quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: esteriótipos

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    Apesar de evolução, publicidade ainda reforça estereótipos sobre a população negra, aponta estudo

    Pesquisa mostra que mercado da publicidade no Brasil passou a investir em maior representação, mas ainda precisa melhorar Por Larissa Infante Do Epoca  Gravação feita pelo coletivo Tela Preta Foto: Divulgação/ Epoca A população negra representa 54% dos brasileiros. Ainda assim, o grupo é um dos menos representados na publicidade e na mídia. De acordo com o estudoTODXS – Uma análise de representatividade na publicidade brasileira, feito pela agência publicitária Heads em parceria com a ONU Mulheres, a publicidade brasileira ainda reforça estereótipos e continua a não representar a real diversidade da sociedade. Esse é o caso de Núria Kiffen, de 22 anos. Nascida em Angola e criada no Brasil, a atriz conta que quase desistiu da carreira por não se enxergar nas telas. “Pensei em desistir, pois olhava para os lados, ligava a televisão, assistia a novelas e publicidades e não me via representada”, contou. Kiffen só ...

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    João Julio Mello

    Monólogo ‘Cuidado com Neguim’ expõe visão crítica do asfalto pelo negro favelado

    Na peça, Kelson Succi reivindica a cidade para além do morro por Hugo Limarque no O Globo João Julio Mello Trabalhando com teatro há seis anos, o ator Kelson Succi certamente já fez e viu muita coisa nos palcos — embora toda essa rodagem não tenha sido, necessariamente, garantia de orgulho pessoal. E o descontentamento não precisa ser profissional, porque a questão está muito mais ligada à cor de sua pele. Negro, ele diz que serviu muitas vezes para o elenco de apoio, e quando tinha visibilidade, era para assumir papéis que, em seu ponto de vista, reforçavam estereótipos. Cansado da "dramaturgia branca e racista", manifestou o desejo de viver coisas novas por meio do monólogo "Cuidado com neguin", que estreia quinta-feira, na Casa Rio, e cujo texto, direção e performance estão a cargo de Succi. Baseado nas andanças e experiências do ator pela cidade, o ...

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    Trogneux, 64, Macron, 39. E daí?

    Críticas em relação aos 24 anos que separam Macron e sua esposa refletem estereótipos e preconceitos Por ISABEL VALDÉS, do El Pais  Enganadora. Mamãe. Estranha. Papa-anjo. Surrealista. Até mesmo mentira. Até mesmo predadora. Todas essas são palavras para definir – nas redes sociais, e em manchetes e textos de meios de comunicação de todo o mundo – Brigitte Trogneux, a esposa de Emmanuel Macron e a relação de ambos. Todas elas palavras para definir, também, o enorme esforço para manchar algo que, embora possa ser pouco habitual, não deve ser vilipendiado. Trogneux é 24 anos mais velha que Macron. E daí? Há apenas um mês, o recém-eleito presidente da França aludiu, no jornal Le Parisien, à homofobia “galopante” que emanava dos rumores que o uniam a Matthieu Gallet, presidente da Radio France, porque, obviamente, um homem da idade dele com uma mulher da idade de Trogneux só pode ser uma fachada ...

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    A Consciência Negra pressupõe auto-amor. Auto-amor pressupõe refletir sobre preterimentos afetivos

    Entre tantos temas que poderíamos escrever juntos, e eles não são poucos, resolvemos revisitar um assunto espinhoso. Toda a vez que surge um novo texto sobre a questão da solidão afetiva da mulher negra, o lado preto da internet entra em polvorosa. Homens negros, na sua ampla maioria, correm para dizer que as mulheres negras também são palmiteiras, ou então a reforçar que eles não são palmiteiros. Isso sem falar do discurso do amor não tem cor. Mas se não tem, se o diagnóstico de que as mulheres negras vivenciam a solidão de maneira brutal é uma falácia, como é que a Ana Clara Pacheco conseguiu até escrever uma tese de doutorado abordando esse tema? por Winnie Bueno e Caio César enviando para o Portal Geledés via Guest Post Os preterimentos sociais dos quais as mulheres negras são alvo não se restringem só ao mercado de trabalho, eles se expandem ...

