terça-feira, dezembro 1, 2020

    Tag: Raquel Rolnik

    Paraisópolis Imagem: Lalo de Almeida

    Apenas política urbana racista explica massacre de Paraisópolis

    Na madrugada de sábado para domingo, nove jovens, entre 14 e 28 anos, foram mortos depois de uma ação policial na favela Paraisópolis, uma das maiores de São Paulo, localizada na zona sul, no coração de um dos bairros de alta renda da cidade. Por Raquel Rolnik, Gisele Brito e Aluizio Marino do UOL ParaisópolisImagem: Lalo de Almeida Imagens exibidas pela Ponte Jornalismo e o jornalista André Caramante mostram várias cenas de barbárie. Policiais encurralando centenas de pessoas em becos, agredindo brutalmente pessoas que tentavam fugir da violência da polícia, atingidas por bombas de gás, balas de borracha, golpes de cacetete e até garrafas de vidro. Embora a corporação afirme que a ação policial buscava localizar e prender dois "criminosos", nitidamente a ação da polícia tentava acabar com um baile funk que ocorria no local, o Baile da DZ7, um dos mais famosos da cidade. O ...

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    Em decisão histórica, FAU USP aprova ingresso por cotas

    Um dos temas centrais da pauta da greve dos estudantes na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP é a questão da democratização da Universidade, envolvendo não apenas a proposta de cotas nas formas de ingresso, mas também a chamada permanência, ou seja, as medidas necessárias para que estudantes com menores condições econômicas possam realizar plenamente o curso de graduação – e não apenas ingressar na universidade –, tais como acesso a alimentação, moradia, transporte. Por Raquel Rolnik em seu Blog A partir de proposta apresentada pelos estudantes e encampada pelo GT de Articulação das três categorias – professores, funcionários e estudantes -, a Congregação da FAU-USP aprovou, nesta quinta-feira, a adoção de cotas raciais e para estudantes oriundos de escolas públicas. Assim, 30% das vagas para ingresso na FAU em 2017 serão destinadas para alunos oriundos de escola pública – sendo metade destas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas ou ...

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    A cor de São Paulo

    São Paulo completa 462 anos na próxima segunda-feira. A data não é apenas oportuna para refletirmos sobre seus desafios urbanísticos, mas também sobre as narrativas sobre a cidade, ou seja, sobre a maneira como São Paulo é representada nos mais diferentes discursos. Por Raquel Rolnik Do Raquel Rolnik Uma destas narrativas trata São Paulo como uma cidade bastante segregada, organizada – e dividida – a partir das desigualdades de renda. Uma cidade, portanto, em que bairros ou condomínios “de ricos” estão apartados de assentamentos “de pobres”. Durante muito tempo, o predomínio dessa maneira de entender a cidade nos impediu de olhar para a dimensão racial da segregação espacial. A discussão racial sempre foi difícil de ser feita entre nós, já que o modelo de segregação baseado na cor é, por excelência, o das cidades norte-americanas, em que os enclaves étnicos são muito mais visíveis. É fácil identificarmos bairros habitados em ...

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    Justiça proíbe rolezinhos em Shoppings do Interior

    A arquiteta e urbanista Raquel Rolnik escreveu artigo criticando a onda de decisões judiciais que proíbem a entrada em shopping centers, em cidades do interior de São Paulo e de outros estados, de adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis, em determinados horários e dias da semana. A justificativa é impedir a realização dos “rolezinhos”, que promoveriam “atos de vandalismo”. "Já temos legislação de sobra para punir atos de vandalismo – praticados em shoppings ou em qualquer outro lugar", diz Rolnik, que completa: "Na teoria, os shoppings são espaços privados de uso público, portanto, abertos a todos. Mas a prática é outra: podem usá-lo certas pessoas, e de certas formas…" Por Raquel Rolnik Do Brasil247 Rolezinhos e a guerra nos shoppings do interior Têm sido frequentes, em cidades do interior de São Paulo e de outros estados, decisões judiciais que proíbem a entrada em shopping centers de adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis, ...

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    raquel

    Raquel Rolnik: “Violência e moradia”

    Em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, a arquiteta, urbanista e professora da USP Raquel Rolnik analisa a invasão ocorrida nos conjuntos habitacionais do "Minha Casa, Minha Vida": "Construímos a ideia de que existe 'o lugar' da violência: esse lugar seria a favela", e conclui: "Ou compreendemos o fenômeno da violência de forma mais ampla, como elemento que está entranhado na nossa sociedade e na nossa cultura, dentro e fora do Estado, em todas as classes sociais, na favela e nos condomínios de luxo, ou não conseguiremos enfrentar a questão" A arquiteta, urbanista e professora da USP, Raquel Rolnik, analisou em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo como a imprensa noticiou a invasão por traficantes em conjunto habitacional do programa "Minha Casa, Minha Vida", em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio. Em pesquisas, a colunista relata que essa realidade se encontra presente em diversas unidades do programa por todo ...

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