segunda-feira, novembro 23, 2020

    Tag: literatura negra

    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    Caixa terá novo filme para retratar Machado de Assis

    A Caixa Econômica Federal não aguentou a pressão por ter retratado Machado de Assis branco, sendo que o escritor era mulato. Cedeu, pediu desculpas e agora produz um novo comercial para a campanha institucional que comemora os 150 anos da marca. Segundo a empresa, as emissoras de TV já foram notificadas sobre a suspensão do atual filme e a peça da campanha já foi retirada de seu site. De acordo com a Época Negócios Online, a Caixa enviou ofício à Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) para se redimir. O órgão foi o primeiro a protestar. Quando o comercial foi lançado, a Seppir considerou "lamentável que tenha havido esse deslize numa campanha que vem sendo desenvolvida numa linha educativa e instrutiva que inclusive já retratou fatos históricos desconhecidos da população." No documento em que se desculpa, a Caixa afirma que "em nenhum momento, houve premeditação ...

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    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    As Duas Cores de Machado de Assis

    "Mulato, ele foi de fato, um grego da melhor época. Eu não teria chamado Machado de Assis de mulato e penso que lhe doeria mais do que essa síntese. (...) O Machado para mim era um branco e creio que por tal se tornava; quando houvesse sangue estranho isso nada alterava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só via nele o grego" ( Joaquim Nabuco, em carta a José Veríssimo, após a morte de Machado de Assis ). Em 30 de setembro de 1933, o escritor Humberto de Campos, ao escrever um artigo para o " Diário de Notícias", traçou o seguinte perfil do colega Machado de Assis, a maior glória da literatura nacional de todos os tempos: "Era miúdo de figura, mulato de sangue, escuro de pele, e usava uma barba curta e de tonalidade confusa, que dava ares de antigo escravo brasileiro, filho do senhor e ...

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    Machado de Assis produziu de tudo: romances, crônicas, crítica, poesia, teatro e contos. (Foto: Juan Gutierrez / Fundação Biblioteca Nacional)

    Caixa Econômica Federal tira do ar anúncio que retrata Machado de Assis como um homem branco

    A Caixa Econômica Federal suspendeu a veiculação de uma campanha publicitária sobre os 150 anos do banco que retrata o escritor Machado de Assis como um homem branco. A decisão veio após protestos na Internet e um pedido formal da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), órgão do governo federal com status de ministério. O comercial criado pela agência Borghierh/Lowe viaja no tempo para mostrar que até os "imortais" foram correntistas do banco público. O problema é que o ator que representa o fundador da Academia Brasileira de Letras e autor de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é branco, sendo que o escritor era mulato. Na nota oficial em que anuncia a interrupção da propaganda, a Caixa "pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial". Nesta ...

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    Machado de Assis produziu de tudo: romances, crônicas, crítica, poesia, teatro e contos. (Foto: Juan Gutierrez / Fundação Biblioteca Nacional)

    Machado de Assis é clássico duas vezes. É clássico da literatura brasileira e é clássico da literatura negra

    Eduardo de Assis Duarte, autor do livro "Machado de Assis afro-descendente" explica em entrevista a sua obra. Uma releitura de um dos maiores escritores brasileiros sob um viés pouco tratado dentro da crítica literária brasileira que é o caráter negro do escritor O entrevistado da semana dessa edição será Eduardo de Assis Duarte, Doutor em Letras pela USP, professor de Literatura da Faculdade de Letras da UFMG, em Belo Horizonte e escritor. Ele irá falar sobre a sua recente obra "Machado de Assis afro-descendente", um livro que procura fazer uma releitura das obras do autor sob um viés pouco tratado dentro da crítica literária brasileira que é o caráter negro do escritor. Rádio Causa Operária (RCO): Boa Tarde Eduardo de Assis. Eduardo de Assis: Boa tarde. RCO: Você poderia começar falando um pouco da sua história. Como começou o interesse pela literatura e em especial pela literatura negra? Qual é ...

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    Machado de Assis produziu de tudo: romances, crônicas, crítica, poesia, teatro e contos. (Foto: Juan Gutierrez / Fundação Biblioteca Nacional)

    Caixa Econômica Federal se defende por mostrar Machado de Assis branco

    Está no ar a campanha comemorativa pelos 150 anos da Caixa Econômica Federal, em que Machado de Assis é interpretado. O comercial criado pela BorghiErh/Lowe viaja no tempo para mostrar que até os "imortais" foram correntistas da empresa. O problema é que o ator que representa o escritor é branco, sendo que Machado era mulato. Em poucos dias a polêmica se instaurou. "É lamentável que tenha havido esse deslize numa campanha que vem sendo desenvolvida numa linha educativa e instrutiva que inclusive já retratou fatos históricos desconhecidos da população", critica a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em entrevista ao F5 nesta sexta-feira. A Caixa argumentou. Por meio da assessoria de imprensa, diz que "o banco sempre se notabilizou pela sua atuação pautada nos princípios da responsabilidade social e pelo respeito à diversidade. Portanto, a Caixa sempre busca retratar em suas peças publicitárias toda a diversidade racial ...

