quinta-feira, maio 21, 2020

    Tag: Maria Carolina Trevisan

    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Caso João Pedro: coronavírus e letalidade policial ameaçam população negra

    Uma família em desespero procura o filho. Por cerca de 17 horas, madrugada adentro, parentes e amigos vasculharam hospitais do Rio de Janeiro atrás do menino. João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, um adolescente negro, morador do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (região metropolitana do Rio), fora baleado durante uma ação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na tarde de segunda (18). "Ele não é bandido. Ele estava nessa casa brincando com os primos dele. Nós estamos desesperados procurando por ele", suplicava a professora Rafaela Lecn, mãe de João, em um vídeo, na madrugada. O menino levou um tiro de fuzil na barriga. Era estudante e evangélico. Estava em casa – como devem ficar todos os que buscam proteção contra a Covid-19 – com outros jovens e crianças. Jogava sinuca perto da piscina quando homens pularam o muro. A polícia invadiu a casa com granadas. "Mandaram a gente ...

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    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    “Apavorado”: com o risco da Covid, presos enviam cartas de amor e despedida

    "Estou apavorado com o que pode vir. Eu quero que você saiba que você foi a melhor mulher do mundo. Em tão pouco tempo me fez muito feliz e realizado, até aqui só me deu orgulho. Me sinto o homem mais feliz do mundo. Te amo e obrigado por tudo o que você fez por mim. Por ter me dado uma oportunidade de ter um filho com você. Você é uma mulher maravilhosa. Até as suas brigas estão fazendo falta. Te amo, te amo. Espero que você nunca se esqueça de mim. Porque aonde eu estiver nunca vou te esquecer." Este é o trecho de uma carta enviada no dia 19 de abril por um homem que cumpre pena em um estabelecimento penitenciário de São Paulo para sua companheira. É uma carta de amor e de despedida. Ele explica a situação em que se encontram os presos onde ele está: ...

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    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Violência policial contra negros é denunciada à OEA

    Há cem dias, a Polícia Militar de São Paulo entrou no baile funk da DZ7, em Paraisópolis, e causou um tumulto que provocou a morte de nove jovens. Na última sexta (6), a Corregedoria da PM concluiu que os policiais devem ser absolvidos e usou a excludente de ilicitude para justificar o que considerou como legítima defesa, ou seja, os 32 policiais não devem ser responsabilizados pela ação que resultou nessas mortes. Por Maria Carolina Trevisan, enviado para o Portal Geledés Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio) O órgão ignora que os policiais não seguiram o protocolo sigiloso de controle de distúrbios civis da Força Tática, ao qual o UOL teve acesso com exclusividade. Também não considera outras irregularidades na conduta dos PMs no socorro às vítimas, que tinham entre 14 a 23 anos. A maioria era negra. A violência policial contra a população negra ...

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    Sueli Carneiro / Foto: Christian Braga/Divulgação

    Quem são as mulheres negras brasileiras reverenciadas por Angela Davis

    A primeira vez em que a filósofa e ativista negra Angela Davis esteve no Brasil foi em 1997. Ela visitou a Bahia e participou de um encontro em São Luis do Maranhão, que celebrava o legado de Lélia Gonzalez, uma das mais importantes referências do movimento de mulheres negras brasileiro. Naquela visita, Davis deu entrevista a uma emissora de televisão, notabilizando um raro momento em que mulheres negras foram presença na mídia eletrônica. Vinte e dois anos depois da primeira visita da ativista ao Brasil, 15 mil pessoas se reuniram no parque Ibirapuera, em São Paulo, para escutar Angela Davis. E ela esteve nos principais jornais do país. Por Maria Carolina Trevisan, da Universa Sueli Carneiro / Foto: Christian Braga/Divulgação Isso não aconteceu de maneira espontânea. Para chegarmos até aqui, com todas as conquistas das ações afirmativas, o número crescente de negros que acessam o ensino ...

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    Esvaziamento de Conselho da Criança expõe jovens às chibatadas modernas

    A tortura sempre esteve presente na cultura brasileira. É uma prática desde quando os portugueses aportaram por aqui. Foi assim com os escravos, com os índios, com os "subversivos". Mas sua permanência e constância se revelam ainda hoje, principalmente contra os corpos negros. É o racismo, que se molda aos tempos, plástico que é. Hoje, há tortura nas favelas, nas viaturas, nos presídios, nas ruas, nos supermercados. Suas vítimas são os "suspeitos", os moradores de rua, os famintos, os dependentes de drogas, os presos, os pobres. É esse o resultado de uma sociedade constituída sobre a escravidão e que não soube trabalhar, até agora, a reparação devida. Por Maria Carolina Trevisan, Do Blog da Maria Carolina Trevisan Registro da tortura a escravos no Brasil. Imagem: Fundaj "No Brasil é a escravidão que define a qualidade, a extensão, e a intensidade da relação física e espiritual dos ...

