quarta-feira, janeiro 27, 2021

Tag: professora

Imagem: Getty Images

Educação e reflexões de uma professora na quarentena: feitos, jeitos, defeitos e efeitos

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Paulo Freire Devo dizer, a priori, que não pretendo aqui trazer dados oficiais sobre os efeitos da quarentena em qualquer perspectiva, mas dá minha opinião a partir das minhas percepções nos diálogos com as pessoas, nos acompanhamentos das famigeradas “lives”, na produção de “memes” e nos grupos de whatsapp, dentre outros. Dito isto, quero tecer meus comentários a partir de algumas provocações que tem me incomodado nestes dias de quarentena, especialmente ao que concerne à educação básica, meu lugar de fala. O que a educação tem com tudo isto? Quais os efeitos da quarentena na educação pública? Como estão nossos alunos? Como vãos os pais? O que a sociedade espera de nós? Como a sociedade ver a educação e os seus profissionais? Quem são os heróis? Quem vai consertar a sociedade depois de tudo? Como estão ...

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A professora das crianças perdidas

Conhecida após a chacina da Candelária, Yvonne Bezzerra de Mello não precisaria trabalhar para viver, mas dedica sua vida ao ensino das crianças mais pobres Por MARÍA MARTÍN, no El País Yvonne Bezerra de Mello, no complexo da Maré. (Foto: ALAN LIMA) Na semana passada, Yvonne Bezerra de Mello saía do banheiro de um shopping de um bairro nobre do Rio de Janeiro quando alguém cutucou seu ombro. “Pois não?”, disse ela ao se virar. Ao seu lado havia uma mulher com cara de poucos amigos: “Você não tem vergonha do que faz, educar bandido para ficar matando a gente na porta do shopping?” Há muita gente que não gosta de Yvonne. É chamada de louca. Não entendem o que ela faz e a hostilizam na rua, onde passou anos alfabetizando crianças sem rumo. A raiva por ela vem de longe. Yvonne, hoje com 70 anos, perdeu seu anonimato ...

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Foto: Fernando Moital-ilustrativa escola

O racismo que se perpetua entre os muros das escolas do Brasil

O racismo entre os muros da escola “Lavar as mãos em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele.” Paulo Freire por Ricardo Alexandre Corrêa no Carta Campinas   Foto: Fernando Moital-ilustrativa escola (www.tresletras.net) Uma criança branca da sexta série disse ao colega na sala de aula “só podia ser coisa de preto”; estava nervosa porque recebera a lapiseira toda quebrada que havia emprestado a ele. Outro colega ao presenciar a ofensa avisou à professora que imediatamente buscou esclarecer os fatos e disse “a gente tem que ver quando é brincadeira, ou ofensa, porque a cor dele é realmente preta”. Esse caso aconteceu em uma escola estadual da Zona Leste de SP; o racismo expresso no discurso da criança e a abordagem utilizada pela professora é um problema que está presente em inúmeras instituições escolares. Outro exemplo esta no relato da Jurema Werneck – ...

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Breve memorial de uma professora negra

Eu devia ter uns 12 anos de idade, quando minha mãe, desabafando, me fez um pedido, olhando para o chão: que eu nunca fosse professora Por  JAQUELINE DE JESUS, do Az Minas Eu devia ter uns 12 anos de idade. Era, portanto, 1990, quando minha mãe, desabafando, me fez um pedido, olhando para o chão: que eu nunca fosse professora. A profissão do ensinar era muito desvalorizada. Ela, pedagoga formada pela Universidade de Brasília (UnB) e professora em uma escola de Ensino Fundamental e Médio no bairro onde morávamos, na periferia da capital federal, não queria que eu tivesse o sonho de formar pessoas e fosse desprezada. Isso ecoou fortemente na minha cabeça. Eu não gostaria, de forma alguma, de importuná-la. Mas ela também queria que, caso a docência fosse minha opção profissional futura, que ela fosse, antes de tudo, uma decisão consciente. Apesar do alerta, da experiência de longa data de ...

