sexta-feira, janeiro 22, 2021

Resultados da pesquisa por 'dossiê monteiro lobato'

Dossiê: Presença negra na literatura brasileira

A décima edição da Opiniães: revista dos alunos de literatura brasileira convida o leitor a refletir sobre as relações estéticas, sociais e políticas que envolvem a literatura negra e/ou afro-brasileira. Da Revista USP  Imagem: Reprodução/Revista USP Os sete artigos acadêmicos que compõem o dossiê temático – assinados por Luciana Marquesini Mongim, Luciana Alves  Santos, Fernanda Rodrigues Miranda, Fabiana Carneiro da Silva, Luciana Martins Diogo e Ana Paula Simioni, Francys Lindoso Cavalcanti e Fabiane Cristine Rodrigues – abordam, de maneira plural e instigante, aspectos variados da presença negra na literatura brasileira, desde a produção oitocentista de Maria Firmina dos Reis, passando pela prosa de Monteiro Lobato, as interlocuções entre a literatura e as artes visuais afro-americanas, o desdobrar-se sobre a produção literária de vozes negras contemporâneas como Cuti, Paulo Lins e Ana Maria Gonçalves, até os questionamentos sobre o lugar dos escritores negros no mercado editorial brasileiro. ...

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Literatura e racismo: uma análise sobre Monteiro Lobato e sua obra

Mais conhecido por suas histórias infantis, o escritor paulista Monteiro Lobato, nascido no fim do período da escravidão (1882) e neto do Visconde de Tremembé, frequentemente tem seu nome associado ao racismo. Em 2014, foi levado ao Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança no qual se discutia a retirada do livro Caçadas de Pedrinho da lista de leitura obrigatória em escolas públicas. Publicada em 1933, a obra faz parte do Programa Nacional Biblioteca da Escola, do Ministério da Educação, e foi distribuída em escolas de todo o país. O ministro Luiz Fux, do STF, julgou improcedente o pedido. por Por Rodrigo de Oliveira Ribeiro no ConJur Sem pretender entrar no mérito da mandamental citada (noticiada na ConJur), entendemos que o escritor deveria ser analisado não somente pela sua literatura infantil, mas também à luz de sua biografia e do que escreveu no âmbito de sua literatura adulta, tendo em vista o poder influenciador de uma obra ...

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Charlie e Lobato: quando o racismo encontra a liberdade de imprensa, por João Feres Jr

Charlie e Lobato: quando o racismo encontra a liberdade de imprensa Por João Feres Júnior  Do Ggn O affair Charlie Hebdo já produziu em menos de uma semana uma avalanche de textos, artigos e posts. Há muito tempo um caso específico não suscitava tanto debate no exterior e também no Brasil. Para ser mais preciso, 11 de setembro, que seria um competidor mais do que a altura, ocorreu quando a internet ainda era mais tíbia e não havia redes sociais. Estamos perante o affair Dreyfus do século XXI, com todas as camadas de ironia que tal comparação enseja. Milhões marcharam em Paris sob o lema “Je suis Charlie”, liderados por Hollande, Merkel, Benjamin Netanyahu e Mahmud Abbas, com o apoio dos Estados Unidos. A grande mídia brasileira aderiu com peso ao slogan por meio de editoriais, manchetes e artigos em defesa da liberdade irrestrita de expressão. Augusto Nunes, colaborador da Veja ...

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Sem acordo conciliação para liberar obra Lobato acusada de racismo

Terminou novamente sem acordo a audiência de conciliação em torno da obra de Monteiro Lobato. Representantes do Ministério da Educação (MEC) se reuniram hoje (25) com membros do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) para discutir ação que questiona o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que liberou a adoção do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, no Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE).  Reprodução/Editora Globo Sem conciliação, a ação volta ao Supremo Tribunal Federal (STF) e será julgada pelo ministro Luiz Fux. Os membros do Iara, autores do mandato de segurança, consideraram insuficientes a proposta do Ministério da Educação de enviar notas explicativas sobre as obras do autor brasileiro. "Não diminuímos um milímetro sequer do pedido inicial. As políticas públicas não estão de acordo com a realidade. Achamos que estão sendo feitas, mas é muito pouco. O número apresentado pelo MEC, de ...