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    Maria Carolina Trevisan de pé e dando entrevista para o Geledés

    Brasil cai 3 posições em ranking de liberdade de imprensa. Ódio é a causa

    Manipulação das redes sociais e discursos de ódio são responsáveis por colocar o Brasil no 105º lugar do Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa em 2019, três posições abaixo de 2018. por Maria Carolina Trevisan no Blog Natalia de Sena / Geledés O relatório da ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) mostra que o país está no limite entre "situação delicada" e "situação difícil", na qual se enquadram países como Venezuela (148º), México (144º), Colômbia (129º) e Bolívia (113º). O México continua sendo o país do continente americano em que mais jornalistas foram assassinados, chegando a oito homicídios em 2018. O Brasil teve quatro jornalistas assassinados no mesmo ano. O uso das redes sociais por autoridades para intimidar jornalistas é uma tendência em diversos países do mundo. Expõe profissionais da imprensa ao linchamento e à violência. Segundo o documento, "a hostilidade contra os jornalistas, e até mesmo o ódio ...

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    Maria Carolina Trevisan de pé e dando entrevista para o Geledés

    Onde está a bebê de Janaína, a mulher que sofreu laqueadura compulsória?

    Há quatro meses, Janaína Aparecida Quirino, 36 anos, foi submetida a uma laqueadura compulsória no momento em que dava à luz seu oitavo filho, uma menina, Estefânia Eduarda. A medida determinada pela Segunda Vara Cível da Comarca de Mococa (SP) abriga uma série de violações de direitos humanos noticiadas pela coluna do jurista Oscar Vilhena, na Folha de S. Paulo. por Maria Carolina Trevisan no Blog Imagem do livro “Mães do Cárcere”, da jornalista Natália Martino e do fotógrafo Leo Drumond. Crédito: Leo Drumond Mas a situação é ainda pior do que se pensava: o mesmo juiz, Djalma Moreira Gomes Júnior, em ação proposta pelo Ministério Público, determinou  – ainda durante a gestação -, que Janaína deveria ter seu poder familiar destituído. Ou seja, ela foi impedida de conhecer a bebê e de amamentá-la. Foi afastada da filha. Teve seu direito à maternidade cerceado. E a criança perdeu ...

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    Quando a segurança pública engole os direitos humanos

    O presidente Michel Temer escolheu a militarização da segurança pública como principal bandeira da reta final de seu governo. Trata-se de uma estratégia que contempla a almejada “sensação de segurança” – balizador importante para ganhar simpatia em ano eleitoral. Criou o Ministério Extraordinário da Segurança Pública e esvaziou o da Justiça, deslocando quase todas as competências para o novo ministério. No Ministério da Defesa, deixou um militar no comando, o general do Exército Joaquim Silva e Luna, em um movimento simbólico, por ser inédito. por e no blog de Maria Carolina Trevisan Durante a posse do ministro Raul Jungmann na tarde dessa terça-feira (27), Temer e Jungmann saudaram a presença dos militares. O ministro chegou a pedir uma “salva de palmas às nossas Forças Armadas”. A plateia obedeceu. O presidente reafirmou que o lema de seu governo é “Ordem e Progresso” e disse que as atitudes estão sendo tomadas com o que ...

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    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Remover a menção a Black is Beautiful não diminui cunho racista da campanha

    Depois de ganhar as redes sociais, a Santher, que fabrica o papel higiênico preto da Personal, retirou a menção ao conceito filosófico do movimento negro “Black is Beautiful”. Mas isso não diminui o racismo da campanha. Tudo nessa estratégia publicitária é racista. Além de usurpar o slogan, colocar o papel higiênico preto para limpar a bunda da menina branca é reproduzir o que a elite brasileira considera ser o lugar do negro brasileiro: sua função é servir ao branco. Está no imaginário da nossa sociedade. no Blog de Maria Carolina Trevisan “O que é preocupante é a empresa não reconhecer que essa propaganda é racista, que houve um erro e uma postura racista do departamento de marketing ao veicular uma peça como essa”, alerta Dennis de Oliveira, professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP. “O correto seria reconhecer o racismo e fazer uma retratação. Seria o ...

