terça-feira, novembro 24, 2020

    Tag: literatura negra

    Literatura negra não caiu na graça do mercado, diz autor de Cidade de Deus

    Em entrevista ao G1, Paulo Lins falou sobre samba, cinema e poesia. Escritor e roteirista participa de mesa na Festa Literária de Cachoeira. Danutta Rodrigues Filho de baianos, o carioca Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus (1997), que deu origem ao filme homônimo, é poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão, além de professor licenciado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No próximo domingo (2), às 10h, ele vai participar da última mesa de debates na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que começa na quarta-feira (29). Lins afirmou que irá defender a participação do negro na formação da cultura brasileira, assim como a produção literária nas periferias. "Eu vou falar a mesma coisa que eu falo nas favelas de São Paulo e do Rio de Janeiro quando o assunto é negritude, que é sobre a participação do negro na formação da cultura nacional e agora o advento ...

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    Machado e a política

    A campanha eleitoral, como outras, tem sido pródiga em manifestações de destempero. O segundo turno da corrida presidencial promete um festival de bordoadas no ringue midiático, ambiente concebido para a desconsideração das questões que poderiam interessar ao distinto público votante. Não fosse por outras virtudes, a campanha será lembrada por ter escancarado as portas da baixaria aos bem-pensantes. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escorregou na maionese ao atribuir a votação de Dilma aos desinformados e habitantes das camadas sociais de baixa renda. Tenho saudades do sociólogo, meu professor, que escreveu Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional. Um porta-voz da Contradição em Termos – o pensamento mercadista – decretou que Dilma é a grande responsável pelas turbulências cambiais, jur(ássicas) e bursáteis. Disse o sabichão que as expectativas quanto ao futuro governam o presente, e os mercados da riqueza fictícia já decidiram quem pode e quem não pode governar. A riqueza morta se ...

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    Literatura negra e cultura na periferia são temas de debate na Festa Literária

    Mesa vai encerrar evento no dia 2 de novembro, às 10h, em Cachoeira, BA. Paulo Lins, Nelson Maca e Juraci Tavares serão os convidados da debate.   Literatura negra e cultura nas periferias. Sobre esses dois temas que o escritor carioca Paulo Lins, o poeta Nelson Maca e o compositor, poeta e cantor baiano Juraci Tavares vão debater na última mesa da 4ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), intitulada "Demarcando espaços e territórios". O evento começa no dia 29 de outubro e vai até o dia 2 de novembro. Confira aqui a programação completa. O encontro entre Lins, Maca e Juraci Tavares pretende abordar questões relacionadas ao mercado editorial brasileiro em relação à literatura negra, à cultura de rua, assim como a militância negra e humana dos movimentos sócio-culturais. O debate tem como objetivo valorizar as manifestações culturais e artísticas, especialmente nas comunidades. Convidados O escritor Paulo ...

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    Luiz Silva (Cuti)

    Cuti representa o Brasil na Feira de Frankfurt 2014

    por: Flávio Carrança pois dos protestos contra ausência de autores negros na delegação de 2013, o escritor e pesquisador paulista da literatura negra brasileira é um dos cinco autores convidados pelo Ministério da Cultura. A Feira ocorrerá entre 8 e 12 de outubro. Cuti - que já esteve em Frankfurt em 2012, mas fora da comitiva oficial - é o pseudônimo de Luiz Silva, um dos cinco autores selecionados pelos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e pela Câmara Brasileira do Livro para participar da Feira de Livro de Frankfurt, na Alemanha, que acontece de 8 a 12 de outubro. Além de Cuti, foram escolhidos a poetisa Ana Martins Marques, o jornalista e escritor Edney Silvestre, o jornalista, cientista político e professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) Bernardo Kucinski, e o jornalista e romancista Eduardo Sphor. No ano passado, em que o Brasil foi o país homenageado ...

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    Hoje na História, há 106 anos, morria na cidade do Rio de Janeiro, Machado de Assis

    Ele foi escritor, jornalista, poeta e teatrólogo, mas a carreira no serviço público foi o principal meio de sobrevivência, durante o Império e a República. Machado colaborou em jornais e revistas. Escreveu crônicas, contos, poesia e romances, que costumavam ser lançados, primeiro em folhetins e, depois, publicados em livros. Ele também foi revisor, editor e censor teatral. Esse cargo não era remunerado, mas dava a ele o ingresso livre para as apresentações. Machado de Assis foi o primeiro presidente da ABL, a Academia Brasileira de Letras, que ele ajudou a fundar, exercendo o cargo por mais de dez anos, até a morte. Entre os romances que publicou estão: Dom Casmurro; Helena; Memórias Póstumas de Brás Cubas; A Mão e a Luva; Esaú e Jacó e Quincas Borba. Machado de Assis morreu aos 69 anos,na madrugada de 29 de setembro de 1908, em casa, na Rua Cosme Velho, no Rio de Janeiro. Leia ...

