segunda-feira, julho 13, 2020

    Tag: Xenofobia

    João Manuel, de 47 anos, morreu esfaqueado em Itaquera (Arquivo Pessoal)

    Xenofobia – a morte de um angolano no Brasil sem auxílio emergencial

    A xenofobia é o medo ou ódio por estrangeiros. O medo de perder seu status social e que sua identidade nacional pode ser contaminada por sangues e raças ruins, consideradas inferiores. O xenófobo (aquele que sente aversão pelo estrangeiro) vive numa paranoia horrorosa de que o imigrante é uma ameaça ao seu sucesso econômico. Ao se deparar com o estrangeiro, ele treme, se apavora, acreditando que este invasor penetraria nas suas deliciosas terras e tomaria a sua vaga de trabalho que antes estava por aí abundante para os seus patrícios. O xenófobo é excessivamente nacionalista, ostenta uma superioridade descomunal, ondula bandeira, excitasse ao entoar o hino e possui um encantamento religioso pelos símbolos nacionais – se pudesse, por força, violência ou guerra, espalharia seu poderio às nações. O xenófobo é amante do império e da colonia. Dizem que o Brasil é uma mistura de raças e que existe uma suposta ...

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    Frentista angolano João Manuel, de 47 anos, morreu esfaqueado em Itaquera na madrugada deste domingo (17) em ataque com motivação xenofóbica, segundo testemunhas — Foto: Arquivo pessoal

    Angolano morre esfaqueado na Zona Leste de SP e 2 ficam feridos; imigrantes deixam suas casas em Itaquera por medo de xenofobia

    Um homem angolano de 47 anos morreu esfaqueado no último domingo (17) em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Dois outros imigrantes ficaram feridos ao tentar impedir a agressão. O suspeito, um auxiliar de mecânico brasileiro, fugiu. Segundo testemunhas, o ataque teve motivação xenofóbica e ocorreu após uma discussão sobre o pagamento do auxílio-emergencial federal para imigrantes. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado no 24º Distrito Policial (Ponte Rasa) e encaminhado ao DHPP, que prossegue com as investigações. Exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML). A congolesa Hortense conta que as agressões e ameaças a imigrantes africanos tornaram-se comuns na área conhecida como Cidade Antônio Estêvão de Carvalho nos últimos meses. Membro do Conselho Municipal de Imigrantes de São Paulo, Hortense morou por cinco anos no bairro. Após ameaças, ela abandonou sua casa há ...

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    Foto: Daniel Rocha/Reirada do site: Público

    Racismo em Portugal e o mito colonial

    O racismo em Portugal não se faz sentir através de uma tumultuosa e até romantizada história de luta e reivindicação social. Não se figura através de negras estatísticas de encarceramento penal ou em lutas populares como em Charlottesville, nos EUA. O racismo português possui um toque de subtilidade pós-colonial, feito através de finas luvas, em cafés e casas de classe média, níveis de desistência e alienação nas escolas, condições de infra-estrutura em certos bairros das cidades portuguesas e até pela pura necessidade de quotas e prioridade de entrada em faculdades e cursos. É peculiar este aspecto da discriminação racial portuguesa. O acto de simplesmente referir o racismo institucional em Portugal levanta dúvidas nas mentes do público, desperta pequenas indagações sobre quem é realmente o injustiçado nesta história. No caso dos EUA, o racismo e discriminação são temas presentes e comuns no debate e discurso político e social. Toda uma complexa história ...

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    Presidente Cyril Ramaphosa. (Foto: Thierry Monasse, Getty)

    África do Sul envia missão a países africanos após onda de violência xenófoba

    O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, enviou uma missão a sete países africanos para entregar mensagens de solidariedade devido à vaga de violência xenófoba no país, anunciou hoje a presidência da República. No Sapo Notícias Presidente Cyril Ramaphosa. (Foto: Thierry Monasse, Getty) A missão, composta pelo ex-ministro da energia Jeff Radebe, o embaixador Kingsley Mmabolo e o veterano do partido no poder Khulu Mbatha, visitará Nigéria, Níger, Gana, Senegal, Tanzânia, República Democrática do Congo e Zâmbia, refere a presidência sul-africana em comunicado divulgado hoje na página oficial de internet. Moçambique e Portugal, cujas diásporas na África do Sul foram também afetadas pela violência xenófoba, não são mencionados no comunicado presidencial como parte do itinerário dos enviados especiais nomeados pelo chefe de Estado sul-africano. O comunicado adianta que os enviados especiais partiram da África do Sul no sábado "para entregar mensagens de solidariedade a vários ...