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    Silêncio como cúmplice

    O que a cobertura de Charlottesville tem a dizer sobre o racismo no Brasil   Por Maria Carolina Trevisan para o Portal Geledés   Há pouco mais de uma semana, os noticiários se viram diante da missão de informar e provocar reflexão sobre os eventos racistas em Charlottesville, na Virgínia, Estados Unidos. A imprensa estadunidense escolheu alcunhar os protagonistas da marcha de “supremacistas brancos”, de acordo com uma história em que um dos atores principais é a Klu Klux Klan. Os jornais brasileiros seguiram a mesma tendência.   A novidade no noticiário do Brasil foi a utilização da palavra “racismo”, como pontuou a ombudsman da Folha, Paula Cesarino Costa. Ela destaca o excelente artigo de Janio de Freitas, que afirma que a palavra “supremacista” é um jeito de atenuar o que na realidade é “racismo”. Correto. O espantoso é que um evento racista como o que vimos, com suas consequências ...

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    Para entender o nosso racismo

    Documentário da professora Ana Luiza Flauzina, uma das lideranças do movimento negro atualmente, coloca lado a lado dois grandes intelectuais negros para debater a questão racial: Edson Cardoso, no Brasil, e o etíope Haile Gerima, nos Estados Unidos por Maria Carolina Trevisan no Brasileiros Não é possível entender o Brasil sem compreender que um dos pilares que sustenta a sociedade brasileira até hoje – e na qual se estruturou a nossa formação social – é o racismo. Em busca de provocar reflexões em torno desse tema no Brasil e nos Estados Unidos, Ana Luiza Flauzina, advogada e professora da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasiliera), mestre, doutora e pós doutora em Direito e especialista em Criminologia, juntou dois grandes ícones da intelectualidade negra para uma conversa, que gerou o documentário Além do Espelho, sob sua direção. O jornalista Edson Cardoso no Brasil e o cineasta etíope Haile Gerima nos ...

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    A Marcha das Mulheres Negras acontece a cada dez anos afirma as bandeiras de luta para o próximo período

    Plenas de Coragem por Maria Carolina Trevisan

    As mulheres negras ainda lideram as piores estatísticas do País. São maioria entre os mais pobres, se mantêm como as maiores vítimas de violência de gênero e vivem o descaso do Estado. Mas nem pensam em perder a luta por Maria Carolina Trevisan no Brasileiros A Marcha das Mulheres Negras acontece a cada dez anos afirma as bandeiras de luta para o próximo período. Foto: Reprodução/Brasileiros Ser mulher no Brasil é perigoso. A cada dia morrem 13 mulheres por violência letal. Elas são 4,8 vítimas de homicídio a cada 100 mil habitantes. A maioria dos assassinatos é cometida por familiares (50,3%) e parceiros (33,2%). Os dados são do Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil. Esses números alarmantes caracterizam o Brasil como um dos mais letais em relação a gênero no mundo. As Nações Unidas denunciam que somos o quinto país em homicídios contra ...

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    Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

    A liderança combativa e generosa de Luiza Bairros por Maria Carolina Trevisan

    Por quatro décadas, ela esteve à frente das principais conquistas das mulheres negras e do povo negro. Seu legado inspira a continuidade da luta Por Maria Carolina Trevisan no Brasileiros A voz rouca e a postura firme revelavam uma mulher forte. Guerreira desde sempre, a trajetória da socióloga Luiza Helena Bairros garantiu conquistas que ajudaram a construir um País mais justo. No dia a dia da luta e no incansável trabalho, ela expôs o racismo inerente à sociedade brasileira e ajudou a derrubar o mito da democracia racial, que paralisava avanços e justificava – de maneira velada – a exclusão racial. Foi imprescindível nos direitos mulheres negras e a primeira a propor o enfrentamento ao genocídio dos jovens negros, que segue nos acometendo. Luiza morreu nesta terça-feira, 12 de julho, em Porto Alegre, aos 63 anos. Foi vítima de câncer de pulmão, doença descoberta em março deste ano e sobre a ...

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    André Neves Sampaio

    Controle de armas e manutenção da vida

    A chacina de Orlando evidenciou que o controle de armas está diretamente ligado ao número de mortes por armas de fogo. No Brasil, pela primeira vez desde que o Estatuto do Desarmamento foi promulgado em 2003, há crescimento na taxa de homicídios, colocando o país em primeiro lugar em números absolutos de assassinatos do planeta por Maria Carolina Trevisan no Brasileiros Foto: Raphael Alves/ TJA Homicídios em massa em que os autores são civis chamam a atenção do mundo. Nos Estados Unidos, onde é frequente esse tipo de ação, a posse e o porte de armas são garantidos pela Constituição. Estima-se que existam em todo o país entre 270 milhões e 300 milhões de armas de fogo em poder de civis. A facilidade de acesso às armas tem relação direta com a violência letal. A tragédia na boate gay de Orlando só aconteceu porque a legislação da Flórida ...

