quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Tag: #paremdenosmatar!

Alicia Keys (Foto: Rob Latour/Shutterstock)

Alicia Keys pede para Joe Biden lançar iniciativa de justiça racial nos EUA

Alicia Keys quer que Joe Biden lance uma iniciativa de justiça racial nos primeiros 100 dias de mandato. Ao lado de 16 outros artistas, a cantora gravou um vídeo chamado 17 Novos Jeitos Para Pessoas Negras Morrerem Nos EUA e relembrou a morte de pessoas negras nos últimos anos, como a de George Floyd e Breonna Taylor. (Via NME) Feito em parceria com as organizações #breathwithme e Black Music Action Coalition, o vídeo é uma continuação do clipe 23 Jeitos Pelos Quais Você Poderia Morrer Se Você For Negro Nos EUA, publicado em 2016. Keys, Mary J. Blige, Ty Dollar $ign e outros artistas pedem para o próximo governo introduzir uma comissão específica para tratar de questões raciais, chamada de Truth, Racial Healing and Transformation Action. O vídeo também deixa claro que a legislação não é inédita e foi apresentada pela congressista Barbara Lee e pelo senador Cory Booker em ...

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Jhordan Natividade foi encontrado morto a 8 quilômetros de onde ele e Edson foram abordados por PMs (Foto: Reprodução)

Jovem morto após abordagem de PMs na Baixada foi executado com tiro no rosto

Uma análise preliminar feita pela Polícia Civil no local do crime constatou que um dos jovens mortos após uma abordagem policial em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi encontrado com duas perfurações na cabeça, mas que aparentam ser entrada e saída do mesmo disparo de arma de fogo. Jhordan Luiz de Oliveira Natividade, de 17 anos, tinha orifícios na sobrancelha e na nuca. Segundo Informação de investigação preliminar feita pela Delegacia de Homicídios (DH) da Baixada Fluminense, à qual O GLOBO teve acesso, a suspeita dos investigadores é de que o disparo tenha entrado pela parte da frente da cabeça e saído pela de trás. O documento aponta ainda que Edson de Souza Arguinez, de 20 anos, tinha três perfurações causadas por tiros, uma nas costas e duas na barriga. Nos casos de homicídio, peritos criminais comparecem ao local do fato ou do encontro dos cadáveres e fazem análises preliminares, ...

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Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Violência racial: de cada 10 pessoas mortas pela polícia, oito são negras. Entidades cobram resposta do Estado

Ações para conter a violência racial e por parte da polícia e barrar a escalada de assassinatos de negros em todo o país foram cobradas com veemência em audiência pública realizada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) nesta quinta-feira (3). Representantes de organizações de defesa dos direitos humanos, do movimento negro e especialistas em segurança pública reivindicaram também medidas urgentes e efetivas do Ministério Público Federal no enfrentamento à violência de abordagens desnecessárias, violentas – especialmente de jovens – que geralmente terminam em assassinato e impunidade. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes decorrentes de intervenções policiais têm aumentado. Em 2018, das 6.175 ocorrências, 75,4% eram pessoas negras. Em 2019, o número de ocorrências subiu para 6.357 e o percentual saltou para 79,1%. O número é mais de dez vezes maior que o de policiais mortos, evidenciando o uso excessivo de força policial. Além ...

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(Foto: Geledés)

Duas meninas, de 4 e 7 anos, morrem em tiroteio em Duque de Caxias

Duas crianças, de 4 e 7 anos, morreram após serem baleadas em um tiroteio em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite desta sexta-feira (4). O crime aconteceu na comunidade Santo Antônio. De acordo com moradores, as duas meninas, que são primas, estavam brincando na porta de casa. Emilly Victoria, de 4 anos, foi baleada na cabeça. Segundo familiares, ela completaria 5 anos ainda este mês. Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, de 7 anos, levou um tiro no abdômen. A avó das meninas contou que estava chegando do trabalho. As meninas a esperavam na calçada para comprar um lanche, quando passou um carro da polícia, por volta das 20h. Os familiares disseram que não sabiam se havia algum tipo de perseguição, mas só viram a polícia atirando. A Polícia Militar afirma que uma equipe do 15º Batalhão (Duque de Caxias) estava fazendo um patrulhamento na Rua Lauro Sodré, na ...

