quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: neoliberalismo

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    Juventude e política de morte no Brasil

    Sangue, vidas e glórias, abandono, miséria, ódio Sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo Misture bem essa química e pronto (Diário De Um Detento, Racionais MC's, 1997). No próximo dia 12 de agosto será o Dia Internacional da Juventude, uma data estabelecida pela Organização das Nações Unidas há cerca de 20 anos. No Brasil, um longo processo de reconhecimento do jovem como sujeito de direitos se deu nos últimos 15 anos, embora o país tivesse desde 1990 o Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual rege o conjunto de direitos voltados ao público de 0 a 18 anos, havia uma necessidade de reconhecer aqueles e aquelas que estavam entre a adolescência e a vida adulta, requerendo uma série de demandas ao Estado e a sociedade e ainda sem instrumentos legais que as validassem. Com o desenvolvimento de uma institucionalidade para gestão e monitoramento de políticas públicas de juventude, como a ...

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    Noam Chomsky participou do debate "O progressismo e o neoliberalismo em um mundo em desenvolvimento" / Foto: Sérgio Silva | Fundação Perseu Abramo

    Chomsky: “Crescimento da extrema-direita é consequência do neoliberalismo”

    Em seminário realizado em SP, filosófo estadunidense alerta: a democracia declina diante do poder corporativo Por Leonardo Fernandes e Pedro Ribeiro Nogueira, do Brasil de Fato  Noam Chomsky participou do debate "O progressismo e o neoliberalismo em um mundo em desenvolvimento" / Foto: Sérgio Silva | Fundação Perseu Abramo Na Suécia, país-estandarte da social democracia europeia, a extrema-direita xenófoba conquistou 17,5% dos votos em eleições realizadas nesta semana. Associando sua raiva aos imigrantes, como acontece em diversas partes da Europa, dos EUA e até no Brasil, a razão do crescimento da direita radical pode não estar tão associada ao ódio irracional contra populações vulneráveis, mas ao sentimento de abandono diante da aplicação de políticas neoliberais, como aconteceram nos últimos anos na Suécia. Essa é a opinião do renomado linguista, cientista político e filósofo Noam Chomsky, apoiado por um estudo de cinco economistas suecos que mostrava a ligação entre ...

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    O crescimento insolente de Portugal é um golpe no culto à austeridade

    Durante muito tempo, o modelo de referência na Europa foi o modelo alemão. Bruxelas cansou de fazer sua apologia, particularmente devido ao excepcional excedente orçamentário alemão, à dinâmica de sua dívida, e às reformas que permitiram uma excepcional competitividade. A Comissão Europeia se apoiou com frequência neste modelo para pressionar os outros países. Por Pascal de Lima Do Carta Maior Por Pascal de Lima Historicamente, este modelo baseia-se nas reformas heterogêneas da epopeia do chanceler Schröder para superar a crise da década de 1990 na Alemanha. As reformas do sistema de saúde, as famosas leis Hartz e os acordos de competitividade nas empresas impulsionaram a Alemanha em direção ao ideal da economia de oferta. A redução das taxas sobre a produção e o aumento do imposto sobre consumo deslocaram a carga tributária. Paralelamente, o peso do Estado foi significativamente reduzido. Este modelo, cujos pilares são, basicamente, as ...

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    Daniel Blake é como nós: apenas mais um cidadão no neoliberalismo

    Nunca é tarde para comentar sobre filmes, mesmo os que já saíram dos cinemas. Principalmente quando suscitam tantas reflexões, bem como nos possibilitam enxergar sobre novas lentes de perspectiva acerca de problemas e questões que vemos comumente nos jornais, livros ou debates. Por Tulio Custódio Do Justificando O filme “I, Daniel Blake“, de Ken Loach, é uma peça excepcional para isso. A narrativa do longa é trajetória de Daniel em busca de um emprego, diante de uma doença cardíaca que o impede de, oficialmente, conseguir trabalho. Ao mesmo tempo, ele percebe sua vida se despedaçar, com aumento das dívidas, falta de renda para subsistir, ainda que tente ajudar outras pessoas, como a mãe solo de duas crianças Katie, que também vê sua situação social se deteriorar ao longo do filme. Claro e evidente, o mote principal desse filme é a pobreza, a dependência dos estratos mais baixos da sociedade à assistência ...