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Esta professora ensina o que é poesia e esperança para internos da Fundação Casa

O tom de voz era baixo e praticamente não se alterava durante essa conversa, feita em 2014, quando ela narrou sua história como educadora. Sorriso delicado, fala firme, mas dita de forma suave e pausada. Até hoje, 2016, - e isso já faz quatorze anos - a professora de língua portuguesa Maria da Penha Silva trabalha com leitura e produção de textos entre adolescentes que cumprem medidas socioeducativas na Fundação Casa, em São Paulo (SP). Mais que isso, ela ensina seus alunos a produzir poemas. Um deles, orientado por ela, foi vencedor da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, um concurso nacional de textos para escolas públicas (as inscrições estão abertas no site). Do BrasilPost Penha foi trabalhar com esses estudantes por um capricho da história. Ela cuidava da edição de apostilas educacionais do Senai e, antes de completar 48 anos, se aposentou. Por insistência de uma amiga, foi ...

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O que você gostaria que sua professora soubesse?

Não foi a primeira vez, e nem a última, que a professora de História de Belo Horizonte, Luana Tolentino, começou sua aula com uma frase inusitada para seus alunos: “O que você gostaria que eu, sua professora, soubesse sobre você?”. Por Ana Luiza Basílio,  no Educação Integral  Mais recentemente, a indagação foi dirigida a uma turma de cerca de 30 alunos do 6º ano do ensino fundamental. Foi a segunda vez que Luana aplicou a atividade. A primeira, em 2015, foi logo após ela ler uma reportagem sobre as práticas educativas de uma professora da cidade de Denver, no estado norte-americano de Colorado. Em ambas as ocasiões, Luana notou o imediato interesse pela atividade. “Fui acolhida pelo encantamento e curiosidade delas”, relembra. A ideia é que os relatos entregues virem uma espécie de segredo entre ela e cada um dos estudantes. O processo é bastante espontâneo e a professora costuma fazer apenas ...

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Eu, professora

Após uma vida escolar bastante conturbada, em que até pela Educação de Jovens e Adultos eu passei, escolhi ser professora de História. Eu adorava ler e escrever e ensinar não era uma ideia absurda para mim. Eu acreditava que lecionando poderia ajudar outras pessoas da mesma forma que fui ajudada. Minha relação com os professores sempre foi de muita admiração, e quando penso nos que me serviram de inspiração, a maioria dos rostos que me recordo são daqueles que sujavam suas mãos com giz. Por Vitória Fox, do Imprensa Feminista Durante o tempo em que estive na graduação pude aproveitar bastante. Fui descobrindo novas áreas do saber histórico, me apaixonei por História da Igreja e por História do Brasil República. Foi lá também que tive meu primeiro contato com o Feminismo e escolhi a área de Estudos de Gênero para seguir profissionalmente. Contudo, também fui descobrindo que ser professora no Brasil era mais difícil ...

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Dos 187 alunos do 9º ano, 110 se engajaram na leitura dos livros sobre 'mulheres inspiradoras' e, ao final do ano, escreveram a biografia de uma personalidade feminina . Arquivo Pessoal

Após caso de sexting, professora do DF cria projeto e ganha prêmio

Dos 187 alunos do 9º ano, 110 se engajaram na leitura dos livros sobre 'mulheres inspiradoras' e, ao final do ano, escreveram a biografia de uma personalidade feminina -- famosa ou não Uma aluna de 13 anos do Centro de Ensino Fundamental 12, em Ceilândia, gostava de enviar vídeos em que ela dançava com poucas roupas. O material logo se espalhava e os colegas a reprovavam, faziam comentários hostis. Mas a garota seguia provocando a turma com novas publicações. do UOL Dos 187 alunos do 9º ano, 110 se engajaram na leitura dos livros sobre 'mulheres inspiradoras' e, ao final do ano, escreveram a biografia de uma personalidade feminina . (Arquivo Pessoal) so de sexting, que aconteceu no ano passado, chamou a atenção da professora de português Gina Vieira Ponte. "O que eu percebi é que a menina encontrava nos vídeos uma forma de chamar atenção, de ...

