quinta-feira, abril 22, 2021

Tag: literatura negra

Hariel Revignet, artista brasileira-gabonesa, retrata Feliciana Maria Olímpia, que faz parte da “Enciclopédia negra – biografias afro-brasileiras” (Foto: Hariel Revignet/ reprodução)

Um monumento levantado

Não queremos morrer nem de vírus, nem de fome, nem de tiro! Wesley Teixeira, em manifestações do movimento negro em 2020, em protesto contra a morte do menino João Pedro, assassinado dentro de casa durante operação policial. Em um monumento à história do Brasil, a Enciclopédia negra, livro de Flávio Gomes, Lilia Schwarcz e Jaime Lauriano, escreve e reescreve a trajetória de 550 personagens que marcaram o país. Trata-se de um exercício prático de reparação histórica, porque muitas das figuras que encontramos nas mais de setecentas páginas são quase ou totalmente desconhecidas pela maioria da população. As pessoas negras que agora temos a oportunidade de conhecer nunca foram coadjuvantes, mas acabaram tendo sua existência apagada. Os ícones não ficam de fora, contudo não são o foco da obra publicada agora pela Companhia das Letras. O verso “Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês”, do samba-enredo da ...

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"Mesmo com toda a adversidade, é preciso que a gente tenha essa esperança engajada", diz Itamar Vieira Junior

“‘Torto Arado’ reflete passado escravagista mal resolvido”

Em 2018, o geógrafo Itamar Vieira Junior decidiu inscrever seu livro Torto Arado no prêmio LeYa, de Portugal. Venceu, e o livro foi publicado primeiro lá. No ano seguinte, a editora Todavia adquiriu os direitos e publicou o romance no Brasil. O sucesso, contudo, viria apenas no fim de 2020. Torto Arado venceu os dois principais prêmios literários brasileiros, o Jabuti e o Oceanos, no ano passado. E acabou conquistando as redes sociais. De acordo com informações fornecidas pela editora Todavia à DW Brasil, até agora já foram vendidos 100 mil exemplares. E isso transformou o até então desconhecido Vieira Junior em uma celebridade do mundo literário. "É difícil para mim, como autor, entender o que se passa com o livro", comenta o autor, que antes de Torto Arado tinha publicado dois livros de contos. "Acho que prêmios contribuíram bastante para dar um destaque, mas acho também que os leitores têm se conectado com a história." Os ...

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Foto: Divulgação

Boitempo realiza ciclo de debates internacional e curso sobre o pensamento feminista negro

Em comemoração ao Dia da Mulher, a Boitempo realiza na próxima semana, de 8 a 12 de março, o curso Introdução ao pensamento feminista negro e o ciclo de debates internacional Por um feminismo para os 99%. O curso terá seis aulas semanais, tendo início em 8 de março – data que celebra o Dia Internacional da Mulher. As aulas acontecem sempre às segundas-feiras, às 11h. Já o ciclo de debates, viabilizado pela Lei Aldir Blanc, contará com 24 pensadoras e ativistas de cinco nacionalidades diferentes. O evento acontece durante o mês de março, nos dias 10, 17, 24 e 31, sempre às 14h. A programação foi inspirada pelo livro Feminismo para os 99%, escrito por Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser, e publicado pela Boitempo em 2019. Chamando atenção para as mulheres da classe trabalhadora, o objetivo é discutir as premissas de um feminismo incondicionalmente internacionalista e anticapitalista, ...

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Ashanti: nossa pretinha/Malê Mirim

Literatura infantil para incentivar a autoestima em crianças negras

A escritora Taís Espírito Santo lança o livro infantil “Ashanti: nossa pretinha” pela Editora Malê. O evento ocorre no sábado, 06/03, às 19 horas, no canal do YouTube da editora, e contará com a presença da escritora e do ilustrador do livro, Cau Luis. A obra narra a história do nascimento de Ashanti, uma menina muito esperada e amada pelos seus familiares. Taís Espírito Santo conta que decidiu criar uma história sobre o nascimento de uma menina negra, destacando a atuação de um pai presente, carinhoso e atencioso como forma de homenagear o próprio pai, Francisco, assim como todos os pais que participam deste momento tão especial e tão surpreendente, “A família de Ashanti também é a minha, o livro é uma narrativa sobre amor e ancestralidade. É a representatividade de famílias pretas em comunhão, o que quase não vemos nos livros”. Cau Luís é cartunista, ilustrador, escritor e professor ...