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Agatha Félix, de 8 anos, morava no Complexo do Alemão (Foto: Reprodução das redes sociais)

PM réu por morte da menina Ágatha Felix está com Covid e audiência é adiada para 2021

O policial militar Rodrigo José de Matos Soares, acusado de matar a menina Ágatha Vitória Sales Felix, de 8 anos, foi diagnosticado com Covid-19 e, por isso, a pedido da defesa dele, a primeira audiência sobre o caso – que ocorreria nesta quinta-feira (26) – foi adiada para abril de 2021. É a segunda vez que a sessão na 1ª Vara Criminal é prorrogada. Em junho, foi determinada a remarcação da audiência por conta da pandemia. Ágatha Felix foi morta no Complexo de favelas do Alemão, Zona Norte, na noite de 20 de setembro de 2019. A menina estava dentro de uma kombi com a mãe quando foi baleada nas costas. Dois meses após o crime, a investigação da Secretaria de Polícia Civil concluiu que não havia tiroteio no momento em que a criança foi baleada. Também foi confirmado ao fim do inquérito que a bala que atingiu a menina ...

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O artista NegoVila, 40 (Foto: Arquivo Pessoal)

Artista negro morre baleado em distribuidora de bebidas em SP, e policial suspeito é detido

O artista NegoVila Madalena, 40, morreu atingido por um tiro que, segundo testemunhas, foi disparado por um policial na frente de uma distribuidora de bebidas de Vila Madalena, na zona oeste da capital paulista, na madrugada deste sábado (28). A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou, no fim da tarde deste sábado, que um policial militar foi detido após um homicídio ocorrido em um bar na Vila Madalena. "O caso está sendo registrado pelo 14º DP (Pinheiros), que apura os fatos. A Polícia Militar também instaurou um IPM para investigar todas as circunstâncias relacionadas à ocorrência", diz a nota. O assassinato do artista negro acontece nove dias depois de Beto Freitas, também negro, ser espancado até a morte por seguranças de uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre. O crime, ainda sob investigação, chocou o país. NegoVila era o nome artístico de Wellington Copido Benfati. ...

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Mirtes Renata Santana, mãe de Miguel Otávio Santana da Silva Imagem: JÚLIO GOMES/LEIAJÁIMAGENS/ESTADÃO CONTEÚDO

Racismo que matou João e vitimou Miguel encontra reação nas urnas

O racismo desvaloriza as vidas negras. João Alberto Silveira Freitas, 40, um homem negro, foi espancado por um policial militar e um segurança na noite desta quinta (19) no estacionamento do Carrefour em Porto Alegre (RS). Mais um caso de violência racial em supermercados. Em 2019, vimos a tortura de um jovem negro de 17 anos no Ricoy, em São Paulo, e o sufocamento até a morte de outro jovem negro no Extra, no Rio. Em Recife, Miguel, o menino de Mirtes, completaria seis anos esta semana. Ele nasceu em 17 de novembro de 2014, às 7h42, rechonchudo. Pesou 4,5 quilos e mediu 42 centímetros. Teve a vida interrompida pelo desprezo, a negligência, a crueldade que muitas vezes determinam as relações raciais no Brasil. Miguel era muito pequeno. Não teve tempo de aprender o lugar do negro no país onde a sociedade se estruturou sobre o mais numeroso e longo ...

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Manifestante protesta na porta do Carrefour, em Brasília, pelo assassinato de Beto (Foto: Eraldo Peres/ AP )

Extermínio de negros, o empreendimento mais bem-sucedido do Brasil

Esqueça a Bolsa de Valores ou a especulação imobiliária. O negócio que nunca sai de moda nem apresenta risco ao investidor é o racismo à brasileira. Fundada na colonização, capitalizada na escravidão e repaginada na era das redes sociais, a discriminação racial se consolida cada vez mais como o título de renda mais sólido para governos, empresas e pessoas físicas que lucram com a eliminação de corpos negros. Nem mesmo o brutal assassinato de João Alberto Freitas, o Beto, espancado por seguranças na porta do Carrefour, em Porto Alegre, ameaça a estabilidade dos rendimentos. Afinal, toda a cartela de aplicações está estruturada sobre a lógica da diversificação das formas de opressão e massacre. O crime desta quinta-feira, justamente na véspera do Dia da Consciência Negra, choca pela brutalidade e frieza dos executores, mas não pelo CNPJ. Nos últimos anos, o Carrefour se especializou em protagonizar episódios de extrema violência. Não ...