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    ‘Arte é uma alternativa a um mundo repleto de violência’, diz diretor de teatro alemão Thomas Ostermeier

    À frente do Teatro Schaubühne, encenador dá palestra no Rio nesta segunda RIO - Palco de nomes como Brecht, Frank Castorf e outros ícones teatrais, a Alemanha assistiu, duas décadas atrás, à chegada de um novo gigante, Thomas Ostermeier. Com seus mais de 1,90m, aos 28 anos ele começou a transformar o espaço Baracke, em Berlim, em um bunker de resistência e experimentação estética. Pouco tempo depois, em 1999, tornou-se o diretor artístico do importante Schaubühne, dando continuidade acima de qualquer expectativa ao trabalho do encenador Peter Stein, que consagrou aquele teatro nos anos 1970. Conhecido pela capacidade de transformar clássicos em radicais encenações contemporâneas, ele vê o teatro como um campo de observação e crítica social, e diz que busca se contrapor ao temor e ao terror que pesam o ar da capital alemã e os corpos de seus atores. Por Luiz Felipe Reis, para O GLOBO É no Schaubühne ...

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    Luke Sharret/The New York Times

    Cornel West: Adeus, neoliberalismo americano. Chegou a nova era

    Por Cornell West Tradução: Jaqueline Lima Santos para o Portal Geledés Fonte: The Guardian A era neoliberal estadunidense chegou ao fim com o golpe neofacista. O triunfo político de Donald Trump quebrou as estruturas dos partidos Democrata e Republicano – ambos comprometidos com as regras do Big Money (instituições financeiras) e com reinado de políticos vendidos/prostituídos. As dinastias Bush e Clinton foram destruídas pela atração saturada pelos meios de comunicação de bilionários pseudo-populistas com sensibilidade narcisista e inclinação fascista. A eleição monumental de Trump foi um clamor humano desesperado e xenofóbo vindo de seus corações por uma saída sob a devastação da ordem neoliberal em desintegração – um retorno nostálgico a um passado imaginário de nobreza. Trabalhadores brancos – e cidadãos de classe média – por raiva e angústia – rejeitaram a negligência econômica das políticas neoliberais e o a arrogância auto-justificada das elites. No entanto, estes mesmos cidadãos apoiaram ...

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    Cornel West: Goodbye, American neoliberalism. A new era is here

    Trump’s election was enabled by the policies that overlooked the plight of our most vulnerable citizens. We gird ourselves for a frightening future by The Guardian The neoliberal era in the United States ended with a neofascist bang. The political triumph of Donald Trump shattered the establishments in the Democratic and Republican parties – both wedded to the rule of Big Money and to the reign of meretricious politicians. The Bush and Clinton dynasties were destroyed by the media-saturated lure of the pseudo-populist billionaire with narcissist sensibilities and ugly, fascist proclivities. The monumental election of Trump was a desperate and xenophobic cry of human hearts for a way out from under the devastation of a disintegrating neoliberal order – a nostalgic return to an imaginary past of greatness. White working- and middle-class fellow citizens – out of anger and anguish – rejected the economic neglect of neoliberal policies and the self-righteous ...

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    Papel da mídia é domesticar população para nova fase do neoliberalismo

    A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) realizou um seminário com professores brasileiros e estrangeiros a respeito da crise política e econômica. De acordo com os acadêmicos, a crise não é exclusivamente brasileira, mas decorre de uma nova realidade global que tem vitimado países de todo o mundo. Por Luis Nassif, do GGN “O que se passa no Brasil não é muito diferente do que nós, em Portugal, na Espanha e até mesmo na Itália, tivemos em outros momentos, com a autonomização dos grandes meios (de comunicação) em relação aos meios políticos e o desenvolvimento da própria política”, diz a professora da Universidade de Coimbra Isabel Ferin Cunha. Ela comparou o momento atual do Brasil com a chamada “austeridade neoliberal” que se instaurou em Portugal e na Espanha. Os professores falaram da participação dos meios de comunicação no aprofundamento da crise política. “A questão da ...