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    Mulher nigeriana se prepara para embarcar para a Nigéria após ataques xenofóbicos na África do Sul Imagem: Reuters

    Nigerianos que fogem da violência na África do Sul começam a deixar o país

    O primeiro dos voos programados para repatriar os 640 nigerianos residentes na África do Sul que pediram para deixar o país querendo fugir dos ataques xenofóbicos ocorridos nos últimos dias, decolou hoje de Johanesburgo com destino a Lagos, na Nigéria No UOL Mulher nigeriana se prepara para embarcar para a Nigéria após ataques xenofóbicos na África do SulImagem: Reuters Este primeiro avião, que deixou o Aeroporto Internacional Oliver Tambo com várias horas de atraso devido a problemas com a documentação de alguns dos passageiros, decolou com 317 pessoas, confirmou o ministro das Relações Exteriores nigeriano, Geoffrey Onyeama, em sua conta do Twitter. As operações de repatriamento continuarão nos próximos dias, até a saída dos 640 imigrantes nigerianos que tenham informado ao consulado de seu país suas intenções de deixar a África do Sul. Os voos são gratuitos graças a uma iniciativa da empresa privada nigeriana Air ...

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    "Unidos contra o racismo": torcedores do Dortmund erguem cachecol em ato por mais tolerância

    Rivais em campo, mas unidos contra a extrema direita

    Em tempos de xenofobia, populismo e antissemitismo em alta, grupos de torcidas organizadas de grandes clubes do futebol alemão, como Bayern e Dortmund, erguem a voz pela convivência pacífica e contra o racismo. Por  Gerd Wenzel, do DW "Unidos contra o racismo": torcedores do Dortmund erguem cachecol em ato por mais tolerância (reuters/W. Rattay) Nos anos 80/90 não era raro ocorrerem manifestações de hooligans neonazistas fora e dentro dos estádios na Alemanha, especialmente quando a seleção alemã se apresentava em jogos fora de casa. Quem não se lembra, por exemplo, do policial francês covardemente espancado por uma horda de alemães enfurecidos nas ruas de Lens na Copa de 1998? Também dentro dos estádios, predominantemente de clubes das divisões inferiores, como Dresden e Chemnitzer, grupos de saudosistas do Terceiro Reich não escondem seu ideário extremista através de gestos e palavras de ordem, características dos tempos de trevas da história ...

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    Sofrimento social: o caminho que imigrantes haitianos enfrentam em São Paulo Mariana Topfstedt/Sigmapress/Estadão Conteúdo

    Imigrantes haitianos em São Paulo revelam sofrimento social

    Tese foi defendida pelo professor José Ailton, da Faculdade de Saúde Pública da USP, e mostra exclusão e invisibilidade da comunidade caribenha na capital. Por Plínio Aguiar, do R7 Sofrimento social: o caminho que imigrantes haitianos enfrentam em São PauloMariana Topfstedt/Sigmapress/Estadão Conteúdo “Eu sofri muito preconceito, principalmente no início. As pessoas me xingavam, mandavam eu voltar para o meu país. Eu chorava todos os dias”, conta o haitiano Cameu Jeaneenis, de 40 anos, e morador de São Paulo desde 2014. Sua trajetória remete ao mesmo caminho que a maioria dos imigrantes no Estado mais rico do País. Jeaneenis nasceu na capital do Haiti, Porto Príncipe, com pouco mais de um milhão de habitantes. Sem escolaridade, era proprietário de uma loja que vendia material de construção. “Não ganhava muito, mas dava para sustentar a minha família”, conta ele. Na época, morava com os pais e o filho, hoje com 10 ...

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    Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal

    O Leviatã contemporâneo por Ivanir dos Santos

    Assim, os dados nos revelam uma nefasta realidade que assola à todas as minorias religiosas representativas no Brasil, que durante muito anos usou o slogan "Somos todos iguais" por Ivanir dos Santos no O Dia Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal A intolerância religiosa não é um fenômeno social e religioso que acontece exclusivamente no Brasil. Um breve panorama histórico sobre a História Mundial nos permite enxergar que a intolerância ainda é um dos maiores desafios para a construção da coexistência pacífica em várias partes do mundo. Se fossemos fazer a alusão da intolerância a uma representação, talvez a melhor seria a do imenso e destruidor monstro marinho Leviatã, com os seu imensos tentáculos. Leviatã é descrito em várias mitologias como o monstro destruidor, que ataca ferozmente suas vítimas com os seus imensos oito tentáculos. Na contemporaneidade, o nosso Leviatã, forjado durante séculos e séculos, se ...