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Movimentação na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, em abril (Foto: DANIEL CASTELO BRANCO/ESTADÃO CONTEÚDO)

Proibição de ações policiais teria poupado vida de João Pedro

"Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci." Os versos dos MCs Cidinho e Doca ironicamente tornaram-se realidade num contexto de isolamento social e de uma das mais graves crises de saúde do mundo. A decisão cautelar do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender as operações policiais nas favelas do estado do Rio de Janeiro durante a pandemia teve impactos importantes na vida de milhares de brasileiras e brasileiros que vivem nas favelas e periferias do estado do Rio de Janeiro. Uma análise dos primeiros 14 dias dessa medida em vigor (5 a 19 de junho) revelou que houve uma redução de 68,3% das operações realizadas em 2020 em relação à média dos anos anteriores, considerando um período de 12 anos, ou seja, de 2007 a 2019. Os dados são do GENI (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal ...

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Manifestação a favor da democracia e contra o racismo na Avenida Paulista no domingo, 14 (Foto: Taba Benedicto/Estadão)

Racismo é um impedimento ao desenvolvimento econômico brasileiro

Durante muito tempo a “branquitude” – o privilégio que a sociedade colonial e europeia adquiriu e conservou no Brasil – reinou como se fosse verdade e realidade “natural”: inquestionável e, por isso, invisível. Foi assim que nos acostumamos a achar “normal” não encontrar negros e negras nos bancos das nossas melhores escolas, nas redações dos jornais, nos ambientes corporativos, na direção de instituições e até mesmo nas áreas de lazer dos bairros considerados mais nobres. Também defendemos uma suposta “meritocracia” sem atentarmos para os cortes de classe e raça que esse conceito traz; como falar em “mérito”, de uma forma geral, quando o ponto de largada é profundamente desigual? Nos habituamos, ainda, a chamar de “universal”, e sem pejas, uma história que é só europeia, e a uma arte que é eminentemente masculina e ocidental. Se a “nossa” arte e a “nossa” história carecem de adjetivação, já as demais precisam ...

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Profissionais da saúde participam do ato 'Black Lives Matter' em frente a um hospital Bellevue, em Nova York (Foto: Johannes Elisele/ AFP)

Primavera americana

Os edifícios da democracia liberal norte-americana, assim como de nossa incompleta República, foram construídos sobre o holocausto indígena e da população negra, arrastada em grilhões a este continente. O fim da escravidão não foi capaz de colocar termo ao racismo e à discriminação, assegurar a igualdade formal, criar condições mínimas de igualdade no plano político e econômico entre os que compõem essas nações, muito menos de reparar todo o mal que lhes foi infligido ao longo dos séculos. Os avanços promovidos pela democracia têm se mostrado lentos e insuficientes, como apontam os mais diversos indicadores sociais e econômicos. Lá e cá, negros recebem menos educação, têm menos acesso a serviços e bens públicos. Consequentemente, suas oportunidades, remuneração, expectativa de vida e bem-estar ficam abaixo da dos brancos. A manutenção dessa subordinação econômica e social não são acidentais, mas sim constitutivas do “bom” funcionamento de sociedades hierárquicas e injustas e o ...

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Pessoa segura um cartaz com os dizeres 'Black lives matter' ("vidas negras importam", em português) durante um protesto na sexta-feira (29) em Detroit, no Michigan, pela morte de George Floyd. (Foto: Seth Herald/AFP)

Vidas negras importam! Mas por que precisamos afirmar o óbvio?

Quando um homem branco, a serviço do Estado, assassina brutalmente um homem negro, sob os olhos do mundo inteiro; quando, mais uma vez, incontáveis tiros da polícia terminam com a vida de uma pessoa negra em uma favela; não é mais possível silenciar as vozes que gritam, no Brasil e no mundo: Vidas Negras Importam! Mas, por que é necessário afirmar que vidas negras importam, já que isso é óbvio? Porque, assustadoramente, não é tão óbvio para muitos brancos, nem para as estruturas racistas da nossa sociedade. A vida – e a morte – de pessoas negras é banalizada na sociedade ocidental, há mais de 500 anos. “A carne mais barata do mercado é a carne negra”, lembra-nos a artista brasileira Elza Soares. Vidas negras são banalizadas quando um agente do Estado mata uma pessoa negra, sem que ela esteja apresentando nenhuma ameaça. A isso chamamos Genocídio da População Negra ...

