quarta-feira, janeiro 20, 2021

Tag: Raça Gênero Democracia e Participação Política no Brasil

Raca, genêro, democracia e participação política no Brasil

“O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil” é o tema da aula de hoje do curso Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil

O curso iniciou no dia 22/09, com a conferência “A questão racial e a democracia no Brasil”, realizada pela militante antirracista e feminista e doutora em educação Sueli Carneiro (acesse a primeira aula neste link). A segunda aula abordou “Raça, Racismo e Dominação na Democracia Liberal” a partir das reflexões de Hélio Santos – ativista do movimento social negro e doutor em administração, e de Gabriel Sampaio – advogado e mestre em Direito das Relações Sociais. (acesse a segunda aula neste link) O curso está com suas 800 vagas preenchidas e todas as pessoas interessadas podem assistir as aulas na página do Facebook da Escola do Parlamento – https://www.facebook.com/eparlamento/  e de Geledés Instituto da Mulher Negra- https://www.facebook.com/geledes/ Veja a programação de próximas aulas dos cursos abaixo:   ▪ Aula 06/10 – O legado da escravidão sobre a democracia existente no Brasil Luciana Brito – Doutora em História Social pela USP. Foi pesquisadora visitante no ...

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“Raça, Gênero, Democracia e Participação Política no Brasil” é tema do próximo curso gratuito da Escola do Parlamento

Já estão abertas as inscrições para o curso de extensão universitária “Raça, Gênero, Democracia e Participação Política”, que será realizado pela Escola do Parlamento em parceria com o Geledés Instituto da Mulher Negra. Com duração de 30 horas, o curso é voltado ao público em geral, estudantes, ativistas, militantes, pesquisadores e profissionais que atuam com políticas públicas. As aulas serão às terças-feiras, entre 19h e 21h. O conteúdo será transmitido, ao vivo, pelo canal do Instituto do Legislativo Paulista no YouTube. A aula inaugural, dia 22/9, será ministrada pela filósofa Sueli Carneiro. Entre os objetivos da proposta está a construção de alternativas para ampliar a participação de pessoas negras e de mulheres na democracia e nos espaços de decisão política. Serão debatidos temas, como: *Patriarcalismo e as mulheres na arena democrática brasileira; *Qualidade da democracia, racismo estrutural e estrutura patriarcal; *Partidos políticos e (sub) representação racial e de gênero; *Instituições e (sub) representação racial e ...

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Tudo é interseccional? Sobre a relação entre racismo e sexismo

A discussão sobre interseccionalidade tem ocupado um espaço importante na pesquisa de gênero. O reconhecimento de que formas sexuais de injustiça são, por um lado, análogas e, por outro, empiricamente entrelaçadas com outras formas de injustiça — como as relacionadas a “raça”, etnia e religião — encontra nesse conceito sua expressão teórica. Se levarmos em consideração razões histórico-linguísticas, a importância de refletir com maior precisão sobre a relação entre racismo e sexismo é evidente por si só. Resumo O artigo propõe a diferenciação de quatro modos de relações entre racismo e sexismo. O primeiro estabelece semelhanças entre formas de racismo e de sexismo, o segundo, diferenças entre eles, o terceiro, acoplamentos entre ambos, e o quarto, cruzamentos, entrelaçamentos ou intersecções. Um modelo crítico que abarque semelhanças, diferenças, ligações e intersecções tem efeitos muito mais benéficos para a compreensão das relações entre racismo e sexismo do que a tentativa de formular ...

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Desigualdades raciais no Brasil e suas múltiplas dimensões

Nos últimos quinze anos, o Brasil passou por transformações importantes que reformularam a agenda de estudos sobre as desigualdades raciais. Tais transformações estão associadas a mudanças de caráter estrutural e a formas de enfrentamento das desigualdades raciais por meio de políticas de inclusão social. Em relação às mudanças estruturais, destacam-se as de caráter demográfico, como a queda contínua da fecundidade, inclusive entre os mais pobres, novos arranjos familiares e alterações no padrão da população em idade ativa. Já no campo econômico, a primeira década deste século foi marcada pelo crescimento econômico e seus efeitos significativos no mercado de trabalho, como o aumento da formalização e da contribuição previdenciária, a valorização do salário mínimo e a elevação da escolaridade da força de trabalho. Todos esses aspectos contribuíram para uma mudança no cenário da desigualdade racial. No caso das políticas de inclusão, embora seus efeitos sejam reforçados pelas mudanças estruturais citadas anteriormente, ...

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Epistemicídio

Muitas são as razões que advêm de uma realidade inaceitável contra a qual a militância negra vem historicamente lutando e frente à qual as respostas do Estado permanecem insuficientes, exigindo permanente esforço de compreensão. Assim, contrato racial, biopoder e epistemicídio, por exemplo, são conceitos que se prestam como contribuição ao entendimento da perversidade do racismo.São marcos conceituais que balizaram a tese de doutorado que defendemos junto à USP em agosto passado sob o título "A construção do outro" como não-ser como fundamento do ser. Nela procuramos demonstrar a existência no Brasil de um contrato racial que sela um acordo de exclusão e/ou subalternização dos negros, no qual o epistemicídio cumpre função estratégica em conexão com a tecnologia do biopoder.É o filósofo afro-americano Charles Mills quem propõe no livro The Racial Contract (1997), que devemos tomar a inquestionável supremacia branca ocidental no mundo como um sistema político não-nomeado, porque ela estrutura ...