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    “O nascimento da crônica”, por Machado de Assis

    Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica. Mas, leitor amigo, esse meio é mais velho ainda do que as crônicas, que apenas datam de Esdras. Antes de Esdras, antes de Moisés, antes de Abraão, Isaque e Jacó, antes mesmo de Noé, houve calor e crônicas. No paraíso é provável, é certo que o calor era mediano, e não é prova do contrário o fato de Adão andar nu. Adão andava nu por duas razões, uma capital e outra provincial. A primeira é que não havia alfaiates, não havia sequer casimiras; ...

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    A literatura afro-brasileira de autoria feminina: um estudo de Úrsula, de Maria Firmina dos Reis

    Resumo: O romance Úrsula, escrito por Maria Firmina dos Reis, em 1859, cerca de 29 anos antes da abolição da escravatura no Brasil, é o primeiro romance de temática abolicionista da literatura brasileira. O presente trabalho, realizado através de levantamento bibliográfico e análise crítico-interpretativa, realizada sob os auspícios da crítica literária de orientação feminista, tem como objetivo, fazer um resgate do romance Úrsula, apresentando a temática da obra e uma reflexão acerca da exclusão da voz e da escrita das mulheres brasileiras do século XIX dos cânones literários. Palavras-chave: Literatura afro-brasileira; autoria feminina; Úrsula.  Bárbara Loureiro Andreta - Universidade Federal de Santa Maria Apresentação Faz-se importante refletir acerca da exclusão da voz e da escrita de mulheres como Maria Firmina dos Reis dos cânones literários, bem como sobre sua representação no processo de constituição da nacionalidade, considerando-se as diferenças de gênero, raça e classe social. Segundo Rita Terezinha Schmidt (2000), o ...

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    Não toquem em Machado de Assis

    Chego tarde à discussão sobre a legitimidade de adaptações de obras literárias do passado para facilitar a leitura das novas gerações. Mas não tenho como desviar de um assunto que só se torna relevante porque o Brasil continua a ser o país dos vira-latas (ou do neo-viralatismo) , dos espertalhões e do triunfo da ignorância. As adaptações de livros clássicos não passam de uma camada do aterro sanitário que entulha a cultura do país desde que os portugueses rezaram a Primeira Missa em Porto Seguro e constataram que a população local se mostrava dócil à evangelização. Dá asco pensar no tema, mas vou tapar o nariz e tentar manter a lucidez. As políticas do livro e da educação nacionais são infames e parece que não irão melhorar nunca. Dessa forma, o futuro de nossa cultura já está traçado: caímos na tentação da visão antropológica que rebaixa o indivíduo a sua ...

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    Projeto para “descomplicar” Machado gera racha até entre escritores

    "Ousadia!" "Barbaridade!" "Onde é que vamos parar?" A notícia de que a escritora Patricia Secco vai lançar uma versão "facilitada" do conto "O Alienista", de Machado de Assis, provocou uma onda de críticas à autora, que submeteu ao Ministério da Cultura o projeto "Os clássicos e a leitura", para simplificar a linguagem de clássicos da literatura brasileira, fazendo a transposição para uma forma contemporânea. "A ideia é distribuir os livros para não leitores, para pessoas simples, que sequer sabem quem é Machado de Assis, como o meu eletricista ou o porteiro do meu prédio. Quero aproximar os clássicos dessas pessoas, não distribuir livros em escolas, para crianças. Aliás, nem quero que os jovens leiam isso. É para um outro Brasil, para aqueles que nunca leram e de repente querem ter a oportunidade de conhecer um livro", explica Patrícia. Entre os escritores, é esperado e compreensível que muitos se declarem contra ...

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    A periferia na visão de um poeta

    O poeta Luan Luando fala sobre cultura, educação, políticas públicas; revela anseios e as perspectivas para o universo em que vive por Joseh Silva Filho de Alzenir de Jesus (a Dona Nega), baiana de Itambé, sertão do estado da Bahia, e de José Felício Meireles da Silva, oriundo de Birigui, interior de São Paulo, Luan de Jesus, de 24 anos, nasceu em Osasco, mas foi criado em Taboão da Serra. É o caçula de três irmãos: Renato de Jesus e Carlos Eduardo de Jesus. Poeta, ator e frequentador assíduo das ações culturais da periferia de São Paulo, ele pode ser considerado patrimônio das quebradas. Onde tem cultura periférica tem Luan Luando. “Sou da última geração de Taboão que jogou bola na rua de terra e que roubou fruta das árvores.” Hoje, lamenta, a cidade está verticalizada, os prédios ocuparam o espaço de casas e os comércios tradicionais menores. Luan não ...