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Reprodução/Editora Globo

Monteiro Lobato, racismo e CNE

Por Cesar Augusto Baldi* Nilma Lino Gomes não é uma “sicofanta”, uma “destas burocratas de Brasília” ou uma “doidona”, como foi classificada por alguns dos maiores jornais do País. Trata-se de uma pedagoga, com mestrado em Educação (UFMG), doutorado em Antropologia Social (USP) e pós-doutora pela Universidade de Coimbra. Uma das grandes pesquisadoras, no Brasil, sobre a discussão racial na educação. E foi classificada desta forma “elegante” (seria uma censura às suas posições?), em decorrência do Parecer CNE/CE nº 15/2010. De acordo com a grande imprensa, o Conselho Nacional de Educação teria incorrido em censura, pretendendo banir o livro de Monteiro Lobato ( “Caçadas de Pedrinho”), por entender  inadequado o conteúdo da obra, por seu cunho racista. Mas o que diz, realmente, o parecer tão combatido? Primeiro, que recebeu uma denúncia e ouviu a opinião de todos os setores educacionais envolvidos, além da Ouvidoria da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial). Segundo, ...

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Caçadas de Pedrinho e decisões judiciais na rede

A aventura para compreender as decisões judiciais do caso Caçadas de Pedrinho, em curso desde 2010, passa pela imprensa, a poderosa e generalista e a segmentada. Mas são as ágeis falas não corporativas do cotidiano virtual que não desistem de pautar o assunto. Como uma espécie de telefone com fio desencapado, fragmentos da notícia daqui e dali em novas combinações acrescidas ou subtraídas de vivências, repassam o aviso. O livro e seu autor e o judiciário são mediadores para a sociedade brasileira pensar seu racismo, que sabemos, é um celeiro de crenças, induz práticas, sendo uma construção social sob entendimentos instantâneos. Mas, os vereditos oficiais explicitam o relacionamento entre as instâncias de poder de nossa república com as demandas da sociedade civil. E, estamos na expectativa do dia 15 de maio de 2020, a ser parâmetro para as novas repercussões. Recordando os fatos, o MEC representante do poder executivo, no ...

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O racismo de Fernando Pessoa…

Declarações racistas de Fernando Pessoa reacendem a discussão sobre a relação entre os artistas e suas obras por Jeferson Tenório* no Murro das Lamentações  Causou estarrecimento em muita gente a descoberta de um texto racista escrito pelo poeta Fernando Pessoa (1888 – 1935). A discussão correu as redes sociais depois que o escritor Antonio Carlos Secchin reproduziu um trecho em sua página no Facebook. O estarrecimento certamente ficou por conta da contundência das frases e também porque Fernando Pessoa ocupa um imaginário quase etéreo e mítico dentro da cultura ocidental contemporânea. Para nós, hoje, é difícil aceitar que um artista do calibre do poeta português, que simplesmente reescreveu liricamente a empreitada lusitana, criou complexos heterônimos e se tornou um dos pilares da literatura e da língua portuguesa, fosse capaz de escrever palavras tão assombrosas. leia também: Um Fernando Pessoa mais sombrio por Silio Boccanera  Fernando Pessoa tinha 28 anos quando escreveu que ...

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Os livros infantis são realmente inocentes?

Quando eu era criança, muitos dos meus livros favoritos tinham como tema a comida. Um deles contava a história de um menino que ajudou a salvar uma pequena lanchonete ao se tornar um detetive gourmet que conseguiu recuperar um ingrediente secreto perdido. Por Hephzibah Anderson Do: BBC PHILOMELMACMILLANHARRY N ABRAMSHARPER COLLINS Muito tempo depois de ter esquecido do livro e seu título, estive em Edimburgo para entrevistar Alexander McCall Smith. Ele já era o autor campeão de vendas por trás da série Agência No 1 de Mulheres Detetives, mas, anos antes, tinha escrito alguns livros infantis. E em uma prateleira de sua estante lá estava The Perfect Hamburger (O Hambúrguer Perfeito, em tradução livre). Era o meu livro. Só que não exatamente. Sim, os hambúrgueres ainda eram descritos com detalhes de lamber os beiços, mas dessa vez ficou claro para mim que, na realidade, The Perfect Hamburger ...