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    Machado de Assis produziu de tudo: romances, crônicas, crítica, poesia, teatro e contos. (Foto: Juan Gutierrez / Fundação Biblioteca Nacional)

    Seppir faz homenagem a Machado de Assis

    A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e a Imprensa Nacional homenageiam hoje (22) os 172 anos de nascimento do escritor Machado de Assis, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. As homenagens a Machado de Assis, às 12h30, marcam a adesão da Imprensa Nacional à campanha Igualdade Racial é prá Valer, lançada pela Seppir no âmbito do Ano Internacional dos Afrodescendentes. A programação faz parte da reabertura da Sala de Leitura, que leva o nome do escritor, e terá a exibição de filmes baseados em obras machadianas - Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas - e um ato solene de consolidação da parceria entre os dois órgãos públicos.      

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    Enquanto o tambor não chama

    Sergio Ballouk: Enquanto o tambor não chama: Autor lança seu primeiro livro individual de poesia

    Sergio Ballouk estará na terça-feira (dia 17 de maio), das 19h30 às 23h, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), para um bate-papo com o público sobre o seu livro Enquanto o Tambor Não Chama, um dos projetos contemplados pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (PROAC), da Secretaria do Estado da Cultura – Ação Cultural de 2010. O evento contará com uma sessão de autógrafos, além de uma apresentação teatral com os atores Marco Xavier e Mafalda Pequenino (Turma do Gueto), Liah Jonnes (cantora e atriz) e Cosme Alves (músico). Direção de Helton Fesan. Em seu trabalho solo Sergio Ballouk, que reúne 51 poemas, nos mostra "uma obra carregada de combatividade, sem, contudo, deixar de contemplar o lirismo e a beleza que devem nortear textos poéticos", conforme texto de Sidney Oliveira. O conteúdo toca a musicalidade de várias temáticas: o amor, a família e a ancestralidade, ...

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    Premio_Valdeck_Almeida_de_Jesus_Poesia_2009

    Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de 2009 lança 133 poetas

    O livro "Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2009" é o resultado de um concurso realizado em 2009. Foram mais de 600 poetas inscritos e 133 selecionados para participarem da publicação. O livro será lançado durante a 21ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão de Feiras do Anhembi. Dentre os poetas estão 27 baianos, além de portugueses e um americano. Valdeck Almeida acalentou a ideia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 32 anos Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas. O primeiro livro-filho de poesias, "Feitiço Contra o Feiticeiro", no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este ...

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    Machado de Assis produziu de tudo: romances, crônicas, crítica, poesia, teatro e contos. (Foto: Juan Gutierrez / Fundação Biblioteca Nacional)

    Machado de Assis

    Machado de Assis     (...) Assim são as páginas da vida, como dizia meu filho quando fazia versos, e acrescentava que as páginas vão passando umas sobre as outras, esquecidas apenas lidas. "Suje-se Gordo!" Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis. De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, ...

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    111 anos sem Cruz e Sousa

    Há 111 anos, em 15 de março de 1898, morria o poeta Cruz e Sousa, no estado de Minas Gerais para onde foi em busca de melhoria da saúde. Jornalista engajado nas questões políticas e literárias de seu tempo, ativista do movimento abolicionista no Brasil, nasceu a 1 de novembro de 1961 e morreu aos 37 anos. Na sua biografia consta o exercício de uma série de atividades como: redator de jornal, diretor do Jornal O Moleque, colaboração na Revista Ilustrada e nos Jornais Novidades, Folha Popular, O tempo e Cidade do Rio, arquivista da Central do Brasil, entre outras atividades, nenhuma das quais lhe garantiu recursos suficientes para uma vida equilibrada financeiramente. Esteve na Bahia em 1885 quando proferiu palestra intitulada "O Abolicionismo" - trecho da qual está publicada no volume de sua Obra Completa de 1995. De sua autoria, em vida, o poeta publicou apenas o livro em ...

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    Mário de Andrade

    Mário de Andrade Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo, 9 de outubro de 1893 - São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, professor universitário e ensaísta, considerado unanimidade nacional e reconhecido por críticos como o mais importante intelectual brasileiro do século XX. Notável polímata, Mário de Andrade liderou o movimento modernista Maylsonanico no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22, além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua paixão pela cidade. Durante seu tempo de vida, Mário criou vínculos fortes ...