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Divulgação

Um crítico no front

Tão logo meu exemplar de “Estética e raça: ensaios sobre a literatura negra”, de Luiz Maurício Azevedo chegou da editora Sulina, reli “O homem mais azul” e “Tenório e o anúncio da guerra”. No primeiro ensaio, meu livro “O homem azul do deserto” foi analisado com acuidade, rigor teórico e vigor de linguagem (sem a preguiça dos clichês que costumam me devotar), entretanto, penso que a incursão analítica de gênero feita em “Como se mata uma ilha”, de Priscila Pasko, mereceu mergulho mais fundo e impressões mais consistentes do que a abordagem ao meu texto. Contudo, talvez minha crônica não apresente tantos elementos literários quanto o crítico exigente busque. Ainda perguntarei a ele. No segundo texto, lido sem observar o ordenamento do autor à obra, o filho de Xangô (assim o leio) se revelou em seu esplendor: “Há alguns anos, quando apontei Jeferson Tenório como acontecimento literário mais relevante da ...

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Divulgação

Cine África e Sesc São Paulo lançam livro ‘Cinemas Africanos contemporâneos – abordagens críticas’

Última das ações vinculadas do cineclube durante o ano de 2020 em parceria com o Sesc São Paulo, o e-book inédito “Cinemas Africanos contemporâneos - abordagens críticas” tem lançamento dia 6 de fevereiro de 2021 (sábado), às 16h, no canal do Cine África no YouTube: youtube.com/cineafrica. O livro de 311 páginas é organizado pelas pesquisadoras Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira e conta com cerca de 40 colaboradores da África, Europa, EUA e Brasil. A publicação tem distribuição digital e gratuita através do portal do Sesc. O link de download será anunciado na live. Dividido em quatro partes, Contribuições Teóricas, Dossiê Crítica de Cinema na África, Críticas e Ensaios e Entrevista Coletiva: Programadores de Cinemas Africanos no Mundo. A primeira sessão traz escritos de especialistas como Lizelle Bisschoff (Reino Unido) e Jonathan Haynes (EUA), considerado o maior especialista em cinema nigeriano (Nollywood) do mundo. A segunda parte reúne textos de ...

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Capa do primeiro volume da coleção gratuita da EdUFF.

Série de livros sobre personagens negras no pós-abolição tem download gratuito

A Editora da Universidade Federal Fluminense (EdUFF) acaba de disponibilizar gratuitamente sete e-books que examinam a trajetória e o contexto histórico de oito importantes personagens negros da história brasileira no pós-abolição. São elas: Monteiro Lopes, Eduardo das Neves, Luciana Lealdina de Araújo, Maria Helena Vargas da Silveira, Juliano Moreira, Paulo Silva, Maria de Lourdes Vale Nascimento e João Cândido. Clique aqui para baixar os volumes. Os e-books são acompanhado por um site que disponibiliza diversos materiais – oficinas, vídeos, planos de aula, banco de imagem, em torno de personagens negros biografados. A coleção faz parte do projeto coletivo “Personagens do pós-Abolição: trajetórias, e sentidos de liberdade no Brasil republicano”, contemplado com o Edital “Memórias Brasileiras: Biografias” (n° 13/2015 da Capes). A leitura é voltada para estudantes do Ensino Médio e adultos. “Apesar de grandes contribuições para a história republicana do Brasil, esses personagens tiveram suas vidas silenciadas, esquecidas ou não reconhecidas. Foram homens e ...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Em livro, Preta Ferreira tira o sono e convoca à luta

A ansiedade para ler "Minha carne: diário de uma prisão" (Boitempo, 2021), de Preta Ferreira, começou há pouco mais de um ano, quando soube que o livro seria publicado. Nos mais de 100 dias de cárcere, a escrita, assim como a leitura, foi companheira, arma e cura de Preta, acusada de de associação criminosa e extorsão por ser liderança do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC). "Eu sei que não sou nada disso que me acusam, mas, no momento, até provar que sou inocente, estou na condição de re-educanda e sou mais um número entre as presas injustamente do país, mais uma presa política", escreveu Preta no 52° dia de cárcere. Capa do livro "Minha Carne", de Preta FerreiraImagem: Divulgação Nas 223 páginas do livro, Preta Ferreira narra o dia a dia da Penitenciária Feminina de Sant'Anna e das outras celas por onde passou, conta histórias de ...

