sexta-feira, julho 23, 2021

Tag: literatura negra

Composite: Courtesy of Macmillan

Quase 50 anos depois, clássico da literatura negra chegará ao Brasil

Chegará às prateleiras brasileiras no ano que vem, quase 50 anos depois de lançado nos Estados Unidos, o romance Oreo, escrito em 1974 por Fran Ross e até agora inédito no Brasil. “Criminosamente ignorado”, na definição da revista literária Kirkus Reviews, Oreo foi redescoberto pela crítica americana e alçado à categoria de clássico contemporâneo, com direito a elogios rasgados de Paul Auster. Descrito como “hilário” pelo New Yorker, o romance, que será lançado pela Todavia, conta a jornada de uma garota negra da Philadelphia, à procura de seu pai judeu, em Nova York. Em meio aos conflitos raciais e identitários vividos pela personagem, o livro, de toques feministas, mergulha na cultura pop dos anos 1970, e mistura a linguagem da comunidade negra americana, prosa acadêmica e iídiche.

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A historiadora e ativista antirracista Beatriz Nascimento, no documentário 'Ori' - Reprodução/Folha de S. Paulo

Livro humaniza Beatriz Nascimento, historiadora vítima de um feminicídio

É tempo de outros olhares. É tempo de novas percepções sobre olhares que já existiam, mas estiveram apagados. É tempo para vozes como a de Beatriz Nascimento. Nascimento foi intelectual, historiadora, professora, poeta e ativista antirracista. Produziu uma relevante contribuição em temáticas sobre questões raciais e culturas negras, com uma trajetória marcada pela pesquisa, ensino, produção de textos e participação no documentário "Ori", de Raquel Gerber. Sua bela trajetória foi tragicamente interrompida com apenas 52 anos, em 1995, por causa de um feminicídio, assassinada ao tentar defender uma amiga de um namorado agressor. A publicação do livro "Uma História Feita por Mãos Negras" com textos de Nascimento, organizado pelo pesquisador Alex Ratts, vem em bom tempo. Primeiramente pelo trabalho do organizador. Ratts imprimiu uma sensibilidade intelectual à trajetória de Nascimento, dando um sentido especial para nos relacionarmos com sua contribuição. Diferente do costume de fazer um percurso vida-obra quando se resgata trajetórias intelectuais, Ratts ...

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© Mario Ladeira / Trip editora

‘Quem me colocou em visibilidade foi o movimento negro’, diz Conceição Evaristo

A literatura brasileira tem sofrido mudanças significativas com o reconhecimento e visão crítica das autoras negras. Conceição Evaristo, de 72 anos, é uma escritora brasileira, mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, doutora em Literatura Comparada pela UFF, ganhadora de vários prêmios e reconhecida no Brasil e no mundo. Em entrevista exclusiva ao iG Delas, ela conta sua trajetória, literatura e militância e desafios para mulheres negras no Brasil. Nascida em uma comunidade da zona sul de Belo Horizonte, ela vem de uma família muito pobre, com nove irmãos e sua mãe. Quando jovem ela precisou conciliar os estudos trabalhando como empregada doméstica, até concluir o curso normal, em 1971, já aos 25 anos. Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde passou num concurso público para o magistério, estudando mais tarde Letras na UFRJ. “O grande compromisso da minha mãe era que todos nós terminássemos o primário. A gente não ...

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A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto: Marcus Steinmayer)

Por que é indispensável conhecer Sueli Carneiro

Esta mulher é a minha falaO meu segredoMinha língua de poderE meus mistérios.Ana Paula Tavares, “A cabeça de Nefertiti” À narração da trajetória de uma das fundadoras do feminismo negro no Brasil, sobrepõe-se a construção dos próprios movimentos negro e feminista no país. Com uma extensa pesquisa documental, escuta de depoimentos e 160 horas de conversas com Sueli, Bianca Santana alterna as recordações e a formação da filósofa e ativista com as mudanças na sociedade brasileira. A escrita da biografia, assim, coletiviza-se: através de uma fala de si, narra a trajetória de um coletivo. Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro, de Bianca SantanaCompanhia das Letras, 2021 Em verdadeira “escavação”, como diz o título da primeira seção do livro, a escritora procurou, em arquivos de paróquias, cartórios e depoimentos dos mais velhos, as antepassadas de Sueli. Chegou ao nome de Maria Gaivota, bisavó paterna, possivelmente ex-escravizada nascida em Grão Mogol, Minas Gerais. Da família materna pouco ...