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Nilma Lino Gomes. (Foto: Sara Maia/O POVO)

Primeira reitora negra, de instituição federal, Nilma Lino Gomes, toma posse

Pela primeira vez o Brasil terá uma mulher negra no comando de uma universidade federal. A professora Nilma Lino Gomes tomou posse esta semana como reitora pro tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), localizada em Redenção, a 63 quilômetros de Fortaleza no Ceará. A instituição não poderia ficar em local mais simbólico. Há 130 anos, a cidade foi a primeira localidade a libertar os escravos durante a campanha abolicionista brasileira — cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea, que só ocorreu em 1889.  Nilma Lino Gomes . (Foto: Sara Maia/O POVO) — Tem algo que não é só meu (sobre a nomeação). É da luta coletiva de políticas raciais no Brasil. Tudo isso soma para a minha nomeação, que envolve a minha trajetória profissional, pessoal e o processo de luta por democracia e igualdade racial — contou Nilma. — O fato ...

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criolo usa a fama de forma inteligente

Cláudia Laitano – Criolo

Por Cláudia Laitano O politicamente correto esteve em pauta com alguma frequência ao longo do ano que passou – da divulgação de cartas com ideias racistas de Monteiro Lobato à repercussão de piadas sobre temas como mulheres grávidas ou doentes mentais. Nessas discussões, sempre aparece alguém para reclamar que o mundo ficou mais chato, que as pessoas estão mais caretas e andam com mania de controlar o direito que cada um tem de se expressar do jeito que lhe dá na telha e coisa e tal. Há nesse discurso, me parece, uma curiosa nostalgia pela inocência perdida. Como se fosse possível empurrar certas palavras ou atitudes de volta ao tempo em que eram tão naturais quanto o cigarrinho de chocolate. Não vai acontecer. Todos vamos ter que aprender a viver em um mundo mais complexo e dinâmico – inclusive aqueles que confundem conservadorismo e preconceito escancarado com ousadia intelectual. As ...

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(Foto: Alberto Marques/AT)

#meuprofessorracista: Nova hashtag relata racismo de professores

Foto: Reprodução/Facebook No início desta semana, a hashtag #meuprofessorracista se popularizou em redes sociais como o Facebook e o Twitter. A movimentação virtual surgiu a partir de um episódio ocorrido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Em carta aberta, o coletivo Ocupação Preta relata que, durante uma discussão em aula, uma professora da faculdade teria abordado com chacota assuntos como marchinhas racistas e a questão racial na obra do escritor Monteiro Lobato. no Desabafo Social “Carta Aberta da Ocupação Preta No dia 20 de março, durante uma discussão na aula de Teorias do Texto na FFLCH – USP, a temática voltou-se para o debate racial no momento em que os assuntos “marchinhas racistas” e “o racismo de Monteiro Lobato” ganharam um tom de chacota dado pela então professora que ministrava a aula, o que acarretou em uma discussão levada por uma ...

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Pixabay

Oralidade – Cantos e re-encantos: vozes africanas e afro-brasileiras

Andréia Lisboa de Sousa 1 Ana Lúcia Silva Souza 2 Pixabay Os mitos são, realmente, as histórias sociais que curam. Isso porque nos são mais do que o desfecho moral que aprendemos associar, há muito tempo, às quadrinhas infantis e aos contos de fada. Lidos apropriadamente, os mitos nos deixam harmonizados com os eternos mistérios do ser, nos ajudam a lidar com as inevitáveis transições da vida e fornecem modelos para o nosso relacionamento com as sociedades em que vivemos e para o relacionamento dessas sociedades com o mundo que partilhamos com todas as formas de vida (FORD, Clyde W. O herói com rosto africano. Mitos da África ). O objetivo deste texto é ressaltar a importância dos contos, orais e escritos, africanos e afro-brasileiros, destacando-os como marcas das experiências humanas de um povo ao longo dos tempos. São narrativas com rosto africano. A história e ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

O livro de receitas da D. Benta – Por: Cidinha da Silva

Alguém avisou à dona da casa que a visitante gostava de cozinhar e aquela, muito solícita, mostra-lhe o que considera uma preciosidade, o livro de receitas da D. Benta. A sobrinha da visitante, ingenuamente pergunta: "Mas, tia, a cozinheira não era a Anastácia?" "Era", responde a tia satisfeita. A menina continua, enquanto folheia o livro: "Então, porque o livro de receitas é da D. Benta?" "Boa pergunta", responde e mira a anfitriã, aguardando algum comentário. A dona do livro sorri amarelo, diz que a garota é muito esperta, ameaça tocar suas tranças. A menina se esquiva do gesto, agradece o que parece ser um elogio e explica que gente estranha não pode colocar a mão na cabeça da gente. O mesmo sorriso sem graça da anfitriã se repete e ela busca outra obra de receitas, determinada a agradar a visita ilustre. Traz um volume fino de receitas caribenhas. Na capa, ...