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O escritor nigeriano Wole Soyinka, durante visita ao Brasil em 2015 - Bruno Poletti/Folhapress

‘Aké’ é oportunidade de ler Wole Soyinka, um dos maiores nomes da África

Muitos autores, como Liev Tolstói, Graciliano Ramos e J. M. Coetzee, se debruçaram sobre suas memórias de infância para construir grandes obras ficcionais e memorialísticas. Esse também é o caso de "Aké: Os Anos de Infância", de Wole Soyinka, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1986. Autor de ensaios, poemas, romances, peças teatrais e memórias, Soyinka tem uma carreira premiada por sua vasta obra que tem como centro e paisagem a sua Nigéria natal. Em "Aké", Soyinka nos conduz à Nigéria dos anos 1930 e 1940, o tempo de sua infância. Aos poucos somos convidados a adentrar a atmosfera prosaica de Abeokutá, no oeste do país, a partir da vida de um Soyinka inquieto, curioso e contestador. De imediato, conhecemos o seu universo familiar –o pai, um intelectual a quem “poucas pessoas chamavam pelo nome” é "batizado" pelo menino de Ensaio. Sua formalidade representava à criança “um daqueles meticulosos exercícios estilísticos de prosa que ...

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Manifestantes protestam em memória de George Floyd em Mineápolis, nos Estados Unidos Foto: CHANDAN KHANNA / AFP

Keeanga-Yamahtta Taylor reflete sobre a força que vem do ativismo negro

As eleições que levaram a afro-americana Kamala Devi Harris a ocupar a vice-presidência dos EUA demarcam um passo importante na simbologia da resistência negra do país e é um ponto saliente na constante curva da luta pelos direitos civis na maior potência econômica do planeta. O Brasil, embora com papel destacado nas Américas, ainda patina no campo do combate às desigualdades sociais e raciais, com fulcro no racismo estrutural. Certamente a vitória de Joe Biden-Kamala, da mesma forma que foi sentida na maior parte do mundo, como sintoma de trégua dos diálogos bélicos, no caminho da esperança e da paz, é sentida aqui também. Além do desafio enfrentado pelas urnas municipais, que elegeram bom número de representantes, entre mulheres e homens negros, para nossos padrões, dez estados ainda vão contar com 59 legisladores de comunidades remanescentes de quilombos, segundo a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). ...

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Instituto prepara mostra sobre Maria Carolina de Jesus

O Instituto Moreira Salles (IMS) terá conselho consultivo com 13 mulheres negras que integram o recém-criado conselho consultivo da exposição em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus . Entre as 13 mulheres estão a escritora Carmen Silva e Conceição Evaristo, a  filósofa Sueli Carneiro e a atriz Zezé Motta. Boletim da inauguração da exposição, era prevista neste ano no  IMS Paulista, mas em razão da epidemia da Covid-19, a abertura da mostra foi transferida para junho de 2021. Considerada um dos grandes nomes da literatura nacional, Carolina Maria de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Suas milhares de páginas manuscritas, como romances, poemas, contos, crônicas, peças de teatro, canções. Suas obras eram instrumento de denúncia das mazelas sociais, são histórias de luta, superação e sofrimento da mulher negra e moradora da favela, no século XX. A autora foi publicada em mais de 40 países e traduzida ...

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A escritora Alice Walker (Foto: Imagem rei=tirada do site Folha de S. Paulo)

Alice Walker explora as tensões entre o racismo e a violência de gênero

“Mas onde estava o homem em mim que me deixou ir embora escondido?”, pergunta Grange Copeland, protagonista do romance de estreia de Alice Walker, publicado 12 anos antes do seu mais aclamado livro, “A Cor Púrpura”. Reconhecida por retratar com sensibilidade e coragem a vida das mulheres negras no sul dos Estados Unidos, sua primeira obra se destaca por oferecer o mesmo tratamento sensível a dois trabalhadores negros rurais, Grange e Brownfield, pai e filho. Explorando as tensões entre uma realidade atravessada pela segregação racial e pela pobreza e a responsabilidade dos homens negros quanto às próprias ações e erros, acompanhamos as diferentes fases da vida de Grange. Ele é um trabalhador rural casado, que passa a beber, a humilhar a mulher e a negligenciar o filho conforme encolhe cada vez mais os ombros —sua forma mais expressiva de linguagem— diante da precariedade da vida. Numa família em que “a ...

