Tag: Irohin

    Tensões na grande mídia

    Ainda nos arredores

    Os temas superação das desigualdades raciais e eliminação do racismo terão alguma importância na campanha eleitoral de 2010? Há capacidade de pressão política no movimento negro para estabelecer um contexto em que os candidatos fossem avaliados por sua adesão ou não a esses temas? No ano passado, quando do desligamento da senadora Marina Silva do Partido dos Trabalhadores, algumas vozes que insuflavam sua candidatura à presidência da República sugeriram que ela poderia vir a captar um possível efeito Obama entre nós. É certo que ninguém fez na ocasião referência ao fato de que uma temática marginal teria visibilidade excepcional caso a candidata assumisse politicamente uma identidade negra e se dispusesse a discutir, com propriedade e legitimidade, o papel estrutural do racismo e a exclusão da população negra. Nada disso. Tratava-se apenas de definir o perfil da “irmã de Obama” e colher votos concretos em domínios simbólicos. A cor poderia fazer ...

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    Negro, não

    Estremecimentos no meio diplomático

    A notícia sobre as declarações do cônsul geral do Haiti em São Paulo me chegou  primeiro pela CBN, no dia seguinte a sua participação no programa "SBT Brasil". Fiquei impressionado com a indignação do locutor, que recomendava ao Itamaraty a expulsão de George Samuel Antoine. Sabe aquela indignação justa diante de uma manifestação inequívoca de racismo?  O locutor da CBN parecia não querer perder a oportunidade de reafirmar valores caros aos brasileiros: impossível conviver, numa sociedade como a nossa, com uma pessoa dessas - fora! Eu estava na cozinha, preparando meu café e ouvindo rádio e me convenci de que já havia ganhado meu dia. Na manhã  seguinte, ganhei  também o mês ao ler a reportagem da "Folha de S. Paulo" sobre o mesmo episódio (FSP, edição de 16/01/2010. p. A21). O repórter Vinícius Queiroz Galvão referiu-se a "um mal-estar nos meios diplomáticos", causado pelas declarações do cônsul do Haiti. ...

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    Detalhamento dos óbitos

    Edson Cardoso fala da imprensa negra e da luta pela consciência negra

    Dentro da ideologia vigente, que oculta as desigualdades raciais, não há negros, não há racismo. É necessário furar o bloqueio imposto pelos grandes jornais e revistas, redes de rádio e TV.   Causa Operária entrevista  o professor de Comunicação Social na Universidade de Brasília (UnB)*, militante do movimento negro e editor do jornal Ìrohìn, Edson Lopes Cardoso. Ele nasceu em 1949, em Salvador, cidade que é referência na cultura negra. É uma importante personalidade do movimento negro no Brasil. Neste momento em que a direita ataca o direito democrático às cotas para negros nas universidades, acaba com o Estatuto da Igualdade Racial, fala de uma igualdade racial inexistente não para rejeitar o racismo, mas nega a causa e a opressão do negro, Edson Cardoso denuncia esta política criminosa.   Causa Operária – Você poderia falar um pouco de sua história, quando começou a militar no movimento negro?   Edson Cardoso ...

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