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W.E.B. Du Bois (Getty Images/UniversalImagesGroup)

W.E.B Du Bois evidencia que a literatura negra sempre foi profícua

O racismo tem obtido mais relevância no debate público brasileiro, seja pela violência cada vez mais visível contra a população negra, seja pelas movimentações e movimentos negros. Uma das consequências desse processo é o maior interesse por obras que tratem da chamada “questão racial”, o que se reflete no que parece ser um boom editorial de autores negros, publicados em uma proporção inédita no país. É nesse cenário que a nova edição de "As Almas do Povo Negro", do intelectual americano W.E.B. Du Bois, morto em 1963, pode provocar uma inflexão nessa impressão sobre o mercado editorial. Publicado em 1903, seu livro revela como a busca por uma liberdade efetiva do povo negro, diante das ilusões da abolição, está historicamente associada a um compromisso intelectual de compreender a sua situação à luz de suas próprias experiências, visões e críticas. Nesse sentido, esse boom editorial é, na verdade, um dos efeitos ...

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Primeira escritora negra de descendência afro-americana a receber o Pulitzer, sua voz serena e firme ainda reverbera passados 20 anos de sua morte (Foto: Poetry Foundation)

Gwendolyn é amor

É preciso falar de amor, agora que o Dia dos Namorados passou, e com ele palavras vãs, centenas de reapresentações de ...E O Vento Levou e Casablanca em apenas 48 horas, filas infindáveis nas portas dos restaurantes. Longe dessa praga jeca, a libertação acontece por meio da voz de Gwendolyn Brooks, porque junho é seu mês. Primeira escritora negra de descendência afro-americana a receber o Pulitzer (Annie Allen, Harper, 1949), sua voz serena e firme ainda reverbera passados 20 anos de sua morte, como no trecho que lê de Kitchenette Building (youtu.be/7yQ7hOjX9v0). Para Gwendolyn Brooks, sua definição na lata é coisa simples: poesia é vida destilada. E não se tratava somente do Pulitzer, até porque ao longo da vida teve outros 70 prêmios e láureas em suas estantes, tornando-se uma das poetas mais homenageadas durante sua existência, da referência em poesia negra na Biblioteca do Congresso norte-americano a receber duas vezes seguidas o Guggenheim Fellow ...

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Foto: Divulgação

Conversas desconfortáveis com um homem negro

A pauta antirracista é hoje mundialmente tão importante quanto o combate à própria pandemia. Afinal, como diz Emmanuel Acho, autor de Conversas desconfortáveis com um homem negro que a LeYa Brasil está lançando agora em junho, o vírus do racismo é o mais letal em circulação atualmente. A partir de perguntas recebidas por email e pelas redes sociais, Acho, ex-jogador de futebol americano e hoje comentarista da Fox Sport, fala, de forma consciente e acolhedora, sobre escravidão, desigualdade, e sobre o racismo estrutural e sistêmico que assola a nossa sociedade. No livro, ele responde a essas perguntas – complexas e simples, insensíveis e consideradas tabu – que muitas pessoas hoje em dia podem ter medo de fazer sobre o tema. Conversas desconfortáveis com um homem negro nasceu de uma websérie idealizada por Acho, que estreou em junho de 2020 e fez um sucesso estrondoso na internet. Foram mais de 17 milhões de visualizações e quase ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

A autora mineira Cidinha da Silva disponibiliza crônica inédita na nova edição de Um Certo Alguém

Trem desgovernado é um texto que integrará seu novo livro, ainda sem título ou data de lançamento. Ela o trouxe na integra para coluna ao refletir sobre sua maior saudade, uma das quatro perguntas feitas na coluna semanal pelos jornalistas do Núcleo de Comunicação da organização. Além de ter mais de uma dezena de livros publicados em diversos idiomas, a escritora é graduada em História, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), presidiu o Geledés – Instituto da Mulher Negra e foi gestora de cultura na Fundação Cultural Palmares A edição do dia 17 de junho (quinta-feira), da coluna Um Certo Alguém, no site do Itaú Cultural, www.itaucultural.org.br, tem como convidada a escritora Cidinha da Silva. Ela é autora de 17 livros lançados, entre crônicas, contos, ensaios, dramaturgias e literatura infanto juvenil. Um deles, Um Exu em Nova York, recebeu o Prêmio da Biblioteca Nacional, na categoria contos, em 2019. No ...

