de seu último romance, 4 3 2 1 (Companhia das Letras, 2018), uma de suas obras mais ambiciosas e celebradas. A foto prova, explica o romancista, que ele sempre esteve envolvido com a política. “Mas nunca tão ativamente como agora”, reconhece, “porque sinto que agora o futuro inteiro dos Estados Unidos está em jogo”. O autor da trilogia de Nova York, com legiões de leitores em todo ...

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Vencedor do Pulitzer, Junot Díaz revela que foi estuprado quando criança

Escritor dominicano diz que o episódio quase o destruiu e que o define mais do que sua origem no Folha de São Paulo Vencedor do Pulitzer, o escritor Junot Díaz revelou em um artigo na revista New Yorker que foi estuprado por um "adulto no qual ele realmente confiava" quando ele tinha oito anos. O autor dominicano, que explora o tema de abuso sexual nos seus trabalhos, nunca havia falado publicamente sobre sua própria experiência. No artigo "The Silence" (o silêncio), Díaz conta que, anos atrás, um leitor o questionou, em um evento de autógrafos, se ele próprio já tinha sido abusado sexualmente. Na ocasião, Díaz não respondeu. "Eu ainda tenho medo —e meu medo é gigantesco—, mas eu vou falar assim mesmo", escreveu ele. "Sim, aconteceu comigo. Eu fui estuprado quando eu tinha oito anos. Por um adulto no qual eu realmente confiava. Depois de me estuprar, ele me disse que eu deveria voltar ...

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Marlon James escreve “a Guerra dos Tronos africana”

O vencedor do Man Booker Prize 2015 lança o primeiro volume de "The Dark Star Trilogy" em 2018 O seu primeiro livro, John Crow"s Devil, foi rejeitado por 78 editoras. Marlon James acabaria por vê-lo publicado em 2005 e, ao terceiro livro, A Brief History of Seven Killings (Breve História de Sete Assassinatos, publicado em português pela Relógio d'Água), vencia o Man Booker Prize 2015, tornando-se assim no primeiro jamaicano a receber aquele que é um dos mais importantes galardões literários. Fonte: DN Agora, o escritor que chegou ao Minnesota, Estados Unidos, com 200 dólares no bolso na altura em que escrevia o seu segundo romance, está mergulhado num projeto que começara antes ainda de receber o prémio: a trilogia de fantasia épica The Dark Star Trilogy, referida pela editora, a Riverhead Books, como "a Guerra dos Tronos africana". E, de facto, James é um fiel leitor da saga de George ...

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(Foto: Divulgação/TJRJ)

Morre historiador Joel Rufino dos Santos

Detentor de três prêmios Jabuti e autor de mais de 50 livros, o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos era um nome de referência em cultura afro-brasileira. O pensador enveredou também pela dramaturgia ao longo de sua prolífica carreira. Levam sua assinatura três peças teatrais e duas minisséries para a TV. O Tribunal de Justiça de Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) comunicou, nesta sexta-feira, o falecimento de Rufino dos Santos, que era também diretor-geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento (DGCOM). O historiador morreu, aos 73 anos, em decorrência das complicações de uma cirurgia cardíaca realizada no dia 1º de setembro. O corpo de Joel Rufino será cremado ainda nesta sexta-feira em cerimônia reservada a parentes. Rufino dos Santos deixa a esposa Teresa Garbayo dos Santos, os filhos Nelson e Juliana e os netos Eduardo, Raphael, Isabel e Victoria. O presidente do TJRJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro ...

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Foto: Marc Andrew Deley/Getty Images

22 Conselhos de Stephen King para escritores(as)

Em seu livro de memórias On Writing, King compartilha valiosos insights sobre como ser um escritor melhor. Por Walter Alfredo Voigt Bach, do Livros e Pessoas Foto: Marc Andrew Deley/Getty Images O renomado autor Stephen King escreve histórias que cativam milhões de pessoas ao redor do mundo, ganhando em volta de 17 milhões de dólares por ano. Ele não adoça o tema: “Não posso me sentar e dizer que não existem maus escritores. Desculpe, mas há muitos maus escritores.”, afirma o autor. Não quer ser um deles? Aqui estão 22 grandes conselhos do livro de King em como ser um escritor melhor. 1. Pare de assistir televisão. Ao invés disso, leia o quanto for possível Se você está apenas começando como escritor, sua televisão deve ser a primeira a ir embora. “É venenosa para a criatividade”, afirma o autor. “Escritores precisam olhar para si próprios e se virar ...