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    Sapphire – Mulher Negra Raivosa – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte IX

    Você já viu isso em filmes e quadros de humor, certeza: a mulher irritada, que bate e grita com o marido, é ela que manda na porra toda e que faz “”””o papel do homem””””, ela tá sempre puta da vida, nunca sorri e vai te mandar tomar no cu quando você menos perceber. por Suzane Jardim no Medium Corporation Bem, durante a escravidão existia o culto à verdadeira feminilidade, ideologia que marcou qual era o padrão de comportamento feminino na época — mas obviamente esses padrões do que é ser mulher só valiam para as mulheres brancas de classe média. A Sapphire é o total oposto disso: ela é a mulher forte e castradora, que domina o homem, rouba seu papel e geralmente afasta suas crianças e seu companheiro de tão escrotona que ela é. Ela é uma Mammy sem o mínimo carinho maternal, sem a mínima paciência. Cientistas sociais do pós escravidão afirmavam que a ...

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    The Black Bucks (O Mandingo) – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte VII

    Esse todo mundo conhece, só não foi apresentado ao nome americano ainda. por Suzane Jardim no Medium Corporation Basicamente, os donos de escravos brancos promoviam a noção de que os homens africanos escravizados eram animais por natureza. Diziam, por exemplo, que “Nos negros, todas as paixões, emoções e ambições são quase que totalmente dominadas pelo instinto sexual” colaborando assim para noções de bestialidade e primitivismo. Essa era a definição de um Mandingo — aquele negro escravo perigoso e indomável e que deve ser contido pois tem instintos sexuais que provavelmente iriam perverter as filhas e esposas do senhor branco. Depois da Reconstrução Americana* o termo Black Buck foi usado pra fortalecer esse esteriótipo. Os Black Bucks são homens geralmente musculosos, que desafiam a vontade dos brancos e são um puta perigo pra sociedade americana. Eles são nervosos, agitados, temperamentais, impulsivos, extremamente violentos e, claro, sexualmente atraídos por mulheres brancas — só elas. No que isso resultava? Sim, linchamentos aos montes. Homens ...

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    Uncle Tom – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte VI

    Essa história é muito louca — vamo lá: por Suzane Jardim no Medium Corporation Em 1852, durante as discussões sobre o fim da escravidão nos EUA e antes da famosa Guerra Civil Americana, Harriet Beecher Stowe, uma escritora abolicionista de Connecticut lançou o romance anti-escravista Uncle Tom’s Cabin (adaptado para o português como A Cabana do Pai Tomás). No livro, Stowe contava a história do Uncle Tom, um escravo idoso que terminou espancado até a morte por se negar a colaborar com seu dono e contar o paradeiro de escravas fugidas. No romance a intenção é de colocar Uncle Tom como um mártir, um simbolo que denuncia os maus tratos e a crueldade da escravidão. PORÉM NÉ CEIS SABE o livro deixou os branco sulista puto — muito puto mesmo. Era a época de Abraham Lincoln, aquelas discussões acaloradas em torno de questões como “escravos tem alma ou não tem” etc. E o que eles fizeram foi assim, bem ...

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    Tia Jemina (a Mammy) – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte V

    Mommy, é o modo carinhoso de se chamar uma mãe em inglês. Mammy é como um negro do século XIX pronunciaria a palavra “Mommy” nos estados sulistas americanos. por Suzane Jardim no Medium Corporation Logo, Mammy vem das memórias e diários escritos por brancos no pós guerra civil, onde contavam como foram felizes ao lado da escrava de casa que era “quase da família”, aquela que os amamentou, que deixava os próprios filhos de lado pra cuidar deles, que não tinha vaidade, nem vontades — dedicava a vida inteira a todas essas crianças brancas maravilhosas que ela amava como se fossem os próprios filhos — ó que bonito! A descrição básica da Mammy gira em torno de uma mulher negra bem gorda, com seios enormes capazes de amamentar todas as crianças brancas do mundo, um lenço pra esconder o cabelo crespo “horroroso” e uma personalidade forte, cheia de garra, mas que só serve pra lutar pela família ...

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    Golliwog, pickaninny e golly doll – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte IV

    Parte IV Golliwog é o nome de bonequinhos de trapo que apareciam em livros infantis no século XIX caracterizados como uma caricatura de criança negra totalmente estereotipada e com traços exagerados — um bonequinho com blackface basicamente. por Suzane Jardim no Medium Corporation Esse bonequinho criou tendência iconográfica para a criação de itens, produtos e shows que usavam blackface. E rapidamente se tornou uma ofensa racial. Pickaninny é uma palavra adaptada de “pequenino”, em português, sabe? E era usada para se referir a crianças negras — aquelas que lembravam golliwogs e golly dolls. Basicamente, pickaninny/golly doll/golliwog são formas depreciativas e racistas de se chamar uma criança negra, colocando-a sempre como arteira, independente, imune à dor e que não precisa de cuidados de ninguém, nem dos pais, que podem deixá-los sozinhos de boa e irem cuidar das crianças brancas dos seus patrões sem problemas. leia também:  Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte I O Jim Crow – Reconhecendo ...