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    André Neves Sampaio

    A cozinheira baiana que se tornou amiga e defensora de Lula

    FOTO: ADRIANO MACHADO/LATINCONTENT/GETTY IMAGES Tia Zélia conquistou o coração do ex-presidente com pratos da culinária baiana durante seu segundo mandato. Hoje eles trocam recados de força para enfrentar os dias que ameaçam a democracia do País Por Maria Carolina Trevisan Enviado para o Portal Geledés A baiana Maria de Jesus Oliveira Costa, 62 anos, conhecida como  “Tia Zélia”, sempre foi admiradora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nunca votei em outro”, atesta. A simpatia da baiana por Lula data dos tempos em que ele era sindicalista, “usava calça branca de boca larga e cabelão grande”. “Vi ele defendendo o povo e sendo preso, arrastado pela calçada”, lembra, em alusão ao sequestro de Lula pelo Dops, a polícia política do regime militar, em abril de 1980. Tia Zélia não imaginava que, 28 anos depois, encontraria Lula pessoalmente no Palácio do Planalto, e que trocaria recados com o ex-presidente até ...

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    Os 18 mortos na manifestação da esquerda

    Movimentos sociais homenageiam as vítimas da chacina de Osasco e Barueri e chamam a atenção para a violência nas periferias, onde a vida parece valer nada Por Maria Carolina Trevisan, especial para Jornalistas Livres Corpo inerte no chão duro e frio. O rosto colado no asfalto. Sangue. Sangue espirrado, pelo impacto do tiro. A pele, quase sempre negra, exibia a palidez típica daquele momento silencioso e solitário que precede o fim da vida. No meio do Largo da Batata, zona oeste da capital paulista, 18 artistas encenavam o espetáculo da violência diária a que está submetida a periferia de São Paulo, bem no meio da manifestação que pedia o fortalecimento da Democracia, que aconteceu nesta quinta-feira, 20/8. Foto: Márcia Zoet   Foto: Rodrigo Zaim/R.U.A fotocoletivo Centenas de manifestantes assistiram ao ato em memória dos 18 mortos na maior chacina do ano em SP, ...

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    O jornalismo justiceiro faz mais vítimas

    A tragédia de Castelo do Piauí não tem fim. Três meses depois das agressões que vitimaram quatro meninas, resultando na morte de uma delas, os atos de barbárie se sobrepõem Por Maria Carolina Trevisan*, especial para Jornalistas Livres Até 27 de maio, o município de Castelo do Piauí, a cerca de 180 km de Teresina, era desconhecido por grande parte dos brasileiros. Entrou para o mapa do Brasil por causa do estupro coletivo de quatro meninas. Supostamente, os autores da agressão teriam sido quatro adolescentes e um adulto. Com a repercussão do caso, a polícia se apressou para achar culpados e identificou primeiro os adolescentes. Com o andamento rápido das investigações, descobriu-se a participação do adulto, classificado pela polícia e imprensa como “traficante”, como se esse “título” bastasse para comprovar a culpa do homem. Em pouco tempo estavam presos os monstros. Cumpriu-se, assim, a desesperada busca pela sensação de justiça. ...

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    Jornalismo parcial

    Como a cobertura sobre as ocupações da madrugada do dia 13 de abril, em São Paulo, demonstra a parcialidade das emissoras de televisão e um viés que tende a criminalizar o movimento de moradia Por Maria Carolina Trevisan, do Medium  A cobertura jornalística de movimentos e políticas sociais exige mais do que técnica. Como mínimo, é preciso conhecimento específico sobre o tema em questão: seu contexto de produção, o histórico que o envolve, os interesses que reflete, a legislação a que contempla, os dados correspondentes ao quadro social, as fontes diversas e a responsabilidade do Estado em relação à questão abordada. Para serem completas, sobretudo, as reportagens que envolvem a dimensão social precisam contar sobre as pessoas — e como vivem diante de determinada situação. Foto: Maurício Lima Na madrugada da segunda-feira passada (13/4), a Frente de Luta por Moradia (FLM) promoveu uma série de ocupações na cidade de ...

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