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Manifestantes carregam faixa 'Vidas negras importam' em protesto (Foto: Reprodução/GloboNews)

Pretos e pardos são 78% dos mortos em ações policiais no RJ em 2019: ‘É o negro que sofre essa insegurança’, diz mãe de Ágatha

Pretos e pardos representam 78% dos mortos por intervenção policial no Rio de Janeiro em 2019. A informação consta em um levantamento do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), obtido pelo G1 através da Lei de Acesso a Informação (LAI). Das 1.814 pessoas mortas em ações da polícia no último ano, 1.423 foram pretas ou pardas. Entre elas, 43% tinham entre 14 e 30 anos de idade. O número de mortes por intervenção legal foi o maior número registrado desde 1998. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população do estado se declara preta ou parda. Para especialistas ouvidos pelo G1, os números mostram traços de racismo estrutural na política de segurança pública do estado. A mãe da menina Ágatha Félix, morta aos 8 anos baleada durante operação no Complexo do Alemão, lamentou as vítimas deste tipo de ação e o preconceito com ...

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Apoiadores do movimento Black Lives Matter protestam em frente ao Portão de Brandembrugo, em Berlim, após a morte de George Floyd em Minneapolis (EUA) no início da semana (Foto: Imagem: Michelle Tantussi/Efe)

Caso George Floyd: Protestos antirracistas saem dos EUA e chegam a Berlim, Londres e Toronto

Aos menos três países, além dos Estados Unidos, registraram manifestações antirracistas ontem. Os protestos ocorreram em Berlim (Alemanha), Londres (Inglaterra) e Toronto (Canadá). As manifestações começaram após de um homem norte-americano negro, George Floyd, 46, na última segunda-feira (25), em Minneapolis, no estado norte-americano de Minnesota. Floyd morreu após um policial branco imobilizá-lo com o joelho sobre seu pescoço. Nos EUA, os protestos já duram cinco dias, com atos violentos e três mortes registradas. Em Berlim, a concentração foi em frente à Embaixada dos Estados Unidos. A manifestação organizada por apoiadores do movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) reuniu milhares de pessoas, que gritaram frase contra o racismo. Thousands now chanting “black lives matter” in front of the US Embassy in Berlin #GeorgeFloyd pic.twitter.com/Jh65RKhTLo — Carl Nasman (@CarlNasman) May 30, 2020 Em Londres, milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Peckham, bairro que reúne grande número de negros e ...

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Jurema Werneck (Foto: Acervo Geledés Instituto da Mulher Negra/ Alma Preta)

Opinião: As vidas de George Floyd e João Pedro importam

A cena chocante do segurança George Floyd, 46, sendo asfixiado pelo policial Derek Chauvin na cidade de Minneapolis, noroeste dos Estados Unidos, é uma grave violação de um direito humano fundamental: a vida. Mais grave ainda perceber que a história se repete e a vítima continua sendo negra. Não só na megapotência norte-americana, como também no Brasil. A cada 23 minutos, morre um jovem negro no nosso país, segundo levantamento feito pela Anistia Internacional na campanha Jovem Negro Vivo. A comoção pelo assassinato de George tomou as ruas em protestos nos estados Minnesota, Geórgia, Kentucky, Nova York, Califórnia, Ohio e Colorado. E ainda que sejam legítimas as manifestações e a indignação tenham razão de acontecer, vimos uso excessivo da força por agentes do Estado contra manifestantes. Jornalistas que praticam o direito à liberdade de expressão e reunião foram presos por simplesmente fazer seu trabalho e o presidente dos Estados Unidos, ...

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Protesto perto do local da morte de George Floyd, em Minneapolis, com cartaz que diz “Eu não consigo respirar” (Foto: Kerem Yucel – 26.mai.2020/AFP)

O direito de respirar em um mundo racista

Não consigo respirar. Mais um homem negro foi assassinado por um policial branco nos EUA, na segunda-feira passada. Menos um homem negro no mundo. Sem ar, erro: escrevo “mais um homem negro foi assassinado…”. Está errado. É preciso dar nomes. Não normatizar genocídios. George Floyd, 46 anos, trabalhador, pagador de impostos, assassinado no último sábado, por um policial branco em Minneapolis, EUA. Suas últimas palavras enquanto era enforcado por seu assassino: – Não consigo respirar. Morreu em 5 minutos. Segundo a medicina forense, uma eternidade dividida em 4 fases. Primeiro, sente-se enjôo, vertigem, sensação de angústia, inconsciência. Dois minutos depois, a medula colapsa, causando convulsão, contrações na musculatura (tanto da face quanto a respiratória) e os relaxamentos dos esfíncteres. A vítima se urina e se defeca inteira. No terceiro minuto, a fase respiratória, o ar que falta. Lentidão e superficialidade dos movimentos respiratórios. Insuficiência ventricular esquerda. O último minuto de ...

