terça-feira, janeiro 26, 2021

Tag: senzala

“Volte pra favela” por Olivia Santana

Foi este o brado insultuoso, semelhante ao autoritarismo dos capitães do mato, que a mim foi dirigido quando participava de um evento da Federação Baiana de Automobilismo, no dia 4 de fevereiro passado, no Hotel Catussaba. O destempero, extravasado como um impulso incontido, revelava o sentimento profundo daquela senhora, acompanhada e apoiada por sua amiga, irritada por estar dividindo com uma negra assumida e resolvida coma sua autoestima, o amplo espaço de um hotel de “elite”, como ela disse. por Olívia Santana enviado para o Guest Post de Geledés Realmente nasci na favela, como a maioria das negras e negros do nosso país.  Sou filha de uma doméstica que me criou com amor e admirável esforço, dando-me o pouco, que também era o melhor que ela tinha. Senti, cedo, o injusto e desproporcional peso de ser mulher, negra e pobre. Percebi que o estudo e a luta me seriam indispensáveis ...

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Luciana Gimenez: “Está rolando uma bagunça aqui na senzala, é?” todos riem…

A apresentadora divulgou um vídeo no qual chamava sua cozinha de “senzala”, em tom de piada no Metropoles A apresentadora de TV Luciana Gimenez foi acusada de racismo após fazer uma postagem em uma rede social na qual diz que seus empregados estão na “senzala”. Em vídeo, ela mostrou o momento em que funcionários de sua casa conversavam na cozinha. Ela pergunta a eles: “Está rolando uma bagunça aqui na senzala, é?”. Logo após, todos riem. O vídeo foi compartilhado pelo Coletivo Sistema Negro, que questionou o tratamento dado aos funcionários, em sua maioria, negros. “Vemos pessoas públicas usando irresponsavelmente termos que remetem a um período desumano e violento para nós, negros e negras”, diz a publicação. “Senzala não é brincadeira. Senzala é violência, é dor,  é o território específico da desumanização que por quatro séculos nós negros sofremos nesse país. Senzala é o lugar do abandono, da invisibilidade. Senzala é ...

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A cor da violência e a nova senzala

“Se o desmatamento das florestas não pode ser visto de forma natural, a presença maciça de afro-brasileiros nos bolsões de miséria também não”, explica o professor e pesquisador Nelson Inocêncio, em seu artigo “Racismo ambiental: derivação de um problema histórico”. Esse conceito pouco discutido no Brasil explica, entre outras coisas, que as populações em áreas periféricas sem saneamento básico, portanto mais sujeitas a doenças são em sua maioria negra. Podemos somar a essa reflexão a questão da violência, cujas as vítimas também são majoritariamente de pele escura e vivem e sobrevivem, dentro de espaços abandonados pelo Estado, de forma que seria leviano analisar os agentes e vítimas da violência, sem se fazer um recorte racial do cenário. Por Silvia Nascimento, do Mundo Negro    Ato em memória do jovem Johnatha,morto na favela de Manguinhos, pela luta por justiça de sua mãe Ana Paula Oliveira, e lançamento da cartilha: Manguinhos tem fome ...

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Protesto contra racismo mobiliza sindicalistas no Leblon, Rio

Ato foi realizado em frente a supermercado onde gerente negro foi atacado. Manifestantes cobraram maior rigor contra quem comete injúria racial. Por Nicolas Satriano Do G1 Em protesto contra o racismo, representantes de movimentos sindicais e de luta pela igualdade étnica estiveram, na tarde desta terça-feira (31), em frente a um supermercado no Leblon, na Zona Sul do Rio, onde uma mulher acabou presa suspeita de injúria racial contra um dos gerentes do estabelecimento. Além de repudiar o crime, ocorrido no sábado (28), os sindicalistas reivindicaram que o Congresso Nacional tome medidas mais efetivas contra ataques preconceituosos. Uma das propostas é que quem for presos por injúria racial não tenha o direito de responder ao processoe m liberdade. O protesto transcorreu de forma pacífica. Por volta das 16h, os manifestantes chegaram a interditar a Rua Dias Ferreira, mas o bloqueio não durou mais que dez minutos. A vítima, que é gerente do ...

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Um recado para Maria: não queremos mais voltar para o Brasil de Debret

Olhem as senzalas das telas de Debret". Essa foi a justificativa de Maria Francisca Alves de Souza, de 58 anos, que insultou ontem um funcionário negro em um supermercado do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro. Por Edgar Maciel Do Brasil Post "Volta para sua senzala" e "Volte para o seu quilombo" foram as primeiras frases depois que o funcionário negro se negou a prestar um favor para a cliente, pois estava ocupado - Ela queria que o funcionário buscasse um produto enquanto ela aguardava na fila do caixa. Jean-Baptiste Debret foi um artista plástico francês que esteve no Brasil no começo do século 19. Ele conseguiu retratar muito bem como era a sociedade brasileira naquela época. Mostrou com clareza de que forma o negro era tratado naquela época: no tronco ou servindo a família da Casa Grande, como nesta tela: Dona Maria, não queremos mais um Brasil escravocrata. ...

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Bisneto de escravo liberto há 125 anos conta saga de sua família da senzala à Academia

Doutor em História, Robson Machado narra a história dos descendentes e como viveram desde 1888 Por Carolina Benevides Do O Globo Aos 14 anos, Vicente valia 1.200 réis. Era o ano de 1871, e ele vivia na senzala da Fazenda Córrego do Ouro, no sul do Espírito Santo. Escravo desde que nasceu, provavelmente em 1857, na Região da Zona da Mata de Minas, foi comprado para trabalhar no plantio e na colheita do café. No ano em que a Lei do Ventre Livre foi aprovada, Vicente dividia a fazenda com outros seis escravos. A mais velha, Jeronyma, de 50 anos, valia 400 réis, quatro vezes o valor de um burro de carga. Dezessete anos depois, em 13 de maio de 1888, Vicente se tornou um homem livre. Mas, para ele e para a maioria dos escravos, a Lei Áurea não significou, de cara, uma mudança de vida. Ao ganhar a liberdade, ...