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Foto: Divulgação/ Pallas Editora

Pallas Editora lança “Edith e a Velha Sentada”, de Lázaro Ramos, para as crianças

A começar pelo nome, notadamente de alguém mais velho, Edith é uma criança singular: não é criativa nem curiosa, menor vontade de fazer amigos e, pasme, jamais teve que lutar contra aquele bicho carpinteiro que faz com que a galerinha de nove anos só sossegue de verdade na hora de dormir. Esse é apenas o ponto de partida do livro “Edith e a Velha Sentada”, escrito pelo ator Lázaro Ramos. A história infantojuvenil ganha agora edição da Pallas Editora, com ilustrações do premiado Edson Ikê. Dona Elenita, a mãe, trabalhava arduamente para sustentar a vida das duas e não lhe sobrava muito tempo para se dedicar mais amiúde à Edith. O pai foi tentar a vida em outro país e a saudade que sentia dele era tão grande que o melhor a fazer era evitar sentimentos. Por isso, Edith focava nas telas da TV e do computador, em vez de ...

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A filósofa e ativista paulistana Sueli CarneiroDivulgação

A mulher do fim do mundo

Santana, BiancaContinuo preta: a vida de Sueli CarneiroCompanhia das Letras • 296 pp • R$ 59,90 O feminismo deve muito a Sueli Carneiro. Em 2002, durante uma entrevista para a revista Caros Amigos, ela proferiu a frase “Entre a esquerda e a direita, sei que continuo preta”, da qual sai o título da biografia encampada agora pela jornalista Bianca Santana. A obra trilha a caminhada da filósofa a partir de suas lutas em setenta anos de vida e quatro décadas de construção do movimento de mulheres negras. Ao lado de Abdias Nascimento e Lélia Gonzalez, a biografada é uma das principais intelectuais do movimento negro brasileiro.  O prólogo do livro contextualiza o encontro de Sueli com Abdias no Tribunal Bertha Lutz, evento de 1982 que buscava sensibilizar as pessoas contra a discriminação de gênero. Em seu discurso, o fundador do Teatro Experimental do Negro incorporou a voz das mulheres negras. Quando já encerrava ...

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Getty Images

Por que devemos ler livros infantojuvenis que contemplam as Leis federais 10.639/2003 e 11.645/2008 para as nossas crianças?

Certa vez, ouvi um conhecido de militância negra dizer que não fazia questão de ler para os filhos apenas livros infanto-juvenil com temáticas negras. De acordo com este colega, para os filhos dele seria lido todo tipo de livro. Ao ouvir este comentário fiquei reflexiva, o meu colega não é docente em escola pública, atualmente é professor universitário na área de Ciência Política em uma universidade federal. Ele não pesquisa educação e creio que não tenha dimensão de como funcionam muitas escolas públicas. Eu, na época respondi em pensamento: ué dentro da escola será difícil ter acesso a livros com personagens negros ou em que a legislação federal de história e cultura africana e afro-brasileira (Lei 10.639/2003) esteja contemplada. Os anos passarão, este fato ocorreu em 2008 e já estamos em 2021. Eu me formei em 2010 no bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais pela UERJ e no ano de ...

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Helen N'zinga e Morena Mariah, seguidoras do afrofuturismo (Foto: Divulgação/Imagem retirada do site O Globo)

Do jazz a Beyoncé, entenda como o afrofuturismo cria possibilidades de vida para a população negra

Imagine uma viagem ao futuro, com elementos de alta tecnologia, mas, ao mesmo tempo, com toques de ancestralidade africana. Esse é o conceito do afrofuturismo, que há décadas protagoniza negros na arte, filosofia, teoria crítica e ciência. Mais do que uma corrente estética, o movimento levanta possibilidades de vivência negra em sociedades que não são marcadas pelo racismo e pela opressão, funcionando como crítica à realidade atual. Nas histórias de filmes e séries ficcionais, o futuro está quase que completamente mecanizado, remetendo ao desenvolvimento de padrões de vida. A Wakanda de "Pantera Negra" é um exemplo famoso, ao misturar alta tecnologia e conexão com a ancestralidade. A partir deste conceito, a pesquisadora e especialista em afrofuturismo, Morena Mariah, explica que a ideia do movimento é reconfigurar o imaginário global de que a negritude não está associada à prosperidade e ao sucesso. — Digamos que os negros foram abduzidos do continente ...