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    Centenário de Carolina Maria de Jesus

    por Laura Macedo Carolina Maria de Jesus * 14/3/1914 - Sacramento (MG) + 13/2/1977 - São Paulo (SP) Escritora / Compositora Ainda está em tempo de comemorarmos o Centenário de Carolina Maria de Jesus, oriunda de uma família extremamente pobre que, contrariando todos os indicadores negativos (favelada, semi analfabeta, negra, catadora de lixo, mãe solteira...), tornou-se escritora/compositora. Na década de 1930, já em São Paulo foi morar na favela do Canindé. Seu sustendo próprio e de seus três filhos foi exercendo a atividade de catadora de papel. No meio do lixo, Carolina, encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada, em forma de diário. Da esquerda para a direita: Carolina Maria de Jesus, Audálio Dantas (jornalista) e Ruth Souza. Foi o jornalista e repórter da Folha da Noite Audálio Dantas o descobridor da veia artística de Carolina Maria de Jesus. [caption id="attachment_11054" align="aligncenter" ...

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    Machado de Assis é o maior escritor latino-americano

    Qualquer semelhança não é mera coincidência. A morte do amigo desencadeia a obsessão do personagem para desvendar um “crime que jura estar consumado”: o adultério de sua mulher com o falecido. Parece um "crime consumado" nos arredores da rua Matacavalos, cenário descrito por Machado de Assis em seu clássico Dom Casmurro. É, na verdade, a base do livro A Origem do Mundo, do chileno Jorge Edwards, fã declarado do autor brasileiro. O livro chega ao Brasil 18 anos após o seu lançamento. "Machado de Assis é o maior escritor latino-americano e foi meu grande mestre", disse o autor a CartaCapital, por telefone, da embaixada chilena em Paris, posto que deixa em março para assumir a representação diplomática de seu país em Madri. “Sou um escritor chileno, mas que tem em sua formação um professor brasileiro. Houve outros mestres também, mas para o meu gosto particular o melhor escritor latino-americano de todos os tempos é ...

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    Pesquisas apontam Machado de Assis como o autor brasileiro mais estudado

    A doutoranda da Universidade de Brasília (UnB) Laeticia Jensen Eble mapeou os escritores nacionais mais citados nos trabalhos de doutores em literatura brasileira no país. A pesquisa teve como base os currículos disponibilizados na plataforma Lattes, banco de dados mantido pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), de 2.176 pesquisadores. Como a edição da "Ilustrada" desta quarta já havia antecipado, Machado de Assis lidera a lista com 122 citações. Depois dele, nos primeiros cinco lugares, surgem Guimarães Rosa (100 citações), Clarice Lispector (63), Graciliano Ramos (54) e Mário de Andrade (44). Entre os autores vivos, Milton Hatoum é o mais citado, com 22 menções, à frente de Rubem Fonseca (20), Manoel de Barros (18) e Chico Buarque (13). A pesquisa identificou 477 autores diferentes. As mulheres são uma parte quase ínfima do grupo --apenas 21%. Depois de Clarice, Cecília Meireles (16º lugar, com 20 menções) é a segunda ...

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    A bronca que Machado tinha de Eça

    Numa crítica e numa dedicatória o romancista brasileiro mostrou o que pensava do rival português. MACHADO E EÇA.  Os dois maiores romancistas da língua portuguesa, com uma certa folga. Dom Casmurro e Os Maias estão na lista curta dos maiores romances da literatura mundial. Foram contemporâneos. Machado tinha uma implicância com Eça. Ela se mostra em dois momentos absolutamente machadianos. O primeiro é uma crítica que Machado escreve de Primo Basílio, um dos clássicos  de Eça. Nele Luiza, infeliz no casamento, é seduzida pelo Conde Vronsky luso, o seu primo Basílio do título. Depois, é chantageada selvagemente pela empregada. A única lição que se extrai do romance, segundo Machado, é que a “boa vontade dos fâmulos” é fundamental para a paz no adultério. Fâmulos, como todos sabemos, são empregados. A segunda bala de Machado aparece na dedicatória a Eça de um livro seu. É a dedicatória mais curta, e mais ...

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    A fina ironia de Machado de Assis sobre a Abolição da Escravatura

    Na crônica abaixo, Machado de Assis aborda com ironia a questão da abolição da escravatura, que havia ocorrido no dia 13 de maio de 1888.  Crônica publicada no jornal Gazeta de Notícias, em 19 de maio de 1888.  Bons dias!  Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário fôr, que tôda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar. Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e ...