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    Andrevruas [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

    Lima Barreto e a crítica (1900 a 1922) a conspiração de silêncio

    Por: Alice Áurea Penteado Martha Universidade Estadual de Maringá/Brasil A conspiração de silêncio O escritor em seu tempo O início do século XX no Brasil, no que se refere às tendências críticas e, notadamente, no período entre 1907 e 1922, pode ser observado como reflexo e mesmo continuidade das idéias positivistas, deterministas e cientificistas que dominaram o século anterior. Denominada por Carmelo Bonet (Bonet, 1969) de Pré-modernista, a crítica tem em José Veríssimo sua estrela maior que, com sua dupla face de Jânus, conforme estudo de João Alexandre Barbosa (Barbosa, 1974, p.161), pode ser visto através de um jogo entre o crítico, interessado sobretudo na avaliação e no julgamento das obras, e o historiador literário, que tenta unir o impressionismo crítico e o modelo naturalista, tendo entre essas duas tendências o crítico social e o político. O impasse crítico constatado na produção de Veríssimo, e presente no homem de seu tempo, ...

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    Lima Barreto: Imagem e Linguagem

    Imagem e Linguagem Sumário Introdução Capítulo I - O Escritor e seu tempo - A virada do séuclo XIX na Europa e no Brasil - A literatura brasileira na virada do século XIX - A crítica literária na virada do século XIX Capítulo II - Encontros e Desencontros - Apresentação de Lima Barreto - Lima Barreto e a crítica literária - Lima Barreto e Machado de Assis - Lima Barreto e os Contemporâneos - Graça Aranha, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato Capítulo III- Lima Barreto: um erscritor moderno - Lima Barreto: a inovação pela linguagem - Lima Barreto, e os moderniostas. Capítulo IV - A construção da figura do escritor - Lima Barreto: uma imagem - Recordsações do escrivão Isaías Caminha: a Linguagem Leia o livro na íntegra:  Selo Universidade Lima Barreto- Imagem e Linguagem

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    Lima Barreto, um Intelectual Negro na Avenida Central

    Autora: CELI SILVA GOMES DE FREITAS Filiação Institucional: UERJ Suas crônicas espelham esse desafio: um intelectual negro e ao mesmo tempo um homem de opinião. Valéria Lamego 1 O presente trabalho é parte de nossa dissertação de Mestrado, "Entre a Vila Quilombo e a Avenida Central: a dupla exterioridade em Lima Barreto", defendida e aprovada em 8/5/2003, sob orientação da Prof(a) Dr(a) Lená Medeiros de Menezes, no Programa de Pós-Graduação em História-IFCH/UERJ. Nosso objeto de estudo é a trajetória de deslocamentos de Afonso Henriques de Lima Barreto como ator do político, nas posições de intelectual e de negro. Na perspectiva teórico-metodológica, a comunicação situa-se no campo multidisciplinar que interliga a História Política - com incursões no campo biográfico - e a Análise do Discurso. Privilegiamos no corpus os artigos e as crônicas de Lima Barreto, publicados nos periódicos cariocas entre 1902 e 1922, acrescidos da correspondência ativa e passiva. O contexto da República ...

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    Os imigrantes nas crônicas de Lima Barreto: tensões e contribuições na cidade do Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX

    Por: Celi Silva Gomes de Freitas* A imigração representa um dos temas de interesse para a pesquisa histórica que se debruça sobre os processos de transformação da sociedade brasileira nas primeiras décadas do século XX. Os imigrantes assumiram papéis diversos, fizeram história e se tornaram personagens de histórias relatadas em inúmeros artigos e crônicas, dos quais selecionamos alguns, escritos por Lima Barreto (1881-1922), para se constituírem em corpus documental de estudo da imigração na vida social brasileira, especialmente na carioca. Lima Barreto e seus interlocutores, como Antônio Noronha Santos, viveram quase todo o tempo na cidade do Rio de Janeiro, dela afastando-se muito pouco e, por conseguinte, mantendo com ela uma relação de profunda intimidade: "Aqui vivíamos enjaulados num sempiterno quadrilátero: avenida, Ouvidor, Uruguaiana, São José, de dia. Ao cair da tarde, o Largo de São Francisco, as petisqueiras. À noite, a Lapa." (SANTOS, 1961: 9). Estão postos na citação os limites do Centro ...

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    Lima Barreto

    Afonso Henriques de Lima Barreto,  (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de Novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1º à 4º séries. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência ...

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