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    Redes sociais mostram que brasileiros não sabem o que é ser de direita e esquerda. Por Patrycia Monteiro

    A jornalista Patrycia Monteiro Rizzotto, autora do texto a seguir, trabalhou como repórter nos jornais Brasil Econômico e Gazeta Mercantil e na revista Forbes Brasil. Por Patrycia Monteiro Do DCM Além da polarização política entre os eleitores brasileiros, algo ficou evidente no atual debate ideológico nas redes sociais do país: os equívocos conceituais sobre o que é ser de direita, de esquerda e o que é o nazismo. O PT, principal partido no olho do furacão dos debates, por exemplo, é acusado de ser de direita por seus críticos à esquerda — que argumentam que a legenda coaduna com o capital –, enquanto alguns críticos à direita chegam ao cúmulo de afirmar que o partido tenta instaurar uma ditadura comunista-esquerdista no Brasil. Diante da vala comum em que foram jogados todos os partidos e políticos brasileiros, como defini-los do ponto de vista ideológico? “Chamar o PT de comunista revela desconhecimento sobre o ...

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    América Latina: as bases sociais da nova direita

    Para explicar contra-ataque conservador, não basta culpar a mídia. É hora de examinar transformações da classe média e desarticulação dos setores populares Por Raúl Zibechi | Tradução: Inês Castilho  No Outras Palavras  Uma nova direita está emergindo no mundo e também na América Latina, região onde ela apresenta perfis próprios e uma nova e inédita base social. Para combater essa nova direita é necessário conhecê-la, evitar as avaliações simplistas e entender suas diferenças com relação às velhas direitas. Mauricio Macri, , é bem diferente de Carlos Menem, . Este introduziu o neoliberalismo, mas era filho da velha classe política, a ponto de respeitar algumas normas legais e tempos institucionais. Macri é filho do modelo neoliberal e comporta-se segundo o modelo extrativista, fazendo da espoliação seu argumento principal. Não lhe altera o pulso passar por cima dos valores da democracia e dos procedimentos ...

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    Como se desperta o pior que há em nós

    Sociedades meritocráticas de mercado corroem autoestima. Estimulam, como defesa, superficialidade, oportunismo e mesquinhez. Tornam-nos “livres” porém impotentes. Saberemos reagir? POR: PAUL VERHAEGHE Temos a tendência de enxergar nossas identidades como estáveis e muito separadas das forças externas. Porém, décadas de pesquisa e prática terapêutica convenceram-me de que as mudanças econômicas estão afetando profundamente não apenas nossos valores, mas também nossas personalidades. Trinta anos de neoliberalismo, forças de livre mercado e privatizações cobraram seu preço, já que a pressão implacável por conquistas tornou-se o padrão. Se você estiver lendo isto de forma cética, gostaria de afirmar algo simples: o neoliberalismo meritocrático favorece certos traços de personalidade e reprime outros. Há algumas características ideais para a construção de uma carreira hoje em dia. A primeira é expressividade, cujo objetivo é conquistar o máximo de pessoas possível. O contato pode ser superficial, mas como isso acontece com a maioria das interações sociais atuais, ninguém ...

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    PARE DE CHORAR NEGRO! REAJA!

    Pare de chorar negro! REAJA! Por Marcos Romão

    O neoliberalismo, os incentivos prometidos e a boa massagem da propaganda de que basta fazer o certo para chegar no lugar que se almeja. Por Marcos Romão do Mamapress Imagem retirada do Mamapress Fez com que boa parte dos artistas, jogadores, intelectuais, jornalistas e tudo mais que é profissional negro e negra, até por bom tom junto aos novos patrões que “reconheciam” o seu valor, rejeitassem tudo que tivesse cheiro de organização antirracista, que cheirasse a nego reclamão e mau agradecido. Afinal já tinham chegado no paraíso “por si mesmos.” Formaram assim o que chamo de gerações de  ”mulatos mentais”, sonho que nem o Gilberto Freire nem Monteiro Lobato teriam em seus sonhos de limpeza da raça. Racismo era coisa do passado, era coisa de negro e negra dos 70. A sociedade estava chegando no século XXI, já tinham seus notebooks e passagens aéreas à prestações, e ...

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