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(Foto: Geledés)

Policiais investigados por homicídio de João Pedro mudaram versões sobre disparos

Os três policiais civis investigados pelo homicídio do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, mudaram as versões que deram sobre a quantidade de tiros que dispararam no dia do crime. Os agentes, lotados na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), deram dois depoimentos sobre o caso. No primeiro, logo após o crime, afirmaram terem dado, juntos, 23 disparos. Uma semana depois, no último dia 25, eles voltaram à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) e afirmaram que atiraram um total de 64 vezes no dia do homicídio. Os novos depoimentos foram prestados após a polícia concluir e divulgar que o menino havia sido morto por um tiro disparado por um fuzil calibre 556 — o projétil ficou alojado no corpo do menino, foi apreendido e periciado. Um dos agentes — justamente o que ia à frente dos demais na incursão e fez mais disparos — ...

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(Foto: Getty Images/iStockphoto)

Ficar em casa nem sempre é seguro para um jovem negro

No momento, muitos órgãos, empresas e autoridades se unem para mandar um recado para o mundo: “Fique em casa, é o lugar mais seguro. Precisamos salvar vidas”. Ficar em casa é sinônimo de segurança para quais vidas? A pandemia do coronavírus paralisou grandes setores do mundo inteiro, mas não foi o suficiente para impedir o Estado de continuar assassinando jovens negros inocentes. A crise mundial em saúde acabou se tornando um somatório a todas as opressões sociais, que assolam, principalmente, a população negra e periférica, as mais vulnerabilizadas neste momento. Em casa, o jovem João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, assim como vários adolescentes pretos e moradores de periferia, não teve direito à segurança. Na noite desta segunda-feira, 18, ele foi baleado e morto durante uma ação conjunta da Polícia Federal (PF), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana ...

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Genocídio do povo negro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Audiência na ALERJ debate as violações de Estado em favelas e o genocídio da juventude negra no Rio

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) debaterá na próxima quinta-feira, 17 de outubro, das 10h às 14h, a crescente onda de violações dos direito dos moradores das favelas e periferias do Estado e o genocídio da juventude pobre e negra. A audiência "Mães e Mulheres Moradoras de Favelas para debater a Política de Segurança Pública no RJ” reunirá as comissões da Mulher, Direitos Humanos, Discriminação, Educação, Trabalho e Habitação acontece no Plenário Barbosa Lima Sobrinho no Palácio Tiradentes. Além de mães e familiares de vítimas de estado estarão presentes representantes da FAF-Rio (Federação Municipal das Favelas do Rio), FAFERJ (Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro), presidentes de diversas associações de moradores, integrantes do movimento Parem de Nos Matar e diversos outros movimentos sociais. Juntos exigem que os moradores de favelas tenham os mesmos direitos e liberdades civis constitucionais que os demais moradores ...

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“A lógica racista naturaliza e romantiza a violência sofrida pela população negra”

De uns tempos pra cá me pus a observar um pouco mais as facetas do comportamento humano e chego a conclusão óbvia de que vivemos numa dualidade. O ano era 2012 quando fui apresentada à obra coreográfica de Marcela Levi e Lucía Russo, chamada Natureza Monstruosa. Com micronarrativas, a animalidade humana é exposta na sua forma mais pura e terrível e fala sobre o quanto nosso lado monstruoso nos assombra e é ativado em momentos comuns do cotidiano. Mas até que ponto essa monstruosidade é algo inconsciente? Ou será que damos lugar a ela quando invisibilizamos algo que não é inerente ao interesse pessoal? Pois bem, acho que primeiro vale uma ilustração bem básica, uma comparação que até certo ponto faz sentido. Por exemplo, o comportamento de um cachorro: animal sem racionalidade considerada que é capaz de ver outro da mesma espécie morto, putrificado e não ser impactado por isso. ...

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