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Amanda Gorman
(Foto: Alex Wong/Getty Images)

Amanda Gorman lança livro com seu poema da posse de Biden e introdução de Oprah

Até pouco tempo atrás, Amanda Gorman tinha lido seus poemas em voz alta diante de duas das maiores plateias dos Estados Unidos —na posse do presidente Joe Biden e no Super Bowl. Agora, suas palavras estão chegando aos leitores num formato mais íntimo. É numa edição comemorativa de “The Hill We Climb”, a colina que escalamos, o poema que ela leu na cerimônia da posse presidencial, num livreto de 32 páginas com introdução de Oprah Winfrey. O livro chegou às livrarias americanas nesta semana e já tem garantida a primeira posição nas listas de best-sellers. “Fiquei muito empolgada quando decidiram publicar ‘The Hill We Climb’ em forma de livro, porque sabia que assim seria possível o integrar às vidas das pessoas de novas maneiras”, diz Gorman, em entrevista por telefone. Ela já viu no Instagram fotos de pessoas dando o livro de presente umas às outras, ou o pondo em ...

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Hariel Revignet, artista brasileira-gabonesa, retrata Feliciana Maria Olímpia, que faz parte da “Enciclopédia negra – biografias afro-brasileiras” (Foto: Hariel Revignet/ reprodução)

Um monumento levantado

Não queremos morrer nem de vírus, nem de fome, nem de tiro! Wesley Teixeira, em manifestações do movimento negro em 2020, em protesto contra a morte do menino João Pedro, assassinado dentro de casa durante operação policial. Em um monumento à história do Brasil, a Enciclopédia negra, livro de Flávio Gomes, Lilia Schwarcz e Jaime Lauriano, escreve e reescreve a trajetória de 550 personagens que marcaram o país. Trata-se de um exercício prático de reparação histórica, porque muitas das figuras que encontramos nas mais de setecentas páginas são quase ou totalmente desconhecidas pela maioria da população. As pessoas negras que agora temos a oportunidade de conhecer nunca foram coadjuvantes, mas acabaram tendo sua existência apagada. Os ícones não ficam de fora, contudo não são o foco da obra publicada agora pela Companhia das Letras. O verso “Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês”, do samba-enredo da ...

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"Mesmo com toda a adversidade, é preciso que a gente tenha essa esperança engajada", diz Itamar Vieira Junior

“‘Torto Arado’ reflete passado escravagista mal resolvido”

Em 2018, o geógrafo Itamar Vieira Junior decidiu inscrever seu livro Torto Arado no prêmio LeYa, de Portugal. Venceu, e o livro foi publicado primeiro lá. No ano seguinte, a editora Todavia adquiriu os direitos e publicou o romance no Brasil. O sucesso, contudo, viria apenas no fim de 2020. Torto Arado venceu os dois principais prêmios literários brasileiros, o Jabuti e o Oceanos, no ano passado. E acabou conquistando as redes sociais. De acordo com informações fornecidas pela editora Todavia à DW Brasil, até agora já foram vendidos 100 mil exemplares. E isso transformou o até então desconhecido Vieira Junior em uma celebridade do mundo literário. "É difícil para mim, como autor, entender o que se passa com o livro", comenta o autor, que antes de Torto Arado tinha publicado dois livros de contos. "Acho que prêmios contribuíram bastante para dar um destaque, mas acho também que os leitores têm se conectado com a história." Os ...

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Foto: Divulgação

Boitempo realiza ciclo de debates internacional e curso sobre o pensamento feminista negro

Em comemoração ao Dia da Mulher, a Boitempo realiza na próxima semana, de 8 a 12 de março, o curso Introdução ao pensamento feminista negro e o ciclo de debates internacional Por um feminismo para os 99%. O curso terá seis aulas semanais, tendo início em 8 de março – data que celebra o Dia Internacional da Mulher. As aulas acontecem sempre às segundas-feiras, às 11h. Já o ciclo de debates, viabilizado pela Lei Aldir Blanc, contará com 24 pensadoras e ativistas de cinco nacionalidades diferentes. O evento acontece durante o mês de março, nos dias 10, 17, 24 e 31, sempre às 14h. A programação foi inspirada pelo livro Feminismo para os 99%, escrito por Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser, e publicado pela Boitempo em 2019. Chamando atenção para as mulheres da classe trabalhadora, o objetivo é discutir as premissas de um feminismo incondicionalmente internacionalista e anticapitalista, ...