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Thata Alves (Foto: Edlaine Pereira)

Poeta Thata Alves lança jogo da memória para crianças inspirado em Orixás

No dia 18 de dezembro, a poeta Thata Alves lança seu primeiro trabalho lúdico e voltado ao público infantil: “Baobá é Memória”. Um jogo da memória com cartas inspiradas em Orixás. O brinquedo é uma alternativa aos pais e crianças, para presentes em datas como o Natal e o Dia das Crianças. Além disso, também tem como propósito proporcionar o aprendizado sobre os Orixás de modo intuitivo e inconsciente pelas crianças. Thata é Yawo no Candomblé, e por consequência, o jogo torna-se uma ferramenta para quebrar com o estigma da demonização das religiões de matriz africana. “Eu com meu irmão ganhamos na infância uma Bíblia Infantil: que continha imagens de Jesus em versão de criança”, comenta Thata que também pontua sobre a ausência de mais referências infantis em possibilidades de consumo nos mercado, como os próprios brinquedos. No Brasil, existe a lei 10.639/03 que trata da obrigatoriedade do ensino da ...

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iStockphoto

Nós, brancos, precisamos estudar o Brasil a partir de autores negros 

Em um ano confuso, difícil e com grandes problemas mundiais vindo à tona, fora a crise sanitária, várias coisas fazem mais sentido. O mundo todo - e também a nossa classe média alta pra cima - descobriu admirado que existe desigualdade social. Como assim no dia dois da pandemia da Covid-19 já temos pessoas passando fome e sem emprego? Os olhos estavam fechados de propósito. E alguns ainda seguem assim, num ato contínuo de "desver" - desde a invasão dos portugueses no Brasil, aquele momento que tudo começou a dar errado em terras tropicais. Certamente naquela época outros planetas nos olharam e pensaram "essa galera não vai dar certo, vão ferrar com tudo aí nesse pedaço do mapa", e deu. O racismo existe sim, vice-presidente Mourão. Por mais que você e toda essa turma horrível que hoje ocupa Brasília diga que não, simplesmente para manter um plano genocida, o racismo ...

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Frantz Fanon, Psiquiatra e militante escreveu uma das obras mais importantes sobre o racismo, traduzido em português como "Pele Negra, Máscaras Brancas" (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

Exorcismo revolucionário

O que Pele negra, máscaras brancas, de Frantz Fanon (1925-61), nos convida a pensar e fazer? Uma maneira de começarmos um livro, assim como terminá-lo, é refazer as perguntas do autor. De um modo mais geral, Fanon faz um convite explícito para interrogarmos como a violência dos processos de colonização e do racismo faz que a humanidade das pessoas negras seja rasurada. Na busca pela nossa humanidade, o racismo impõe a nós, pessoas negras, que busquemos máscaras brancas. De acordo com Fanon, nessa relação de opressão e violência sistemática e cotidiana, as pessoas brancas também estão desumanizadas. Tema este que continua bastante atual no Brasil, ainda mais no momento em que vivemos momentos de lutas antirracistas e de questionamento dos privilégios da branquitude. O livro chega, assim, em boa hora por aqui, em uma nova edição caprichada da editora Ubu, com tradução de Sebastião Nascimento em colaboração com Raquel Camargo ...

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Winnie Bueno (Foto: Marilia Dias / Divulgação)

Winnie Bueno assina com editora para lançar livro sobre a trajetória de mulheres negras

A escritora e pesquisadora Winnie Bueno é a nova autora da editora HarperCollins e vai lançar um livro inédito em 2021. A obra contará tanto suas vivências e trajetória quanto histórias de outras mulheres negras. Será sua primeira obra não acadêmica e terá como base sua pesquisa sobre imagens de controle, conceito articulado por Patricia Hill Collins para descrever como mulheres negras são atravessadas por ideias construídas sobre seus corpos e comportamentos. Winnie Bueno é idealizadora do projeto WinnieTeca, que tem como objetivo conectar pessoas negras que precisam de um livro a pessoas que estão dispostas a fazer doações.   Fonte: Por Ana Cláudia Guimarães, do ANCELMO.COM