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AMANHÃ 19 julho Bate Papo Cadernos Negros

A Representação Regional da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) em São Paulo convida para o BATE-PAPO sobre a publicação CADERNOS NEGROS VOLUME 36.A atividade é uma parceria entre a FCP e o grupo de escritores QUILOMBHOJE LITERATURA, e tem por objetivo colocar em debate o conteúdo da publicação que, nesta edição, destaca os contos afro-brasileiros.QUANDO? 19 julho, das 15h às 18hONDE? Auditório do MinC (junto à FUNARTE) - Alameda Nothmann, 1058 - Santa Cecília - São Paulo/SPINFORMAÇÕES: (11) 2766-4320 ou [email protected]   Fonte: Palmares São Paulo

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A periferia na visão de um poeta

O poeta Luan Luando fala sobre cultura, educação, políticas públicas; revela anseios e as perspectivas para o universo em que vive por Joseh Silva Filho de Alzenir de Jesus (a Dona Nega), baiana de Itambé, sertão do estado da Bahia, e de José Felício Meireles da Silva, oriundo de Birigui, interior de São Paulo, Luan de Jesus, de 24 anos, nasceu em Osasco, mas foi criado em Taboão da Serra. É o caçula de três irmãos: Renato de Jesus e Carlos Eduardo de Jesus. Poeta, ator e frequentador assíduo das ações culturais da periferia de São Paulo, ele pode ser considerado patrimônio das quebradas. Onde tem cultura periférica tem Luan Luando. “Sou da última geração de Taboão que jogou bola na rua de terra e que roubou fruta das árvores.” Hoje, lamenta, a cidade está verticalizada, os prédios ocuparam o espaço de casas e os comércios tradicionais menores. Luan não ...

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Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília

Compositor e escritor Nei Lopes abre hoje a programação do projeto Conexão África Brasília

por Gabriela de Almeida e Maíra de Deus Brito É de Irajá, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde vem Nei Lopes, músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para se aventurar em um bloco de rua em Piraí, município localizado no Vale do Médio Paraíba, também no Rio. Cantor e compositor, Nei é um dos responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira, com seus textos e canções com temática afro. Com todo o seu samba na veia, Nei Lopes vem a Brasília para abrir o projeto Conexão África Brasília, nesta quinta-feira (3/11), na Sala Cássia Eller, da Funarte. A programação também conta com shows das cantoras brasilienses Cris Pereira, Ligiana Costa, Renata Jambeiro; da goiana Camilla Faustino e da carioca Zezé Motta, que encerra o evento dia 25. Ao lado de Wilson Moreira, Nei Lopes ...

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SEPPIR

Carta à Seppir sobre campanha da Caixa Econômica Federal

Carta à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República sobre campanha dos 150 anos da Caixa Econômica Federal A Caixa Econômica Federal reafirma a esta secretaria e aos movimentos sociais por ela defendidos o seu compromisso com a responsabilidade social e o respeito à diversidade. Esta instituição sempre estará alinhada com política de igualdade do nosso Governo Federal, regida pela justiça social e oportunidade para todos. Em suas peças publicitárias, a CAIXA sempre buscou retratar a diversidade que caracteriza o nosso país, como pode ser demonstrado nas campanhas elaboradas em parceria e com o apoio dos movimentos sociais e da própria Seppir.No entanto, a CAIXA pede desculpas por sua última peça publicitária comemorativa aos 150 anos do banco, que teve como personagem o escritor Machado de Assis. A CAIXA lamenta que a peça não tenha caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com sua origem racial.A ...

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