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Pescador

Heloisa Pires – O Pescador de histórias

As ilustrações de Élon Brasil O Pescador navega pelas águas africanas. Às vezes, percebe a fartura, prepara o mergulho e, então, pesca. Mas não peixe e, sim, histórias. Desse jeito, ele se alimenta do repertório cultural ribeirinho. Ler a obra é como deslizar numa correnteza de pequenos contos entre lugares e tempos. O conjunto desses leitos fabulosos oferece uma África nada homogênea para o leitor. O Rio Níger, ao noroeste, permite a referência ao povo soninquê. Em O brilho precioso de Wagadu, o Pescador recolhe uma narrativa conhecida nessa região desde o século VIII. Já em O presente do Nilo, as águas deixam fluir pequenas lembranças do poderoso império negro de Cush, lá pelo terceiro milênio a.C.. Estas convivem com as formas mais modernas de se relacionar com o mesmo rio, como fazem os povos Dinka, Shilluck e Annuak. Também o lago Nakuru, ao leste, é local para iscas. Pois ...

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mayarapetruso

Protesto de internautas leva Ministério público aceitar denúncia contra Mayara Petruso por racismo

Ministério público aceita denúncia e Mayara Petruso responderá por racismo Estudante que postou ofensas contra nordestinos no Twitter e no Facebook poderá pegar até 5 anos de prisão. O Ministério Público Federal aceitou a denúncia-crime (petição inicial da ação penal na esfera pública) contra a estudante de direito Mayara Petruso pelo crime de racismo. A pena, de até um ano de prisão, mais multa, pode chegar a cinco, devido ao crime ter sido cometido em "veículo de comunicação". A estudante postou, tanto no Twitter quanto no Facebook, ofensa aos nordestinos, após a derrota de José Serra nas eleições presidenciais de 2010. "Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!", escreveu ela no Twitter. De acordo com o MPF, Mayara confirmou em depoimento ter postado os comentários. Embora ela tenha apagado os comentários, não foi o suficiente para livrar-se das acusações. A ação contra Mayara ...

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Racismo e burrice

OAB-PE – Estudante deve ser processada por preconceito e racismo

Jovem publicou mensagens no Twitter sugerindo câmaras de gás para exterminar nordestinos O Seccional Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil ingressou nesta segunda-feira no Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul com uma notícia-crime contra a estudante Sophia Fernandes, que postou mensagens preconceituosas e racistas contra os nordestinos no final de semana na internet. Ela chega a sugerir o uso de câmaras de gás para exterminar os nordestinos e os compara a excrementos, invocando o costume nazista. As ofensas foram postadas no Twitter na última sexta-feira e a OAB anunciou nesta segunda-feira a iniciativa, pedindo que a estudante seja punida por racismo, crime inafiançável, e que pode render de dois a cinco anos de reclusão. Quatro outros jovens - de Minas Gerais e Santa Catarina - além de integrantes da comunidade "Eu Odeio Nordestino", no Orkut enfrentam processos do mesmo tipo, movidas pela OAB-PE. No sábado, o perfil ...

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Carta Aberta ao Ziraldo, por Ana Maria Gonçalves

Num extenso e substancial texto a escritora Ana Maria Gonçalves nos revela as entranhas do pensamento racista de Monteiro Lobato e do seu mais novo herdeiro Ziraldo, autor da camiseta do Bloco Carnavalesco "Que merda é essa" que desfila no bairro de Ipanema, zona sul carioca, região de alta classe média do Rio de Janeiro. Num vídeo em que o link (Que merda é essa?) está no texto abaixo, vê-se que o bloco foi fundado por um grupo com negros frequentadores das praias e bares de Ipanema fazendo exatamente aquela "mistura racial" em que o negro se vê constrangido a ridicularizar-se para ser aceito no grupo como normalmente acontece na democracia racial brasileira. Carta Aberta ao Ziraldo Imagem: Arte de Ziraldo   Ana Maria GonçalvesCaro Ziraldo,Olho a triste figura de Monteiro Lobato abraçado a uma mulata, estampada nas camisetas do bloco carnavalesco carioca "Que merda é essa?" e ...

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