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Clóvis Moura foi um grande estudioso da luta de classes com atenção ao papel do trabalhador negro brasileiro e sua história. (Foto: Imagem retirada do site A Verdade)

Clóvis Moura: a luta antirracismo é a base da luta de classes

O Seminário O Pensamento Radical de Clóvis Moura: Dez Anos de Sua Morte, organizado pela Fundação Maurício Grabois, aconteceu no sábado (22), analisou as contribuições teóricas e políticas desse importante pensador negro à luta contra a opressão e o racismo no Brasil. O seminário analisou as contribuições teóricas e políticas de Clóvis de Moura à luta contra a opressão e o racismo no Brasil Onde também teve o lançamento de uma edição especial da Revista Princípios sobre Clóvis Moura, além da quinta edição do livro Rebeliões da Senzala. Essa foi a "primeira obra na historiografia brasileira a tratar da questão das rebeliões negras de maneira sistemática, mostrando com fatos históricos o alastramento desse fenômeno em todo o território brasileiro", diz o professor Kabengele Munanga sobre o relançamento do livro. Já Mônica Custódio, secretária de Promoção de Políticas de Igualdade Racial da CTB, afirma que "para os militantes da luta antirracismo ...

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O racismo como arma ideológica de dominação

Sobre o racismo um dos temas mais polêmicos, instigantes e inesgotáveis do mundo moderno, concentram-se opiniões contraditórias, que discutem em vários níveis, as consequências de sua prática. A discussão sobre as diversas formas de sua atuação, significado e função vem sempre acompanhada de uma carga emocional, o que demonstra como a polêmica que se monta em torno de seu significado transcende em muito as questões acadêmicas, para atingir um significado mais abrangente, da ideologia de dominação. Somente admitindo o papel social, ideológico e político do racismo poderemos compreender sua força permanente e seu significado polimórfico e ambivalente. Apenas desta forma poderemos compreender por que se trata de um conceito tão polêmico e, também, por que em determinados contextos políticos e momentos históricos o racismo adquire tanta vitalidade e se desenvolve com tanta agressividade: ele não é uma conclusão tirada dos dados da ciência, de acordo com pesquisas de laboratório que ...

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Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil

A sociedade brasileira precisa abandonar a hipocrisia, assumir que é extremamente racista A sociedade brasileira precisa abandonar a hipocrisia, assumir que é extremamente racista e, a partir desse reconhecimento, enfrentar o grave problema de frente. Essa é a opinião da Doutora e Filósofa, Sueli Carneiro, que acaba de lançar o livro Racismo, Sexismo e Desigualdades no Brasil. Em entrevista à VOA, a fundadora do Geledés Instituto da Mulher Negra afirma que a sociedade brasileira esconde atrás de um discurso de miscigenação uma realidade de discriminação e exclusão do negro. Para a escritora, esse comportamento histórico tem feito com que os afrobrasileiros tenham os piores índices de qualidade de vida entre afrodescendentes de países com histórias parecidas com a do Brasil. A autora explica que a discriminação e a intolerância no Brasil são resultados de uma postura de negação histórica. "A sociedade brasileira sempre preferiu fazer de conta que nós não ...

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Escravo

Consciência negra é consciência de classes e de luta

O mês e a semana da consciência negra, celebrada em memória dos líderes Zumbi e Dandara e da revolucionária experiência de Palmares vem sendo cada vez mais incorporada pelos movimentos negros, movimentos sociais e organizações da resistência não só como um momento de reflexão e de festa, mas, sobretudo, como um momento de combate propositivo e enfrentamento às elites racistas deste país. Com a atual crise do capitalismo, aumentam as injustiças sociais e o povo negro sofre ainda mais. O Estado brasileiro, aliado às elites racistas, impõe a violência e a morte, presentes nas ações policiais nos morros cariocas, nas periferias de São Paulo, Salvador e em todas as demais grandes cidades. Nos últimos meses a violência do estado policial, comum a nós, ganhou notoriedade em toda imprensa. Os conflitos patrocinados pela polícia militar em regiões periféricas de São Paulo (casos de Heliópolis, Capão e Paraisópolis) provocaram um sentimento de ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Biopoder por Sueli Carneiro

A descriminalização do aborto, uma bandeira histórica do movimento feminista nacional, encontrou nova e perversa tradução de política pública na voz do governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O governador defende a legalização do aborto como forma de prevenção e contenção da violência, por considerar que a fertilidade das mulheres das favelas cariocas as tornam "fábrica de produzir marginais". Uma reivindicação histórica dos movimentos de mulheres de efetivação dos direitos reprodutivos das mulheres e de reconhecimento do aborto como questão de saúde pública sobre a qual o Estado não pode se omitir é pervertida em proposta de política pública eivada de ideologia eugenista destinada à interrupção do nascimento de seres humanos considerados como potenciais marginais. No lugar do respeito ao direito das mulheres de decidir sobre a própria concepção, coloca-se como diferença radical de perspectiva a indução ao aborto, pelo Estado, como "linha auxiliar" no combate à ...

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