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    Só podia ser mesmo de Pernambuco por Fabrício Carpinejar

    Poeta gaúcho escreveu em rede social texto que relembra qualidade cultural de Pernambuco em resposta a comentário polêmico do deputado eleito no Diario de Pernambuco Só podia ser de Pernambuco a poesia geométrica de João Cabral, o teatro da vida real, a morte e vida severina. Só podia ser de Pernambuco o frevo, o maracatu, o Galo da Madrugada, a alegria ecumênica. Só podia ser de Pernambuco os bonecos de Olinda, o olhar oceânico do alto das igrejas e dos muros brancos. Só podia ser de Pernambuco a literatura de cordel, o raciocínio rápido do repente, a magia dos violeiros. Só podia ser de Pernambuco Manuel Bandeira e a Estrela da Manhã. Só podia ser de Pernambuco Nelson Rodrigues e o seu carinho pelos vira-latas mancos. Só podia ser de Pernambuco a infância misteriosa de Clarice Lispector, a descoberta da leitura. Só podia ser de Pernambuco Chico Science e o ...

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    Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann - Divulgação

    Rimas sobre racismo, misoginia e miséria brotam em filme sobre slam de poesia

    Co-dirigido por Roberta Estrela D'Alva, longa mostra a prática dos EUA às periferias do Brasil por Andrea Ormond no Folha de São Paulo Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann - Divulgação “Poetry slam” é a competição entre poetas que recitam os próprios versos em, no máximo, três minutos. Sem acompanhamento musical, no ritmo de stand-up. A plateia faz parte do evento: todo silêncio e todo grito cortam o ar –para felicidade ou desespero dos participantes. A cada rodada, jurados levantam placas com notas, até que alguém sai vencedor. O esquema foi criado em Chicago, na década de 1980. Depois disso, abraçou o mundo. Do jazzismo “beatnik” ao estilo hip hop. Do existencialismo à política. Das batalhas de menor duração (dez segundos) ao “slam do corpo” (voltado para deficientes auditivos). Cabe de tudo no caldeirão. “Slam: Voz de Levante” apresenta ...

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    Tiago Petinga/LUSA

    Várias dezenas de pessoas concentram-se em Lisboa contra o racismo

    Várias dezenas de pessoas manifestaram-se este sábado em Lisboa contra atitudes racistas, discriminatórias e xenófobas por parte das forças de segurança. Do Observador   Tiago Petinga/LUSA Várias dezenas de pessoas manifestaram-se este sábado, no Rossio, em Lisboa, contra atitudes racistas e discriminatórias e xenófobas, cometidas por vezes por instituições, lembrando vários casos de agressões por parte das forças de segurança. “Portugal é um país racista, sempre foi um país racista. Lembremo-nos que em 2015 tivemos jovens que foram agredidos na esquadra de Alfragide e o julgamento ainda está a decorrer. O racismo existe a nível institucional, estrutural e ao nível do povo”, disse à Lusa Lúcia Furtado, da DJASS — Associação de Afrodescendentes, uma das muitas associações organizadoras da mobilização. Lúcia Furtado deu como exemplo de atitudes racistas o modo como os africanos são retratados nos meios de comunicação social e a forma como a História é ...

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    Venezuelanos embarcam para São Paulo

    Xenofobia: os homo sem sapiens

    Os lamentáveis ataques aos venezuelanos em Roraima ignoram a própria formação étnica do Brasil e a história da humanidade Por Gisele Pereira, da Carta Capital   Venezuelanos embarcam para São Paulo (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Ao longo dos milhões de anos desde seu surgimento, os agrupamentos humanos se deslocaram por todo o território planetário. É certo que os primeiros homo sapiens se desenvolveram e se deslocaram desde a África pelas diversas frações de terra que conhecemos hoje por continentes. Condições geográficas e climáticas foram responsáveis por estes primeiros deslocamentos que possibilitaram o surgimento de comunidades humanas em toda a parte habitável do globo terrestre. Uma característica fundamental para entendermos a formação de agrupamentos humanos diz respeito à capacidade e necessidade de mover-se por longas distâncias à procura de alimentação e abrigo. Ou seja, sobreviver. A mesma necessidade motiva ainda hoje deslocamentos devido a situações políticas e econômicas hostis. Guerras, regimes autoritários, ...