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Escritora publicou 51 livros, entre romances, contos, crônicas, traduções e ensaios folclórico (FLINKSAMPA/DIVULGAÇÃO)

Ruth Guimarães: o centenário da escritora pioneira que colocou a identidade negra no centro de sua obra

Literatura caipira e negra. Para a escritora Ruth Guimarães (1920-2014), a definição era orgulhosamente assumida. Em 2007, em depoimento concedido ao Museu Afro Brasil, ela afirmou que, "assim como somos um povo mestiço, todo cheio de misturas de todo jeito, a nossa literatura também é toda feita de pedaços de textos, de arrumações aqui e ali". "Não há nada que nos torne inteiriços, inteiros", definiu. "Minha literatura é isso também. Eu conto a história da roça, de gente da roça, do caipira. Eu também sou caipira, modéstia à parte. Eu não me importei muito se havia uma tendência, ou se havia uma inclinação para contar a história do preto; como eu também sou misturada, o meu livro é misturado. Como eu sou brasileira, nesse sentido de brasileiro todo um pouco para lá, um pouco para cá, o meu livro também é assim, um pouco para lá, um pouco para cá." ...

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Foto: Enviado para o Portal Geledés pelo autor

Mel Duarte lança ‘Colmeia,’ livro que celebra 10 anos de carreira

Para celebrar os 10 anos de carreira na literatura, Mel Duarte lança, neste dia 19 de novembro - quando comemora também o próprio aniversário - a pré-venda do livro Colmeia, que reúne toda a obra até aqui, com alguns poemas inéditos e também textos celebrativos de Ryane Leão, Preta Ferreira e Emicida. A obra sai pela Philos Editora. O livro está dividido em capítulos como Pólen, com poemas dos livros Fragmentos Dispersos e Negra Nua Crua, Favo, com poemas publicados em diferentes antologias, revistas, entre outros e Néctar, com poemas inéditos e chega assinada com prefácio da escritora Elizandra Souza. A capa e as ilustrações são da artista Luna Bastos e seguem a estética afrofuturista. A obra chega então para marcar uma década na carreira de Mel Duarte e encerrar os trabalhos da artista em 2020. “Entendi que estava na hora de fazer um livro comemorativo e que reunisse minha ...

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A mineira Cidinha da Silva lança o livro "Oh, margem! Reinventa os rios!" Imagem: Divulgação

Margens moldam o rio da literatura brasileira na prosa de Cidinha da Silva

Cidinha da Silva não está resfriada. Mas a prosadora e escritora mineira, tal qual Frank Sinatra décadas atrás, não está disponível para uma entrevista por vídeo ou por ligação que facilite uma tentativa de perfil literário da autora de "Um Exu em Nova York" (2018), obra vencedora do Prêmio da Biblioteca Nacional. Cidinha está relançando as crônicas de "Oh, margem! Reinventa os rios!" em uma edição aumentada e organizada no ritmo ágil dos rios mineiros que fogem dos estouros de barragem, como foi o caso do Doce. Esta edição da editora Oficina Raquel inclui cinco textos inéditos, mais o prefácio do mestre Paulo Scott (finalista do Prêmio Jabuti deste ano com o fundamental "Marrom e Amarelo"). Cidinha da Silva não está resfriada e eu não sou Gay Talese - o jornalista dândi americano que ajudou a moldar o jornalismo literário. No entanto, Cidinha pode responder minhas perguntas por e-mail em ...

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Arquivo Pessoal

Um livro independente, escrito por uma mulher negra, sobre o sucesso de mulheres negras, entre os finalistas do principal prêmio literário do país

O título que abre este artigo já deixa evidente o que vamos falar aqui. Este texto é sobre nós, mulheres negras, sobre nossos sucessos e conquistas. Mas, antes de dar sequência, permitam que eu me apresente. Eu sou Jaqueline Fraga, pernambucana, jornalista, administradora e escritora. No ano passado, durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, o principal evento literário do estado, lancei meu primeiro livro. O nome da obra, aliás, já diz sobre o que gosto de falar. E escrever. “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”. Este é o título do meu livro-reportagem. É nele que conto as histórias e sonhos e carreiras de mulheres negras que estão movendo o país. Como bem nos ensinou Angela Davis: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”. É uma frase que, sem dúvidas, virou símbolo. Mas, mais ainda, virou ...

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