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    Machado de Assis: Um Instituto que faz falta

    Onde está nosso Instituto Machado de Assis (sem diminuir outros escritores)? Não existe. Consta que depende de uma quezília entre o Itamaraty e o Ministério da Cultura, sobre quem seria o pai e a mãe da idéia. Enquanto isso, o Brasil carece de uma política orgânica promotora de sua cultura e de sua língua. Li, entre comovido e entusiasmado, a palestra da presidente Dilma Roussef aos formandos do Instituto Rio Branco, nesta página. Comovido: nossa presidenta, resgatada da nossa história de ditaduras insondáveis, dirige-se ao nosso corpo diplomático. Entusiasmado: ela, vinda desse passado sofrido e sofrível, dirige-se ao futuro da nossa diplomacia. Mas... Faltou algo. A presidente, com toda razão, afirmou que era necessário ter engenheiros, físicos e matemáticos entre os diplomatas. Certeiro. Talvez tenha até esquecido os químicos, os biólogos, e outros cientistas das exatas e das ciências da vida. Mas e a vida cultural? A diplomacia brasileira – ...

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    A palavra herdada dos pais africanos

    Quatro volumes dedicados à literatura nacional afrodescendente e oito voltados para a história da África marcam uma nova etapa nos estudos dessa contribuição fundamental para a cultura brasileira por: Antonio Gonçalves Filho A África está na ponta da língua dos brasileiros. A partir de março, as escolas públicas do País passam a receber o primeiro material didático produzido aqui sobre a história do continente, atendendo a uma lei publicada em 2003, que determina o ensino da história e da cultura africanas aos estudantes. Esse material foi preparado pela Universidade Federal de São Carlos com base na coleção de oito volumes da História Geral da África, compilada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e agora lançada comercialmente pela Cortez Editora (leia na página ao lado). Simultaneamente, chega às livrarias outra coleção, Literatura e Afrodescendência no Brasil: Antologia Crítica, quatro volumes publicados pela editora da Universidade Federal de ...

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    A nova versão da peça publicitária sobre os 150 da anos da Caixa com Machado de Assis negro

    A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira (11) que começou a ser veiculada na segunda-feira (10) a nova versão da peça publicitária sobre os 150 anos da instituição. Desta vez, um ator negro interpreta o escritor Machado de Assis. O novo vídeo, que pode ser visto no YouTube, foi feito para corrigir a representação de Machado que, na propaganda original suspensa em setembro, foi interpretado por um ator branco. Além de receber críticas na internet, a peça foi alvo no dia 19 de setembro de uma queixa formal por parte da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir-PR), que disse em comunicado a “Caixa deve corrigir a produção deste vídeo, reconhecendo o equívoco e considerando o diálogo que vem mantendo com a sociedade ao longo da sua trajetória institucional”. A campanha original com o ator branco interpretando Machado, cuja veiculação na TV foi suspensa em setembro após ser ...

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    Heloisa Pires Lima – Tintim e a reportagem do racismo

    Heloisa Pires Lima por Heloisa Pires Lima para o Portal Geledés Tintim está na mídia. Mas não pelo filme que virá dirigido por Steven Spielberg. Um dos álbuns- Tintin au Congo- da autoria de Hergé está no banco dos réus. O herói nacional enfrenta o julgamento no país que o criou, a Bélgica. E o poder para tamanho questionamento vem de Bienvenu Mbutu Mondondo. Nascido em 1968, o autor do processo foi uma criança que leu a obra no Congo, o país colonizado pelos belgas e retratado nessa história. A circunstância interessa à sociedade brasileira que acabou de refletir acerca de um caso bastante semelhante envolvendo obra juvenil-autor ícone e educação antiracista. Poucas matérias por aqui arriscam opiniões, silêncio este que não significa neutralidade. E, antes que estas sobreponham ao episódio, o estilo do autor, as linhas do brilhante desenhista, ou transformem o africano proponente da ação ...

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    A Caixa Econômica Federal terá novo filme para retratar Machado de Assis

    Quando o comercial foi lançado, a Seppir considerou 'lamentável' que tenha havido esse deslize A Caixa Econômica Federal não aguentou a pressão por ter retratado Machado de Assis branco, sendo que o escritor era mulato. Cedeu, pediu desculpas e agora produz um novo comercial para a campanha institucional que comemora os 150 anos da marca. Segundo a empresa, as emissoras de TV já foram notificadas sobre a suspensão do atual filme e a peça da campanha já foi retirada de seu site. De acordo com a Época Negócios Online, a Caixa enviou ofício à Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) para se redimir. O órgão foi o primeiro a protestar. Quando o comercial foi lançado, a Seppir considerou "lamentável que tenha havido esse deslize numa campanha que vem sendo desenvolvida numa linha educativa e instrutiva que inclusive já retratou fatos históricos desconhecidos da população." No ...

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