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“Da senzala contra os senhores”, Grito dos Excluídos acontece em todo o Brasil

Enquanto oficialmente se comemora a 'independência', milhares de pessoas foram às ruas defender a democracia, os direitos sociais e políticas voltadas para o “povo mais pobre”; segundo os movimentos populares “esse é um 'grito da senzala' contra os senhores do poder”. Por Bruno Pavan, Camilla Hoshino, Íris Pacheco, Rafael Soriano e Catiana Medeiros Do Brasil de Fato  Protesto em Porto Alegre (RS) | Foto: Catiana Medeiros Neste feriado de 7 de setembro, 'Dia da Independência', milhares de pessoas saíram às ruas em todo o Brasil para mais uma edição do Grito dos Excluídos, que tem como lema 'Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?'. "Esse é um 'grito da senzala' contra os senhores do poder e da concentração de renda. Nós gritamos pela democracia, contra o golpe, por uma outra política econômica, pelos direitos sociais, é um grito das ...

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“Senzala nunca mais”: intervenção artística contesta nome de restaurante em SP

Durante a escravidão, as senzalas eram lugar de sofrimento, violência e opressão dos negros. Em região nobre da capital paulista, dão nome a um restaurante de elite. Artistas realizaram performance para questionar a inversão de valores e reivindicar o respeito à sua dor Por Anna Beatriz Anjos Do Portal Fórum Eles entraram. Sentaram-se, pediram cervejas e porções. Dividiam-se em alguns grupos, espalhados por mesas diferentes no salão. Durante cerca de quarenta minutos, passaram desapercebidos aos olhos de quem ali estava. Parecia uma terça-feira de confraternização entre amigos. Um olhar mais atento, porém, perceberia que eram os únicos negros no local, cercados por um mar de gente branca. Seus únicos irmãos de cor eram os garçons e a faxineira. Nada novo para um estabelecimento no Alto de Pinheiros, região nobre de São Paulo. O mais chocante ali não era, entretanto, a realidade de segregação que, em vez de revoltar, já se ...

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“Fui demitido porque saí da senzala”

Garis do Rio perseguidos após alcançar conquistas históricas. Prefeitura demite lideranças e avança em projeto de terceirização, em vingança contra categoria Por Célio Gari  no Outras Palavras Trabalho há 15 anos na Comlurb no final de abril fui demitido. Não fui o único. 77 colegas foram dispensados nos últimos dias. Todos garis que cometeram o “pecado” de exercer o direito de greve, que se organizaram e resolveram se fazer visíveis. O amigo Bruno da Rosa, por exemplo, foi demitido porque ousou responder a um dos gerentes que se portava como um verdadeiro capataz de escravos. Um dia antes de receber a carta de demissão, eu participei da audiência pública “O direito de greve e manifestação na cidade do Rio de Janeiro” (vídeo de minha fala: http://tinyurl.com/lwghlv4). Foi minha primeira vez na Câmara dos Vereadores e motivo de orgulho. Vesti o uniforme da Comlurb e falei da dignidade de ser gari, trabalhador da limpeza, ...

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Após ser provocada, Pitty dá uma aula de igualdade a seguidor no Twitter

"Não volto pra cozinha, nem o negro pra senzala, nem o gay pro armário", disse cantora após tweet agressivo por O GLOBO Assim como muitas personalidades, a cantora Pitty se manifestou sobre os protestos políticos que aconteceram neste domingo em diferentes estados do país. “Pressionar qualquer governo por melhorias sim, marchar ao lado de extremistas de direita, fanáticos religiosos e saudosos da ditadura JAMÉ (sic)”, escreveu ela no próprio domingo, antes de dormir. Ao acordar na segunda-feira, porém, encontrou sua conta inundada com xingamentos e comentários agressivos. “Uau. Se vocês vissem nas minhas mentions o jorro de ódio irracional desde ontem... Diálogo zero, só ofensas preconceituosas”, escreveu Pitty. “Xingamentos impublicáveis, xenofobia, machismo e ‘comunista’. E olha que eu nem defendo o PT! Essa atitude é praticamente um endosso”. Ela retuitou um dos comentários: só gente de bem :) RT @___Padu___: @pittyleone Quando terminar o mimimi... volte pra cozinha! Quem sabe lá ...

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Pelé (Robert Cianflone/Getty Images)

A mente de Pelé ainda está presa numa senzala

Por: Marco Antonio Araujo Mais uma obra pode ser incorporada ao acervo do Museu Pelé: um áudio editado com as maiores bobagens que o Rei do Futebol pronunciou durante sua existência. Nessa coletânea não podem faltar as estultices que o Atleta do Século pensa sobre um tema que lhe deveria ser caro, mas que em sua boca é vendido a preço de banana: o racismo. Percebam o requinte de um raciocínio que não conseguiu sair da senzala: "Se eu fosse querer parar o jogo cada vez que me chamassem de macaco ou crioulo, todos os jogos iriam parar. O torcedor, dentro da animosidade, ele grita. Acho que temos que coibir o racismo, mas não é em lugar público que vai coibir.  Quanto mais atenção der para isso, mais vai aguçar". Fosse um branco dizendo esse amontoados de bobagens, seria empalado pela opinião pública. Na boca do maior jogador de todos ...

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