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A menina linda

por Cidinha da Silva* Era daquelas meninas bonitas até no berçário de recém-nascidos. À medida em que foi crescendo tornou-se uma bebê linda, menina linda, mulher linda. Todo mundo pasmava, reconhecia e elogiava. Pode-se dizer que ela se acostumara a ser bonita desde pequena e acolhia os elogios com naturalidade e simpatia. Um dia formou-se professora de artes e foi estagiar em escola pública. No primeiro dia de aulas não cabia em si de alegria. Teria uma professora negra muito boa de diálogo como orientadora e um montão de crianças negras e mestiças, mais umas tantas crianças brancas, sorriam para as atividades desenvolvidas pela nova professora nova. Ao final do turno, as mais afetivas foram beijá-la e ela retribuía o carinho pensando consigo que se empenharia para que todos os dias fossem únicos e mágicos como aquele. A última criança da fila, uma menina vivaz, penteada como bailarina russa, perguntou baixinho: ...

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Professora com Síndrome de Down recusa ‘rótulo’: ‘Especial é minha mãe’

Mãe da jovem conta que não imaginava que ela chegaria aonde chegou: 'É duro dizer, mas quando ela nasceu, achava que se ela morresse seria melhor' Débora Seabra, portadora da Síndrome de Down, superou todos os desafios que a vida lhe impôs e provou que é possível realizar um sonho apesar de todas as limitações. A jovem de 33 anos é a única professora com Down que se tem notícia no Brasil. Ela atuou como professora voluntária durante 10 anos e agora foi contratada oficialmente por uma escola de educação infantil de Natal, no Rio Grande do Norte. No palco do Encontro, após ver imagens de sua performance em sala de aula, Débora contou que antes de ser professora era modelo, fez teatro, desfilava e disse ainda que adora dar aula. Ela aproveitou para afirmar que não gosta de ser chamada de especial: “Especial é a minha mãe, minha família toda, ...

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Professora é a 2ª travesti no país a estar num programa de Doutorado

É do Mato Grosso e da Secretaria de Estado de Educação a segunda professora travesti a estar num Programa de doutorado no Brasil. O fato histórico é motivo de orgulho para o Estado e para a equipe da Superintendência de Formação dos Profissionais da Educação da Seduc, setor onde está lotada a professora, já mestre em educação, Adriana Sales. A aprovação para o doutoramento na Universidade do Estado de São Paulo – UNESP – campus de Assis/SP se deu pela proposta de pesquisa já iniciada em nível de dissertação finalizada em 2012 com o título: Travestilidade e escola em narrativas de alunas travestis. Nesta nova etapa o trabalho dará continuidade nas análises das demandas e representações de vários atores envolvidos nos processos de formação escolar nas unidades públicas de ensino em Mato Grosso e, principalmente, com foco nas pessoas travestis e transexuais que estão nestes espaços. Tal trabalho é importante ...

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Mãe de aluna agride professora em escola de SC

Mulher se revoltou por filha ter sido liberada antes de sua chegada Do R7 Um pé quebrado, alguns hematomas e o registro policial que, segundo a delegada da 2ª Delegacia de Polícia, se transformará em um inquérito, foi o saldo de um desentendimento entre uma professora e a mãe de uma aluna ocorrido na terça-feira (23), na porta da Escola Estadual Cristo Rei, no bairro Real Park, em São José (SC). A professora foi agredida com socos e pontapés, tendo fraturado o pé com um dos golpes.   Ao chegar à escola, a mãe perguntou pela filha a um vigilante e foi informada de que ela já havia sido liberada após consultar a professora. A mãe, segundo a professora, já havia passado pela filha sem percebê-la. Foi então que a agressora partiu ao encontro da professora e começou a atacá-la.   A delegada Sandra Mara Pereira abriu inquérito para apurar o ...

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