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    JOSÉ COELHO/LUSA

    Queixas de racismo e xenofobia batem recordes em Portugal

    Desde que a nova lei entrou em vigor em Setembro foram feitas 207 queixas. É mais do que no ano todo de 2017. Capacitação de organizações e denúncias públicas de racismo ajudam a explicar aumento. Percentagem de condenações é, porém, diminuta. Por JOANA GORJÃO HENRIQUES , do Público JOSÉ COELHO/LUSA Ainda nem um ano passou sobre a entrada em vigor da nova lei de combate à discriminação e já as queixas de racismo e xenofobia atingiram o maior número de sempre em Portugal, superando, em apenas dez meses, as registadas em todo o ano de 2017. Desde 1 de Setembro, e até fim de Junho, a Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR) recebeu 207 denúncias. Apesar desta subida, não tem ainda registos sobre a aplicação de multas que, de acordo com a lei, podem ser superiores a oito mil euros. Não há, até agora, ...

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    Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty Images

    Xenofobia e migração: os africanos são europeus só para o futebol

    Inglaterra, França e Bélgica, três das quatro nações semifinalistas da Copa do Mundo da Rússia, têm em seus elencos uma grande quantidade jogadores de ascendência africana, mais um aspecto do legado do colonialismo e da imigração, que revela uma história que continua vigente, no ritmo da xenofobia e da discriminação. Por Aram Aharonian, da Carta Maior   Foto: Mike Hewitt - FIFA/FIFA via Getty Images São 14, dos 23 integrantes da seleção campeã (França?), os atletas de origem africana: Kanté é de Mali; Mendy, Dembelé e Sidibé têm suas raízes no Senegal, Pogba de Guiné, Umtiti e Mbappé de Camarões (embora o segundo também tenha parentesco argelino), Ramis é do Marrocos, Fekir é filho de argelinos, Kimpembé é do Congo, Tolisso do Togo, e ainda há três com origens na República Democrática do Congo: N´Zonzi, Mandanda e Matuidi. Há 20 anos, na Copa que sediou, a seleção ...

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    ilustração de Leo

    Ninguém fica indiferente a uma Copa do Mundo

    Até há aqueles que, desejando aparentar alguma intelectualidade, evocam a velha máxima do “ópio do povo”, ou mesmo aquela balela do “pão e circo”. Trata-se sempre de um marxismo de anteontem que de tão caricato nem merece atenção. Por Rodrigo Perez Oliveira, do Jornalistas Livres ilustração de Leo Neste ensaio, não me faço de rogado e falo da Copa do Mundo, o que não significa, necessariamente, falar apenas de futebol. É que a Copa do Mundo é um evento tão importante, mas tão importante, que não se resume ao futebol. É muito mais que futebol. Na Copa do Mundo se manifestam alinhamentos geopolíticos, projetos de emancipação nacional, rivalidades e reconciliações entre nações historicamente afastadas pela guerra. Na Copa do Mundo, podemos perceber as tendências ideológicas internacionais, as formas de pensamento que estão se fortalecendo. E é exatamente este o meu alvo neste ensaio: as tendências ideológicas internacionais, formas ...

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    Refugiados no Brasil sofrem com racismo e falta de políticas públicas

    De acordo com agência da ONU, as solicitações de refúgio no país aumentaram 118% em 2017 Por Lu Sudré, do Brasil de Fato  Dia Mundial do Refugiado é comemorado neste 20 de junho / Marcelo Camargo/Agência Brasil Os pedidos de estrangeiros à procura de proteção no Brasil aumentou de 35.464 em 2016 para 85.746 em 2017, representando um incremento de 118%. Os dados foram apresentados pelo relatório "Tendências Globais - Deslocamentos forçados 2017", elaborado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e divulgado nesta terça-feira (19).Em razão do Dia Mundial do Refugiado, comemorado neste 20 de junho, a agência da ONU divulga anualmente informações internacionais de deslocamentos forçados. Os números brasileiros acompanham um movimento global: Em todo o mundo, o número de refugiados e deslocados internos chegou a 68,5 milhões em 2017, nível recorde pelo quinto ano consecutivo. O Brasil tem atualmente 10.264 refugiados reconhecidos e quase 86 mil solicitantes de refúgio, que, ...