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    Sambo (Coon) – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte III

    Em 1898, quando a escravidão nos EUA já havia sido abolida e as leis de segregação já estavam sendo aplicadas, foi lançado um livro infantil chamado The History of Little Black Sambo — algo como A História do Pequeno Negro Sambo, em português. por Suzane Jardim no Medium Corporation A historinha era sobre um garoto de pele escura que tapeou um grupo de tigres famintos graças a suas habilidades — era felizão, sem preocupações, irresponsável, malandrão, inocente e pans. O texto original sugeria que o personagem principal era um garotinho indiano, não muito diferente do Mogli, que a gente já conhece — MAS, como estamos falando dos EUA da segregação, rapidamente ligaram o garotinho da história com um negro por suas características. Claro que os brancos não precisavam de um livro pra pensar isso dos negros, né memo. Esse esteriótipo já existia, associado à palavra Coon— contração da palavra racoon que em português significa guaxinin, sabe? Guaxinin? Aquele animal pequeno, selvagem e que ...

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    O Jim Crow – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte II

    Thomas D. Rice era um comediante novaiorquino nascido no início do século XIX. Pra dar aquela inovada no seu repertório, o homem resolveu ir visitar o Sul dos EUA pra ter umas idéia, refrescar a mente e pá. por Suzane Jardim no Medium Corporation Lá, ele descobriu que era um costume da galera branca comparar os seus escravos com corvos (em inglês, crow) e que os escravos, nas horas de descanso, costumavam cantar uma canção cuja a origem não se sabe, sobre uma figura lendária chamada Jim Crow. Então, como qualquer ser humano “normal”, o homem simplesmente teve a genial idéia de pintar seu corpo de preto e se apresentar em casas de shows onde cantava sua adaptação da música dos escravos — a Jump Jim Crow. Nessas apresentações, ele incorporava o que achava ser o “típico negro”: um cara burro, vestindo trapos, fazendo trapalhadas e andando de maneira boba por aí. Isso fez um sucesso tão ...

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    Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte I

    Parte I Já faz tempo que acompanho alguns debates nessa rede mundial de computadores e sempre surgem muitas dúvidas quanto a estereótipos e ofensas racistas vindas geralmente dos EUA e que não fazem parte do cotidiano brasileiro — pelo menos não quanto ao uso corrente. por Suzane Jardim no Medium Corporation Acredito na importância de saber reconhecer esses estereótipos, principalmente para compreender polêmicas internacionais e ter a capacidade de criticar as obras midiáticas americanizadas que consumimos no nosso dia-a-dia. Por isso, eu e o meu consultor de lingua inglesa e cultura midiática americana, Francisco Izzo, fizemos uma pesquisinha básica em sites e artigos norte-americanos para tentar falar um pouco de alguns desses estereótipos — de um modo bem didático, simplificado e informal. Esse texto foi feito originalmente como um álbum no Facebook. A intenção era de popularizar a discussão e criar um dialogo em linguagem simples e fácil. Falta muita coisa provavelmente e talvez novos termos ...

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    “O estereótipo da favela na TV não nos representa”, dizem atores da Cia Marginal

    Grupo do Complexo da Maré se apresenta em Curitiba e critica retrato das comunidades nas novelas: "Eu não falo gritando" Por Jonathan Pereira, do iG  Os atores do Cia Marginal, criada há dez anos no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, discordam da forma como as comunidades e favelas são retratadas na TV e no noticiário. Geandra Nobre, Jaqueline Andrade, Phellipe Azevedo, Rodrigo Souza e Wallace Lino, que fizeram duas apresentações da peça "Eles Não Usam Tênis Naique" no Festival de Teatro de Curitiba, falaram sobre o assunto. "É um estereótipo, não o reflexo do que a gente é. Eu virei a Camila Pitanga", disse Jaqueline, referindo-se à Regina, personagem da atriz na novela "Babilônia", ano passado. "E eu só falo gritando", ironizou Wallace. Jaqueline explica sua visão. Alex Carvalho/TV Globo Camila Pitanga como Regina, moradora do morro da Babilônia na novela do ano passado "A gente é plural, e na TV ...