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Ashanti: nossa pretinha/Malê Mirim

Literatura infantil para incentivar a autoestima em crianças negras

A escritora Taís Espírito Santo lança o livro infantil “Ashanti: nossa pretinha” pela Editora Malê. O evento ocorre no sábado, 06/03, às 19 horas, no canal do YouTube da editora, e contará com a presença da escritora e do ilustrador do livro, Cau Luis. A obra narra a história do nascimento de Ashanti, uma menina muito esperada e amada pelos seus familiares. Taís Espírito Santo conta que decidiu criar uma história sobre o nascimento de uma menina negra, destacando a atuação de um pai presente, carinhoso e atencioso como forma de homenagear o próprio pai, Francisco, assim como todos os pais que participam deste momento tão especial e tão surpreendente, “A família de Ashanti também é a minha, o livro é uma narrativa sobre amor e ancestralidade. É a representatividade de famílias pretas em comunhão, o que quase não vemos nos livros”. Cau Luís é cartunista, ilustrador, escritor e professor ...

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Um crítico no front

Tão logo meu exemplar de “Estética e raça: ensaios sobre a literatura negra”, de Luiz Maurício Azevedo chegou da editora Sulina, reli “O homem mais azul” e “Tenório e o anúncio da guerra”. No primeiro ensaio, meu livro “O homem azul do deserto” foi analisado com acuidade, rigor teórico e vigor de linguagem (sem a preguiça dos clichês que costumam me devotar), entretanto, penso que a incursão analítica de gênero feita em “Como se mata uma ilha”, de Priscila Pasko, mereceu mergulho mais fundo e impressões mais consistentes do que a abordagem ao meu texto. Contudo, talvez minha crônica não apresente tantos elementos literários quanto o crítico exigente busque. Ainda perguntarei a ele. No segundo texto, lido sem observar o ordenamento do autor à obra, o filho de Xangô (assim o leio) se revelou em seu esplendor: “Há alguns anos, quando apontei Jeferson Tenório como acontecimento literário mais relevante da ...

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Cine África e Sesc São Paulo lançam livro ‘Cinemas Africanos contemporâneos – abordagens críticas’

Última das ações vinculadas do cineclube durante o ano de 2020 em parceria com o Sesc São Paulo, o e-book inédito “Cinemas Africanos contemporâneos - abordagens críticas” tem lançamento dia 6 de fevereiro de 2021 (sábado), às 16h, no canal do Cine África no YouTube: youtube.com/cineafrica. O livro de 311 páginas é organizado pelas pesquisadoras Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira e conta com cerca de 40 colaboradores da África, Europa, EUA e Brasil. A publicação tem distribuição digital e gratuita através do portal do Sesc. O link de download será anunciado na live. Dividido em quatro partes, Contribuições Teóricas, Dossiê Crítica de Cinema na África, Críticas e Ensaios e Entrevista Coletiva: Programadores de Cinemas Africanos no Mundo. A primeira sessão traz escritos de especialistas como Lizelle Bisschoff (Reino Unido) e Jonathan Haynes (EUA), considerado o maior especialista em cinema nigeriano (Nollywood) do mundo. A segunda parte reúne textos de ...

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Capa do primeiro volume da coleção gratuita da EdUFF.

Série de livros sobre personagens negras no pós-abolição tem download gratuito

A Editora da Universidade Federal Fluminense (EdUFF) acaba de disponibilizar gratuitamente sete e-books que examinam a trajetória e o contexto histórico de oito importantes personagens negros da história brasileira no pós-abolição. São elas: Monteiro Lopes, Eduardo das Neves, Luciana Lealdina de Araújo, Maria Helena Vargas da Silveira, Juliano Moreira, Paulo Silva, Maria de Lourdes Vale Nascimento e João Cândido. Clique aqui para baixar os volumes. Os e-books são acompanhado por um site que disponibiliza diversos materiais – oficinas, vídeos, planos de aula, banco de imagem, em torno de personagens negros biografados. A coleção faz parte do projeto coletivo “Personagens do pós-Abolição: trajetórias, e sentidos de liberdade no Brasil republicano”, contemplado com o Edital “Memórias Brasileiras: Biografias” (n° 13/2015 da Capes). A leitura é voltada para estudantes do Ensino Médio e adultos. “Apesar de grandes contribuições para a história republicana do Brasil, esses personagens tiveram suas vidas silenciadas, esquecidas ou não reconhecidas. Foram homens e ...

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