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    Racismo e xenofobia: precisamos falar sobre ser uma mulher negra que viaja sozinha

    Cara leitora, Nunca se falou tanto sobre mulheres que viajam sozinhas. Há reportagens sobre isso na grande mídia e debates sendo realizados. Contudo, é possível observar que o tema não está sendo discutido como deveria. por *Nathalia Marques no Finanças Femininas O debate deveria ser aprofundado, com temas sobre gênero e raça, mas não é isso que está acontecendo. Diante disso, neste mês decidi ceder meu espaço aqui no Finanças Femininas para aprofundar mais a discussão sobre viajar sozinha. Para isso, convidei a viajante Paula Augot para falar sobre como é ser uma mulher negra viajante. Boa leitura! Eu, mulher e negra, viajo sozinha Por Paula Augot* Ultimamente temos falado muito sobre mulheres viajantes. Para minha felicidade, mulheres que viajam sozinhas têm sido pauta na mídia. Contudo, pouco se fala sobre mulheres negras que viajam ou mulheres negras viajando sozinhas. Junte a dificuldade de estar em um país estrangeiro com o ...

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    Foto: Reprodução/ProgramatismoPolitico

    Haitianos relatam rotina de humilhações e preconceito no Brasil

    “Se você quer, pega. Se não quer, não quer“. Foi assim que Alix Mustivas, de 26 anos, foi tratado pelo patrão após se machucar enquanto trabalhava na construção civil. Após fraturar a coluna o braço em dois lugares durante o trabalho – sem carteira assinada – o dono da empresa ofereceu R$ 300 ao jovem. “Eu disse que minha vida não valia R$ 300“. Mustivas, que teve o apoio de entidades sindicais catarinenses para receber, durante um mês, auxílio do INSS, conta que ficou dois dias sem levantar e andar. “Depois de uma semana consegui caminhar e levantar sozinho“, afirma. Haitiano, ele está há mais de um ano entre Curitiba e Santa Catarina. Mustivas veio ao Brasil em busca de oportunidades melhores do que as que encontrava no país de origem, que ainda se recupera de um devastador terremoto, que atingiu a nação em 2010. “Eu trabalhei em um condomínio em Santa Catarina, ...

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    Primeira bebé do ano em Viena é alvo de ataques xenófobos

    Às primeiras horas de vida, Asel já era vítima de ódio nas redes sociais. Do PÚBLICO  “Criou-se um estereótipo em relação aos muçulmanos e que tem crescido nas redes sociais” KLAUS SCHWERTNER/FACEBOOK Tinham passado 47 minutos da meia-noite quando Asel nasceu. Foi a primeira bebé do ano a vir ao mundo em Viena, a capital da Áustria. Mas em vez de mensagens de parabéns e desejos de saúde, houve muitos austríacos que se deram ao trabalho receber uma recém-nascida com torrente de ameaças e de insultos racistas e xenófobos, como conta o New York Times. Tal como em Portugal, é uma tradição para a imprensa austríaca noticiar o nascimento dos primeiros bebés do ano, com os jornais a exibirem fotografias de casais radiantes com os seus filhos. Este ano, no entanto, o que era suposto ser uma ocasião feliz tornou-se em mais um exemplo de intolerância. Vários grupos de defesa dos direitos humanos e ...

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    Medidas de combate ao terrorismo alimentam racismo e xenofobia, alerta especialista da ONU

    Os governos devem fazer mais para combater o racismo, a islamofobia e a discriminação que se agravam em meio à ameaça de terrorismo em curso e são, em alguns casos, alimentados por políticas antiterroristas, de acordo com um relator especial das Nações Unidas. Da Onu Foto: Shutterstock Mutuma Ruteere disse à Assembleia Geral em Nova Iorque que o discurso de ódio e as medidas de segurança estavam alimentando o racismo, a xenofobia e a discriminação com base na origem étnica das pessoas, bem como no status de migração ou religião – no contexto atual de medidas e legislação antiterroristas. “O aumento dos ataques terroristas nos últimos tempos levou os Estados em várias regiões do mundo a adotar uma variedade de medidas antiterroristas”, disse Ruteere, relator especial das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de racismo em seu relatório. “No entanto, em muitos países, essas medidas provocaram preocupação com a proteção dos direitos humanos. Também ...

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