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    Africanos postam imagens positivas sobre o continente Para combater o estereótipo mostrado pela mídia

    Abra o jornal. Vá até a seção Internacional. Procure pela África. Você provavelmente vai encontrar matérias falando sobre guerra, fome, doenças, entre outras tragédias. por Nara Rúbia Ribeiro do Portal Raízes Inconformados com essa exposição negativa de seu continente, um grupo de jovens lançou a campanha  #TheAfricaTheMediaNeverShowsYou no Twitter (em tradução literal, a África que a mídia nunca mostra para você). A ideia é que todos possam compartilhar imagens poderosas e positivas desse continente e mostrar suas belezas, quebrar estereótipos e, nós, quanto brasileiros, entendemos bem isso. De grandes estádios, arquitetura contemporânea até a alta moda, a campanha já ganhou milhares de tweets e ganha mais a cada segundo. Diana Salah, que ajudou a organizar a campanha, disse: “Eu me envolvi porque cresci me sentindo envergonhada de minha terra natal, com imagens negativas que pintaram da África como um continente desolado.” Ela então acrescentou: “É tão importante mostrar a diversidade e a beleza da África que a grande ...

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    Ser um negro bem “comportado” e sucedido não vai te livrar do Racismo

    Faz um tempo que espero uma oportunidade de dar algum tipo de continuidade ao texto Alice no País dos Não-Racistas, então, quando me deparei com o maravilhoso texto Nem Seu Cabelo Nem Seu Turbante Vão Te Livrar do Racismo, aproveitei a oportunidade. Espero fazer jus ao lacre que é o texto de Joice Berth. por LEOPOLDO DUARTE, no Os Entendidos, Revista Fórum Talvez um dos efeitos mais perturbadores do racismo que impregna a nossa cultura seja o sentimento de impotência que não-brancos apresentam diante desse complexo de inferioridade branco. Diante dessa persistente depreciação de tudo que não tem raízes na Europa, para que europeus – e descendentes – se sintam “os escolhidos”. Diante da constante tentativa da branquitude de adiar o seu karma histórico através da auto-afirmação virulenta. Talvez um dos efeitos mais nocivos do racismo seja o emolduramento das subjetividades negras em estereótipos – identidades opressoras que limitam as maneiras pelas quais toda a sociedade ...

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    Estereótipos ‘sem vergonha’ na TV – Por: James Flannery

    Me deparei na televisão com o programa da Rede TV Teste de Fidelidade e fiquei tentando entender que aspecto da sociedade brasileira ele representa. Na Grã-Bretanha, há programas tão ruins quanto esse, e não vou detalhar as críticas que programas do tipo, em qualquer parte do mundo, despertam. Mas o que me chocou de certa maneira foi como os princípios que regem o programa são calcados em estereótipos de gênero em "estado bruto". O corpo feminino é transformado em objeto de forma desavergonhada, e os homens, como animais, são frequentemente retratados como incapazes de conter seus impulsos sexuais.   Um detalhe no enredo que acompanhei me chamou a atenção. Foi a sugestão implícita de que quando uma mulher diz "não" a avanços de um homem, esse "não" pode ser interpretado como um "sim tímido", principalmente se roupas justas e um tom "incerto" fizerem parte da equação. Entra-se aí em um terreno perigoso ...

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    Estereótipos sexistas também prejudicam os homens

    Gostei muito deste artigo que Flávio Moreira (autor de dois blogs, um de poesia, e outro de traduções que ele faz; vez por outra, Flávio traz alguns excelentes artigos pra cá) escolheu e traduziu. Tirado daqui, o texto conclui algo muito triste: que homens sentem-se ameaçados pelo sucesso de suas parceiras. E aí mais uma vez aparece a vantagem da pessoa viver um relacionamento feminista, como o que eu vivo. O maridão gosta muito do meu sucesso, e eu do dele. A gente nunca compete (bom, talvez pelo amor da gatinha). A gente coopera. Aliás, acho que o mundo só teria a ganhar se adotasse um lema como "menos competição, mais cooperação". Mas aí eu fiquei pensando: assim como existem mulheres que se fazem frágeis pra que o parceiro se sinta mais forte (tipo, pedindo pro cara abrir um frasco de conserva que não está tão apertado), será que há ...

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